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Instituições são piores que adopções por homossexuais?

por Maria Teixeira Alves, em 17.05.13

Quero agradecer a Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha "os sociais-democratas que votaram a favor do diploma" e ao Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt, do PSD; e João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert, do CDS-PP, por terem perdido uma das mais fervorosas apoiante da Direita portuguesa. A partir de hoje não contam com o meu voto para nada, nem, com o meu apoio. 

Quero também dizer que quando as pessoas dão crianças a homossexuais, estão a dar-lhe dois pais ou duas mães e não estão a pensar nas crianças abandonadas, que têm o direito de ter uns pais substitutos o mais semelhante possível com a família biológica. E a família biológica NUNCA são dois pais e duas mães, NUNCA. Porque será? (A Natureza é tão homofóbica!).

E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? É diferente de uma família normal? É. Mas também os pais homossexuais são diferentes de uma família normal. 

Eu acho que há instituições que são melhores do que muitas familias biológicas. Ali não são violadas, nem mal tratadas.

Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais.

 

P.S. Escusam de vir aqui insultar-me que eu não dou cobertura a insultos. 

P.S.II: Depois de ler este artigo revoltado no site do Expresso, escrito por um miúdo, tenho de acrescentar este post scriptum. Não vou cair na tontice de chamar estúpido e ignorante em cada parágrafo como ele faz (típico de discursos imaturos de pessoas mais ofendidas que racionais - talvez porque para além da palavra "moderno" poucos argumentos existam para justificar que uma criança seja dada (dar para a adopção, para não virem com mais disparates à volta da palavra dar) a dois homens ou duas mulheres em vez de um pai e uma mãe). E diz a certa altura (a única frase em que não revela ódio) que "Consigo perceber a preocupação, quando genuína, em relação ao bem-estar das crianças". Pois é Tiago, e quem te garante que o bem-estar da criança é ter dois pais ou duas mães? Perguntaste a alguma das crianças que está por exemplo na Casa Aboim Ascensão, se é isso que querem? Se querem ser filhos do Sérgio e do Paulo? Não, não perguntaste. Então porque achas que é isso que as crianças querem? Perguntaste aos portugueses se é isso que querem? Não, não perguntaste. 

O Tiago cita um padre, o Nuno da Câmara Pereira e cita-me a mim, como exemplos que tenta ridicularizar, mas esquece-se que como penso eu pensa a maioria da população e se não tem medo, então promova um referendo. Há muito mais gente e gente brilhante (não com a inteligência de cinco tostões deste miúdo) que defendem precisamente o mesmo que eu. 

Enquanto estas criaturas acharem que a adopção é um mercado para fornecer filhos a adultos que querem ter os filhos que a natureza não permite, não estão a pensar nas crianças. Um bébé precisa de uma mãe, o que chumba logo a ideia de serem dois pais. O conceito e pai e mãe refere-se ao macho e à fêmea que procriaram, não é um conceito inventado pelo homem, como o é a homoparentalidade (a palavra nem existe no dicionário do corrector)

As crianças adoptadas não podem ser diferentes das outras, e as outras têm um pai e uma mãe. Ás crianças abandonadas têm de lhe ser dado um família substituta, ou então é melhor não saírem da instituição (ali também têm amor, e se nalguns casos não é assim fechem-se essas). Nunca dois pais ou duas mães. Gostava de perguntar ao Tiago se gostava de ser filho do Lícinio e do Renato?

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publicado às 17:40


161 comentários

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De Anónimo a 20.05.2013 às 03:35

