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À procura de Proust (e não dar o tempo por perdido)

por António Canavarro, em 07.08.19

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Há Pessoa. E amo-o profundamente! Pudera - e mesmo num curso de relações internacionais -  foi graças a ele, e as diversas conjugações do seu universo, que tive o maior sucesso universitário. Um saboroso 18!

A cadeira era “História e Cultura portuguesa”, o que convenhamos tem sentido, se pensarmos que as relações internacionais é, ou deveria ser, um ninho de futuros diplomatas. E um representante no estrangeiro que desconheça as suas raízes não é – mesmo que seja bom em jogadas diplomáticas – lá grande coisa!

Não sei se um diplomata americano ou russo conheça grande coisa, não obstante as suas dimensões pretéritas, do seu passado. Também, convenhamos, pouco importa! O realismo diplomático, muitas vezes, para não dizer (quase) sempre está nas tintas para o passado. Por outras palavras: se conhecessem os horrores de uma guerra, talvez elas desaparecessem!

Acontece que não quero falar de guerras, nem tampouco da natureza “avariada” da natureza humana, condicionada invariavelmente pela relação espácio-temporal, que salpica os meios de informação de sangue.

O objetivo é outro: a memória, mesmo que esta seja uma pergunta para milhares de euros em qualquer concurso televisivo. Pois é! Todos ouvimos falar de Proust ou da (sua) incansável “procura do tempo perdido”, mas ninguém (ou muitos poucos) o leu! - O mesmo digo eu: aplica-se a Pessoa!

Quantos portugueses – e eu incluo-me nesta (natural) estatística – leram as suas obras ou (inclusive) ouviram falar da sua existência: poucos. Muitos poucos. É o mesmo o que esta realidade nos oferece, ou seja: a cultura chega cada vez mais de um modo indireto, até porque as pessoas, nas suas diversas impossibilidades, e graças ao tempo conhecem a realidade não a conhecendo. Isto é: quantos não foram a Veneza ou dizem conhecer Proust sem saírem dos seus cosmos? Uma wikipedia não vale tudo!

Da minha parte há uma decisão, e depois de ter lido uma edição comemorativa do "Le Poin" a respeito do centenário do célebre escritor francês, procurar o tempo perdido!

Talvez ainda o consiga apanhar!

publicado às 01:22


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