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De olho na validade

por António Canavarro, em 24.11.15

 

Cavaco indigita Costa. Não há nenhuma novidade. Já era esperado. Agora, e de olho na validade, a pergunta que se coloca é esta:  Até quando a esquerda estará unida?

Ontem escrevi aqui que a Cavaco Silva só cabia lavar as mãos como Pilatos. Dito e feito. É o que se lê nas entrelinhas da nota enviada à comunicação social pela Presidência da República: "Tal situação prolongar-se-ia por tempo indefinido, dada a impossibilidade, ditada pela Constituição, de proceder, até ao mês de Abril do próximo ano, à dissolução da Assembleia da República e à convocação de eleições legislativas."

 

 

 

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publicado às 12:32

A adversidade descobre as virtudes (e a falta delas)

por Maria Teixeira Alves, em 24.11.15

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Lembro-me sempre da expressão criada por Hannah Arendt, a banalidade do mal, para contextualizar as relações humanas em contextos adversos. Segundo a filósofa judia alemã, naturalizada norte-americana, Adolf Eichmann não possuía um histórico de traços anti-semitas e não apresentava características de um carácter distorcido ou doentio. Agiu segundo o que acreditava ser o seu dever, cumprindo ordens superiores e movido pelo desejo de ascender na carreira profissional, na mais perfeita lógica burocrática. Cumpria ordens sem questionar, com o maior zelo e eficiência, sem pensar sobre o Bem ou o Mal que pudessem causar.

A banalidade do mal é contagiante? É. Podemos sempre dizer que o bem também é contagiante? É. Mas num contexto adverso, o bem tem menos força de contágio.

O mal existe e está sempre ligado ao ódio provocado pela inveja, pelo preconceito, e pelo complexo de inferioridade. Mas depois existem as metástases do mal, que na tese de Arendt se aplicava a Eichmann, que não tendo esse sentimento, tinha o seu desejo pessoal de subir profissionalmente e por isso cumpria as ordens do mal. 

Mas há mais metástases do mal: a banalidade da cobardia na adversidade. "A adversidade descobre as virtudes".

É tão banal que "na adversidade se conhecem os amigos" que até se tornou provérbio popular.

Contra a adversidade só a coragem. 
"A adversidade faz heróis"

 

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publicado às 10:40

Sobre a realidade

por António Canavarro, em 23.11.15

Esta imagem é perturbadora, como é enganadora. Perturba muito e é enganadora. É enganadora já que quem a postou não conhece o mundo onde vive. Um mundo que, fruto da sua religião, que professa o Amor, sempre foi acolhedora. Perturba porque o outro, ainda limitado ás trevas de onde veio, não o compreende, nem tampouco o consegue assimilar.

Porém há algo que meu ver é mais assustador: o facto de no Islão não terem a noção do tempo em que vivem, e que a história não se repete. Porque se repetisse um dia seríamos nós (imaginem o caricato) a procurar recuperar o que outrora foi nosso: Um Portugal que vai do Minho até Timor (incluindo o Brasil)!

 

Nota:

Este post tem alguns dias, e escrevi-o aqui, mas deixo-o à vossa consideração.

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publicado às 23:43

Pilatos em Belém

por António Canavarro, em 23.11.15

Eu acho que Cavaco Silva fez bem em escrever uma carta ao PS e a António Costa. Tal como a Maria, concordo com as advertências. No entanto não há volta a dar. O Presidente da República tem que indigitar o secretário-geral socialista para Primeiro-Ministro. Mesmo que, e á boleia das suas incongruências político e ideológicas, tenha curta validade!

Cavaco (e bem) fez o que tinha que fazer. Advertir. No entanto, fruto de todas as peripécias pós-eleitorais (porque ele está constitucionalmente limitado), o pobre coitado vê-se como um Pilatos em Belém. Tem que lavar as mãos!

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publicado às 23:22

Estou a ouvir os candidatos a Presidente da República sobre as advertências de Cavaco Silva ao Governo de Costa, e a temer o pior para o que aí vem. Mas todos acharam excessivo?! Excessivo?! Então o argumento do Marcelo é a volta da volta! Diz: "faz menos sentido falar da estabilidade do sistema financeiro que isso é como quem levanta dúvidas sobre a estabilidade do sistema financeiro, e o Presidente da República é o último a levantar dúvidas sobre o sistema financeiro". Oh Meu Deus, mas só eu é que acho que este argumento vale para todas as advertências? Só eu é que acho que o Presidente falou precisamente da maior preocupação de 2016: a estabilidade do sistema financeiro, precisamente porque ela pode estar em causa com um governo despesista e a favor das nacionalizações?

