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Comentário às buscas a Joe Berardo no JE TV

por Maria Teixeira Alves, em 30.06.21

Publicado aqui

 

publicado às 00:11

Estratégia em movimento

por Maria Teixeira Alves, em 10.06.21

PS/Algarve congratula-se com «forte representação» no novo Governo

Se há coisa que é útil nas Comissões Parlamentares de Inquérito é a revelação pública dos "jogos de poder" que se desenrolavam de forma "oficiosa" na sociedade portuguesa do fim do anos 90 e sobretudo na primeira década de 2000 (até à chegada da troika e do Governo de Pedro Passos Coelho).

Havia as empresas grandes e as suas chorudas tesourarias e essas eram para controlar (com ações e com a escolha de CEO). Havia os jornais e os diretores taticamente escolhidos para uma estratégia de poder. Esses era preciso comprar e contratar (respectivamente). Havia que dar passos certeiros e cuidadosos para não hostilizar os gurus dos media que podiam ser inimigos implacáveis e assim podiam estragar a estratégia de poder.

Havia pessoas que interessava contratar por razões táticas (ou razões políticas ou para tirar de cena).

Cada um destes protagonistas tinha o seu interesse e a sua posição a defender. Havia uma imagem a perservar. Assim juntavam-se em alianças informais numa conjugação de interesses. Gerir egos era o desafio. O risco que corriam estes arautos era verem os aliados de circunstância darem-se ares de independentes e autonómos e desatarem a ter também eles uma estratégia de poder paralela.

O que incomodava era para banir, afastar, contratar ou pôr em prateleiras mais ou menos doiradas.

Como conseguiram financiar isto tudo? Sim, porque para que o poder exista o dinheiro tem de estar acopulado. Crédito e mais crédito bancário. Crédito dado nos gabinetes dos banqueiros. Hoje os bancos estão a pagar essa factura e nalguns casos com peso nas contas públicas já de si frágeis.

Quando a maré baixou, os cabeças de cartaz ficaram no pelourinho e os outros (estrategas mais ou menos de bastidores) saltaram do barco.

 

publicado às 11:04

Pensamento da temporada

por Maria Teixeira Alves, em 27.05.21

Há coisas que não são reais, mas nem por isso são menos verdadeiras.

publicado às 01:44

corruptocorrupcao.jpg

O combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito assumiu protagonismo de primeira página dos jornais. O contexto é a decisão instrutória da Operação Marquês.

O Jornal Económico tinha, a este propósito, a notícia com o título Partidos unem-se para criminalizar enriquecimento ilícito. A maioria no Parlamento quer criminalizar enriquecimento injustificado, diz a notícia.

Mas querer travar a corrupção (ou o tráfico de influencia) sem resolver de fundo que está na origem é apenas convidar os corruptores a sofisticarem as formas de corrupção.

A corrupção morre no dia em que não for necessária. No dia em que a eficácia e celeridade dos serviços tornar obsoleta a necessidade de "pôr cunhas".  O mérito e o profissionalismo (que inclui a rapidez das decisões) são as verdadeiras soluções para travar a corrupção e o enriquecimento ilícito.

É preciso travar os pequenos poderes que criam enorme entropias. É preciso agilizar os processos de insolvência na justiça. É preciso tornar os serviços públicos mais eficientes e menos burocráticos.

Vejamos. Uma das fontes de corrupção e enriquecimento ilícito vem do poder autárquico. Como é que se combate isso? Combate-se pondo fim à elevada burocracia das câmaras a aprovar projectos imobiliários. É preciso reforçar a eficiência no licenciamento urbanístico, aproveitando a dinamização da digitalização.

É completamente incomportável a demora na aprovação ou tramitação processual de projectos imobiliários que valem vários milhões de euros, numa situação que se prolonga há já vários anos, nomeadamente ao nível dos licenciamentos.

Nas câmaras há projectos de licenciamento que “estão a demorar 1.010 dias”, como nos conta esta notícia do Económico.

Os prazos de aprovação de licenciamentos são muitas vezes “completamente aleatórios e imprevisíveis”, o que acaba por criar “falta de segurança jurídica na aplicação da lei”.

A lenta tramitação processual na obtenção de licenças de utilização é outro sinal de eficiência.

Todas as entropias que são criadas nos serviços são palco para o tráfico de influências. Acabar com esses obstáculos é meio caminho andado para o fim da corrupção. Há que resolver o problema na origem.

