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Eu gostei do El Bulo Social Club

por Maria Teixeira Alves, em 21.02.16

Sei que o blog Onde Vamos Jantar arrasou em críticas o novo restaurante do chef argentino Chakall. Mas eu, que não me deixo influenciar facilmente pelas opiniões dos outros, fui ver. Fui lá e gostei.

Desde logo a decoração é bem conseguida, transporta-nos para uma argentina popular. Suponho que é este lado romântico, de apologia à defesa dos descamisados, que faz da Argentina uma cultura na moda internacional. Jorge Luís Borges dizia que os argentinos eram muito snobs, pois em 1898 quando o Tango surgiu nos lupanares (bordeis) nenhuma mulher se atrevia a dançá-lo, por ser lascivo, uma espécie de paródia ao acto do amor. A música era considerada obscena, as letras também. Quando Tango nasceu era apenas dançado por homens nos passeios do arrabalde, até que um dia, chegou a Paris. E pelo mero facto de Paris ter acolhido o Tango tornou-se respeitável na Argentina. 

Acho que a cultura popular argentina chegou à Europa e passou a ser culto. 

O Restaurante El Bulo tem essa mística. Para além disso tem um palco onde os acordes do Trio Latinidade, ao vivo, ajudam a esse ambiente.

A comida é boa e as pessoas que nos servem são muito simpáticas, ao contrário do que aconteceu com os autores do blog Onde Vamos Jantar que foram mal atendidos. Nós éramos muitos, mais de 10, e fomos muito bem atendidos. A comida é muito argentina e tens algumas coisas bastante recomendáveis, como por exemplo as empanadas e o ceviche. O vinho, da casta Malbec, também é bastante agradável. A carne argentina tem tudo para se tornar uma referência.

O que tem de melhorar: sobretudo a temperatura do restaurante. O facto de ser um restaurante argentino, com decoração caliente, não joga bem com o frio que aquele armazém deixa entrar. Há poucos aquecedores para o espaço que, apesar de dividido por um biombo, é bastante grande. Espera-se ainda que surjam alguns espectáculos de Tango para a primavera, altura em que a temperatura amena lá fora ajudará ao sucesso do Restaurante.

O Chakall é um chefe simpaticíssimo, com charme de anfitrião, que vem às mesas e se senta connosco.

É um programa a não perder e a voltar.

O preço depende muito da fome, pode ser caro (o nosso foi porque éramos muitos e pediram muitas entradas, prato, vinhos, sobremesas) mas se for em petit comité vai sair-lhe mais em conta.

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publicado às 23:05




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