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Then we take Berlin (Google Doodle)

por Maria Teixeira Alves, em 09.11.14

 

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publicado às 12:29

25 anos da queda do muro de Berlim

por Maria Teixeira Alves, em 09.11.14

 

O mundo antes de 1989 e o mundo depois de 1989. O que mudou? Até 1989 a modernidade ficava do lado de cá do muro. A Europa evoluia do lado de cá do muro. Para lá do muro o mundo parara no tempo. É disso que me lembro quando me lembro do muro de Berlim. A Alemanha de lá era austera, pobre, comunista e controlada. A Alemanha de cá era moderna, rica e capitalista, democrática. Uma tinha o marco alemão oriental, outra tinha simplesmente o marco alemão. Uma tinha por lema «Proletários do mundo, uni-vos»; a outra «Unidade, justiça e liberdade».

Eu não passava de uma adolescente nessa altura, na altura do muro e na altura da sua queda, adolescente num país com pretensões ocidentais, mas ainda tão pobre como um país de leste. Um país conservador e tradicionalista, com uma estética datada, mas a espreitar as novas modas de Londres e Paris. O que eu via nessa altura? Pouco mais do que o meu universo, o meu eixo Lisboa-Cascais, os pequenos luxos de uma vida típica de uma adolescente naquele ambiente estorilense. Bôites com bolas de espelhos e de entrada condicionada, enchumaços, veludos cotelês, lodens, sabrinas de verniz, bandoletes, tafetás, Benetton (não havia Zara), Migacho, Kookai, festas, gelados, praia, barcos e optimistes, pouco se questionava nessa altura, muito pouco. Muito pouco se abordava nas conversas para lá das coisas banais, triviais e ligeiras da vidinha rotineira, entre aulas, festas, cafés, praia, e Vangogo, News ou 2001. Amores e desamores.

Berlim dividido ao meio era uma coisa que não questionava, era uma realidade que nascera antes de eu nascer. Não questionamos facilmente aquilo que existia antes de nós existirmos, talvez não nos sintamos com legitimidade para tal.

O muro existia antes de mim e isso dava-lhe uma consistência inegável. Acho que talvez me tenha passado pela cabeça, nalgum momento, que aquilo de dividir ao meio uma cidade (Berlim) e um país, não tinha grande nexo, penso que sim, que pensei nisso como um absurdo, mas era assim que era e não valia a pena pensar muito no assunto. Lembro-me de nessa altura ter de fixar duas capitais da Alemanha, a da RFA, Bona, e a da RDA, Berlim. Mas pensei nisso como quem pensa numa Guiné Bissau e numa Guiné Conacri. Havia duas Alemanhas, pronto, também havia várias Guinés. 

Hoje penso que bizarro e terrível que era um povo estar encarcerado por um muro que impedia os alemães de se visitarem uns aos outros. Será que hoje, sem muro, se visitam?

Se é um fenómeno datado? Não sei. Há muros que não são de pedra, mas não são menos muros que os outros. Nesse aspecto nada mudou desde então, há muros construídos a separar pessoas, e muros por construir. O mundo está carregado de muros. 

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publicado às 00:20

Revelações

por Maria Teixeira Alves, em 07.11.14

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 O Fim da Era Espírito Santo

Sabia que?

Foi Fernando Ulrich o primeiro a enviar para o Governador do Banco de Portugal e a fazer avisos ao Governo que o BES estava a ser alvo de elevados riscos, e que estavam a passar despercebidos. Fê-lo em 2012 com documentação. O enfoque era a exposição do capital do BES ao BES Angola. Mas também o Fundo Espírito Santo Liquidez que mais tarde é tratado na denúncia de Pedro Queiroz Pereira. O BPI tinha conhecimento do risco da ESI porque era sua cliente e avisou o Banco de Portugal que aquele fundo tinha dívida de empresas em carteira que não tinham rating, nem eram avaliadas por ninguém.

Sabia que foi Ricardo Salgado que pediu o rating de 2012 da ESI a Carlos Calvário da direcção de risco, directamente?