Sou uma mulher heterossexual e nunca fui seduzida pelo meu pai. Se tivesse duas mães, será que correria um risco maior?
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De Mariana Belo a 20.05.2013 às 11:05

como assim a senhora considera-se jornalista? com textos destes que de sentido têm muito pouco e de pesquisa ainda menos acho que jornalista é a palavra menos adequada. ignorante talvez seja melhor.
Em primeiro lugar, até à data, em todos os países em que a adoção por parte de LGBT já é legal não está registado qualquer efeito negativo no desenvolvimento das crianças por estarem nesse tipo de lares. A dita perda de um modelo masculino ou feminino, dependendo do caso, é colmatada pelos meios sociais à volta da criança, desde a escola, ao tio, à televisão, etc.
Em segundo, a disfuncionalidade de uma família pode acontecer em qualquer caso, e se formos por banir qualquer coisa que não seja uma mãe e um pai, iríamos estar a eliminar pais/mães solteiros, viúvos, divorciados, etc - que podem estar a fazer um trabalho tão bom ou melhor que muitos outros casais heterossexuais.
Já a instituições que tanto louva e desmistifica (e que acho muito bem que o faça, já que muitas pessoas de grande competência e coração de certo se esforço por dar um bom crescimento às crianças lá inseridas), podem ser muito competentes, mas não poderão dar a atenção que um núcleo familiar dá a uma criança. Não quero dizer que a criança não possa crescer feliz e forte lá, mas pelo seu raciocínio anti-lgbt obviamente que não são uma opção viável visto que não são pai e mãe e em vez de se concentrarem numa criança cada agente social tem um número de crianças pelo qual flutua sem se poder focar em cada como uma mãe e um pai (ou duas mães e dois pais, ou só uma mãe, ou só um pai) podem.
Mas para que conste, molestação e abusos acontecem em qualquer lugar, incluindo instituições e incluindo agregados familiares adotivos e biológicos. A sociedade deve estar atenta a isso, mas eliminar por "cortar o mal pela raíz" seria ridículo e implicaria qualquer coisa perto de um big brother. Além disso, homosexualidade é muito diferente de pedofilia - pedofilia é um disturbio sexual que em nada tem a ver com a orientação sexual de cada um.
Aquilo que está em causa quando se fala de família é amor, apoio, segurança e carinho. E por muito biológicas e heterosexuais que sejam, muitas famílias têm falta disso - a senhora vai investigar cada uma delas e averiguar se têm capacidades para terem filhos, tb? o resto do mundo agradecia a sua disponibilidade!

Deixe-se lá de merdas de ter medo de tudo o que seja minimamente diferente. A evolução existe pela mudança, e não pela estagnação. Um mundo de diversidade e inclusão é um mundo muito mais rico.
E, apesar de haver mil e uma coisas que ainda gostaria de lhe dizer acerca deste assunto, tenho mais que fazer da minha vida do que estar aqui a comentar mesquinhices destas. fiquemo-nos por isto.
Cumprimentos.

P.S.: Há sempre cursos e palestras acerca de jornalismo que a senhora poderia frequentar em busca de uma melhor adequação àquilo que assume ser.
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De anónimo a 20.05.2013 às 13:18

A ignorância é algo que me tira do sério. Neste momento, os meus pelinhos estão em pé de ler tamanha estupidez. Uma criança precisa de valores. Uma criança precisa de afectos. Uma criança precisa de amor e muito, muito carinho. Como aquele que é dado por uns tios ou uns avós na ausência dos pais. Como aquele que é dado por alguém que tem muito amor para dar e não o pode fazer. Como aquele que é dado por duas pessoas, que se amam e querem complementar o seu amor, dando amor a uma criança. E esse amor é independente do sexo ou da cor de quem dá. Esse amor não é menos amor se for dado por dois homens e duas mulheres. Uma criança não fica mais ou menos estúpida, mais ou menos inteligente por ser criada por um casal de homossexuais. Pode é ficar menos inteligente e com menos valores, se for criada por pessoas que vêm os diferentes como uma aberração. Enfim.....
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De Ana Camões a 20.05.2013 às 13:46

Cara Maria Teixeira Alves,

A natureza não é homofóbica, antes pelo contrário, dado que com alguma pesquisa ou conhecimento saberá que são muitas as espécies de mamíferos que têm práticas homossexuais sem quaisquer implicações agressivas ou negligentes. A reprodução faz-se entre um macho e fêmea. Os afectos já não seguem a mesma obrigatoriedade.

Parece-me uma assumpção ridícula assumir que um pai ou mãe homossexual será negligente para um filho. Parece-me uma frase típica de homofóbicos. Ora para discutir esse assunto com cabeça há que ver as coisas de forma neutra. Numa boa educação ensinam-nos que uma resposta do tipo "porque não" ou "porque sim" não são respostas, porque não explicam nada.

