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Encontrar-me no youtube

por Maria Teixeira Alves, em 06.03.21

 

publicado às 00:12

Vergílio Ferreira: Na Tua Face

por Maria Teixeira Alves, em 22.02.21

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publicado às 17:55

As empresas de resíduos e os vírus alimentares

por Maria Teixeira Alves, em 21.02.21

Resultado de imagem para aquacultura china

No outro dia, numa conversa de circunstância sobre uma empresa portuguesa, foi-me revelada uma trama envolvendo algumas empresas (por esse mundo fora) de resíduos animais, e que me levou a associar a estes vírus perigosos de origem alimentar, que ameaçam o mundo atual.

Não é, claro, nenhuma teoria científica, e não passa de uma ideia intuitiva, mas que não é descabida de todo.

Dizia-me então um amigo meu que as empresas que em todo mundo atuam na gestão ambiental de produtos de origem animal, são facilmente focos de "corrupção", caso a gestão delas não seja séria.

O que fazem essas empresas? Têm duas atividades. Por um lado recolhem as carcaças de animais mortos e incineram-as (estamos a falar de todo o tipo de animais - vacas, vacas loucas, ovelhas, porcos, cavalos, baleias, etc). Essa atividade é um serviço público e como tal é pago pelos Estados. Essas empresas recolhem todos os animais mortos de grande porte, independente da causa de morte, e transformam as suas carcaças em pó. Esse resíduos são no entanto considerados de elevada perigosidade pelo que não podem ser comercializados, razão pela qual é o Estado que paga esse serviço.

Essas empresas têm ainda outra actividade, essa sim é um negócio lucrativo, que é a recolha de produtos de origem animal em vias de passar o prazo de validade, nas cadeias de retalho ou nos estabelecimentos grossistas. Esses produtos são incinerados e, dado que não são resíduos perigosos, dessa incineração resultam farinhas que depois são vendidas para rações alimentares (para animais e peixes).

Um dos principais objetivos das políticas de resíduos passa por garantir que os resíduos têm um fim adequado reduzindo assim os riscos para a saúde humana e para o ambiente. Assim, é fundamental que os resíduos sejam devidamente separados e classificados na origem, para que o seu destino final seja o mais adequado.

Mas o que se passa na sombra, segundo o meu amigo, é que há empresas que vendem as farinhas resultantes da primeira atividade, e assim recebem duas vezes pelo mesmo produto. Os Estados pagam para eliminarem os animais mortos e há empresas que exportam essas farinhas (resultantes de resíduos de nível de perigosidade elevado) por preços baixos, a produtores de gado, de aves, de peixes e mariscos de aquicultura. Alguns mercados asiáticos são, alegadamente, compradores dessas farinhas, que sendo proteína engordam os bichos, ao mesmo tempo que introduzem riscos na cadeia alimentar.

Isto não tem nada de científico, nem resulta de uma investigação jornalística, mas não posso deixar de associar esta conversa à notícia, que li recentemente, de uma equipa de peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) que esteve a investigar as origens da covid-19 e que para isso visitou o mercado de Huanan, o centro de venda de peixe e marisco a retalho, na cidade chinesa de Wuhan onde o novo coronavírus foi detectado inicialmente.

Parece que os peritos estão a chegar à conclusão que o vírus pode ter chegado à cidade através das instalações da rede de frio de um mercado de peixe e marisco da cidade, já que esse mesmo mercado, o de Huanan, foi um dos primeiros focos de transmissão.

Aquicultura contaminada com resíduos de nível de perigosidade 1? Não consigo deixar de pensar que as duas coisas estão ligadas.

 

publicado às 00:50

Pandemia em Portugal: Se alguma coisa pode correr mal, corre

por Maria Teixeira Alves, em 23.01.21

Coronavirus-Covid-19-DNA.png

Este texto não pretende crucificar governantes, nem o chefe do Estado, em véspera de eleições presidenciais. Pretende antes alertar para os efeitos de sermos um país que peca por amadorismo. Amadorismo esse que, se em situações normais, conduz ao aperfeiçoamento do "desenrasca", em situações graves tem efeitos devastadores.

O que falha nesta gestão da pandemia?

Falha o estudo de medidas cirúrgicas, que, por um lado seriam mais eficazes para conter a pandemia, e por outro, menos danosas para a economia.

Reparem, não se impõem os testes massivos por concelhos (com o encerramento até aos resultados), o que, pelo menos, permitiria detectar as cadeias de contágio.

