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Imagem actualizada, encontrada aqui.
A reboque dos atentados ocorridos em Paris, em que se inclui o ataque ao supermercado Cacher na Porte de Vincennes, e olhando para a mole humana que marcha contra o medo na capital francesa – que agrega pessoas dos mais variados pólos ideológicos – , cheguei a uma conclusão. A que se deve mobilização? Se a explicação não é ideológica, então o que os leva a marchar?
Se o ataque aos pilares do ocidentalismo é, por si só, um bom motivo. Creio bem que existe uma outra variável que não pode ser ignorada. Com efeito, há uma componente temporal que não pode ser escamoteada: Hoje, no Ocidente (e por maioria de razão nas grandes metrópoles europeias) perdemos a dimensão do amanhã, de futuro, e isto é que é (para mim) verdadeiramente preocupante! Efectivamente, ficamos invariavelmente reféns do nosso devir. E a noção de futuro que sempre foi a mole do nosso próprio desenvolvimento (cientifico, político, social, etc.) perdeu-se, ou está doravante condicionado por estas gentes!