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Vem isto a propósito de um artigo que li no meu Jornal Económico, do Pedro Gouveia Alves: "Pessoas felizes desenvolvem um clima organizacional propício à obtenção de resultados. E os resultados motivam as pessoas que os formam. Tão simples quanto difícil e complexo". Tão verdadeiro.

Muito se tem falado do problema das fracas elites e dos maus gestores em Portugal. Há muito bons gestores neste país, mas também é verdade que subsistem muitos maus gestores em Portugal, com métodos de gestão subdesenvolvidos e impreparados. Os chamados gestores por acidente.

A primeira qualidade de um gestor é ter um bom coração, ser bem intencionado, proteger a sua equipa como se fossem seus parentes. Esta é, das qualidades que um gestor deve ter, a mais essencial e a mais inteligente.

Gerir é motivar, defender, impulsionar o desenvolvimento das melhores skills de cada pessoa. É fazê-la sentir feliz no local de trabalho, tal como refere o artigo do Pedro Alves.

Um bom gestor está sempre atento a tudo e só intervém quando é preciso orientar. Um bom gestor é organizado, não deixa nada ao acaso. Um bom gestor não dificulta a comunicação, pelo contrário fomenta-a.

Um bom gestor é um visionário.

Um bom gestor não cultiva desconfiança sobre os membros da sua equipa, não assume posições persecutórias. Pelo contrário fomenta a confiança, o respeito pelo trabalho de cada um dos seus colaboradores.

Nesse aspecto o aperfeiçoamento na lei da questão do assédio moral foi um passo importante no sentido de uma sociedade mais evoluída.

É quase um clássico que os maus gestores queixam-se da lei laboral em Portugal.

Alguns porque vêem a função de gestor como uma função de capataz da roça em que é preciso castigar, como faziam os capatazes das fazendas antigas que imprimiam um clima de medo com o acto de chicotear e de preferência em público.

A outros porque lhes incomoda que a lei laboral os impeça de ter um poder absoluto, o poder substituir pessoas que não confiam por amigos.

Os maus gestores tendem a confundir a sua função hierárquica com a da entidade patronal. 

É evidente que a lei laboral está bem feita, isso mesmo tem sido reconhecido pelas confederações patronais e por muitos gestores. Defender o trabalhador é a função da lei laboral, não é defender a entidade patronal. Essa não se defende com a lei laboral mas sim com cortes nos impostos que as empresas têm de pagar ao Estado para contratar e com a redução das comparticipações à Segurança Social. O custo laboral sim é um entrave, não a lei laboral, essa está mais do que justa para ambas as partes.

Agora a lei laboral não pode estar ao serviço da má gestão que procura culpados para tudo. Nem pode ser instrumento de gestores impreparados.

Só os maus gestores é que, para disfarçar as suas fragilidades, tentam impor regras internas que não estão plasmadas nos códigos laborais e no Contrato Coletivo de Trabalho.

A política de mérito é muito importante, mas para ser eficaz e não ser mais um instrumento ao serviço das atitudes persecutórias, a avaliação desse mérito deve ser feito em outsourcing com os mecanismos de avaliação de desempenho feitos por profissionais de recursos humanos. Por métodos quantitativos e qualitativos, recorrendo à análise de conteúdo das respostas subjetivas. Isto é, de forma profissional.

 

publicado às 10:32


1 comentário

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De Anónimo a 21.12.2019 às 12:24

Que apareça um governo amigo das empresas, dos empresários, e garante do capital, que no dia seguinte aparecem os bons gestores.

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