Não se impõem os testes rápidos a todas as pessoas que entram em Portugal. Sabem que em alguns países emergentes se compram os testes para se poder viajar? Não será importante que a testagem seja feita à chegada? De que vale fecharem restaurantes, cafés e lojas se o vírus entra pelas fronteiras e passa concelhos livremente? Portanto mata-se a economia e o vírus continua alegremente a espalhar-se.

O Natal foi trágico por causa da abertura dos concelhos? Não digo que não (foi de facto uma imprudência não fechar os concelhos quer no Natal quer na Passagem de ano). Mas pior do que isso é a falta de controlo no aeroporto. Numa altura em que vêm pessoas de todos os lados do mundo passar o Natal a Portugal qual foi o controlo que foi feito? Pouco ou nenhum. Como é que entram as variantes do vírus do Reino Unido, África do Sul e Brasil, se não for através da entrada de pessoas que vêm do estrangeiro com o vírus?

Falta profissionalismo também na gestão dos casos de isolamento profilático (as pessoas são deixadas em casa 14 dias sem qualquer acompanhamento, sem qualquer prescrição de testes). Mas essas pessoas têm filhos que continuam a circular.

Porque se há-de demonizar os testes rápidos em farmácias? Será para agradar aos grandes laboratórios? Porque é que neste momento não há testes rápidos em todas as farmácias?

Porque não se facilita o acesso aos testes? Já nem peço que a UE suporte o custos dos testes de modo a que cheguem gratuitos à população, mas que isto não era má ideia, não era.

Em setembro, no regresso às aulas, não era de terem imposto a testagem nessa altura? Só quando quiseram manter as escolas (em janeiro) é que se lembraram dos testes rápidos nas escolas?

Porque razão se há-de fechar as praias (quando já se sabe que o mais eficaz contra o vírus é o sol e a sua vitamina D)? Porque se fecham os paredões, os jardins e os campos de ténis - e outros - ao ar livre? Qual o efeito prático disso na contenção da pandemia? Porquê proibir os cafés ao postigo? Qual a racionalidade disso quando antes as pessoas ficavam numa fila gigante para ir ao supermercado antes do fecho imposto às 13 horas?

Porque se há-de fazer um encerramento cego de tudo? Só para agradar a comentadores e à indignação do Twitter?

Medidas que têm um custo muito elevado (porque a pobreza provocada pelo lockdown levará décadas a desaparecer) têm de ser tomadas com base na racionalidade o mais científica possível, de modo a só fechar aquilo que é mesmo uma zona de risco e deixar a funcionar o que tem pouco efeito prático na contenção da pandemia.

Nem tudo é mau. Algumas coisas são de elogiar. Como por exemplo o teletrabalho obrigatório.

Mas já os transportes públicos deviam ser como os restaurantes, e terem um número limitado de lugares disponíveis. No entanto andaram a abarrotar o ano todo, como sempre.

Para já não falar na dificuldade que é a vacinação em Portugal, em comparação com outros países.

Correr atrás do prejuízo é o maior pecado português e agora mais do que nunca são visíveis as consequências dessa característica cultural.

Falemos agora do impedimento do ensino online? Diz o Governo que é para não cultivar o fosso social entre os mais ricos e mais pobres (esta mania da esquerda de nivelar por baixo).

Deixo aqui um post publicado no Facebook, que relata mais uma vez o problema do amadorismo português em relação a isto das escolas.

Portugal precisa de 15 dias, para conseguir dar aulas à distância num país de 10 milhões de habitantes. "Aqui no Reino Unido com 65 milhões, Boris Johnson , que a imprensa tanto gosta de gozar, fê-lo num dia".

"Qual é a diferença? Tudo foi antecipado, professores receberam treino de Microsoft Teams, as escolas organizaram a aquisição de laptops ou tablets para os alunos que não tinham qualquer meio. Foram criadas escalas de serviço entre professores para receberem um reduzido número de alunos vulneráveis ou filhos de trabalhadores essenciais (saúde, polícia etc).
Na escola onde trabalho, até se organizou a recolha e distribuição de alimentos para alunos carenciados.
Não se esperou para fechar escolas e depois reagir. Preparou-se a eventualidade com semanas, se não meses de antecedência.
Estamos a chegar ao primeiro ano de pandemia e o incompetente governo do indigente intelectual Costa não se preparou, e continua sem se preparar. Precisa de 15 dias para tentar ganhar tempo e sair com mais uma ideia genial, "férias de emergência" no fim terá uma amálgama de aulas a entrar pelo verão adentro.
Portugal é desgovernado aos repelōes, mais interessado em passar o tempo a atacar um deputado, a colorir bocarras com baton ou a passar leis à surra no meio da confusão institucional em que se vive, como foi o caso da lei da eutanásia.
O povo ressona, e a mancha vermelha avança".