O actual Presidente da República mostrou ser o mais responsável do país ao pedir a António Costa, estas garantias:

a) aprovação de moções de confiança;
b) aprovação dos Orçamentos do Estado, em particular o Orçamento para 2016;
c) cumprimento das regras de disciplina orçamental aplicadas a todos os países da Zona Euro e subscritas pelo Estado Português, nomeadamente as que resultam do Pacto de Estabilidade e Crescimento, do Tratado Orçamental, do Mecanismo Europeu de Estabilidade e da participação de Portugal na União Económica e Monetária e na União Bancária;
d) respeito pelos compromissos internacionais de Portugal no âmbito das organizações de defesa colectiva;
e) papel do Conselho Permanente de Concertação Social, dada a relevância do seu contributo para a coesão social e o desenvolvimento do País;
f) estabilidade do sistema financeiro, dado o seu papel fulcral no financiamento da economia portuguesa.

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publicado às 21:22

Fernando Pessoa: Compreendo-te, tu é que não me amas

por Maria Teixeira Alves, em 22.11.15
Fernando Pessoa

B. Ah, compreendo-te, compreendo-te.

B. Ah, compreendo-te, compreendo-te. Tu é que me não amas. Amas em mim o teu filho futuro.

A. Não, tu é que me não compreendes, tu não compreendes a mulher. Amo-te e amo em ti o pai do meu filho futuro. São duas cousas que eu amo em ti. Se não tivéssemos filhos eu não deixaria de te amar. Como queres compreender as mulheres se te julgas superior a elas? (...)

B. Ah, mas tu não me amas por uma razão pura. O que tu amas é o lar que eu te darei — eu, o marido, o filho que vier, a casa, o arranjo da casa, a companhia que faremos um ao outro, os amigos que, casal, teremos... (...) Vê como somos diferentes! Tu amas-me porque precisas de mim; eu amo-te porque me não és precisa. Amas-me com amor baixo com que se amam as cousas essenciais, eu amo-te com o alto amor com que se amam as cousas supérfluas.

A. Supérfluas! Que (...) me não podes amar! Ai de ti se eu te amasse como tu julgas (...) e alto. Ai dos homens se nós amássemos assim! O supérfluo é o que se pode deitar fora. Ninguém pensa em levar o supérfluo para o céu... Quando uma mulher ama, o homem que ama [...]

«Diálogo no Jardim do Palácio». Ficção e Teatro. Fernando Pessoa. (Introdução, organização e notas de António Quadros. 

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publicado às 20:28

Jung: vemos melhor quando olhamos para dentro de nós

por Maria Teixeira Alves, em 22.11.15

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 "Your vision will become clear only when you can look into your own heart. " (Like the guy in this work by Salvador Dali) -Carl Jung

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publicado às 16:59

Deus perdoa-lhes, que não sabem o que fazem

por Maria Teixeira Alves, em 20.11.15

Hoje no Parlamento votou-se uma lei que não abona a favor das crianças que não têm pais biológicos. Esta é a minha convicção e espero com isso não ofender ninguém, porque não é essa a minha intenção. Mas para quem acredita na realidade como ela é, e na natureza com sua referência, não pode pensar de outra maneira. 

Mas estes "pais" da nova era têm muita força, e queriam muito filhos, os filhos de um sonho impossível, portanto as crianças terão de viver nessa realidade, que com toda a certeza ultrapassará aquela que é à imagem e semelhança da realidade biológica. Mas neste mundo quem não tem razão, tem quórum para compensar e o quórum ganha. Vivemos na era da tirania do número.

Prometi não abordar este tema de forma veemente, porque a minha indignação num caso de maioria de parlamento de oposição, não tem qualquer utilidade. Mas não resisto a dizer que amor é uma coisa diferente de "compor um ramalhete", ou "concretizar um sonho impossível". Amor pode bem ser abdicar de um sonho impossível.

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publicado às 21:45

Viva as crianças

por António Canavarro, em 20.11.15

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publicado às 16:22

Rank Xerox

por António Canavarro, em 20.11.15

Costumo seguir o Eurico de Barros (como o João Lopes) como critico de cinema. Desta feita a respeito da sua crítica do “remake” de “O Segredo dos Seus Olhos”, filme argentino de Juan José Campanella vencedor do Óscar de melhor filme estrangeiro.

Não vou falar de um filme que ainda não vi. Na retina tenho esta bela obra prima do cinema argentino. Só lamento que o cinema, e em particular o norte-americano, opte pelo "Rank Xerox", a cópia, à originalidade.

E, já agora, por falar em cinema, estou em pulgas para ver a primeira longa-metragem de João Salaviza, "Montanha".

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publicado às 14:21




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