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Vícios

por António Canavarro, em 12.02.16

guerra dos tronos.jpg

Não digam a ninguém mas estou viciado na "Guerra dos Tronos". Como é possível?

 

Será a violência, será o fantástico? Afinal a que se deve isto? Na realidade não sei bem. Sei porém que a série é uma excelente metáfora dos tempos em que a Europa se edificou, a Idade Média, às trevas e, principalmente, a uma certa ideia de poder em que o político, o religioso e o mágico se misturavam com naturalidade.

 

P.S. - A máxima "não digas que não bebes desta água" cai-me que nem um luva, pelo que um dia ainda irei ver isto, ou seja, correndo o sério risco de começar a gostar de beber destas águas.

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publicado às 09:46

O paradoxo dos conselhos do Costa

por Maria Teixeira Alves, em 11.02.16

António Costa, ao recomendar às pessoas que deixem de fumar, andem mais de transportes públicos e usem menos crédito, está a pôr-se a jeito para não obter a receita fiscal prevista no OE com o aumento desses impostos indirectos.

 

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publicado às 21:46

As pessoas pensam que ser de direita é não querer saber dos problemas sociais, e que a esquerda é mais humana porque se preocupa com as pessoas. Como se a direita não se preocupasse com elas. A direita preocupa-se com a pessoas de forma sustentada e estrutural, a longo prazo. A esquerda só se preocupa no imediato, no curto prazo. A esquerda quer ajudar as pessoas e quer receber logo os aplausos, quer o reconhecimento imediato.

Ninguém vê que por detrás dessa bandeira da solidariedade social, está uma cumplicidade de camaradas "brothers in arms". A direita sempre se quis demarcar disso, de um certo ressabianço da esquerda, que se disfarça de solidariedade social; da esquerda que não tolera a auto-estima nos outros, que a vê como um privilégio social. Da esquerda que não tolera orgulho no próprio mérito, porque vê no mérito um convencimento, uma mania da superioridade (como se o ser melhor em alguma coisa fosse uma mania e uma falta de humildade). Da esquerda que vê na auto-estima um atestado de inferioridade passado aos outros. A direita gosta de auto-estimas. A esquerda queima-as na fogueira. É por isso que embandeira em arco nisto de gostar de desfavorecidos, de gostar de "descamisados" (para usar uma terminologia argentina). Esses têm pouca auto-estima, condição sine qua non para agradar à esquerda.

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publicado às 17:58

Virgílio Ferreira, sobre a fraqueza em nós

por Maria Teixeira Alves, em 11.02.16

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publicado às 01:44

Pink Martini no seu melhor

por Maria Teixeira Alves, em 11.02.16

 

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publicado às 01:41

Porque está de moda. Ladies and Gentlemen: Groucho Marx

 

Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro. Mas, custam tanto.

Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio.

A sinceridade e a honestidade são as chaves do sucesso. Se puderes falsificá-las, estás garantido.

O matrimônio é a principal causa do divórcio.” 

 
 

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publicado às 01:34

Em 2014 a TAP teve prejuízos de 85 milhões, 46 milhões dos quais da companhia propriamente dita. Em 2015 para além de ter estado sem acesso aos bancos, de ter passado por uma greve de 10 dias dos pilotos (aqueles sindicatos são um handicap), ainda vai reflectir o problema Venezuela onde estão detidos 90 milhões de euros.

"A TAP teve em 2015 os piores resultados dos últimos 15 anos", diz David Neelman.

Mas isso não parece o impressionar muito. Pois apesar de todos estes prejuízos, da elevada dívida, etc, Fernando Pinto vai ser reconduzido como CEO da Companhia. Pode ser que aja algum racional nisto que eu não esteja a ver (talvez Neelman pense que basta mudar o CFO para correr melhor) mas a verdade é que não consigo perceber esta lógica. Em Portugal os maus gestores são reconduzidos, e quando saem por algum motivo (normalmente quando o barco que conduzem está a afundar) logo voltam cheios de ambições de gerir novamente e toda a gente os recebe de braços abertos. 

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publicado às 01:22

O aumento dos impostos é indispensável num país que tem falta de produtividade, e onde a flexibilidade legislativa é diminuta. 

Ora o aumento de impostos escolhido pela esquerda (a chamada austeridade da esquerda) é mais prejudicial à produtividade do que a austeridade da direita o que vai agravar o problema mais à frente.

Mas o mais à frente não é daqui a uns anos, é já ali ao virar da esquina. António Costa ainda poderia respirar de alívio se as metas orçamentais se mantivessem para 2017. Os limites de défice não vão ser os mesmos, vão ser mais baixos. O caminho avança rapidamente para um défice muito baixo e isso significa que o Orçamento de 2017, para além de não contar com grande folga de 2016 ainda tem de ser mais austero. Cortes, atrás de cortes, aumentos de impostos atrás de aumentos de impostos. Como convencer Bruxelas? Como convencer os partidos de esquerda?