Tem o direito a não permitir insultos, mas há muitas pessoas que vão querer fazê-lo prontamente, não tanto pelas suas ideias mas mais pela falta de explicação da sua origem, o que faz parecer que são opiniões frustradas despejadas num blog virtual.

O que é verdade é que muitas vezes nas instituições não existe um vínculo que na Psicologia é considerado crucial para o desenvolvimento afectivo e psicológico da criança, o que com uma família e um lar tradicional se torna muito mais possível. Isto admitindo que as condições em ambos os lados são boas. A dúvida no sucesso de um casal homossexual enquanto pais para uma criança reside na carência que pode existir de um modelo de comportamento do sexo oposto do casal aos pequenos.

"Seduzidos pelos pais"?... Parece-me mais um assunto freudiano para a própria do que uma possibilidade real. Loucos e desequilibrados, há muitos, para qualquer que seja a orientação sexual. Uma coisa é certa, devia dar-se um voto de confiança em pais saudáveis que querem adoptar, e não o contrário, só porque sim.
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De Maria Teixeira Alves a 23.05.2013 às 01:17

Era uma piada, porque na verdade a homofobia (para além de encerrar um erro etimológico) não existe.... foi criada para pressionar quem é contra a afirmação da homossexualidade com terceiro sexo.
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De Maria Oliveira a 20.05.2013 às 14:21

Concluo portanto que não conhece as instituições de que fala. Perca uns dias valentes a visitar algumas, de surpresa. Mais ainda, dedique alguns dias a conhecer crianças institucionalizadas, nas escolas que frequentam, longe da instituição, das pessoas da instituição e próximos dos colegas que vivem em famílias normais. Go all the way e dedique-se a observar a forma como crianças institucionalizadas são tratadas pelos funcionários das escolas que frequentam (por comparação à forma como são tratadas as outras crianças).
Já agora, muna-se de um ansiolítico para a noite e de tinta preta, para pintar a cara de vergonha de si mesma.
Passe bem
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De Miguel Nogueira a 20.05.2013 às 16:14

clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, ... Nem mais! Bravo!
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De ARNOLA a 20.05.2013 às 14:57

Cada um é dono daquilo que é seu. Nada a opor, mas para chamarem "casamento" à união de duas pessoas do mesmo sexo, terão, primeiro, que emendar o dicionário.
Depois apareceu a adopção e o facto de ter sido aprovada na AR, há quem afirme que é ilegal e ainda não há a garantia de ser promulgada. Será que o Presidente da República vai usar o veto ? Veremos.
Não adiantam nada manter esta guerra porque a batalha ainda não terminou e quem decide em definitivo não são estes "lutadores". Os outros são os que levaram Portugal à desgraça em que se encontra...
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De Maria João a 20.05.2013 às 15:04

"Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais."

A sério, explique-me este "argumento" como se eu tivesse cinco anos. Não percebi.
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De Miguel Nogueira a 20.05.2013 às 16:21

O seu patente desprezo pelos meus comentários devem lisonjear-me... ou preocupar-me?! É que mesmo com moderação dos comentários estranho que se escuse de os comentar mesmo publicando os mesmos. Será que os entende? É que se estou a perder tempo gostaria de saber...
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De Maria Teixeira Alves a 20.05.2013 às 17:02

Miguel eu já disse tudo o que tinha a dizer sobre esta matéria. Tudo farei sempre para dar voz aos lúcidos que pensam como eu (que são muitos, são a maioria do mundo, arriscaria eu a dizer, basta ver o que se passou em França) .
Sou contra o casamento gay e sou absolutamente contra a adopção de crianças por pares de homossexuais.
Depois de ler todos os comentários que deixam aqui, ainda me dá mais pena e me assusta que estas pessoas possam algum dia ter poder neste mundo.
A mim não me calam com chavões e conceitos criados para intimidar como a homobofia (um erro etimológico, by the way).
Deixo aqui a frase da Raquel Abecasis (jornalista e lucida como eu) que resume tudo o que tenho escrito aqui e ali sobre este tema. Sobretudo sobre o que algumas pessoas de direita fizeram e que eu espero que seja corrigido pelo PR.
"Dir-se-á que a culpa é da qualidade dos políticos que temos, mas realmente a culpa é de todos os que, sabendo que estamos a trilhar um caminho errado, preferem não se envolver em discussões incómodas com medo das consequências e assim se vão perdendo as certezas e as convicções".
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De Jorge Raposo a 20.05.2013 às 17:36

Porquê que é contra o casamento gay?