***

Não vou atribuir uma autoria, porque não pedi autorização. Mas este testemunho dá uma ideia de como o nosso país funciona mal e é por causa disso que vamos pagar um preço muito mais alto do que os nossos pares europeus.

publicado às 16:32

Direita social, mas non troppo

Presidenciais

por Maria Teixeira Alves, em 07.01.21

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No debate para as eleições presidenciais que pôs frente a frente Marcelo Rebelo de Sousa e André Ventura, ambos de partidos de direita, o atual presidente frisou "somos de direitas diferentes, eu sou da direita social", tendo depois citado o Papa Francisco e Francisco Sá Carneiro.

É interessante pensar no que é isso de direita social, versus a direita do Chega. O Papa Francisco, por exemplo, que ambos citam como exemplo, preocupa-se com os "descamisados", mas também com todos os outros. Incluindo os ricos, os privilegiados, as forças de segurança, os conservadores, os liberais, os socialistas, os comunistas, etc. Preocupa-se tanto com os republicanos, como com os democratas dos EUA, de forma igual e sem qualquer juízo de valor. O Papa Francisco preocupa-se com todos. Mas não cede às ideologias que tentam impôr que não há dois sexos (homem e mulher) que defendem não se pode "dizer Amen, sem dizer Awomen", nem às ideologias que vêem nas minorias "os fracos e oprimidos" e nas maiorias "os carrascos". Nem se preocupa em manter quotas disto ou daquilo. A direita social não discrima ninguém mas também não nega as diferenças que a natureza impôs (diferença é diferente de superior ou inferior). 

Direita social é defender tanto os moradores dos bairros degradados, como os moradores da Quinta da Marinha. É defender os pobres, mas também é defender os donos de restaurantes e de outros negócios que ficam sem poder operar de cada vez que se fecha a economia. Porque Marcelo não defende que se estude uma solução para impedir o desastre económico que o lockdown acarreta? Os testes rápidos; a imposição de testes obrigatórios à chegada ao aeroporto; os teste em massa; o encerramento de concelhos, porque não?

Porquê fechar lojas, restaurantes, cafés, livrarias. Porquê? Não está já demonstrado que o contágio se faz em ambiente familiar muito mais do que nos espaços públicos? Basta ver que se fechou a Passagem de Ano e se deixou o Natal livre (que é em casa e em família) e está à vista o resultado.

Marcelo Rebelo de Sousa defende os mais necessitados. Muito bem. Moralmente é irrepreensível. Mas como não há milagres, estamos a ponto de esse conceito se generalizar aos "privilegiados" de antigamente, e Marcelo contribuiu para isso ao fazer o encerramento cego da economia. Isto demonstra que boas intenções temos todos, mas nem sempre isso é garantia de grande beneficiência.

Sobre André Ventura o que eu acho é que é um utópico. Tem boa presença, autoconfiança, mas o que defende é absolutamente irrealista.

 

publicado às 22:43

Direita social, mas non troppo

Presidenciais

por Maria Teixeira Alves, em 07.01.21

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No debate para as eleições presidenciais que pôs frente a frente Marcelo Rebelo de Sousa e André Ventura, ambos de partidos de direita, o atual presidente frisou "somos de direitas diferentes, eu sou da direita social", tendo depois citado o Papa Francisco e Francisco Sá Carneiro.

É interessante pensar no que é isso de direita social, versus a direita do Chega. O Papa Francisco, por exemplo, que ambos citam como exemplo, preocupa-se com os "descamisados", mas também com todos os outros. Incluindo os ricos, os privilegiados, as forças de segurança, os conservadores, os liberais, os socialistas, os comunistas, etc. Preocupa-se tanto com os republicanos, como com os democratas dos EUA, de forma igual e sem qualquer juízo de valor. O Papa Francisco preocupa-se com todos. Mas não cede às ideologias que tentam impôr que não há dois sexos (homem e mulher) que defendem não se pode "dizer Amen, sem dizer Awomen", nem às ideologias que vêem nas minorias "os fracos e oprimidos" e nas maiorias "os carrascos". Nem se preocupa em manter quotas disto ou daquilo. A direita social não discrima ninguém mas também não nega as diferenças que a natureza impôs (diferença é diferente de superior ou inferior). 

Direita social é defender tanto os moradores dos bairros degradados, como os moradores da Quinta da Marinha. É defender os pobres, mas também é defender os donos de restaurantes e de outros negócios que ficam sem poder operar de cada vez que se fecha a economia. Porque Marcelo não defende que se estude uma solução para impedir o desastre económico que o lockdown acarreta? Os testes rápidos; a imposição de testes obrigatórios à chegada ao aeroporto; os teste em massa; o encerramento de concelhos, porque não?

