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Só eu é que acho que há um paradoxo entre estas duas sentenças?

"EN236 só foi fechada depois de se saber das mortes [a GNR não fechou a estrada porque não recebeu ordens para isso]"

e

"Primeiro-ministro mantém confiança política na ministra da administração interna"

Ou entre estas: 

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, disse em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". 

e

Pedro Nuno Santos "As demissões têm muitas vezes consequências perversas”.  "Não se devem misturar incêndios e Tancos. Nem fazer rolar cabeças”.

Em Tancos o caso de incompetência é tão grande que até já veio o Chefe de Estado-Maior do Exército, o General Rovisco Pais em salvação do Governo dizer que aos deputados que assumia as responsabilidades do assalto ao paiol de Tancos, ilibando totalmente o poder político pelo sucedido dizendo "todas as responsabilidades pelas falhas de segurança foram militares".

 E isto a espuma dos nossos dias. Os políticos a dizer como devemos pensar. Devemos não pedir explicações ao Governo, não pedir a demissão dos Governantes perante a morte cruel e excusada de 64 pessoas em Pedrógão e perante o enorme assalto de material de guerra nas barbas dos militares, que nem se davam ao trabalho de guardar o paiol.  Devemos sim criticar o líder da oposição porque sim, e ridiicularizar Cristas só porque é mulher e pede demissões descaradamente deste Governo imaculado pelo detentores do poder de formar opinião.

O Governo já nem se mexe com as críticas da imprensa ou de opinion makers, só as tiradas de Marcelo o levam a fazer comunicados e a explicar-se. Foi o estado a que chegámos.

A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.

António Costa e o Governo admitem os erros todos, mas depois "mantém a confiança"; "não se deve fazer rolar cabeças", etc

Pior, o primeiro-ministro até se deu ao luxo de ir de férias. Para não ter que ser confrontado com a demissão do ministro da defesa, como foi com a ministra da administração interna.

Quando explicou a resposta ainda foi mais hilariante. Resposta: "As férias de António Costa já tinham sido planificadas e que o chefe do Governo está sempre contactável”.

Ena! Ninguém diria que em pleno século XXI o primeiro-ministro, tal como qualquer pessoa, não estivesse contactável.

“O Governo, tendo em consideração o período de Verão, organizou e planificou em tempo o período de férias do primeiro-ministro, bem como dos restantes membros do Governo, de forma a garantir as necessárias substituições para assegurar o normal funcionamento do Governo”, disse o chefe do Governo na nota divulgada aos jornais.
O primeiro-ministro ainda atira com o direito legal às férias: “Neste quadro, o primeiro-ministro encontra-se no gozo de uma semana de férias, sendo substituído na sua ausência, nos termos do artigo 7º da Lei Orgânica do XXI Governo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. O primeiro-ministro está sempre contactável e disponível em caso de necessidade.” disse,

A notícia de que o primeiro-ministro tinha ido de férias, em plena crise do furto de armas de guerra em Tancos e após o trágico incêndio de Pedrógão Grande, foi avançada pelo jornal i, e é desde essa altura o tema da atualidade.
 
Isto é tão caricato que foram mais uma vez os jornais espanhóis a pôr o dedo na ferida. 

Os jornais espanhóis é que chamaram o tem da fragilidade do Governo com a tragédia de Pedrógão (El Mundo)

Os jornais espanhóis é que deram a lista exaustiva da enorme lista de armas de guerra roubadas nas barbas do exército no paiól de Tancos (El Jornal)

E são mais uma vez os jornais espanhóis que põem a nú o ridiculo num artigo irónico (El País):

O jornalista começa o artigo por lembrar que Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo, para logo sublinhar, que é “tão pacífico” que na semana passada “uns estranhos foram à base militar de Tancos e levaram num carro armas sem que ninguém os impedisse”.

