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Uma homenagem premonitória

por Maria Teixeira Alves, em 12.12.17

Lobby.jpg

O Ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, era um grande amigo da Associação Raríssimas, recebeu inclusivé uma placa com o seu nome, e logo por azar num "lobby", podia ter sido num "hall", mas não foi, foi num "lobby", nome que se presta às mais variadas interpretações e trocadilhos. Sobretudo depois disto:

O ministro da Segurança Social, Vieira da Silva participou nos órgãos sociais da Associação, como "não executivo", entre 2013 e 2015, quando era deputado na oposição, mas diz que nunca viu qualquer sinal de "gestão danosa".

Isto apesar da existência de uma carta, de 9 de Agosto, do ex-tesoureiro Jorge Nunes, no qual terão sido reportados alegados casos de "irregularidades" nas contas da Raríssimas, quer ao Ministério, quer ao Instituto de Segurança Social, Vieira da Silva.

Mais tarde  o antigo tesoureiro da Raríssimas escreveu ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva para pedir uma intervenção governamental na associação Raríssimas. Na carta enviada ao ministro, datada de 12 de Outubro, foram reveladas as alegadas irregularidades nas contas da Instituição Particular de Solidariedade Social e explicadas várias demissões suspeitas. À TVI, Jorge Nunes garantiu que o ministro nunca respondeu à missiva. "Da parte do senhor ministro nunca tive resposta".

À estação televisiva revelou que já tinha pedido ao Instituto de Segurança Social uma inspecção profunda à Raríssimas. A carta de 9 de Agosto não teve resposta e Jorge Nunes volta a apelar a uma medida numa missiva enviada a 15 de Setembro. De acordo com a mesma fonte, o último apelo foi enviado a 21 de Setembro mas voltou a não haver respostas.

Hoje o Ministro em Conferência de Imprensa disse que "nunca foi entregue a mim próprio, no meu gabinete ou da secretaria de Estado ou na Segurança Social, que eu tivesse conhecimento, denúncias de gestão danosa, afirmou em conferência de imprensa, na sede do ministério em Lisboa".

Digam lá que "lobby" não encaixa bem neste contexto.

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publicado às 00:59


10 comentários

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De vargas a 13.12.2017 às 09:55

A figura de "lobby" não existe á luz da lei tuga, logo o nome correcto será trafico de influencias e em consequência, desvio de fundos. Já em bom português do povo a expressão mais correcta e verdadeira é "cambada de filhos da....." sem ofensa para as profissionais do sector.
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De Anónimo a 13.12.2017 às 11:50

O Tesoureiro só em Agosto de 2017 se apercebeu das irregularidades na "Raríssimas"? Os órgãos sociais só têm membros do PS?
Em outras IPSS ninguém é remunerado? Se são remunerados será porque não recebem transferências do Estado?
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De Anónimo a 13.12.2017 às 15:15

jhbsd,,
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De Anónimo a 13.12.2017 às 15:18

O ministro é um ladrão, compincha do 44. A gaja ao lado é uma filha da puta. Pariu um filho aleijado para ganhar a vidinha e de que maneira. Morte a esses filhos da puta. Publique-se.
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De Anónimo a 13.12.2017 às 17:09

E se o tesoureiro está feito com a direita! E quanto recebeu por esta trapalhada todo, quem ,quanto quando e como lhe pagaram?.
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De jotaeme a 13.12.2017 às 18:01

Na verdade custa a aceitar esta sequência de declarações por personalidades que desempenham funçõesimportantes no aparelho governativo, e que se deixe chegar a limites inaceitaveis de falta de controlo e escrutínio destas Instituições! Principalmente porque suportadas além dos Mecenas, pelo Erário Público!
Espero bem que todas as dúvidas fiquem dissipadas e volte a Instituição Raríssimas, a ser e a ter uma trabalho positivo e frutuoso! Benesses pessoais é que nunca!
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De Anónimo a 13.12.2017 às 19:51

Boa noite, parece já ser muitooooooo normal todas estas gamagens, passarem ao lado. Nunca ninguem sabe de nada, estão lá só para receberem ao fim do mes o seu, trabalhar a sério nunca.
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De Anónimo a 14.12.2017 às 07:32

Sempre a mesma gaaaattttttunnnagem
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De Makiavel a 14.12.2017 às 08:13

Algumas perguntas retóricas:

Já se provou que houve gestão danosa?
Um cargo não executivo tem responsabilidades de gestão?
As cartas enviadas ao ministro medicinavam gestão danosa ou veiculavam apenas despeito de ex-funcionário? (Esta não é retórica)
A instituição não tem uma gestão de cariz privado?
As contas não são aprovadas, depois de auditadas?
Será que nas contas aprovadas apareciam explicitamente no capítulo despesas rubricas com títulos como "Despesas com gambas", "Compra de vestido" ou seria uma rubrica mais generalista, tipo "Despesas de representação "?
As contas foram aprovadas por unanimidade? E a responsabilidade é do ministro?

Nunca deixo de me rir quando vejo o clamor contra a falta de fiscalização por parte do governo, clamor esse incentivado por quem votou isentar de vistos prévios os subsídios às IPSS.
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De António Canavarro a 14.12.2017 às 15:26

Isso nem é o pior. O pior é tudo o resto. São as IPSS com trabalhos meritórios em nome de quem precisa com o seu nome e trabalho na lama. Eu até ciente da importância do trabalho efectuado pela Raríssimas. Porém, os efeitos desta reportagem na vida das outras IPSS, sobretudo na imagem que passam a ter junto da opinião pública é terrível.
Eu até iria fazer um post sobre este assunto, mas como tu te adiantaste deixo somente o lamento da Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, que traduz o efeito dominó que a reportagem da TVI irá seguramente provocar - lembra também o que aconteceu com os fundos conseguidos com os incêndios de Pedrogão Grande: "(...) o problema é que se perde a confiança nas instituições e o que está a acontecer, e eu lamento muito, é que se esteja a tomar a árvore pela floresta"!

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