Sabia que Nuno Amado, do BCP, também alertou o Governador para o facto de o fundo Espírito Santo Liquidez traduzir uma lógica de financiamento das holdings familiares?

Sabia que foi por José Maria Ricciardi ser administrador da EDP que nunca esta empresa investiu em papel comercial das holdings da família Espírito Santo?

Sabia que o Banco de Portugal impôs um aumento de capital no BES, de mil e quarenta e cinco milhões de euros, para capitalizar o banco porque nesta altura ainda não sabia da exposição indirecta do banco às holdings familiares?

Sabia que O Banco de Portugal, na reestruturação com vista ao ring fencing queria que a Rioforte ficasse directamente com o Banco (acabando com a ESFG) para ficar com acesso directo aos dividendos do banco para poder pagar a dívida? Solução que é sugerida por José Honório.

Sabia que Vítor Bento convidou Amílcar Morais Pires para administrador com o pelouro internacional porque Ricardo Salgado lhe pediu e recomendou, mas foi desconvidado depois porque Vítor Bento soube de novas circunstâncias pelo Banco de Portugal (que lhe ia retirar a idoneidade)?

Sabia que Ricardo Salgado se zangou com Joaquim Goes quando ele alerta para os riscos da exposição do Banco às holdings do Grupo?

Sabia que Vítor Bento ficou surpreendido quando ouviu Marques Mendes falar da solução do Banco de Portugal para o BES?

Sabia que Vítor Bento reuniu-se pela primeira vez, desde que era presidente do BES, com a Ministra das Finanças na Quinta-Feira antes da Resolução?

Sabia que a iniciativa de deixarem o Novo Banco não foi de Vítor Bento, mas sim de um dos outros dois?

Sabia que foi sob a ameaça de perda de idoneidade para ser administrador do BESI que Carlos Costa forçou à saída de Ricardo Salgado do BES?

Sabia que foi Pedro Passos Coelho que contactou António Horta Osório para pedir ajuda para o Novo Banco, e que foi daí que saiu o convite do Banco de Portugal a Eduardo Stock da Cunha?

Sabia que à última da hora Ricardo Salgado convenceu pessoas da família a investir em papel comercial das holdings?

Sabia que Kopelipa investiu 700 milhões no capital da ESI?

Sabia que a saída de dinheiro do BESA, pelas mãos de Álvaro Sobrinho, ocorre na mesma altura dos aumentos de capital das holdings familiares, em que eram convidados aliados e amigos de várias geografias? 

Sabia que em todas as geografias onde estava o Grupo BES e os bancos da ESFG havia aliados e parceiros que eram convidados a entrar nas holdings familiares (Control e ESI, e outras), ou a investir na dívida delas?

Sabia que o GES preparava-se para fazer uma emissão de nova dívida da Rioforte a 20 de Junho?

Sabia que Eduardo Stock da Cunha convidou para ficarem com ele no Novo Banco João Freixa e Jorge Martins e estes não aceitaram?

Sabia que o Hotel Palácio ofereceu a estadia a Ricardo Salgado?

Sabia que a casa da família de Ricardo Salgado, que era da mãe, pode estar já à venda?

Sabia que há pessoas da família que tentaram levantar o dinheiro antes do congelamento e ficaram com um processo no Ministério Público?

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publicado às 10:11

O ironia da História

por Maria Teixeira Alves, em 05.11.14

Quando em 2006 o BES aliado ao Estado inviabilizaram a compra da Portugal Telecom pela Sonaecom, por motivos estratégicos do BES, não se imaginava que o decurso dos acontecimentos iria levar a PT para os braços da Sonaecom oito anos depois. 

O estranho caminho que percorreu a PT nesses oito anos acabou por a deixar à venda, numa corrida desenfreada para a comprar à brasileira Oi hoje a dona dela. 

A Altice deu o tiro de partida e quer comprar a empresa que tem a Meo custe o que custar, já tem a Cabovisão e interessa-lhe muito a PT. 