Honestamente gostava de ouvir a sua resposta a esta questão, que irá esclarecer se vale a pena continuar a debater esta questão consigo ou não.

Antes de justificar a sua resposta com a natureza, lembre-se que casamento é uma invenção do homem.

Cumprimentos
JR
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De Maria Teixeira Alves a 20.05.2013 às 22:09

O casamento não é uma invenção do homem, o casamento homossexual é que é uma invenção do homem. O acasalamento para toda a vida, resulta da vicissitude da espécie humana, que precisa de manter as crias até muito tarde, e como não tem defesas naturais precisa de se organizar em sociedade. As tribos já celebravam casamentos.... é uma necessidade da espécie. A homossexualidade não.
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De Jorge Raposo a 20.05.2013 às 23:39

O casamento é uma invenção do homem. Tal como disse, é uma invenção do homem, que serve para assegurar a estabilidade e qualidade de vida dos filhos de um casal. Os animais também se procriam e asseguram o bem-estar das crias até estas terem autonomia suficiente para viverem sozinhas. tal como o ser humano. O casamento foi inventado para assegurar uma maior estabilidade entre as familias, principalmente a niveis jurídicos. Não é uma necessidade. é apenas um acto que visa facilitar a vida a quem o faz.

Porquê que os homossexuais não devem ter direito a ele?
Facto adquirido: os casais homossexuais vão viver juntos, e criar uma relação e uma vida em união - casados ou não. De que lhes serve o casamento? apenas aquilo que lhe tras a si, a mim e a todos os caisais hetero: serve-lhes para comprovar perante a lei, que estas duas pessoas partilham uma vida juntos, e que dessa forma possam disfrutar dos beneficios legais adjacentes a isso: seguros de saude, heranças, contacto de emergência, etc. O que é que está de incorrecto aqui?

Se eu fosse homossexual e quisesse que o meu parceiro tivesse direto ao meu seguro, que ele ficasse com os meus bens caso algo me aconteça, que ele seja a pessoa a tomar decisões que me impliquem a mim, casao eu não o possa fazer, de que maneira poderia fazer isso? através do casamento. Porque que nós casando com o sexo oposto temos direito a isso, e um homossexual só por se casar com uma pessoa do mesmo sexo não pode ter direito a isso?

Quanto à adopção: ja lhe fiz esta pergunta e ainda não me conseguiu responde, mas volto a perguntar para ver se é desta?

As crianças são sempre educadas pelo casal homossexual: de que serve a lei? para que caso aconteça algo ao pai biológico/adoptivo, o outro pai/mãe (aquele que partilha uma casa com a criança e a educa), poderá continuar com o seu papel de educador (papel que já exerce, com ou sem lei) e evitar que a criança sofra mais repercussões, face a qualquer acontecimento negativo em relação ao prohenitor pai biológico. Explique-me o que está mal, em assegurar juridicamente, o bem-estar da criança, que já vive com os dois pais/mães homossexuais?

E otra pergunta, que a sra. teima em não me responder, talvez por não ter resposta para ela: Recorre sempre à questão da natureza: O que é que está errado em não seguir as leis da natureza? e que leis são essas, e quem somos nós, ou a sra. para as ditar como absolutas? E mais, a única lei da natureza que conheço é a lei do mais forte, que de certo não é uma lei pela qual se queira reger. Quanto a tudo o resto não passam de fenómenos biológicos, fenómenos esses que o Homem, com o avançar das tecnologias e das mentalidades tem conseguido contornar de maneira a melhorar as nossas vidas.

