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Serralves é maior do que os lobbies das minorias

por Maria Teixeira Alves, em 28.09.18

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Ana Pinho merece ser defendida de um ataque orquestrado por alguns que falam em “censura”, usam uma suposta defesa da liberdade quando no fundo o que estão mesmo a defender neste episódio são as causas minoritárias, que defendem ao ponto de subjugar o bom senso e a sanidade mental a campanhas dessas minorias, que só a eles interessa. 

Obviamente que dentro da rica obra do Robert Mapplethorpe, há uma parte da obra que invoca a homossexualidade e o sado-masoquismo, e essa deve ser reservada apenas a quem a quiser ver. Interdito a menores de 18 anos é o mínimo.

Eu mesma, maior de 18 anos, não quero ver essas fotografias e não quero ir a Serralves e tropeçar inadvertidamente nessas fotografias. Lamento.

O que me parece que aconteceu, na realidade e por detrás do pano, é que João Ribas ofendeu-se com essa interdição em nome de uma causa minoritária que é a sua, mas de que nós não queremos saber para nada.

Serralves é muito maior do que este senhor Ribas.

Shame on you João Ribas.

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publicado às 02:57

Google it

por António Canavarro, em 27.09.18

No teatro da existência, vinte anos é já uma vida.

São 20 anos a googlar

 

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publicado às 14:25

 

1| Tenho, com o avançar da idade, questionado a minha existência, sabendo que a única coisa certa é a morte. Com efeito, e tal dizia uma personagem de “O memorial do convento”, nascemos para morrer! Portanto, esta percepção do fim, tornou a questão da minha existência primordial. Não tanto numa visão retrospectiva, porque o passado já lá vai, mas numa perspectiva de presença e sobretudo de redefinição, dos caminhos a serem traçados para que tenhamos a melhor vida possível. Ou seja, estamos na situação de um condutor, que sem um mapa, ou qualquer tipo de orientação, vê-se perante uma bifurcação e o dilema que caminho tomar, sabendo que a sua vida se resolve com a solução deste dilema existencial, ou seja, o que é “preciso de fazer para saber viver”?

Com efeito, é parente a necessidade de escolha, e de orientação, que as filosofias existencialistas, embora com diferentes nuances, ganharam lastro. Por outro lado, e não obstante a individualidade “celular” de cada um, a verdadeira existência individual só ganha dimensão quando inserida num espaço mais amplo. Ou seja, da mesma forma que uma célula não faz o todo, pois um órgão é composto por inúmeras células, a nosso existir só tem sentido quando inserido num campo mais amplo, já que a nossa existência dilui-se também no todo. Por outras palavras: “pode muito bem acontecer que tornar-se objecto para o outro seja condição da minha existência real”. [Jean Lacroix, Crise da Civilização, Crise da Sociedade, Morais Editores, 1968, p.50]

O homem como dizia Aristóteles é um “animal político”. Esta proposição é válida na medida em que todos somos seres sociais. Porque, e mesmo que os nossos actos sejam, de per si, individuais, como comer, tomar banho ou decidir, estes ganham maior dimensão, passando a existir, quando expostos na realidade de que somos parte, quando actores “teatro da existência”: “Expor-nos a nós mesmo, entrar na encenação de si mesmos é sair de si próprio. (…) Expor-nos a nós mesmo numa cena que finalmente se desvela é o maior desejo dos homens” [Aldo Gargani; “O texto do tempo”, Edições 70, p.41]! Só com esta “encenação de si mesmo”, a humanidade salva-se, ou seja, “saindo do eu que era a falsificação da sua vida”. [idem]

Esta ideia é extremamente verdadeira. A história ao longo dos tempos prova que muitas pessoas, num determinado momento da sua vida, e perante as mais diversas bifurcações – mesmo com erros de percepção e arrependimentos – optaram por outras vias. Quantos de nós, quando confrontados com a realidade, não optamos por outros caminhos? A realidade não é uma coisa monolítica, tem outros ângulos, pelo que por vezes se olharmos o mundo de outra forma iremos ver melhor.

A razão só nos é útil se a combinarmos com as nossas capacidades sensitivas!

 

2| O homem é um animal político e a política é uma arte nobre. A política está também repleta dos mais diversos actores. Assim, e através das suas mais diversa práxis, ela é igualmente existencial. Desde logo porque como tem forma e conteúdo as decisões políticas surtem efeito na sociedade.

