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O Desacordo Ortográfico

por Maria Teixeira Alves, em 13.05.15

Estávamos em 2008 (muito dos grandes males foram gerados nesse fatídico ano)  quando o Conselho de Ministros do Governo do Sócrates (who else?) aprovou um acordo que estava assinado desde 1990 (imagine-se!) entre os países de língua portuguesa. A ideia deste acordo era uma maior uniformização ortográfica entre os países da CPLP. Uma má ideia, diga-se, que foi reforçada em 2004, e implementada em 2009 (ver aqui).

Passado todos estes anos o único país de língua portuguesa que introduz o acordo é, claro, Portugal – sempre pioneiro no que não deve e atrasado no que deve. Talvez seja ignorância, mas ainda que mal me pergunte se o português é nosso, porque é que os outros países não acordaram escrever português como se escreve em Portugal? Porque carga de água é que este acordo impõe o português do Brasil como uniforme?

Em Angola o acordo ainda não foi ratificado por qualquer órgão político, enquanto em Moçambique já foi aprovado em Conselho de Ministros, mas falta ainda a ratificação pelo parlamento. E até no Brasil a moratória para a aplicação plena adia o Acordo Ortográfico para Janeiro de 2016. Em África, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé ratificaram o acordo. Mas ainda não está em vigor.

Depois surge Timor Lorosae que também aprovou a nova ortografia, mas como não falam praticamente português, é-lhes igual ao litro aplicarem este acordo.

Mais recentemente a Guiné Equatorial aderiu ao CPLP , e não ratificou ainda o acordo, mas a população não fala português, pelo que é caricato o acordo para este país.

Portanto, neste momento, Portugal está acordado e uniformizado na ortografia consigo próprio.

A partir de hoje, 13 de Maio, as regras do Acordo Ortográfico são obrigatórias. Acabou oficialmente o período de transição. Mas vejamos, uma determinação governamental – fundamentada numa Resolução parlamentar – funciona, na prática, como uma “ordem por escrito”, mas que apenas diz respeito e se circunscreve, em termos de efeitos e de eficácia, aos serviços e organismos do Estado ou deles dependentes (e ao Ensino público); ou seja, afecta somente os funcionários públicos e, mesmo quanto a estes, apenas no âmbito das suas competências e enquanto no exercício das suas funções. Nada mais. Ninguém pode ser obrigado a escrever ato em vez de acto, para em vez de pára. Ninguém. 

P.S. Este post escrito a 13 de Maio está escrito com erros. Mas é óptimo que assim seja. 

 

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publicado às 22:29

Um (novo) Pedroto por ai.

por António Canavarro, em 11.05.15

 

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José Maria Pedroto

Sou do tempo em que o Benfica ainda era quem mandava nesta coisa. Também sou do tempo de Pedroto, que, segundo dizem, é o grande responsável de pôr um clube regional na alta-roda do futebol. Também sou do tempo em que o Benfica andava nas ruas da amargura, sendo igual aos demais: banal.

Posso não gostar de Jorge Jesus, dos seus jeitos e, como o meu vizinho, chamá-lo de “gadelhas”. Posso. Pois posso, mas não o faço. Ele (com a bênção de Vieira), à imagem do homem do boné que transformou o Futebol Clube do Porto, deram novo sangue ao glorioso, e os tempos que virão serão seguramente radiantes, o Benfica agiganta-se.

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publicado às 18:39

Um partido sem memória

por António Canavarro, em 11.05.15

O Partido Socialista e Mário Soares - o então Primeiro-Ministro - não tem memória, mas isto resolve-se...

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“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. 

DN, 27 de Maio de 1984 

 
“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. 
DN, 01 de Maio de 1984

  
“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”

 JN, 28 de Abril de 1984 

 
“Quando nos reunimos com os macro-economistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal” 
JN, 28 de Abril de 1984


 
“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”

 RTP, 1 de Junho de 1984 

 
"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”

 RTP, 1 de Junho de 1984 

 
“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984
 
“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. 
RTP, 1 de Junho de 1984


  “[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego” 

JN, 28 de Abril de 1984 

 
“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência… deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade." 
JN, 28 de Abril de 1984

 

“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. 

RTP, 1 de Junho de 1984 

 
“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”.

 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983


  “Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. 
DN, 19 de Fevereiro de 1984 


“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”

 RTP, 1 de Junho de 1984 

 
“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.”

 Der Spiegel, 21 de Abril de 1984 

 
“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. 

RTP, 31 de Maio de 1984

  
“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço” 
La Republica, 28 de Abril de 1984 

 
“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”.


Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984 


 
“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro ministro. Não é agradável para a imagem de um político sê-lo nas condições actuais” 

JN, 28 de Abril de 1984 

 
“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”.
RTP, 1 de Junho de 1984

 

 “Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.

 6 de Junho de 1984 

 

Encontrado aqui

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publicado às 16:23

Mapa político de Inglaterra

por Maria Teixeira Alves, em 08.05.15

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 É mesmo a cara da Maggie Simpson.

Tirado da SIC

 

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publicado às 12:58

Um clássico

por António Canavarro, em 07.05.15

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publicado às 20:01

Justo elogio de Pinto Balsemão a Pedro Passos Coelho

por Maria Teixeira Alves, em 06.05.15

Francisco Pinto Balsemão a elogiar a perseverança, coragem, a capacidade de trabalho, a coerência e a boa educação de Pedro Passos Coelho. Bom e justo elogio. Nos 40 anos do PSD.

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publicado às 22:06

Sobre mim

por Maria Teixeira Alves, em 01.05.15

Estava a comprar um presente e quando pedi para o embrulhar pus-me a ajudar e recebi o seguinte comentário: – É perfeccionista não é? Eu disse: – Sou. Em cinco segundos aquele rapaz soube descrever-me mais do que a maioria das pessoas que me conhece há anos. Sou perfeccionista e isso explica tudo em mim, absolutamente tudo. É uma qualidade ou uma tremenda vicissitude.

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publicado às 21:08

Genésis e a memória

por Maria Teixeira Alves, em 01.05.15

Não há, provavelmente, uma música que me transporte tanto àqueles tempos da minha adolescência passada em Cascais. Que me transporte às festas, ao Vangogo, ao News, aos amores. Nunca somos os mesmos quando olhamos para trás.

Gabriel Garcia Marquez disse uma vez, no seu Amor em Tempos de Cólera, sobre o Florentino Ariza que "ele ainda era demasiado jovem para saber que a memória do coração elimina as coisas más e amplia as coisas boas, e que graças a esse artifício conseguimos suportar o peso do passado". Talvez seja esse efeito do tempo e da certeza de que era um contexto irrepetível que ilumine o passado com o encanto da nostalgia. Mas há sempre uma certa nostalgia da pessoa que fomos quando tudo se resumia à preocupação de ser a mais bonita da festa, a mais bonita da praia, a ser a mais feliz do mundo por comer um gelado de morango do Santini depois de um dia de praia no Guincho longo e interminável. 

O contexto em que esta música fazia bater corações desapareceu no tempo. Era o Portugal do fim dos anos 80 e começo da década de 90.

 

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publicado às 12:41

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