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Banksy: Genius or Vandal? Genius of course

por Maria Teixeira Alves, em 06.10.19

Está a decorrer até 27 de outubro na Cordoaria Nacional uma exposição do irreverente artista britânico Bansky.  A sua arte de rua (e não só) é satírica e subversiva e combina com o humor negro. Brilhante. Não percam.

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Bansky foi o único artista plástico que colocou um dispositivo num quadro para se autodestruir. Aconteceu num leilão da Sotheby´s.  O artista de Bristol tem documentado o tema do dia através do seu perfil de Instagram. A Obra 'Girl With Balloon' (2006) tinha acabado de ser leiloada por 1,2 milhões de euros quando se autodestruiu.

No Instragram Bansky publicou um video de alguns segundos, onde o artista plástico, cuja identidade permanece anónima, explicou o sucedido. “Há alguns anos escondi uma trituradora de papel secreta numa pintura”, começou por dizer. “Para o caso de alguma vez ser colocado a leilão…”.

Na exposição há um video com a reação mundial ao episódio inédito.

publicado às 12:22

Louvar a RTP e criticar as suas perguntas

por Maria Teixeira Alves, em 30.09.19

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A RTP3 está de parabéns porque deu tempo de antena a todos os partidos que vão a votos nas eleições de 6 de outubro.

Flor Pedroso foi a entrevistadora a quem coube a díficil tarefa de moderar o debate. Tenho de dizer que a sua moderação foi "mais ou menos". Deu voz a todos, mas as perguntas foram francamenta light. Era preciso perguntar o que defendem e como vão convencer os eleitores. Isso era o essencial, não perguntas como aquela sobre o que fizeram ontem. 

Mas admiro a coragem da Flor Pedroso a entrevistar alguns candidatos que entram no plano do absurdo. Não foi claramente o caso de Pedro Santana Lopes do Aliança, nem do André Ventura do Chega, nem do caso do Pinto Coelho do PNR, ou do Gonçalo da Câmara Pereira do partido monárquico. Mas o resto foi lamentável. 

Tenho ainda pena da senhora do Livre que, apesar de não ter culpa de ser gaga, fez parecer que a RTP estava com um problema técnico. Uma pessoa com aquela gagez tem de dar a palavra a outro.

 

publicado às 23:43

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Há um frase de António Lobo Antunes, que emerge muitas vezes da minha memória, talvez venha do meu subconsciente: "O coração quando se fecha, faz mais barulho que uma porta". 

O coração fecha-se? Não sei. 

A partir desta frase pode-se dissertar sobre a natureza humana. As suas manhas, truques e subterfúgios, inseguranças, ciúmes, invejas, o altruísmo, as suas generosidades e outras vaidades. 

A mim, o que sempre me interessou nas pessoas é o que nelas é espontâneo e instintivo (então nas pessoas que mais gostamos isso ainda é mais essencial). É aí que está a essência delas, no fundo é naquilo que mais as aproxima da sua animalidade natural. São as fragilidades que atraem o amor. Mas estas só são detetadas quando se abre o coração. O coração abre-se, afinal, e se se abre também se fecha. Mas como fechar o coração a quem se abriu é anti-natura, faz barulho. Touché Lobo Antunes.

O ser humano é um mundo interminável. Aprender a ler a alma, não é nenhum master, nem está nos programas de MBA, mas é tão útil como qualquer ferramenta de gestão. 

Aprendi a ler nas entrelinhas das palavras, nas entrelinhas dos olhares, nas entrelinhas dos silêncios e das hesitações. Aprendi a detetar a mentira num ápice (e mesmo a auto-mentira, mentir-se a si próprio). Aprendi a desvendar os truques de ilusionismo das pessoas. Aprendi a detetar os sinais de amor e do seu contrário nos outros só com um olhar. Aprendi a reconhecer o cinismo e o seu contrário em segundos. Aprendi a reconhecer as tentativas de manipulação com palavras. As palavras não dizem nada, já os actos dizem tudo.No teatro da comunicação as palavras acabam por ser meros instrumentos imperfeitos.

