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Escrito na pedra

por António Canavarro, em 20.01.19

"As pessoas só aceitam a mudança quando se encontram face à necessidade,
e só reconhecem a necessidade quando há uma crise."
Jean Monnet [1888–1979]

 

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publicado às 14:30

O bipolar

por António Canavarro, em 19.01.19

centeno.jpg

 

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publicado às 22:15

A bela adormecida

por António Canavarro, em 18.01.19

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“A minha iniciativa teve um efeito inegável: acordou um gigante adormecido que é o PSD. Estou convencido que nada vai ficar como antes, na mesma, estou convencido de que o PSD, mais do que nunca, se vai concentrar em garantir a sua unidade interna, em garantir ao país uma oposição firme efectiva e que possa dar corpo ao descontentamento que se sente na sociedade portuguesa, e um PSD concentrado em apresentar ao país uma alternativa política forte, capaz de o levar a uma terceira vitória nas eleições legislativas”.

Luís Montenegro 18/01/2019

Não sei se o PSD acordou. Duvido. Uma coisa é certa: Montenegro vai ter direito a uma "imensa soneca"!

 

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publicado às 13:45

Viver ultrapassa qualquer entendimento

por António Canavarro, em 10.12.18

Se fosse viva, Clarice Lispector, faria hoje 98 anos. Faço a referência à escritora brasileira de origrem ucraniana, porque, e não obstante as confusões que o mundo enfrenta, "viver ultrapassa qualquer entendimento"! 

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

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publicado às 16:17
editado por Maria Teixeira Alves a 8/1/19 às 00:51

A crónica de um suposto funeral

por António Canavarro, em 05.12.18

As pessoas, à boleia deste "youtuber", andam alarmadas. Dizem que se trata do fim da Internet e das redes sociais. São os efeitos dos artigos 11 e 13 , de uma directiva europeia "relativa aos direitos de autor no mercado único digital".

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, disse mesmo que promove a censura: "a censura naquilo que consideramos ser um espaço de liberdade (...). Como as plataformas e as redes sociais não querem ser responsabilizadas por deixar passar conteúdos protegidos, o que fazem é apertar cada vez mais a circulação livre, ao ponto de não incluir conteúdo de terceiros. É um ataque aquilo que são os direitos dos utilizadores. Somos todos vítimas”.

Do meu ponto de vista, é uma evidência que a "propriedade intelectual" no " mercado único digital" não está   regulamentada. E todos nós, mesmo que inadvertidamente, ao partilharmos algo, estamos ferir os direitos de autor. É, mesmo, o que acabo de fazer postando este vídeo. Mas partindo deste pressuposto para o "enterro" da Internet e das redes sociais é pura ficção cientifica. É, por outro lado, não entender a história das tecnologias, ou seja: porque quando a tecnologia abre janelas –  e foi assim desde a criação da roda – ninguém as conseguirá fechar!

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publicado às 11:13

Lá & Cá

por António Canavarro, em 04.12.18

ca.jpg

Porque é que se fazem eleições, se referendam propostas etc., se tudo no final termina onde começou, na rua?

Isto vem a propósito da vitória dos Coletes Amarelos que após muita traulitada, e em França é sempre assim, o governo francês recuou na sua intenção de aumentar o preço dos combustíveis.

E nós, que temos combustíveis com elevada carga fiscal o que fazemos?

Nada! Passamos o tempo a assobiar para o lado. E os brandos costumes não fazem andar os carros.

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publicado às 12:44

The Good, the Bad & the Queen

por António Canavarro, em 19.11.18

Este é um dos temas do novo projecto musical de Damon Albarn.

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publicado às 17:45

Escrito na pedra

por António Canavarro, em 25.10.18

Liberdade não é poder escolher entre preto e branco mas sim abominar este tipo de propostas de escolha.”

