De Manuel Marques a 28.05.2013 às 15:15
Boa tarde,
Encontrei o seu blog por acaso. Estava à procura de outra Maria Teixeira Alves, mas apareceu-me outra versão da mesma pessoa. Ou até poderá ser a mesma. Não sei...
Adiante.
Não posso deixar de comentar estas chamadas intervenções, que de educativas, não têm nada.
Face a este mesmo comentário, acho profundamente triste que para si, que é jornalista e vou supor que é uma pessoa formada e com educação, que um pai e uma mãe seja um espermatozoide e um óvulo. Tenho de facto um pai e uma mãe, e nunca, em 28 anos de vida, os vi assim. Como algo tão básico e sem qualquer tipo de valor sentimental.
Se tiver filhos, com certeza que concordará comigo nesta abordagem. Todos nós, mais novos ou mais velhos, com mais ou menos experiência, temos, de facto, um conceito mais alargado no que consiste no ser pai ou mãe.
Com certeza, que também, não deve estar muito atenta ao que a rodeia. E como jornalista, também é triste que não esteja. Diz que se quer fazer "experimentalismo social". Portanto, para si, as famílias de casais do mesmo sexo simplesmente não existem. Devem estar numa realidade que a senhora não vive. E com esta lei, os casais do mesmo sexo vão experimentar o que é ter filhos.
Pensando bem, não me estranha. Até porque o seu conceito de pai e mãe é tão reduzido, que com certeza o seu conceito de filhos é completamente desprovido de qualquer sentimento.
Escreve, noutro post, que Pedro Madeira Rodrigues, foi fantástico na sua intervenção. Portanto, um pai que permite que um filho seja em tenra idade preconceituoso, com certeza que não se importará que este seja racista, xenófobo, e outros tantos valores extremamente importantes na educação. Se tiver filhos, parabéns pela excelente educação que transmite. Se tiver um filho homossexual (e não saiba) parabéns por estar a criar uma pessoa que irá sempre ter medo de falar e confiar na mãe. Mas espere...a senhora é só um óvulo.
Finalmente, pegando no seu argumento que é preciso um pai ou uma mãe, anula portanto qualquer tipo de família em que só exista um pai ou uma mãe, ou até sem pais. Porque existem, e provavelmente convive com isso. Nem que seja no colégio/escola/ambientes sociais que os seus filhos (caso tenha) frequentam. Portanto, essas pessoas são menos família, porque falta o espermatozoide ou o óvulo, ou ambos. E até, provavelmente, são pessoas menos bem formadas, mal educadas. Isto, calculo que na sua opinião.
Não é preciso um pai e uma mãe. É preciso educação. A boa educação vem de variadíssimas formas, e concluo, que a senhora deve ter escapado um dos estágios de Piaget.