Qual é o valor deste skill? É o ativo intangível que nos permite saber coisas por antecipação. Às vezes mesmo antes dos protagonistas dos acontecimentos. É o instrumento que permite fazer previsões, jogar por antecipação.

Como vi recentemente num filme, "sabemos a verdade não só pela razão, mas também pelo coração". É preciso ter fé para confiar nos nossos instintos. É neles que está a verdade.

 

publicado às 11:11

O ciclo da água, conhecido cientificamente como o ciclo hidrológico, refere-se à troca contínua de água na hidrosfera, entre a atmosfera, a água do solo, águas superficiais, subterrâneas e das plantas. A ciência que estuda o ciclo hidrológico é a hidrologia.  

A água move-se perpetuamente através de cada uma destas regiões no ciclo da água constituindo os seguintes processos principais de transferência: Evaporação dos oceanos e outros corpos d'água (rios, lagos e lagunas) no ar e a evapotranspiração das plantas terrestres e animais para o ar.
Precipitação, pela condensação do vapor de água do ar e caindo diretamente na terra ou no mar.
Escoamento superficial sobre a terra, geralmente atingem o mar.
A maior parte do vapor de água sobre os oceanos retorna aos oceanos, mas os ventos transportam o vapor de água para a terra com a mesma taxa de escoamento para o mar, a cerca de 36 Tt por ano.

Basta ir à wikipédia para perceber que Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, quis dar uma de ambientalista e zás saiu-lhe um disparate em direto. Aqui está um belo exemplo de como a agenda de esquerda atropela o conhecimento.

Disse Catarina Martins que: "Nós temos um problema, temos barragens a mais. As barragens provocam a evaporação de água e portanto nós estamos  sempre a perder água".

Há muita água metida neste pensamento da líder do BE. Como se nos rios e nos oceanos a água não evaporasse. Será que também temos rios, lagos, barragens naturais e oceanos a mais, na visão da Catarina Martins?

Bem sabemos que Catarina Martins é avessa a reconhecer a soberania da lei da natureza, mas a natureza não se preocupa muito com isso.

Chuva, cara Catarina, é a resposta à sua inquietude com a evaporação da água no Verão.

Na natureza nada se perde, tudo se transforma, já dizia Lavoisier.

publicado às 22:07

Não posso deixar de elogiar o título de um artigo publicado no site da Comunidade da Cultura e Arte sobre o último (9º) filme de Tarantino: “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino: para acabar de vez com a verdade. Isto porque resume numa ideia o argumento do realizador. Tarantino aproveita a sétima arte para reescrever a história macabra do célebre assassinato em série da então mulher de Roman Polanski, Sharon Tate, e de todas as pessoas que estavam na casa da atriz em Cielo Drive, Los Angeles, quando esta estava à espera de bebé a menos de um mês de dar à luz, praticado pelos hippies liderados pelo louco do Charles Manson, em agosto de 1969, como todos gostavam que tivesse sido.

Tarantino sabe que a verdade não tem qualquer papel na arte. A arte é do domínio das ideias, do desejo, da profundidade, da maturidade. 

O filme de Tarantino é uma espécie de evocação aos clássicos westerns. Há um cowboy bom, o herói (Cliff Booth) e um cowboy mau (Tex Watson, um dos assassinos de Sharon Tate), que no filme aparece mesmo a cavalo no rancho ocupado pela comunidade hippie de Manson. Mas já lá vamos.

Quentin Tarantino não está  minimamente interessado na “verdade” da história do macabro Caso Tate-LaBianca, e junta no seu filme, história e ficção, dando mais destaque à ficção. Há factos históricos sabiamente misturados com factos e personagens fictícias. Dessa mistura surge uma nova imagem, bela e potente com a assinatura Tarantino. 

