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Friedrich Hayek, economista austríaco, venceu o Prémio Nobel de Economia em 1974 e desenvolveu a sua vida académica em instituições de prestígio como London School of Economics, Universidade de Chicago (onde estudou o atual Ministro da Economia, Paulo Guedes) e a Universidade de Freiburg.

Foi um importante teórico social e filósofo político do século XX, e o seu pensamento sobre como a mudança dos preços comunica conhecimento, o que permite aos indivíduos coordenarem os seus planos, é amplamente considerada como uma das grandes proezas da ciência económica.

A ideia principal do economista era de que a economia deveria funcionar livremente e sem intervenções estatais. De acordo com Hayek, uma direção central (Estado), mesmo que bem intencionado, estaria destinado ao fracasso. Isto porque, como uma economia é muito dinâmica, o Estado nunca poderia tomar as melhores decisões para todos os indivíduos. Dessa forma, as pessoas deveriam ser responsáveis pelas decisões económicas. Sendo que cada pessoa se especializaria onde tivesse maior grau de conhecimento. Assim, segundo o economista, a economia caminharia para o desenvolvimento de longo prazo. A economia se ajustaria, principalmente, de acordo com variáveis, sendo a principal delas o preço.

Segundo Hayek, a principal causa dos ciclos económicos começa a partir de uma sinalização de taxa de juros enganosa (geralmente, juros muito baixos). Por não se constituir a taxa que se formaria em um livre mercado, ela não transmite informações cruciais que deveriam orientar as ações dos agentes económicos. Investimentos que, nesse momento, parecem corretos, serão vistos como má-alocações de recursos no futuro, sendo a recessão a fase de recuperação desses erros alocativos.

Essas questões geraram intensos debates com John Maynard Keynes, o que fez com que Hayek publicasse, posteriormente, o livro The Pure Theory of Capital (1941), e John Maynard Keynes The General Theory of Employment, Interest and Money.

Enquanto Keynes defendia a atuação estatal para conter crises na economia, Hayek defendia o ajuste automático dos mercados. Keynes, por outro lado, defendeu que o aumento de gastos públicos é necessário para elevar o emprego e assim fazer com que a economia retome o crescimento.Na psicologia, Hayek propôs uma teoria da mente humana segundo a qual a mente é um sistema adaptativo. Em Economia, defendeu os méritos da ordem espontânea. Fez trabalhos importantes sobre a evolução social, sobre os fenómenos complexos e a metodologia das ciências sociais.

Fundou a Mont Pèlerim Society com outros liberais para propagar o liberalismo no pós-guerra, entre os quais estavam Michael Polanyi, Ludwig von Mises, Bertrand de Jouvenel, Wilhelm Röpke, Milton Friedman, Frank Knight, Lionel Robbins, Karl Popper e outros pensadores de relevo.

Na América Latina, as juntas militares de Augusto Pinochet no Chile e Jorge Videla na Argentina foram pioneiras na aplicação das teorias económicas de Friedrich Hayek.

O neoliberalismo ganhou importância nas décadas de 70 a 90. A Inglaterra adotou a política  neo-liberal a partir da década de 1980 (Margaret Thatcher), com base em estabilidade de preços por meio do controle rigoroso da oferta de moeda; reduzida participação do Estado na economia; mudança nas leis trabalhistas; e amplo programa de privatizações.

Já nos Estados Unidos, o governo de Ronald Reagan promoveu um programa neoliberal bastante extenso, conhecido como Reaganomics, cujas premissas eram: Corte de impostos; Redução dos benefícios sociais; Aumento de gastos com a defesa; e desregulamentação. Muito parecido às ideias de Trump.

No mundo, uma vez que o neoliberalismo já tinha sido implementado nas grandes economias, surgiu a ideia de se recomendar as suas práticas para os países em desenvolvimento como contraparte da ajuda financeira do FMI (Consenso de Washington). Entre as medidas que os países precisavam tomar estavam liberalização financeira; liberalização do comércio exterior;
privatizações; controle nos gastos do governo (disciplina fiscal); desregulamentação; e controle da inflação.

Mas Hayek não era cego aos problemas sociais. Foi o autor de um conceito de renda básica universal. A grosso modo, todos os cidadãos teriam direito a essa renda, mas, pessoas com mais recursos a devolveriam por meio de um simples mecanismo de arrecadação: o imposto de renda.

Com uma renda básica universal, os menos favorecidos teriam acesso à uma vida digna, minimizando os problemas de desigualdade. Apesar de não ter sido implementada em nenhum lugar do mundo, alguns académicos ainda acreditam que será adotada no futuro, quando a sociedade se der conta que o crescimento, sozinho, não elimina totalmente o desemprego ou o trabalho precário.

Fonte: Wikipédia e outros blogs sobre o assunto (Suno Research e Mais Retorno)

publicado às 22:28


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