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Quem escolhe a banca como trunfo perde a mão

por Maria Teixeira Alves, em 25.11.16

Os Governos sucedem-se e a banca aparece como o grande trunfo político e invariavelmente acaba numa batata quente. O melhor do governo anterior foi a forma como se portou, de forma exemplar, sem interferir, com o Banco de Portugal na escalada pela revelação das grandes falcatruas nas contas do GES. Mas no fim do dia acabou por ser acusado de ter provocado da queda do BES. Eu sei que se Passos Coelho tivesse cedido ao presidente do BES hoje a CGD estaria técnicamente falida. Mas isso que importa? O BES morreu com pesados custos e isso prevalece.

No Banif o Governo anterior não queria um novo BES e tentou até à última evitá-lo. Entretanto chega o novo Governo e uma notícia deu o mote que o novo Governo queria. Resolver o Banif e entregá-lo na sua parte boa ao Santander Totta, numa altura em que era possível culpar o Governo anterior. Mas lá está a oferta do banco ao Santander Totta que o Governo embandeira em arco é criticado em surdina. António Costa escolheu ser o arquiteto do edifício bancário e como manda a tradição a maldição vai se virar contra ele. A CGD e a escolha dos administradores topo de gama com condições à partida aceites, está a revelar-se um desastre. Isto até parecia uma boa notícia, depois de uma tentativa bem intencionada de ajudar o BPI a resolver a contenda com a acionista Isabel dos Santos. Ajudar o BPI a divorciar-se de Isabel dos Santos e o CaixaBank a ficar com a maioria do capital parecia mesmo um trunfo, mas até isso está a revelar-se um fracasso. Até ao momento o BPI ainda não conseguiu ser vendido ao CaixaBank, o banco português continua exposto excessivamente aos grandes riscos de Angola (voltou a ser adiada uma AG). Outro grande trunfo a CGD. Mas ainda não foi recapitalizada e só o será em 2017. Mas nem a administração está estabilizada, nem a recapitalização está feita. Outro trunfo que se prepara para apresentar é a venda do Novo Banco. Este ainda não foi vendido, mas já dois dos candidatos estão nesta altura com obstáculos a ajudar a resolver o problema. O BPI arrisca-se a não conseguir ter tempo de reforçar os capitais e de se libertar do BFA a tempo da venda do Novo Banco e até o BCP, que era outro trunfo do Governo, tem um novo problema: não consegue aumentar o capital porque a Sonangol não quer aumento de capital do banco sem que o BCE autorize o reforço no BCP até aos 30%

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