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Não foi para mim novidade o pensamento do Papa Bento XVI sobre o preservativo. Eu sempre deduzi que para a Igreja, como guardiã do valor da vida e do amor, o problema não era condenar o uso do preservativo em casos extremos, em que uma das pessoas de um casal pode morrer por o outro ter SIDA ou qualquer outra doença sexualmente transmissível. Ou o problema não era o uso do preservativo quando há risco de vida, porque a vida é sempre um bem maior.

A Igreja só não falou mais cedo nisto, porque as pessoas, que estão ávidas que se baixem as armas morais para se libertarem do peso da culpa da sua sexualidade sem alma, iriam (como está a acontecer) aproveitar isso para dizer que o Papa defende o preservativo. Evidentemente que nem a Igreja, nem o Papa, como seu chefe, podem ao mesmo tempo defender a vida e uma medida anti-vida, como o é o preservativo. O Papa não defende o uso do preservativo como regra da sexualidade, defende-o quando há risco de vida.... o que é totalmente diferente.

 

Aliás no seu livro, Bento XVI acaba por revelar que "as pessoas não vêem na sexualidade a expressão do seu amor, mas apenas uma espécie de droga”. O que demonstra uma grande lucidez sobre a vida quotidiana nos dias de hoje.

 

Bento XVI defende a "camisinha" para proteger a vida, ao mesmo tempo que assume a luta contra a banalização da sexualidade, que diz, "é parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade".

 

Brilhante Bento XVI!

publicado às 01:12


2 comentários

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De António Pereira de Carvalho a 22.11.2010 às 03:56

É para mim claro, claríssimo e definitivo, que não existe maior e mais profunda fonte de SABER sobre a Condição Humana do que aquela que brota da Religião Católica, dos Evangelhos e de todos os seus fiéis servidores.

"Esquece-se" o homem que sem comer, dormir, beber água, não sobrevive. Mas não há memória que a ausência de vida sexual seja fatal, para o que quer que seja.

Tirando as geniais brincadeiras de Millôr Fernandes, que diz "de todas as taras sexuais, a castidade é a mais estranha", parece-me evidente que sendo o sexo uma das principais fontes de criação de VIDA, deve o mesmo ser usado com TEMPERANÇA, RESPONSABILIDADE e RESPEITO PELO PRÓPRIO e PELO PRÓXIMO.

Tive a sorte de ter um PAI que, quando percebeu que eu começava a olhar para as miúdas com entusiasmo redobrado, me disse como quem não quer a coisa: "lembra-te que na vida a cabeça que tem sempre de mandar é a de cima, porque se manda a de baixo está tudo estragado".

Estou certo que a Igreja Católica, devido ao SACRAMENTO da CONFISSÃO, sabe mais de SEXO e seus derivados do que todos os sexólogos e afins deste planeta. Como tal, confiemos nos seus ensinamentos pois, para além do mais, não são dados para chatear o indígena, mas com todo o AMOR, tendo em vista a VERDADEIRA FELICIDADE dos seres humanos. Se se confunde PRAZER com FELICIDADE, está o caldo entornado e a porta aberta para todos os ilusórios desvarios, com todas as consequências conhecidas de NÃO AMOR, nas suas infinitas versões.

Façamos assim um exercício de humildade e confiemos em quem nos quer todo o BEM.

OBRIGADO E VIVA BENTO XVI!!!

























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De francisco domingues a 22.11.2010 às 15:41

O "problema" é que a sexualidade sempre foi um problema para a Igreja. Dos muitos relatos que poderíamos referir da Bíblia com conotações sexuais, algumas bem escabrosas, reportemo-nos apenas a Adão e Eva e ao seu pecado "original", de triste memória, donde veio para a história da Igreja e da religião cristã e, sobretudo, católica, o anátema sobre a mulher, afirmando-se que "Se por uma mulher veio o pecado ao mundo, por outra veio a sua salvação", condenando-se aquela e enaltecendo a Virgem Maria..., com as consequências devastadoras para a mulher ao longo destes dois milénios. Escândalos sexuais com elementos da Igreja sempre os houve, como consta da História - tendo tido agora maior relevo devido à imprensa que investigou e revelou casos mais gritantes - já devido à aberrante norma do celibato, já porque a carne sempre foi fraca... Aliás, o dito sacramento da confissão deve ter proporcionado, ao longo da história, muitos abusos por parte de clérigos sedentos de saber segredos de alcova, quando não incentivadora a experimentações de desmandos desses mesmos clérigos...
Quanto ao preservativo, finalmente admitido - mas só em certos casos! - pelo papa, ainda bem: mais vale tarde que nunca, sobretudo pensando nos milhões de crentes pobres e incultos que obedecem cegamente aos ditames da Igreja, Igreja que proclama o valor da vida humana sem atender aos milhões de casos específicos em que as famílias não podem ter mais filhos pois os seus recursos não permitem alimentar mais bocas. Aliás, a população mundial não pode continuar a aumentar porque já nem sequer há alimento para a actual - quase 7 mil milhões - morrendo muitos milhares por dia, sobretudo crianças, de fome e doença! (E são as mulheres que mais sofrem com a situação: trazem nove meses a criança no ventre, sofrem as não poucas dores do parto e, depois, vêem-na morrer sem nada poder fazer! Este é um pérfido contributo que a Igreja presta à humanidade. Deveria limitar-se às suas obras sociais em que - diga-se em abono da verdade - é exímia e digna de todo o louvor.
Quanto à sexualidade, evidentemente que tem de pertencer ao domínio íntimo de cada pessoa e de cada casal, sendo uma sexualidade virada para a procriação consciente e para a procura do prazer satisfazendo os afectos entre dois seres que se amam. Daí até à banalização e degradação do sexo que caracteriza uma boa parte dos negócios actuais a nível global - basta ver os milhões de sites na Net em que a mulher aparece normalmente vítima dos caprichos aberrantes do homem - vai toda a diferença. Obviamente, legislação e controle precisam-se! A demasiada liberdade só gera desmandos. Sobretudo quando apenas se olha ao lucro, não importando cilindrar sejam que valores sejam.

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