Depois apareceu o Fundo Apax Partners, um fundo de private equity que faz investimentos de prazos muito longos, que está afincadamente a reunir-se com os accionistas portugueses. 

Mas a cartada final é jogada por quem há oito anos foi vencido pelas alianças de poder. A Sonaecom e a Isabel dos Santos, aliados na NOS, numa sociedade que se chama ZOPT SGPS, são os grandes concorrentes que poderão afastar os outros dois da competição. O Governo não se mete no assunto. Não é o estilo de Pedro Passos Coelho. Mas a verdade é que a proposta dos donos da NOS pode responder a esses apelos dos velhos do Restelo para uma intervenção em defesa de uma PT portuguesa. 

Resta agora saber o que diz a autoridade da concorrência.

 

 

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publicado às 12:45

Este meu clone falou na RTP I

por Maria Teixeira Alves, em 05.11.14

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publicado às 10:14

Eu, no Grémio Literário

por Maria Teixeira Alves, em 05.11.14

Dia 3 de Novembro de 2014

 

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publicado às 00:05

Expresso Diário 31 de Outubro:

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LIVRO

Obsessão de Ricardo Salgado em manter o grupo dentro da família levou ao fim do BES

TEXTO CONCEIÇÃO ANTUNES

 

MAIS UM O caso BES e as atribulações dos Espírito Santo são objeto de mais um livro

 

Sai hoje o livro “O Fim da Era Espírito Santo”, da jornalista Maria Teixeira Alves, que resulta de uma investigação que fez em 2013 sobre maior banco português. “Tudo, mas tudo, na gestão de Ricardo Salgado tinha um fim único, premeditado e secreto: manter o grupo dentro da família. Foi por isso que chegou a este ponto”, garante a autora

Inicialmente, a ideia era retratar a guerra de poder entre Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi, mas os factos evoluíram a um ritmo tal que o seu foco alargou-se à falência do maior império familiar português - revela a jornalista Maria Teixeira Alves, sobre o seu livro “O Fim da Era Espírito Santo”, que hoje começou a ser posto à venda nas livrarias.

“Era uma sensação estranha: eu estava a escrever o livro enquanto as coisas estavam a acontecer e a sair nos jornais”, faz notar Maria Teixeira Alves, que começou a recolher informação para este livro em setembro de 2013.

“Falei com toda a gente com quem pude falar, os banqueiros todos, empresários, advogados, assessores e várias pessoas de Cascais. Só não consegui falar com Ricardo Salgado, apesar de ter tentado”, adianta a jornalista.

O que mais a surpreendeu, no âmbito desta investigação, foi “a irresponsabilidade de tudo o que foi feito na gestão de Ricardo Salgado” e que resultou de “uma estratégia meticulosamente seguida”. Segundo Maria Teixeira Alves, “tudo, mas tudo, na gestão de Ricardo Salgado tinha um fim único e premeditado: reforçar o capital das 'holdings' para arranjar dinheiro com o objetivo do grupo se manter dentro da família. Foi por isso que a situação chegou a este ponto”.

Frisa ainda que a obsessão do líder do grupo Espírito Santo em manter o grupo na família, “era um motivo secreto de que nunca ninguém se tinha apercebido, nem mesmo as pessoas que estavam à volta de Ricardo Salgado”.

O lançamento do livro “O Fim da Era Espírito Santo” vai decorrer na próxima segunda-feira, 3 de novembro, no Grémio Literário, com apresentação de João Duque. Seguem-se alguns excertos:

A HISTÓRIA E OS “AMIGOS DA FAMÍLIA”