Por favor, consegue-me responder a essas perguntas? Leve o tempo que desejar, mas tente esclarecer-me os pontos todos que lhe coloquei.

Agradecido.
Com os melhores cumprimentos

JR
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De Jorge Raposo a 20.05.2013 às 23:54

E não querendo estar a insultá-la, se se rege pelos fenómenos da biologia para justificar a implementação correcta ou incorrecta das leis do Homem, digo-lhe que deveria despedir-se e ficar em casa a tratar das coisas para o seu marido e a cuidar dos seus filhos.

a estrutura biológica feminina é mais fraco, e mais propicia a emoções, e seguindo as leis da natureza, isso deve-se ao papel que as fémeas devem ter, de cuidar do habitat do grupo familiar, e cuidar das suas crias, enquanto que a constituição fisica do homem mais robusta, e mais racional se justifica na habilidade deste de adquirir alimento e bens para assegurar a sobrevivênca das crias e posteriormente da espécie.

É evidenete que não se pode concordar com isso: porque as caracteristicas biológicas não podem servir para justificar comportamentos sociais. Somos dotados de pensamento critico para colocar a nossa própria existencia em causa, e é mesmo isso que nos distingue dos animais. Se conhece a obra do Freud perceberá que o homem procura acima de tudo a felicidade, e é isso que nos distingue dos animais - esses sim que se regem pelas leis da natureza, pois não têm a capacidade de as questionar.

É só uma pequena visão das coisas. Tente questionar mais as suas opiniões. E talvez reger-se por uma regra fundamental: Quando transmitir a sua opinião em debate, pense o seguinte: "Eu posso estar errada, e eles podem ter razão" - alguma vez lhe passou essa questão pela cabeça? eu pondero sempre isso antes de entrar nalgum argumento. e vejo os dois lados da questão. Se a Maria não faz o mesmo, não vale a pena continuar a argumentar consigo.

Cumprimentos
JR
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De Maria Teixeira Alves a 21.05.2013 às 00:40

Ficar em casa a tratar de um marido e filhos parece-me uma excelente ideia.... não vejo mesmo nada de mal nisso, pelo contrário.

Não podem ter razão por um motivo óbvio: a biologia e a natureza (da qual fazemos parte) são soberanas. Podemos ter hábitos sociais, evoluções aqui e ali, medicina evoluída, mas o básico que sustenta a nossa sobrevivência é imutável...
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De Jorge Raposo a 21.05.2013 às 01:15

Claro que não vê mal nenhum nisso. Se for a sua vontade, e for feliz, deve fazê.lo. Tal como se uma mulher escolher trabalhar, também deve ser livre de o fazer. mas se fossemos apelar as leis da natureza, deveria ser ilegar para amulher trablhar, mesmo que o quisesse.

São soberanas? Porquê? Porque que a natureza é soberana? porque que a biologia deve comandar as regras e leis que o homem cria? É só isto que quero fazer. Claramente ha a possibilidade de ir contra essas leis (leis essas que não existem, mas pegando no seu raciocionio, vamos supor que existe). Podemos ir contra essas leias - agora debate-se a questão se ir contra as "suas leis" da natureza é bom ou mau. Ainda não me consegui justificar porquê que é mau ir contra as leis da natureza: o seu argumento é que é soberana? isso não é um argumento. É uma opinião. Eu rego-me pelas leis do meu pais, porque tem de ser. e a ter em conta as leis da natureza, estas so me colocam entraves. gostava de ter asas para voar e não tenho. olha, construimos aviões. gostava de poder andar debaixo de água, mas não tenho guelras. olha contruiram-se submarinos. gostava de assegurar o futuro da minha mulher e dos meus filhos caso morra: olha, criou-se o casamento. gostava de ter filhos e não posso. olha criou-se a adopção. um casal homossexual gostava de ter filhos e não pode. olhe, criou-se a adopção para eles também.