Theodor Adorno

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publicado às 14:52

Nós, europeus, hoje!

por António Canavarro, em 24.10.18

No ensaio a “Ideia de Europa”,George Steiner, escreveu ["A Ideia de Europa", Lisboa, Gradiva, 2005]: “A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsteres de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkgaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo. Não há cafés antigos ou definidores em Moscovo, que é já um subúrbio da Ásia. Poucos em Inglaterra, após um breve período em que estiveram na moda, no século XVIII. Nenhuns na América do Norte, para lá do posto avançado galicano de Nova Orleães. Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da ideia de Europa”(p.26). Adiante acrescenta: “Mas a Europa é também o espaço que se pode percorrer a pé, sem acidentes geográficos ou distâncias que nos derrotem, solidificando uma ‘uma relação essencial entre a humanidade europeia e a sua paisagem:

Metaforicamente, mas também materialmente, esta paisagem foi moldada, humanizada, por pés e mãos. Como em nenhuma outra parte do globo, as costas, os campos, as florestas e os montes da Europa, de La Coruña a S. Petersburgo, de Estocolmo a Messina, tomaram forma, não tanto devido ao tempo geológico como ao tempo histórico-humano’ (p.28)

No comentário que fez a esta obra, José Henrique Dias, do Instituto Superior Miguel Torga, conclui que este ensaio de Steiner é “ fundamentalmente um alerta para que a ideia de Europa não caia “naquele grande museu de sonhos passados a que chamamos História”.

O problema da Europa, ou se preferirem da crise da Europa – e note-se que faz parte da nossa genética, desde as calendas gregas, estar em crise: de estar e sair da crise, construindo o que fomos – é a incapacidade de nos adaptamos à actualidade, i.e., ao real, num tempo em que o virtual domina.

Aquilo que são as características marcantes do “ser europeu”, os cafés e a mobilidade foram sequestrados pela modernidade tecnológica, onde as pessoas não necessitam disto – ou seja, de estar num café ou caminhar para existir – porque tudo se dilui na virtualidade, na alteração profunda do conceito de contacto: na necessidade de estar num café para dialogar ou de ir, caminhando, para contactar a diferença e conhecer o outro.

Aquilo que marcou o lugar do europeu no mundo, e estou a falar da ideia/necessidade da descoberta, só foi e é possível num continente como um nosso, que geograficamente está mal definido: a Eurásia!

Hoje, e sobretudo pelas suas consequências político-económicas, procuramos medir as consequências do Brexit. Da saída da Grã-Bretanha do “sonho/projecto” europeu. Acontece que eles – que são ilhéus e onde “não há cafés” – na realidade não são “verdadeiramente” europeus, mesmo até quando se inventou uma prótese – o túnel da Mancha – para suprir essa falta de pertença!

Por outro lado, e fruto da globalidade vigente, onde vigora a lei da “fast food” e dos Starbucks, ou seja, a maior cadeia de cafeterias do mundo, que impede pela natureza destes estabelecimentos o contacto directo e a demora, fundamentais para conhecer e se fazer conhecer, perdemos o prazer da aventura que sempre foi razão intelectual da nossa existência: Se a Agora socrática se transformasse num balcão de um “fast food” ou  Starbucks, nunca seríamos o que ao longo de século fomos: sem conhecer, sem a troca de ideias, por mais adversas que tenham sido, mas que condimentaram o nosso devir, a Europa era algo de falhado, ou melhor nem existia…! Seríamos a continuidade do continente asiático. E mais: nem teríamos uma religião unificadora, o que não acontece na Ásia, como o cristianismo. O sucesso da nossa religião é também ela fruto da nossa particularidade geográfica e dialogante!

Hoje na Europa, porque nos esquecemos dos nossos contactos de proximidade, já que graças à tecnologia estamos a milhas daqui, estamos condicionados “à vida dos outros”. Ou seja, estamos mais preocupados com as eleições brasileiras, como o que pensa Trump ou como os efeitos da nova “maluquice” inventada pelo regime norte-coreano do que com os nossos problemas. Com os problemas que estão à nossa porta!

 

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publicado às 10:45

Sem duvida...

por António Canavarro, em 23.10.18

"O riso é a sabedoria, e filosofar é aprender
a rir.
Sem a liberdade de rir, de caçoar e fazer
humor, não há progresso da razão."


Georges Minois in "História do riso e do escárnio"

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publicado às 11:00



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