Na política, como na comunicação ou inclusive na arte, há emissores e receptores, pelo que os espectadores ou, se preferirem, a sociedade civil, deveriam ter direito às suas representações. Isto é, deveriam saber existir e existir em conformidade com o seu papel. E este é precisamente o problema da sociedade civil em Portugal e nos países em que a democracia não é (ainda) perfeita. Há demasiada letargia!  

Tal advém de uma usurpação dos “palcos da vida”, já que os espaços ideias de acção e de sentido de pertença foram usurpados, levando há falsificação da verdade democrática. Dando a ideia absurda que só os partidos são os guardiões dos valores democráticos. Situação contra-procedente e com os efeitos que se fazem sentir na sociedade: o afastamento das pessoas dos ideias democráticos, levando ao abstencionismo, e no pior dos casos à emergência dos movimentos totalitários e/ou populistas.

Com efeito, os partidos políticos usurparam o nosso campo de acção, a coisa pública. Na Sociedade Civil, mas só por motivos de estratégia política, só escapam os sindicatos, que funcionam exclusivamente como braço das organizações políticas!

 

3| A política no entanto não é uma coisa estanque, tipo pronto-a-vestir. Vive das diferenças. Vive de ideias e de ideologias. Nem todos vêem a “res publica” sob o mesmo prisma. E felizmente que assim é. Para que serviria a democracia se fossemos todas ovelhas ou cegos e/ou na esperança que aparecesse alguém com um olho?

A democracia, na realidade, é uma competição que tem como troféu o Estado. Isso é verdade, porque a vida em sociedade é um jogo. Cada um age de forma a maximizar os seus ganhos. É uma verdade desportiva, económica, política, etc.

Politicamente, e já o provei “cientificamente” em alguns testes elaborados para o efeito, sinto-me bem no centro, como comungo dos ideais personalistas, que no nosso país fazem parte da “genética” social-democrata, o que não quer dizer que tenham existido desvios e, inclusive, surjam novas forças a reclamar o seu quinhão.

Sou personalista porque sublinha o papel da parte no todo. Que todos somos agentes da construção da realidade. Que a nossa existência só válida quando formos actores neste teatro a existência, e quando – agora numa perspectiva cristã – tivermos a capacidade de saber amar o outro!

No lado oposto está o intervencionismo, e a banalização do eu. Nesse lado oposto estão aqueles que se dizendo democratas, a democracia tem as suas horas e os seus dias. Em suma, para estes, ela esgota-se nas urnas!

São posições totalitárias que provocam urticária. São partidos que usurparam o nosso espaço de cidadania e agem conforme as suas agendas e a contingência dos seus interesses.

 

4| Um excelente exemplo de personalismo é o associativismo, já que é o espaço por excelência de partilha pela defesa do objecto que a associação promove. Porém, e porque vivemos em tempos de virtualidade, de “existência à distância” e, natural, individualismo, o associativismo está em crise. Ou seja, urge o ressurgimento das ligações sociais, e, consequentemente, da nossa (re)existência.

Do que me é dado a ver, e tenho que naturalmente de condenar, há uma tendência em Santarém, porventura em outros lados também,  da usurpação destes espaços pelas forças política falhadas, e que nestes teatros dão existência aos seus ressabiamentos políticos, e, de a troco de nada, subverterem o que de bom foi feito em prol do associativismo!

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publicado às 12:15

Joana, Lucília e a política

por António Canavarro, em 21.09.18

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Ainda me recordo das utopias. Digo bem das utopias, como por exemplo as inscritas nos conceitos. Acontece que conceitos, e vamos lá esquecer das utopias, são meras "mirabolâncias". Palavras, e nada mais do que palavras. E as palavras só por si nada valem.

Um bom exemplo é o conceito de política, que sendo em si mesmo uma coisa boa, pois é claro que é, na prática funciona como uma competição que tem por troféu o Estado.

Esta ideia que li, há já bastante tempo, na obra de um constitucionalista francês está bem patente na teimosia reinante, e nomeadamente na suposição que sendo poder os partidos políticos – e neste caso o Partido Socialista – são os donos disto tudo!

Isto a vem a propósito da teimosia, do Dr. António Costa, da sua ministra da justiça e, inclusive, do Senhor Presidente da República que os procuradores da república só poderão cumprir um mandato, e o que a meu ver retracta bem o estado caótico da justiça em Portugal. Ou seja: quando a actual, mas já com as malas aviadas, procuradora, Joana Marques Vidal, fez um excelente trabalho no palácio Palmela, e uma vez que não havia nenhum impeditivo legal para a sua recondução, optam pela incerteza que uma nova nomeação acarreta, pondo em risco alguns dos processos pendentes.