“Muito antes disto, mesmo muito antes, lá para o virar do século, no ano 2000, na altura em que o Banco Santander acaba por comprar o Banco Totta & Açores, depois de algumas contendas que agora não interessa detalhar, herdara o banco de Emílio Botín também 7% da ES Control. António Champalimaud, como bom amigo da família Espírito Santo, e provavelmente por causa daquela solidariedade que existe entre famílias semelhantes em valores, estética, conceitos e percursos históricos, também lá tinha o seu quinhão de 7%. Quando o Totta é vendido, António Horta Osório, que liderava o Santander em Portugal, quis saber quanto é que aquilo valia, e pediu as contas consolidadas. Mas recebera a resposta de que não as podiam dar. Na altura o banqueiro pensou que seria uma estratégia de proteger a empresa familiar dos olhos da concorrência. Mas afinal não era isso. Era mais simples. Não podiam dar as contas consolidadas tão somente porque não tinham as contas consolidadas. Já nessa altura a contabilidade daquelas empresas era um mistério”.

'PENETRAS' NOS ANTROS DE RICARDO SALGADO

“Mas a história do Totta e dos seus 7% da ES Control não acaba aqui. Para perceber o que se passava, António Horta Osório e Miguel Bragança decidem: 'Vamos à Assembleia Geral desta empresa!'. Apanharam o avião para Lausanne e, com os 7% que tinham, entraram pela reunião da família (e aliados) adentro. Era um encontro que funcionava como uma espécie de Assembleia Geral da ES Control. Ricardo Salgado ficou pasmado ao ver ali o banqueiro concorrente. Esta incursão ‘penetra’ pelos antros dos Espírito Santo levou Ricardo Salgado a apressar-se a negociar com os irreverentes banqueiros a compra dos seus 7% da holding familiar, por uma pipa de massa na altura. Hoje percebe-se porque Ricardo Salgado comprara tão prontamente aquelas ações, foi para não ter António Horta Osório e Miguel Bragança à perna. 14 anos antes de Pedro Queiroz Pereira, os 'golden boys' da banca tinham- se livrado daquela maldita participação, sem qualquer alarido”.

ALGO ESTAVA PODRE NO REINO DOS ESPÍRITO SANTO

“O segredo mais bem guardado da sociedade portuguesa é que já antes um outro banqueiro tinha alertado o Banco de Portugal e Pedro Passos Coelho de que algo estava podre no reino dos Espírito Santo. O que vira o banqueiro visionário é que um problema se estava a criar e a avolumar no Banco Espírito Santo, pois há muito que havia sinais evidentes de que o Grupo se estava a financiar com dinheiro dos clientes, através de um Fundo de que já falaremos. Mas nessa altura ainda tudo era muito nebuloso, ninguém sabia ao certo o que se passava porque a raiz do problema estava num Grã Ducado, onde os longos braços do Governador não chegavam”.

QUEM DESCOBRIU O BURACO NAS CONTAS?

“Em rigor, não fora Pedro Queiroz Pereira que descobrira as contas do Grupo Espírito Santo, foi o Banco de Portugal. Mas havia há muito entre os banqueiros quem se questionasse sobre o que se passava com o BES Angola e com esse fundo de investimento de nome ES Liquidez. Os banqueiros, nos termos da lei que rege os bancos, têm a obrigação e o dever da defesa da estabilidade do sistema financeiro. Fora isso que levara várias vezes Fernando Ulrich e mais tarde também Nuno Amado a alertarem o vice governador do Banco de Portugal para o que se estava a passar, pelo menos desde 2008, com alguns produtos que o BES comercializava no mercado e que pareciam revelar uma situação de fragilidade financeira do Banco e do Grupo Espírito Santo”. “Havia alguma perplexidade como é que aqueles produtos que mostravam haver uma lógica de financiamento estranha dentro do Grupo Espírito Santo eram comercializados junto de clientes”, diz um banqueiro. Foi essa perplexidade que alertara para o problema que se começava a avolumar no BES. “Eram uns produtos enrolados”, dizia-se”.