Porquê fechar lojas, restaurantes, cafés, livrarias. Porquê? Não está já demonstrado que o contágio se faz em ambiente familiar muito mais do que nos espaços públicos? Basta ver que se fechou a Passagem de Ano e se deixou o Natal livre (que é em casa e em família) e está à vista o resultado.

Marcelo Rebelo de Sousa defende os mais necessitados. Muito bem. Moralmente é irrepreensível. Mas como não há milagres, estamos a ponto de esse conceito se generalizar aos "privilegiados" dos antigamente, e Marcelo contribuiu para isso ao fazer o encerramento cego da economia. Isto demonstra que boas intenções temos todos, mas nem sempre isso é garantia de grande beneficiência.

Sobre André Ventura o que eu acho é que é um utópico. Tem boa presença, autoconfiança, mas o que defende é absolutamente irrealista.

 

publicado às 20:59

Da série frases que fazem sentido recorrentemente

por Maria Teixeira Alves, em 16.12.20

""Melhor ter amado e perdido

Do que nunca ter amado.”

– Alfred Tennyson

publicado às 01:32

O grande mal da humanidade

por Maria Teixeira Alves, em 11.12.20

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publicado às 01:00

Na mouche

por Maria Teixeira Alves, em 05.12.20

"Os Portugueses não convivem entre si, como uma lenda tenaz o proclama, espiam-se, controlam-se uns aos outros; não dialogam, disputam-se, e a convivência é uma osmose do mesmo ao mesmo, sem enriquecimento mútuo, que nunca um português confessará que aprendeu alguma coisa de um outro, a menos que seja pai ou mãe...”

Eduardo Lourenço de Faria

publicado às 00:16

Paulo Guilherme diz que vendeu unidades do Montepio com "prejuízo"

O Banco Montepio é hoje uma equação impossível. Como limpar o balanço, crescer o negócio sem capital? 

Se a flexibilidade do BCE para o capital regulatório, no fim da crise, acabar, como é que o Banco Montepio vai reconstruir as almofadas de capital regulatório? É uma quadratura do círculo.

A Associação Mutualista tem 600 mil associados que têm aplicações em produtos de poupança, cujo o ativo que os alimenta é o banco. Logo o Banco Montepio não pode ser vendido. A maioria do capital do banco tem sempre de ser da Mutualista.

Mas se for preciso um aumento de capital a Mutualista não tem dinheiro para subscrever. Como é que se resolve este enigma? 

Como se capitaliza o Banco Montepio e se prepara o banco para o que vem aí?

Se o banco for resolvido não são apenas os credores do Banco que perdem tudo, são também os mutualistas, que são os acionista do banco, são os reformados que têm os produtos de poupança regulados pela Segurança Social e que ficam sem nada.

Agora se percebe o erro que foi a oposição política (do Bloco mas não só, a direita também alinhou, incluindo Rui Rio) à entrada da Santa Casa da Misericórdia no capital do banco. Um erro colossal, que vai custar caro e que ninguém nunca vai admitir.

Todos os que impediram, com todas as forças, a entrada da Santa Casa da Misericórdia com 200 milhões no Banco Montepio ponham a mão na consciência, porque ali podia estar a salvação da instituição. Se a Santa Casa fosse acionista e injetasse dinheiro no Banco Montepio, o banco teria sempre alguém que capitalizasse a instituição financeira. O banco teria dinheiro para limpar o balanço e podia crescer a atividade e até dar lucros que justificassem o investimento da Santa Casa.

Mas há ideias boas que são condenadas por preconceitos ideológicos. Portugal é sempre muito mais eficaz a criar bloqueios do que a criar soluções. E assim nunca saímos da cepa torta e qualquer mudança é sempre para pior.

Não nos fiquemos por aqui. A situação do banco representar 80% dos ativos da Mutualista também é uma factura a passar aos governos (aos ministérios da segurança social) que o permitiram. Assim como os DTA (ativos por impostos diferidos) que o Ministério das Finanças permitiu para recapitalizar contabilisticamente a Mutualista, ainda seja parca a possibilidade de existência de lucros futuros que justifiquem esses créditos fiscais. Tudo coisas que não devem ficar esquecidas se o futuro do Banco Montepio não correr bem (e esperemos que não aconteça o pior). 

Nessa altura, onde vão estar os críticos que atiraram pedras aos governos que foram contemporâneos dos casos BES e Banif?

O tempo ainda nos revelará como a oposição à entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no capital do Banco Montepio foi um erro crasso. Mas na altura vai tudo assobiar para o lado e acusar quem mais for mais conveniente e estiver mais à mão.

 

publicado às 22:47



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