Este é um país que não valoriza o mérito!

Efectivamente são decisões como esta - leiam o esclarecedor ensaio de Tiago Fernandes, para a Fundação Francisco Manuel dos santos - que explica a fraqueza da nossa sociedade civil,  e da debilidade da nossa democracia: por cá a “res publica”, ou a coisa pública, é feudo dos partidos políticos, quase sempre marcados por gente sem rosto, que desde as juventudes partidárias nada de mais fizeram de útil para os próprio e, principalmente, para o país!

 

Assim, e para terminar faço minhas as palavras do Dr. Passos Coelho, agradecendo-lhe a sua dedicação à justiça em Portugal!

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publicado às 12:48

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Pedro Cabrita Reis é o entrevistado desta semana do Jornal Económico. Partilho aqui algumas das suas frases mais interessantes, na minha opinião.

 

"Aquilo que mais me horroriza é o bom senso – aquela papa indefinida em que a maioria silenciosa da alma e da política e da inteligência se atola e na qual se esconde para se defender. Ao artista compete-lhe estilhaçar o bom senso, sob todas as formas ao seu alcance!"

 

O MAAT "é um desses muitos espaços que, infelizmente, a meu ver, existem em demasia. São espaços de celebração egomaníaca dos seus arquitetos-autores e não da celebração da arte, que é para isso que os museus deveriam servir. A tal ponto que sabemos que não é um nem dois, mas sim muitos arquitetos que insistem em querer abrir os museus com eles vazios para expor-se a si e à sua própria arquitetura aos olhares do público. Há outras maneiras de mostrar a arquitetura. Um museu deve abrir com arte. Provavelmente, estarei a ser um pouco antiquado ou reacionário, mas estou firmemente convicto, e dificilmente me convencerão do contrário, que a função do museu é ser invisível enquanto arquitetura e servir, sob todas as formas possíveis e imaginárias, a revelação e a exposição da arte".

 

"Apesar do Trump dizer que hoje em dia a economia americana está mais sólida – e é um facto –, são os chineses que mandam na economia americana porque são eles os detentores da dívida externa. E a economia chinesa ainda está mais sólida do que a americana. Apesar disso tudo, a bolha de 2008, do Lehman Brothers e outros, foi apenas um sintoma de uma crise que já se avolumava desde o princípio dos anos 80, desde que os yuppies começaram a mandar na economia. Ou seja, vivemos em crise há 30 anos! Dessa crise permanente inferem-se muitas coisas e uma delas é que a arte é um valor de refúgio, e cada vez mais". 

 

"Não quero, de forma alguma, criar ruturas. Uma vez a cada cem anos aparece um Marcel Duchamp, põe um urinol na parede e ficamos todos satisfeitos. Porreiro, já nos livrámos do problema dos urinóis, agora vamos continuar a pintar uns quadros. Sou um artista clássico. Gosto muito de Marcel Duchamp, mas não tenho interesse em fazer de Marcel Duchamp. Há muitos jovens que, infelizmente, não tiveram ainda a oportunidade – não têm tempo de vida ou de acumulação de experiências suficientes – para perceber que a busca da novidade, por si, não leva a lado nenhum. O que é preciso buscar, de facto, é um lugar interior a partir do qual se possa projetar um pensamento, um desejo, um olhar. Os artistas clássicos reconstroem, enquanto os artistas que ambicionam ser contemporâneos propõem-se destruir porque acham que vão inventar uma coisa nova". 

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publicado às 22:16

Escrito na pedra

por António Canavarro, em 05.09.18

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publicado às 15:22

Pés de barro

por António Canavarro, em 05.09.18

 

Perante a catástrofe, e o fim da História é catastrófico, o incêndio que reduziu a nada o Museu Nacional do Brasil tem esta carga negativa que o fim da história significa.

O único tempo real é o presente, e é nele que o Homem inscreve os possíveis amanhãs. O futuro é sempre uma consequência do que fazemos, aqui e agora. E o passado, as memórias e tudo o que os tempos pretéritos incorporam são sempre um porto de abrigo.

Quando uma parte significativa dessas memórias foi levada pela fúria das chamas, num cenário há muito previsto dá para pensar, como retracta a incúria reinante no Brasil. Um país que até à pouco tempo era tido como uma grande potência regional. Uma potência que o presente demonstra ter “pés de barro”, sem eira e nem beira!

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publicado às 11:07

Sem comentários

por António Canavarro, em 05.09.18

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publicado às 10:52



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