Quem não se lembra do Processo Face Oculta em 2009 onde Armando Vara surge indiciado por crimes de tráfico de influências, designadamente por ter apresentado o empresário das sucatas Manuel Godinho ao administrador da EDP Imobiliária, Paiva Nunes, alegadamente para que este favorecesse as empresas do sucateiro, em troca de contrapartidas. 

Um processo que deu como provado que Vara recebeu 25 mil euros do empresário das sucatas Manuel Godinho – de quem começou por admitir ter sido presenteado com duas já célebres caixas de robalos – para convencer Mário Lino, então ministro das Obras Públicas, a afastar Ana Paula Vitorino, actual ministra do Mar e nessa altura secretária de Estado dos Transportes, e Luís Pardal, presidente do conselho de administração da Refer.

Os processos de insolvência em Portugal são uma anedota pelo tempo que demoram

Passados mais de 10 anos, a massa insolvente do BPP de mais de 700 milhões ainda não chegou aos credores, e a comissão liquidatária continua a receber ordenados para gerir a liquidação. O BPP foi para liquidação em 2010. Em 2021 não há fim à vista para a liquidação.

O BES que foi resolvido em 2014 e que viu o Banco Central Europeu, em 13 de Julho de 2016, revogar a autorização avançando o banco, nessa altura, para um processo judicial de liquidação que corre no Juízo de Comércio de Lisboa (Juiz 1) do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, ainda não está sequer perto do fim. É trágico que ao fim de tantos anos os pequenos accionistas do BES tenham perdido tudo, havendo mesmo alguns que foram ao aumento de capital do BES autorizado pela CMVM, sem que se possam livrar das acções e continuem a pagar comissões de custódia aos bancos. São almoços grátis que a ineficiência da justiça portuguesa permite que se pague aos bancos.

O mesmo acontece com o Banif que foi resolvido em 2015 e, desde aí, os credores - entre os quais o Fisco - aguardam que seja divulgado o relatório que diga qual a percentagem de recuperação a que têm direito por lei. 

No dia 22 de maio de 2018, o Banco Central Europeu revogou a autorização do Banif. Desde então que a liquidação do Banif está a correr na justiça portuguesa, com o devido atraso e sem fim à vista.

Os casos de atrasos das instituições públicas portuguesas pululam por todo o lado.

As leis ficam estacionadas nos ministérios por longos períodos (às vezes anos). 

A burocracia e a ineficiência matam o país. Até o próprio ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital reconheceu publicamente que é necessário ultrapassar as dificuldades de execução para ter "ritmos sérios de investimento público".

 

 

publicado às 12:55

Gerações. Serão os Millennials assim tão diferentes?

por Maria Teixeira Alves, em 11.04.21

Acabo de ler nas redes sociais esta frase: Millennials onde a sexualidade é fluida, e prevalece o "eu gosto de pessoas, não de etiquetas". Apesar da frase ser uma contradição nos termos porque millennial é em si mesmo uma etiqueta e millennials há muitos e não são assim tão diferentes nos valores da geração que nasceu na década anterior, eu retive uma frase que me deixou a pensar: "Eu gosto de pessoas, não de etiquetas". 

Eu pelo que me foi dado ver, pelo menos em Portugal, sempre senti que há uma longa tradição de se gostar mais de etiquetas (rótulos) do que das pessoas. Uma longa tradição de ter o coração refém das classificações. Isso é bastante terceiro mundista. Mas apesar de estar hoje menos vincado do que no passado, continua a dominar a mentalidade de muitos millennials e mesmo nos que nasceram depois deles. 
Há sempre uma estética que une as pessoas e cria empatias, mas outra coisa completamente diferente são pessoas só conseguirem ver as outras pelos rótulos, pelas classificações, pelas ideias pré-concebidas, às vezes mesmo entre pessoas que têm o mesmo capital simbólico (Pierre Bordieu), ou seja, a mesma estética.

publicado às 11:01

Mais uma frase sábia

por Maria Teixeira Alves, em 17.03.21

A Vida, essa Arte do Possível!

publicado às 01:16

Encontrar-me no youtube

por Maria Teixeira Alves, em 06.03.21

 

publicado às 00:12

Vergílio Ferreira: Na Tua Face

por Maria Teixeira Alves, em 22.02.21

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publicado às 17:55

As empresas de resíduos e os vírus alimentares

por Maria Teixeira Alves, em 21.02.21

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No outro dia, numa conversa de circunstância sobre uma empresa portuguesa, foi-me revelada uma trama envolvendo algumas empresas (por esse mundo fora) de resíduos animais, e que me levou a associar a estes vírus perigosos de origem alimentar, que ameaçam o mundo atual.