“Desde há cinco anos, Tancos, situada 120 quilómetros a noroeste de Lisboa, tem o sistema de videovigilância avariado, os sensores de movimento também não se mexem, a vedação não aguenta uma tesourada, e as 25 guaritas estão de tal forma devolutas que é melhor que nenhum soldado arrisque nelas a sua vida”, prossegue em tom irónico.

O correspondente do El Pais faz notar a seguir que os militares a quem cumpre passar ronda às instalações “vão rezando para que nada os ataque porque só se poderiam defender de uma cacetada”.

Em seguida, Javier Martín dá como certo que “os assaltantes chegaram num camião, fizeram um buraco na rede e foram até uma vintena de paióis mas só entraram naqueles onde estava o material de que necessitavam”. “Até no frigorífico lá de casa demoram mais tempo a encontrar os iogurtes”, escreve o jornalista.

“Depois de conhecer o Exército que cuida de Tancos, se Portugal não ficar em primeiro lugar no índice Global de Paz em 2018, será uma injustiça de pegar em armas”, conclui o jornalista.

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publicado às 03:00

No reino da desordem

por António Canavarro, em 06.07.17

 

 

Vivemos em desordem. Aliás "ordem" não é uma característica portuguesa. Se isso fizesse parte do nosso código genético a nossa história teria sido escrita de forma diferente, muito provavelmente não teria existido uma horrenda guerra civil, a Primeira República teria corrido às mil maravilhas e logo não teria havido Estado Novo nem nada do que se seguiu. Éramos um país maravilho.

Porém a história é feita de factos em que a genética faz das suas, pelo que perante os factos não há nada a dizer!

Acrescento ainda uma outra característica dos portugueses: são mandados e gostam e precisam de ser mandados. E, sobretudo, precisam de ser mandados! Veja-se por exemplo a forma como os nossos emigrantes são visto: em todo o lado a ideia generalizada é que o português é um excelente trabalhador. É bem mandado! Por cá a cantiga é outra. Se não são mandados eles ficam à nora. Não sabem como fazer e, tampouco, sabem porque as coisas acontecem.

Há dois bom exemplos que servem na perfeição na retratação do nosso povo, e sobretudo por as consequências são trágicas, servindo inclusive para chacota internacional, falo do assalto a Tancos - e note-se, todavia, que situações parecidas, ligadas ao crime internacional também já ocorreram, disse-me ontem um amigo militar, em França e na Alemanha – e, por outro lado, como acabo de ler no Sapo, a “GNR não recebeu qualquer "decisão operacional" sobre a necessidade de encerramento da Estrada Nacional 236-1 durante o incêndio que deflagrou a 17 de junho em Pedrogão Grande, tendo encerrado esta via após a localização de vítimas mortais.”

Pois é; não receberam ordem! Não receberam ordens porque o “malvado” SIRESP não possibilitou o “envio” dessa ordem, e os militares não fecharam a estrada levando à morte dezenas de portugueses, e por outro lado tal acontece, porque como tem que ser mandados, a Guarda Nacional Republicana não tem autonomia suficiente para actuar conforme situações que lhes pareçam urgentes. Ou seja, tanto eles, e sobretudo os que mandam, deveriam de saber que às vezes é melhor prevenir do que remediar. E assim, tanto em Pedrogão como em Tancos – as câmaras de segurança estão desligadas há dois anos – as coisas acontecem por falta de ordem e muito desleixo. Seja como for a culpa – já que passamos o tempo a sacudir a água do capote -há-de morrer solteira.

 

Termino isto com um registo de humor, de humor que ainda consegue salvar alguma coisa, citando Pedro Silva Pereira: “Se a estrada 236 não existisse aquelas pessoas não tinham morrido”!

