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370º Aniversário da Restauração da Independência de Portugal – Jantar dos Conjurados hoje no Convento do Beato.

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publicado às 18:56


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De António Pereira de Carvalho a 02.12.2010 às 14:58

Amigo atento e informado alertou-me para a eventual interpretação contraditória que a última frase do meu comentário de ontem podia suscitar, no que concordo em plenitude. Eis um bom exemplo daquilo para que servem os genuínos e aristocráticos amigos que, com a sua discrição absoluta, estão sempre atentos e prontos para uma muito sábia e solidária “correcção fraterna”.

De facto, tal blague nascerá (salvo opinião mais fundamentada) como “arremesso” de uma burguesia florescente que, não sendo “bem-nascida”, mas tendo “comodoria”, aproveitava para amesquinhar aqueles que, sendo “bem-nascidos”, faltava bens materiais, servindo tal comportamento para melhor definir quem os tinha. A aristocracia (ou fidalguia) é exactamente um código moral de conduta.

Lembro que a GENEROSIDADE era exactamente, na Idade Média e ainda na Moderna, a noção mais apregoada e requerida do ser-se fidalgo. O maior fidalgo era o mais generoso e o máximo dela era dar a vida em serviço de um nobre ideal. Portanto, a referida blague entra em contradição com o original e genuíno “fidalguia” que, mesmo sem bens materiais, pode e deve ser uma realidade. Portugal, estando no sul do Mediterrâneo e como tal pobre, nunca teve a riqueza de uma Alemanha, França ou Inglaterra. Como tal, o geral da nossa fidalguia servia e bem, com muitos poucos cabedais. Mas o suficiente para com GENEROSIDADE construir um Império onde fez chegar aos mais derradeiros confins do mundo o nome e a Mensagem de Cristo!

A blague por mim citada é um arquétipo da nossa elite burguesa e liberal. A tal que deu cabo do Império, do nosso país e de quem a rainha Vitória se queixava. Os tais que ainda hoje andam por aí a pavonear-se, procurando apenas o penacho e que, quase todos, nem “bem-nascidos”, nem “comodoria”, nem “código moral de conduta”. Só mesmo as aparências e em coerência e quase sempre, a ausência de qualquer “código moral de conduta”.

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