A personagem principal é um duplo (Brad Pitt, mais sexy que nunca) do ator Rick Dalton (Leonardo DiCaprio), antiga estrela de filmes e séries de ação e figura de proa em westerns. Rick Dalton era um astro de westerns, cujo auge televisivo aconteceu durante a década de 1950 e que com a época do flower power (hippies) passam à condição de filmes ignorados e malditos. Os spaghetti western são, aliás, apontados como solução para reabilitar a carreira decadente do ator que já virara alcoólico em resposta à crise de autoconfiança.

Rick conta com o apoio moral do seu duplo de cinema, Cliff Booth (Brad Pitt), sem dúvida o melhor personagem do filme, e que é a representação da calma e tranquilidade, o elemento que nos diz que tudo vai ficar bem, pois é quem dá o final feliz típico de uma Once Upon a Time story.

Tarantino corrige a história verdadeira de 9 de agosto de 1969 e põe os três hippies seguidores de Charles Mason a entrar na casa errada (do ator e duplo fictício) e a cruzarem-se com Cliff Booth (que estava igualmente drogado como os loucos hippies), e que, bem à medida dos heróis de Tarantino, é uma arma letal tenuemente disfarçada de ser humano, como já li algures.

Cliff Booth é o típico homem viril, misterioso, sobre quem paira a ambiguidade de ter matado (ou não) a sua mulher, tal e qual os clássicos heróis dos westerns dos anos 50. Paralelamente há aqui uma ténue alusão ao caso Natalie Wood o marido Robert Wagner. Natalie Wood, então com 43 anos, foi encontrada afogada em 29 de novembro de 1981, quando navegava perto da Ilha Catalina, na Baía de Los Angeles, com seu segundo marido, o ator Robert Wagner, o ator Christopher Walken, amigo do casal, e o capitão do iate “The Splendor”. O marido é o principal suspeito.

Cliff, tal e qual os heróis dos velhos westerns, é humano. Faz pequenas reparações na mansão de Rick, é o seu melhor amigo, confidente e também motorista. Guiar despreocupadamente pelas ruas de Los Angeles onde o realizador cresceu dá origem a cenas de verdadeira nostalgia e invoca a estética sublime de Tarantino. A música também volta a ser protagonista do filme de Tarantino, tal  como já estamos habituados.

Mas à parte da arte pura e dura é possível ler algumas críticas nas entrelinhas.

O filme é uma crítica ao movimento hippie (que era a esquerda ideológica da época). Movimento esse que acaba precisamente com  a carnificina levada a cabo pela seita de Charles Manson no número 10050 de Cielo Drive, em Los Angeles. Reza a história que a seita hippie queria provocar uma guerra racial para acabar com a classe alta. Paradoxalmente (para não usar a palavra hipocritamente) esses hippies eram os mesmos que condenavam o envolvimento dos EUA na guerra do Vietname, por causa das elevadas mortes de soldados norte-americanos. 

Mas há também críticas à superficialidade de Hollywood. Leonardo DiCaprio (Rick Dalton) é a face da solidão da fama, é face do esforço e do falhanço, mas também do egocentrismo e procura de atenção como condição de existência.

 Claro que está também presente o típico humor que se vê nas obras de Tarantino juntamente com a clássica violência sanguinária que, desta vez, tem a particularidade de imitar a vida real, pois os crimes praticados pelos hippies do Manson não ficaram atrás dos representados por Tarantino, pelo contrário.

Existem vários storylines ao longo do filme. São retratados momentos particulares do dia-a-dia de cada personagem como forma de os dar a conhecer melhor e de os desenvolver no meio do ambiente onde se encontram, mas tudo caminha para aquele desfecho da tentativa de assassinato de Rick, Cliff e Francesca (a italiana de Rick, agora estrela dos Western Spaghetti), mas que o verdadeiro herói cowboy, com o seu cão, trata de virar o feitiço contra o feiticeiro. Vitória, acabou-se a história e os assassinos históricos são assassinados no cinema por Tarantino. Sharon Tate (Margot Robbie) retrata no filme a inocência, a felicidade, a juventude e a loucura em L.A nos anos 60. Tarantino dá-lhe apenas o papel de referência histórica. Assim como a Polanski que aparece fugazmente.