Não é, claro, nenhuma teoria científica, e não passa de uma ideia intuitiva, mas que não é descabida de todo.

Dizia-me então um amigo meu que as empresas que em todo mundo atuam na gestão ambiental de produtos de origem animal, são facilmente focos de "corrupção", caso a gestão delas não seja séria.

O que fazem essas empresas? Têm duas atividades. Por um lado recolhem as carcaças de animais mortos e incineram-as (estamos a falar de todo o tipo de animais - vacas, vacas loucas, ovelhas, porcos, cavalos, baleias, etc). Essa atividade é um serviço público e como tal é pago pelos Estados. Essas empresas recolhem todos os animais mortos de grande porte, independente da causa de morte, e transformam as suas carcaças em pó. Esse resíduos são no entanto considerados de elevada perigosidade pelo que não podem ser comercializados, razão pela qual é o Estado que paga esse serviço.

Essas empresas têm ainda outra actividade, essa sim é um negócio lucrativo, que é a recolha de produtos de origem animal em vias de passar o prazo de validade, nas cadeias de retalho ou nos estabelecimentos grossistas. Esses produtos são incinerados e, dado que não são resíduos perigosos, dessa incineração resultam farinhas que depois são vendidas para rações alimentares (para animais e peixes).

Um dos principais objetivos das políticas de resíduos passa por garantir que os resíduos têm um fim adequado reduzindo assim os riscos para a saúde humana e para o ambiente. Assim, é fundamental que os resíduos sejam devidamente separados e classificados na origem, para que o seu destino final seja o mais adequado.

Mas o que se passa na sombra, segundo o meu amigo, é que há empresas que vendem as farinhas resultantes da primeira atividade, e assim recebem duas vezes pelo mesmo produto. Os Estados pagam para eliminarem os animais mortos e há empresas que exportam essas farinhas (resultantes de resíduos de nível de perigosidade elevado) por preços baixos, a produtores de gado, de aves, de peixes e mariscos de aquicultura. Alguns mercados asiáticos são, alegadamente, compradores dessas farinhas, que sendo proteína engordam os bichos, ao mesmo tempo que introduzem riscos na cadeia alimentar.

Isto não tem nada de científico, nem resulta de uma investigação jornalística, mas não posso deixar de associar esta conversa à notícia, que li recentemente, de uma equipa de peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) que esteve a investigar as origens da covid-19 e que para isso visitou o mercado de Huanan, o centro de venda de peixe e marisco a retalho, na cidade chinesa de Wuhan onde o novo coronavírus foi detectado inicialmente.

Parece que os peritos estão a chegar à conclusão que o vírus pode ter chegado à cidade através das instalações da rede de frio de um mercado de peixe e marisco da cidade, já que esse mesmo mercado, o de Huanan, foi um dos primeiros focos de transmissão.

Aquicultura contaminada com resíduos de nível de perigosidade 1? Não consigo deixar de pensar que as duas coisas estão ligadas.

 

publicado às 00:50

Pandemia em Portugal: Se alguma coisa pode correr mal, corre

por Maria Teixeira Alves, em 23.01.21

Coronavirus-Covid-19-DNA.png

Este texto não pretende crucificar governantes, nem o chefe do Estado, em véspera de eleições presidenciais. Pretende antes alertar para os efeitos de sermos um país que peca por amadorismo. Amadorismo esse que, se em situações normais, conduz ao aperfeiçoamento do "desenrasca", em situações graves tem efeitos devastadores.

O que falha nesta gestão da pandemia?

Falha o estudo de medidas cirúrgicas, que, por um lado seriam mais eficazes para conter a pandemia, e por outro, menos danosas para a economia.

Reparem, não se impõem os testes massivos por concelhos (com o encerramento até aos resultados), o que, pelo menos, permitiria detectar as cadeias de contágio.

Não se impõem os testes rápidos a todas as pessoas que entram em Portugal. Sabem que em alguns países emergentes se compram os testes para se poder viajar? Não será importante que a testagem seja feita à chegada? De que vale fecharem restaurantes, cafés e lojas se o vírus entra pelas fronteiras e passa concelhos livremente? Portanto mata-se a economia e o vírus continua alegremente a espalhar-se.