NÃO ERA PRECISO SER UM EINSTEIN PARA VER O PROBLEMA DO BES ANGOLA

“Havia também da parte do Presidente do BPI uma preocupação especial com a situação do BES Angola, que tinha, desde essa altura, um balanço desequilibrado e desalinhado com os seus concorrentes angolanos. O BPI tem em Angola o seu BFA, e o BCP o recente Millennium Angola. “Não era preciso ser um Einstein, bastava estar razoavelmente atento e informado destas matérias, para perceber que desde 2009, pelo menos, se estava a construir um grande problema no BESA, então em 2011 e 2012 era óbvio, pelas enormes proporções que tomava. Um rácio de transformação de depósitos em crédito de mais de 200% significava um gap comercial que só podia estar a ser financiado pelo BES. Isso explica que a exposição do BESA ao BES tenha passado de 1,5 mil milhões de euros em 2008 para 3,3 mil milhões de euros no fim de 2013, e isso punha em risco a situação líquida do BES em Portugal. Como é que ninguém viu isto?”, pergunta o banqueiro português, que várias vezes alertou, de forma documentada, as autoridades para o problema”.

AMÍLCAR MORAIS PIRES RECOMENDADO COMO “PROFISSIONAL DE PRIMEIRA ÁGUA”

“Comentava-se nos meios financeiros que terá partido da equipa de Carlos Costa (no seu diálogo permanente com o núcleo duro do BES) a indicação do conselheiro de Estado para Presidente do BES. Mas sabe-se, e isto é certo, que o convite para presidente é feito por Ricardo Salgado, que lhe diz ser o seu nome aquele que mais consenso reúne entre a ESFG, que nesta altura ainda preside, e o Crédit Agrícole. Depois de o convidar é provável que lhe tenha recomendado manter Amílcar Morais Pires, pois “trata-se de um profissional de primeira água”. E de facto, uma das primeiras notícias depois de [Vítor Bento] ter aceitado ser presidente é que tinha a intenção de manter o anterior administrador financeiro. Mas em pelouros sem grande acesso ao financiamento e dívida. Fica-lhe destinado o pelouro internacional, pois que o dossier de Angola já estava nas suas mãos, não é que tenha especialmente agradado ao homem que até aí geria o banco na sombra de Ricardo Salgado. Amílcar Morais Pires lá aceitou o pelouro internacional que lhe dera Vítor Bento, mas o contexto rapidamente se alterara e o convite foi-lhe retirado”.

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publicado às 19:46

Indignações bacocas

por Maria Teixeira Alves, em 01.11.14

Os jornalistas de economia estiveram em numerosas acções de bancos e empresas nos mais variados sítios do mundo, nas mais variadas ocasiões, nos mais exóticos lugares. Eram acções de aproximação entre os jornalistas e os administradores das empresas. O que é útil para o jornalismo de investigação, pois o acesso fácil aos responsáveis torna a investigação mais fácil e as confirmações ou não das notícias mais rápidas. Mas se isso fosse impedimento para depois se escrever imparcialmente sobre essas empresas, ou esses bancos, então seria outra coisa, Então estaríamos mal. Vem isto a propósito de muitos julgamentos fáceis que por aí se fazem a propósito do BES. Se os jornalistas que estiveram nessas conferências de imprensa do banco, quem diz do banco, diz da Galp, da EDP, do BCP, e muitas outras, não pudessem depois escrever livremente sobre essas empresas e sobre os acontecimentos mais do que óbvios em que essas empresas estão envolvidas é que seria de estranhar, não acham? Mas as pessoas parecem ficar indignadas que os jornalistas de economia que iam em viagens escrevam sobre o colapso do Grupo. Por acaso acharão essas pessoas que é ingratidão? 

Posso dizer que os jornalistas que estiveram nas acções dos bancos eram os melhores jornalistas de banca, no geral, e sempre escreveram livremente sobre essas empresas, quer sobre as coisas boas, quer sobre as coisas más, e assim é que deve ser. Não há uma relação de causalidade entre uma viagem e um notícia boa. Posso mesmo dizer que os favores e as viagens não têm relação nenhuma, porque há mais favores sem viagens, do que o contrário.  

As relações de amizade e pessoais não se alteraram com nenhuma derrocada do GES, isso também é preciso dizer.As que existiam continuarão a existir. 

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publicado às 10:59

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