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Um Albergue Espanhol

por Maria Teixeira Alves, em 26.02.18

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A melhor definição do que se passa no PSD veio da mais insuspeita voz: Luís Marques Mendes referiu-se, na SIC, ao PSD de Rui Rio como um Albergue Espanhol. 

Isso acontece normalmente aos sucessores de líderes fortes, que, querendo marcar a diferença face ao antecessor entram numa ruptura desenfreada com o passado provocando cisões irreparáveis. O PSD está desnorteado.

Antevejo que depois de Pedro Passos Coelho o PSD faça uma grande travessia do deserto.

António Costa está para durar, o PS no Governo está para durar, e, lembrem-se, do que ao contrário do que acontece com as autarquias, não há limite de mandatos para primeiro-ministro.

Está tudo muito indignado com  o fim do limite de dois mandatos para a liderança da China porque vai alargar a abrangência e horizonte do atual Presidente chinês, Xi Jinping.

“Xi Jinpin conseguiu finalmente atingir o seu maior objetivo desde que chegou à política chinesa, que é ser o Mao Tsé-Tung do século XXI”, comentou o analista político Willy Lam, da Universidade Chinesa de Hong Kong, referindo-se ao fundador da China comunista.

Ora com a atual situação do PSD, com a direita à deriva, e com António Costa num baile entre agradar à esquerda e agradar a Bruxelas, corremos o risco de ter o nosso Mao Tsé-Tung.

 

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publicado às 01:04


3 comentários

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De António Canavarro a 26.02.2018 às 15:31

Nos anos oitenta conheci um jovem beirão, o João Afonso, para quem o PSD era o Partido Socialista Disfarçado. Ele era um jovem militante do CDS, e com isto gostava de marcar a fronteira entre os partidos da nossa direita: por um lado um partido dito centrista mas que era estruturalmente conservador e os sociais-democratas que, como partido de governação, picava os olhos à sua esquerda e à sua direita. Neste sentido, o João tinha razão. Nem é por acaso que pessoas que nos tempos pós-revolucionários eram “meninos rabinos que pintam paredes” se aproximaram, sobretudo após a morte de Francisco de Sá carneiro, da social-democracia. Por outro lado, quem conhece um pouco da nossa história política sabe bem quais são as matrizes ideológicas do Partido Popular Democrático, com um hino da autoria dum assumido comunista, Paulo de Carvalho.

A letra não engana. “Paz, pão, povo e liberdade, todos sempre unidos no caminho da verdade.” Demonstra que os sociais-democratas, porventura como estratégia pós-revolucionária, tinham que abraçar os ideias democráticos, sendo que democracia em Portugal nesse tempo era sinónimo de esquerda, também fruto de uma imposição do Conselho da Revolução.

Hoje, é verdade que o partido evoluiu noutro sentido, tornando-se mais liberal, também é que os partidos do arco da governação são marcados por fases e/ou tendências, e que – como aconteceu com a vitória do Rui Rio – dão a ideia do virar do disco, i.e., recuperando pessoas que estavam esquecidas, no armário esperando por melhores dias. Veja-se por exemplo a atitude de António Capucho que já pretende refilar-se no seu partido de sempre. Neste sentido, não vejo qual é o espanto de se dizer que o PSD é um “Albergue Espanhol”? Há algum problema nisto? Creio que não. Porém este resultado é o melhor que poderia acontecer ao PS, já que em dossieres mais dificeis terá sempre em Rio a bengala que os parceiros da geringonça não lhe permitem!
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De Peixe frito a 26.02.2018 às 18:05

É só mesmo "dor de corno" do cronista. Marques Mendes no seu melhor!
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De Peixe frito a 26.02.2018 às 18:07

O que é AC tem a ver com Mao Tsé-Tung?
Desculpe mas não entendo a ligação!

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