O Natal foi trágico por causa da abertura dos concelhos? Não digo que não (foi de facto uma imprudência não fechar os concelhos quer no Natal quer na Passagem de ano). Mas pior do que isso é a falta de controlo no aeroporto. Numa altura em que vêm pessoas de todos os lados do mundo passar o Natal a Portugal qual foi o controlo que foi feito? Pouco ou nenhum. Como é que entram as variantes do vírus do Reino Unido, África do Sul e Brasil, se não for através da entrada de pessoas que vêm do estrangeiro com o vírus?

Falta profissionalismo também na gestão dos casos de isolamento profilático (as pessoas são deixadas em casa 14 dias sem qualquer acompanhamento, sem qualquer prescrição de testes). Mas essas pessoas têm filhos que continuam a circular.

Porque se há-de demonizar os testes rápidos em farmácias? Será para agradar aos grandes laboratórios? Porque é que neste momento não há testes rápidos em todas as farmácias?

Porque não se facilita o acesso aos testes? Já nem peço que a UE suporte o custos dos testes de modo a que cheguem gratuitos à população, mas que isto não era má ideia, não era.

Em setembro, no regresso às aulas, não era de terem imposto a testagem nessa altura? Só quando quiseram manter as escolas (em janeiro) é que se lembraram dos testes rápidos nas escolas?

Porque razão se há-de fechar as praias (quando já se sabe que o mais eficaz contra o vírus é o sol e a sua vitamina D)? Porque se fecham os paredões, os jardins e os campos de ténis - e outros - ao ar livre? Qual o efeito prático disso na contenção da pandemia? Porquê proibir os cafés ao postigo? Qual a racionalidade disso quando antes as pessoas ficavam numa fila gigante para ir ao supermercado antes do fecho imposto às 13 horas?

Porque se há-de fazer um encerramento cego de tudo? Só para agradar a comentadores e à indignação do Twitter?

Medidas que têm um custo muito elevado (porque a pobreza provocada pelo lockdown levará décadas a desaparecer) têm de ser tomadas com base na racionalidade o mais científica possível, de modo a só fechar aquilo que é mesmo uma zona de risco e deixar a funcionar o que tem pouco efeito prático na contenção da pandemia.

Nem tudo é mau. Algumas coisas são de elogiar. Como por exemplo o teletrabalho obrigatório.

Mas já os transportes públicos deviam ser como os restaurantes, e terem um número limitado de lugares disponíveis. No entanto andaram a abarrotar o ano todo, como sempre.

Para já não falar na dificuldade que é a vacinação em Portugal, em comparação com outros países.

Correr atrás do prejuízo é o maior pecado português e agora mais do que nunca são visíveis as consequências dessa característica cultural.

Falemos agora do impedimento do ensino online? Diz o Governo que é para não cultivar o fosso social entre os mais ricos e mais pobres (esta mania da esquerda de nivelar por baixo).

Deixo aqui um post publicado no Facebook, que relata mais uma vez o problema do amadorismo português em relação a isto das escolas.

Portugal precisa de 15 dias, para conseguir dar aulas à distância num país de 10 milhões de habitantes. "Aqui no Reino Unido com 65 milhões, Boris Johnson , que a imprensa tanto gosta de gozar, fê-lo num dia".

"Qual é a diferença? Tudo foi antecipado, professores receberam treino de Microsoft Teams, as escolas organizaram a aquisição de laptops ou tablets para os alunos que não tinham qualquer meio. Foram criadas escalas de serviço entre professores para receberem um reduzido número de alunos vulneráveis ou filhos de trabalhadores essenciais (saúde, polícia etc).
Na escola onde trabalho, até se organizou a recolha e distribuição de alimentos para alunos carenciados.
Não se esperou para fechar escolas e depois reagir. Preparou-se a eventualidade com semanas, se não meses de antecedência.
Estamos a chegar ao primeiro ano de pandemia e o incompetente governo do indigente intelectual Costa não se preparou, e continua sem se preparar. Precisa de 15 dias para tentar ganhar tempo e sair com mais uma ideia genial, "férias de emergência" no fim terá uma amálgama de aulas a entrar pelo verão adentro.
Portugal é desgovernado aos repelōes, mais interessado em passar o tempo a atacar um deputado, a colorir bocarras com baton ou a passar leis à surra no meio da confusão institucional em que se vive, como foi o caso da lei da eutanásia.
O povo ressona, e a mancha vermelha avança".


***

Não vou atribuir uma autoria, porque não pedi autorização. Mas este testemunho dá uma ideia de como o nosso país funciona mal e é por causa disso que vamos pagar um preço muito mais alto do que os nossos pares europeus.

publicado às 16:32



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