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Desde que me lembro de prestar atenção a estes temas que me dizem que a entrada na União Europeia era uma porta de entrada na Europa e por isso uma porta de entrada para o mundo de oportunidades. O passaporte para o sucesso e para a meritocracia. Um sonho que nunca se concretizou. A promessa do El-Dorado foi um flop. Porquê? Porque na verdade as fronteiras físicas como barreiras entre Portugal e a Europa nunca desapareceram. O dinheiro, a dificuldade de acesso a preços acessíveis, as políticas nacionais, tudo serviu para perpetuar a grande distância entre Portugal e a Europa (entre Portugal e Espanha, desde logo). Até o crescimento económico português mostra o flop que tem sido a integração europeia. Os países de leste vão ganhar a dianteira no que toca ao crescimento económico.

A primeira coisa que devia ter sido implementada com a integração europeia era a proximidade geográfica. Os transportes deviam ter sido prioritários. Mas em 2021 ainda não há um TGV Lisboa-Madrid. Ir a Madrid continua a ser um luxo (avião), e a viagem de comboio ou de autocarro está ao nível dos anos 80/90. 

Décadas depois de termos integrado a Comissão Europeia a nossa ligação permanente à Europa está confinada à internet. A União Europeia é um fracasso em si mesma.

Parafraseando Oscar Wilde, tenho gostos simples, o melhor basta-me. A mim bastava-me poder ir de comboio passar o dia a Madrid e voltar, assim como quem vai a Cascais. Mas a Europa anda a passo de caracol. Quando isto for possível, se calhar, já não terei condições de o usufruir. 

publicado às 01:08

Porque sobem os preços na fase de transição energética ?

por Maria Teixeira Alves, em 03.11.21

Descarbonização: você sabe o que isso significa? | HCC Energia Solar


Ricardo Arroja e Ricardo Pais Mamede estiveram na RTP3 a falar sobre a subida dos preços dos combustíveis fósseis. Vale pena ouvi-los. O que disseram?

Em resumo, a regulamentação vai obrigar alguns setores a uma forte redução das taxas emissões de CO2, nomeadamente a indústria. A ambição do Governo, disse Ricardo Arroja, é reduzir a intensidade energética da indústria até 2050 em 50%. O que vai obrigar a investimentos anuais equivalentes a 1,2% do PIB. 

O próprio modo de financiamento das indústrias está ameaçado porque há já uma pressão  internacional sobre a banca para que deixe de financiar indústrias e fontes de energias poluentes. Os bancos estão a ser obrigados, pela regulamentação, a seguir a pegada carbónica dos seus clientes e a penalizar os seus clientes que têm uma elevada pegada carbónica.

Há também uma pressão para que os intermediários financeiros deixem de apoiar a angariação de fundos através dos mercados, quando são empresas de energias poluentes. 

Os combustíveis fósseis vão encarecer e não vão desaparecer de um dia para o outro, disse Ricardo Pais Mamede, portanto durante a longa fase de transição a menor produção de combustíveis fósseis e com mais custos sem que a procura acompanhe essa redução ao mesmo ritmo vai originar uma subida dos preços. Se a oferta baixa e a procura não... inflação.

A custo do carbono vai ainda ser alargado à generalidade dos setores económicos. Vêm aí tempos difíceis.

A transição energética exige solidariedade e planeamento por parte dos Estados, o que nos levará a mais subidas de impostos.

publicado às 00:12



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