A natureza, aquele bixo superano, a impedir-nos de fazer o que queremos para sermos felizes, mas o homem sempre a trocar-lhe as voltas, né? será que ela é assim tão suberana?
Sabe o que digo à sua natureza? que ela não é nada... que não ha leis. as leis que há são as que nós criamos. e que a biologia cria possibilidades ao homem. e com possibilidades cria também impossiblidades. então o homem sonha com algo mais, impossibilitado pela natureza, e cria esse algo mais, ou neste caso, adopta leis que permitam isso. chama-se evolução. Maria não vou comentar mais consigo, porque infelizmente quem tem a mente fechada, não a consegue abrir e ser feliz. lembre-se apenas do que lhe vou dizer a seguir:

Daqui a 20 anos, verá casais homossexuais a adoptar crianças sem qualquer debate sobre a legetimidade disso. verá pessoas felizes, e crianças felizes por estarem num lar, independentemente da orientação sexual dos pais, porque nem se vai fazer alarido sobre o assunto, pois vai ser encarado como uma coisa normal. Lembre-se de voltar a este blog daqui a 20 anos. e vejo como o mundo evolui.. para melhor. quer queira quer não, é o caminho das coisas. daqui a 20 anos será uma coisa normalissima. daqui a 70 anos, será normal casamentos poligamicos. se são felizes assim, devem fazê-lo. daqui a 200 anos a religião será um rasto do passado. quer a senhora queira quer não. lembre-se disso, e depois lembre-se do velho e o mar. sim, o do hemingway. e perceberá que é a evolução dos tempos. e nem a sra. nem outros que vivem presos dentro da formatação com que foram educados, e não se questionam sobre a razão das coisas, poderão fazer nada quanto a isso. deve ser frustante essa sensação de impoteência, não deve? :) Chama-se o passar dos tempos, e a evolução do homem. para trás ficam aqueles que vivem no passado.

Cumprimentos, e foi um prazer dialogar consigo. Viva uma vida feliz, e não se revolte um dia com os seus netos, quando estes chegarem a casa com amigos criados por casais homossexuais. se não lhes perguntar, provavelmente não notará a diferença!

Jorge Raposo
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De Marta Louro a 20.05.2013 às 18:36

Creio que é senso comum, mas a capacidade de se ser pai (entenda-se pai ou mãe) e educar uma criança é independente do género, credo, cor, classe, estado, orientação política ou orientação sexual. Tenho vários amigos e familiares homossexuais que seriam pais mais aptos e dedicados do que muitos heterossexuais que conheço. Não existe apenas amor romântico ou sexual (que tenha que ser expressado fisicamente), existe amor… pela família, pelos amigos, pelos filhos. Nem toda a gente nasce para ser pai, uma das muitas razões haver tantas crianças para adopção (geradas por casais heterossexuais). Nos dias de hoje não existe apenas um modelo de família único (há já várias décadas que não existe), o importante é que os valores prevaleçam na construção duma família e na educação de uma criança.
A visão que apresenta parece-me limitada, mas que seja contra o casamento homossexual e contra adopção de crianças por casais homossexuais não o vou discutir mais, são opiniões e expressei a minha. O que me parece chocante e de uma profunda ignorância é a afirmação subliminar de que as crianças correm o risco de ser “assediadas” por terem pais homossexuais. Como é possível que se possa comparar homossexualidade com pedofilia? Na grande parte das vezes, as crianças alvo de pedofilia são atacadas pelos próprios pais ou familiares (tanto masculino como feminino, embora este menos referido) ou nas próprias instituições que as acolhem (casos bem conhecidos no nosso país). Como é que uma pessoa relativamente nova, jornalista, formada em sociologia apresenta tamanha tacanhez? Comparar orientação sexual a um desvio grave…
Tenho noção de que muito do que escreve é para provocar reacções e não me parece que seja propriamente a pessoa mais preconceituosa mas considero que revela uma profunda ignorância que roça a imbecilidade.
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De Anónimo a 20.05.2013 às 20:20

Relativamente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas porque diabo se preocupa tanto com a vida dos outros e com o que fazem ou deixam de fazer? Quanto à adopção, com argumentos deste calibre (“nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais”???), já percebo porque nunca tinha ouvido falar de si…. Se está preocupada com o abuso sexual de menores talvez fosse um bocadinho mais sério olhar para outras instituições.

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