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Da eutanásia

por António Canavarro, em 29.05.18

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Neste blog as questões ditas fracturantes têm sempre a mesma resposta: somos do contra. Contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, adopção por casais homossexuais, o aborto, etc.

Regra geral, e embora de forma mais moderada, alinho com este estar. O mesmo, creio bem, tipo de pensamento aplica-se à eutanásia, mesmo existam excepções (pois bem sei que sim). Ora, é precisamente a este nível que tenho muitas dúvidas sobre este procedimento, que a ser aceite, médico. Ora, as pessoas que estudam para serem médicos estudam para salvarem vida, e não o contrário. Ou será que, doravante, eles também irão aprender a como matar alguém?

A fazer fé no que Henrique Raposo escreve, a eutanásia serve para purificar a sociedade de pessoas indesejáveis, como os dementes, os ideosos, etc: “A eutanásia e o suicídio assistido entram no campo do mal absoluto quando abrem a porta à dor ou incapacidade psíquica. É uma rampa deslizante sem fim à vista mas que está à vista de todos na Bélgica e na Holanda. Na Holanda, só no ano passado foram mortas 166 pessoas com demência. Como é que esta barbaridade já é possível na realidade? Como é que esta atrocidade foi concebível no campo das ideias morais? Como é que se pode aplicar a eutanásia a pessoas que por definição são incapazes de tomar decisões conscientes e racionais, como são os casos dos doentes com demência (Alzheimer), autismo, esquizofrenia?”

Não conheço no pormenor a lei que irá ser votada, nem me parece nada bem que uma lei como esta – como deveria ter acontecido com as questões fracturantes – passe num parlamento, com os mesmos procedimentos, com que são votados assuntos de menor relevância. Deveria de existir, para casos como este, um referendo. Por outro lado, e imaginando que a lei é aprovada, como irá reagir a classe médica perante uma questão que no mínimo é contra-natura? Terão eles direito à objecção de consciência?

E no meu caso, ou seja, em que me detectada uma doença incurável terei direito a um suicido médico assistido, não me tornando o peso para os meus filhos e para sociedade?

Ficam estas questões. Porém, por princípio sou contra a eutanásia!

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publicado às 16:03


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