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publicado às 17:35

Do peido do Salvador às reações da populaça

por António Canavarro, em 04.07.17

As pessoas com a mesma energia que saudaram Salvador Sobral pelo seu inesperado, mas merecido sucesso na edição deste ano na Eurovisão, levando bem alto a música portuguesa reagiram em cardume, como devoradores tubarões, porque esta ingénua criatura, pouca dada a heroísmos instantâneos, disse, no concerto solidário com as vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande, “(...) sinto que posso fazer qualquer coisa que vocês aplaudem. Vou mandar um peido para ver o que é que acontece.”

O Salvador, em Kiev, como Éder, em Paris, ganharam, de um momento para o outro, como que caído do céu, o estatuto de vedetas. Éder está desaparecido. E Salvador diz o que disse, pese embora já tenha pedido desculpas: “Peço desculpa se ofendi alguém, sinceramente. Não era a minha intenção, nunca foi".

 

A propósito deste momento folclórico, escreveu, no  Público, João Miguel Tavares, : “Salvador Sobral, 27 anos, é um homem desconcertante e profundamente incomodado com a absurda fama que se abateu sobre ele, por causa de uma canção simples composta pela sua irmã.” E, sobretudo acrescenta: “Salvador não tem nada que pedir desculpa. Tem apenas de aprender, como Nietzsche há muito nos ensinou, a beber de um só trago as tempestades que é capaz de criar.”

Tavares está coberto de razão. Salvador tem idade para crescer e ter mais cuidado com tempestades. Tempestades que o Povo adora. Pedrogão Grande foi uma tragédia terrível, que ceifou vidas humanas – caso fosse só árvores era tão somente mais um fogo florestal. E o português adora isto. O português deve ser um povo bipolar: Vai da alegria suprema, as vitórias no Euro e na Eurovisão, à tragédia de Pedrogão, num pulo: abraçam-se na alegria como no luto com o mesmo entusiasmo. Gostam de sentir uns pobres coitados. E nesse limite acham que a piada mal-cheirosa de Salvador Sobral não teve graça. É claro que não teve. Ele só lá estava, no Meo Arena, porque é uma estrela instantânea. Só isso!

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publicado às 16:10

Balanço do Governo de António Costa (em traços gerais)

por Maria Teixeira Alves, em 02.07.17

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Em traços gerais:

Brexit ajuda a economia portuguesa porque aumentou a tolerância dos parceiros da UE ao défices excessivos.

Ameaças terroristas na Europa ajudam turismo português

Turismo salva economia portuguesa

Défice melhora, dívida continua lá e aumenta.

Juros da República começam por subir, mas já estão a melhorar

Banca: capitalização da CGD e nada mais porque o resto não foi feito pelo Governo, nem a capitalização do BCP, nem a OPA do BPI, nem a venda do Novo Banco (e nem a potencial venda de parte do Montepio). Malparado não vai ter solução nacional.

Lesados do BES serão pagos em parte (mas quem paga? Provavelmente o Estado, quando as ações em Tribunal, trocadas por dinheiro, forem perdidas).

Reversão da venda da TAP, e venda noutras condições em que são salvos lugares no board para o Estado

Falha do Siresp e das forças de combate aos fogos florestais de Pedrogão Grande, morrem 64 pessoas, a maioria numa estrada nacional para onde foram encaminhadas pela GNR. Ninguém se responsabiliza.

Assalto e roubo, cuja lista é infindável, de material de guerra que ocorreu na semana passada nos Paióis de Tancos.  O ministro da Defesa afirmou em Castelo Branco que assume a "responsabilidade política" após o furto de material de guerra em Tancos pelo "simples facto de estar em funções". Mas não se demite.

O exército não sabe explicar o que aconteceu, nem porque é que falhou a segurança. Escondeu a lista do material roubado, mas eis que sai a lista num jornal espanhol. O Chefe das forças armadas, o Presidente da República, lá pediu investigações exaustivas para apurar responsabilidades.

P.S: o melhor deste Governo é capaz de ser mesmo o Simplex.

Bom e não estou a ver muito mais, mas corrijam-se se estiver enganada :)

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publicado às 23:49

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