 

Esta descida da sobretaxa é um oásis e temo que não se vá repetir mais. 

Entretanto a baixa da TSU para os salários mais baixos já desapareceu para todo o sempre. 

As 35 horas para a Função Pública é outra miragem.

Este Orçamento retira qualquer margem a António Costa para 2017. Não tem nada para dar no próximo ano.

António Costa terá de romper o acordo à esquerda e deverá tentar ir a eleições antecipadas para as ganhar e não precisar do PCP e do Bloco. É isto que eu suspeito. A geringonça é um empecilho para António Costa e para as suas negociações com Bruxelas. Os compromissos sindicais também o limitam.

 

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publicado às 19:40

Isto é um bom negócio para o Estado?

por Maria Teixeira Alves, em 06.02.16

Governo e accionistas privados da companhia assinam um memorando de entendimento em que o Estado paga 1,9 milhões de euros (nadamos em dinheiro) para ficar com 50% das acções e escolhe o presidente do conselho de administração, que passa a ter voto de qualidade. 

A comissão executiva da TAP permanecerá assim aquela que foi designada pelo consórcio, com Fernando Pinto a presidi-la e David Pedrosa, filho de Humberto Pedrosa, como CFO. A gestão da TAP fica desta feita, pela via do CEO, do CFO, e de um acordo, nas mãos dos privados.

Mas o Estado passa a ter 50% das acções da TAP e o conselho de administração será paritário (seis elementos nomeados pelo Estado e seis pelo consórcio). Ena!

Por outro lado o consórcio Atlantic Gateway, que comprou 61% da companhia no ano passado, terá agora 50% do capital, menos as acções que vierem a ser adquiridas pelos trabalhadores (até um máximo de 5%). Ou seja, os privados podem acabar com apenas 45% do capital.

 

Para além dos 1,9 milhões de euros que o Estado tem de pagar aos privados por 11% da TAP ainda vai contribuir para o plano de capitalização da empresa. O Estado vai subscrever 30 dos 120 milhões do plano.

Explica assim o ministro ao Expresso: “A empresa precisa de recuperar resultados financeiros e fica numa situação mais forte até haver algum tipo de dispersão do capital. Nessa fase, o Estado terá o equivalente a 18,75% desses direitos económicos, desde que subscreva – e temos intenção de o fazer – €30 milhões de um empréstimo obrigacionista convertível em acções da TAP”. “O consórcio vai subscrever €90 milhões (de um empréstimo de €120 milhões que estava previsto), mas em condições de paridade, com base nos mesmos valores. Isto ao contrário do actual processo de privatização, em que daqui a dois anos o Estado podia ter 0% de acções”. 

O acordo estipulado pressupõe também que a distribuição de direitos económicos só ocorra daqui a pelo menos cinco anos e caso haja uma operação de dispersão do capital em bolsa. Nesse caso, o Estado terá 18,75% dos direitos económicos, caso opte por subscrever parte do empréstimo obrigacionista convertível em acções previsto para os accionistas privados, em situações de mercado idênticas.

O que ganha o Estado ? Sete lugares para nomear boys. Um deles de Chairman, que é aquele lugar conhecido por ser o de "rainha de inglaterra". Paga para isso 1,9 milhões de euros e ainda investe 30 milhões num empréstimo obrigacionista que se converte daqui a cinco anos em capital.

"O governo não pretende intervir na gestão do dia-a-dia da TAP, por isso a gestão fica com a Gateway. O que cabe ao Estado é garantir a perenidade da visão estratégica e que a TAP garantir sempre a ligação dos portugueses ao mundo", diz António Costa, com um ar visivelmente satisfeito de quem acaba de fazer um bom negócio.

 

Devo ser eu que estou a ver mal. Mas a Gateway, manda na mesma, recebe 1,9 milhões que é o preço por lá ter uns socialistas no board, e ainda recebe 30 milhões para o plano de investimento que permite a compra de 53 novos aviões e a renovação da frota da Portugália.

Para garantir a ligação dos portugueses ao mundo bastavam as cláusulas jurídicas no contrato de privatização, digo eu, e sempre saía mais barato.

 

P.S. Este negócio não é bom para nenhuma parte, Não é carne, nem é peixe, à boa moda socialista. Mais cedo ou mais tarde vai criar situações de impasse. Ainda me lembro do "bom acordo" Galp/Eni, feito pelos socialistas, e do acordo Camargo Correa/Votorantim na Cimpor, feito por outro governo socialista. Acabaram todos em grandes impasses com elevados custos jurídicos.

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publicado às 14:28

Lido em qualquer lado

por Maria Teixeira Alves, em 05.02.16

"Quando criamos fugimos da morte"

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publicado às 15:27




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