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1| Gosto de música, sempre gostei. Gosto de música, mesmo não sabendo cantar, da mesma forma que gosto de pintar, e, no meu caso em particular, de me expor. A exposição ao outro, seja nas artes plásticas, na música ou na literatura é razão de existência, porque, como escreveu o filósofo personalista Jean Lacroix, “o que torna público é o olhar”, acrescentando: “Um museu é público porque nele os quadros podem ser visto por todos”. Dito de outra forma: as grandes obras da arte mundial, seja uma Mona Lisa, um trabalho de Picasso ou outro só tem essa adjectivação porque são vistos até à exaustão. Em suma: são uma realidade! E o “real”, como defendia Kierkegaard, só existe porque nos interessa. Assim, e como“experimentamos um sentimento”, “(…) qualquer sentimento é sentimento de realidade”.
2| A relação entre o privado e o público é complexa, e tem “insondáveis” nuances. E é uma discussão que tem barbas.
Hoje o que me leva a escrever também é um “sentimento”, e, principalmente, a esperança que este “sentimento se torne realidade”. Em suma, que Salvador Sobral, com este fantástico “Amar Pelos Dois”, levante, nem seja por uma só vez, bem alto os “sons de Portugal”!
3| Claramente que não tenho nada contra este idealismo realista do filósofo e teólogo oitocentista dinamarquês. Porém como sou português, e tenho os pés bem assentes na terra, estou mais próximo do cepticismo de São Tomé. Gosto de “ver para crer”.