Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Diplomacia

por Maria Teixeira Alves, em 30.10.10

Sai um orçamento, médio mal passado!

 

O acordo, que parecia mais difícil de sair do que um acordo Israel-Palestino, para um Orçamento mais-ou-menos, saiu finalmente na sexta-feira.

Não se pode dizer que tenha trazido grande coisa, porque o IVA continuou a ser de 23%, e o IVA é uma inflação encapotada, porque os preços sobem e nunca mais descem, mesmo que um dia essa taxa desça.

Mas pronto, pelo menos o PSD saiu mais forte, e isso já é um sinal que a soberba tentacular de Sócrates está a murchar.

 

O ministro das Finanças cedeu nas deduções fiscais. Os dois últimos escalões do IRS em rendimentos acima dos 66 mil euros anuais são os únicos em que os cortes serão aplicados, como exigia o PSD.

Fernando Teixeira dos Santos acordou ainda em suspender todas as parcerias público-privadas não contratualizadas, incluindo o TGV e hospitais

A manutenção do IVA no cabaz alimentar também foi conseguido por Eduardo Catroga, líder da delegação do PSD para esta negociação, assim como a passagem da Unidade Técnica de Apoio Orçamental para agência independente para controlo das contas do Estado.

Para chegar a este acordo, o PSD teve de deixar cair a proposta da redução da taxa social única para as empresas (a preocupação estratégica subjacente a esta proposta vai no sentido da redução dos custos de produção das empresas estimulando a competitividade e o emprego).

 

O Orçamento de Estado de 2011 é assim uma mistura das ambições e demagogia do Governo de Sócrates, com a crise europeia de dívida soberana, temperado com as sondagens da Marktest/DE (arrasadoras para o PS), apimentado com a entrada de António Borges para o FMI (deixou aterrados os governantes), cozinhado sob a pressão da Angela Merkel e apurado com a preserverança e dureza negocial de Pedro Passos Coelho e Eduardo Catroga.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:46


1 comentário

Sem imagem de perfil

De António Pereira de Carvalho a 30.10.2010 às 18:31

"O ESTADO CONTRA A NAÇÃO".

Só o sentido de humor e a escrita colorida da autora ameniza tema tão deprimente, numa dupla dimensão. Aprende-se nos manuais de Economia Política que o dinheiro não mais é do que "um instrumento geral de trocas". Em vez de se trocarem batatas por ovos, inventou-se o dinheiro para tudo facilitar. Só que as PAIXÕES DA ALMA tudo desvirtua. Assim, se tratar de coisas de dinheiro já não será motivo muito "estético", então tratar desses assuntos sem um sentido ético profundo de servir o BEM COMUM, torna-se mesmo deprimente. Ensinou-me um MESTRE que já o seu Pai lhe dizia que, na vida, "a factura aparece sempre". No caso de Portugal, dizia o Prof. Germano Marques da Silva, há seis anos, que "ao fim de 30 anos de democracia, os portugueses tinham percebido a forma, mas ainda não tinham percebido o conteúdo." Eis a nossa dura realidade. Estamos a tratar de um orçamento de Estado com a única preocupação que não nos cortem a luz, a água e a tentar evitar que as penhoras sejam executadas e que vá havendo algum pão e leite. Zero de perspectivas de médio e longo prazo, numa vida limpa e sã, que se trate do SER em vez do PARECER. Bem diz a canção da Lena d' Água: "Demagogia feita à maneira, é como o queijo numa ratoeira". Mas agora vou mas é ver um exemplo da EXCELÊNCIA absoluta que, paradoxalmente, é portuguesa: JOSÉ MOURINHO. Ele como MAESTRO duma equipa técnica com mais três portugueses e ainda mais três dentro do campo, domina, por completo, uma equipa espanhola, das maiores e mais ricas do mundo, numa das indústrias de bem transaccionáveis mais competitivas do planeta. Tenho um bom e muito inteligente amigo que diz que "os homens inteligentes aprendem com os próprios erros e os homens muito inteligentes aprendem com os erros dos outros". O que se passa com a nossa classe política? Mistérios da condição humana. Façamos o que cada um de nós tem que fazer e confiemos na Providência Divina.

Comentar post




Bloggers convidados

António Canavarro

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D




Links

Blogs e Jornais que sigo

  •