Há ainda lugar ao aparecimento de um Bruce Lee convencido (estavam na moda os seus filmes na época) e um Steve McQueen um dos atores mais populares da época por filmes como “A Grande Evasão”. O curioso é que Steve MacQueen estava convidado para jantar em casa da Sharon Tate naquela fatídica noite, mas por sorte não foi, por causa de uma namorada nova. Talvez por isso apareça no filme.

O 9º filme de Tarantino é um desfile de estrelas do cinema. Mesmo com papéis pequenos vemos várias estrelas de Hollywood neste filme (Luke Perry, Al Pacino, Kurt Russel, entre outros).

publicado às 13:32

Dizem que é de Fernando Pessoa

por Maria Teixeira Alves, em 15.08.19

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publicado às 10:04

Frases banais

por Maria Teixeira Alves, em 12.08.19

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publicado às 17:48

A inocência tudo modifica

por Maria Teixeira Alves, em 22.07.19

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O título, confesso, é retirado do livro da Agustina, "Pessoas Felizes", mas adoptei-o (é fácil adoptar ideias da Agustina).

Serve isto de pretexto para um post algo confessionista sobre o poder da inocência na dinâmica das relações humanas.

Inocência que fiz sempre questão de perservar.

Um dia disseram-me que havia uma menina de 15 anos dentro de mim e que emergia facilmente. Achei que havia algo de sábio nessa observação. Às vezes as coisas mais importantes saem da cabeça das pessoas mais triviais.

A inocência é a porta para tudo o que é importante, sem inocência tudo é calculista e perverso. Eu penso que o ter conseguido manter uma certa dose de inocência me tornou mais importante do que todo o meu conhecimento e estética. Ter um bom boneco (sei que tenho) não chega  e ter uma perspicácia fora do comum também não. Já a inocência permanente pôs-me no mapa (há quem lhe chame bondade). Para o bem e para o mal. A inocência atrai o melhor e o pior dos outros.

A inocência e a sua importância na humanidade devia ser alvo de um qualquer tratado sobre a natureza humana.

Agustina escreveu um dia que a inocência é a mais excepcional e a mais temível das estruturas humanas, penso que a lucidez de Agustina não desilude também aqui.

Eu sempre procurei conservar um lado inocente, o que me dá uma distância saudável face a tudo o que é calculista e material e nessa medida dá-me uma certa liberdade, mesmo que o fascinio que essa inocência exerce possa acabar por redundar numa prisão.

A importância da inocência no amor, por exemplo, é algo subestimado nas análises sobre a humanidade.

Eu acredito que devo à minha inocência e à minha sinceridade, e à consequente postura direta e destemida, tudo o que conquistei.

Pedras no caminho? Se tiver que deixar pessoas pelo caminho, mesmo que com enorme dor e desgosto, deixo, porque sou fiel a essa inocência e a essa sinceridade que me põe noutra dimensão.

Já deixei pelo caminho muitas pessoas importantes. Já rasguei a alma imensas vezes para me manter fiel a mim mesma, fiel a essa sinceridade e à inocência do amor puro. Se tiver de arrastar comigo a tortura da perda, que seja. Desde que me mantenha fiel a uma sinceridade que a sociedade tende a considerar inocente.

 

publicado às 22:33

Woody Allen, sempre sábio

por Maria Teixeira Alves, em 12.07.19

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"Cada pessoa é um fenómeno que nunca mais se vai repetir em lugar algum"

publicado às 11:19

A verdade na banalidade

por Maria Teixeira Alves, em 07.07.19

Lido algures no cyberespaço: "Os excessos emocionais geram sempre a desarmonia."

publicado às 11:15



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