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A capa mais política de todas

por Maria Teixeira Alves, em 23.11.14

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publicado às 11:55

A capa

por Maria Teixeira Alves, em 23.11.14

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publicado às 11:53

 

Sócrates foi detido esta sexta-feira no Aeroporto da Portela, em Lisboa, quando chegava de Paris. Uma das causas da detenção está relacionada com a casa avaliada em três milhões de euros onde o ex-primeiro-ministro residiu quando tirou um curso na capital francesa, depois de deixar o governo. Os investigadores querem saber de onde veio o dinheiro para comprar a habitação. Sócrates disse sempre que pediu um empréstimo ao banco para poder pagar o aluguer do apartamento. PGR confirma que Sócrates é suspeito dos crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal e corrupção.

Resultados paralelos:

Sócrates detido, RTP ganha uma vaga para comentador e há um blog (Câmara Corporativa) em risco de ficar mudo, se não mesmo inactivo.

 

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publicado às 03:33

Ora há uma frase deste artigo que eu subscrevo

por Maria Teixeira Alves, em 19.11.14

Estava a ler este artigo do Público e deparei-me com a seguinte descrição: «Barba grande, cabelo despenteado, camisas de flanela aos quadrados, gorros de malha, botas e mochila às costas. Descontraídos, despreocupados. “Algumas mulheres, fartas de ter de partilhar os seus cremes com os metrossexuais e de competir por um lugar ao espelho com mais tempo com o secador e alisador, adoram este novo espécime, que pretende resgatar uma masculinidade em risco de extinção”, explica o diário espanhol El País.

O escritor Tom Puzak também fez uma descrição dos “novos homens”: “O lumbersexual vai de bar em bar, mas parece que acabou de cortar um pinheiro. Na mochila carrega um MacBook Air, mas aparenta guardar um machado de lenhador”».

O sublinhado é meu, e é com isto que eu concordo. 

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publicado às 11:59

Eu na TVI 24

por Maria Teixeira Alves, em 19.11.14

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publicado às 00:21

O FIM DO QUE ERA by Expresso

por Maria Teixeira Alves, em 14.11.14

Artigo do Expresso Diário do dia 11 de Setembro (em baixo o link):

 

O Meu TOP

O FIM DO QUE ERA

Mais um livro sobre os Espírito Santo que ainda não é um livro a mais.

 

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1.O Fim da Era Espírito Santo

Maria Teixeira Alves

Alêtheia

Chegarão os dias em que não haverá cão nem gato que não escreva livros sobre a queda dos Espírito Santo. Por enquanto, ainda estamos nos dias em que não há cão nem gato que os não leia. E os primeiros livros que estão a ser publicados são sobretudo de jornalistas, que têm memória fresca dos acontecimentos diários do último ano - que complementam com a história e a evolução das últimas décadas do império da família, que colapsou este verão, depois de vários meses de intenso escândalo relatado nas páginas de jornais.

A vez pertence agora a Maria Teixeira Alves, jornalista de economia que acompanha a área de banca há 20 anos, tendo estado na frente do noticiário em diversos casos da história da banca privada em Portugal, nomeadamente de vários escândalos: o colapso do BCP da era Jardim Gonçalves (sobre o qual publicou ou livro “Terramoto BCP”), a nacionalização do BPN ou a queda do BPP. O maior de todos os escândalos estava no entanto reservado para os anos de 2013/2014. E é sobre ele que Maria Teixeira Alves publica mais de 500 páginas, que contam a história e várias histórias deste colapso - incluindo, como convém a uma jornalista, várias novidades (notícias, portanto).

Ricardo Salgado, aqui tratado como “o derradeiro banqueiro”, é a figura central de uma trama real, sobre a qual só o tempo dará a distância necessária para se lhe escrever a História. Antes dos historiadores, escrevem os jornalistas. Um livro para ler mesmo no arranque da Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso, cujas ramificações e consequências estão ainda por medir.

Expresso Diário, dia 11 de Novembro

 

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publicado às 02:12

O Fim da Era Espírito Santo (excerto I)

por Maria Teixeira Alves, em 13.11.14

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A propriedade tem um peso tão sagrado, que ameaçá‑la é correr o risco de ficar detido entre a desunião dos vivos, mais pesada que a justiça.
No dia em que se reuniram na Rua São Bernardo à Estrela os nove representantes do clã, a polícia judiciária estava a vasculhar computadores na sede do Banco Espírito Santo e já um séquito de jornalistas cercava as saídas da Rua Barata Salgueiro. Era o início da tarde de um princípio de Novembro e um Verão de São Martinho espreitava por entre as árvores semi‑despidas do Outono. A reunião estava para decorrer no 195 da Avenida da Liberdade, mas porque o Ministério Público surgiu de rompante na sede do banco, os nove do Conselho Superior da família dirigiram‑se para a sede do grupo que espreita o Jardim da Estrela.
Fora assim para fugir às garras da imprensa que os representantes dos cinco ramos da velha família de banqueiros escolheram a casa cor‑de‑rosa com portadas verdes, que é o quartel‑general da família Espírito Santo. Sentam‑se à mesa nove, mas só cinco votam.
Reinava aquela calma que antecede as grandes catástrofes, marcada por um indelével rasto que o não dito deixa. Ricardo Salgado; José Manuel Espírito Santo e o seu sobrinho Ricardo Abecassis Espírito Santo; António Roquette Ricciardi e seu filho José Maria Espírito Santo Ricciardi; Manuel Fernando Espírito Santo em representação da sua mãe, Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo, e o seu irmão Fernando Espírito Santo; e aquele que era uma espécie de Espírito Santo «por adopção», Mário Mosqueira do Amaral com o seu filho Pedro, estavam na sala.
Ricardo Salgado há muito que era tema de conversa frívola nos petit comités de amigos, os portugueses dizem mal de tudo com uma insinceridade genial. Mas foram as notícias dos jornais e as informações que iam chegando de um velho ex‑aliado da família, Pedro Queiroz Pereira, que desencadearam um incómodo no coração de, pelo menos, três membros do clã: António Roquette Ricciardi; José Maria, seu filho; e Ricardo Abecassis Espírito Santo, o parente do Brasil. Não fora um mero acaso, o facto de uns meses antes, o capitão da indústria – a quem, há um par de anos, tinha sido atribuído, pelo Presidente da República, a grã‑cruz da Ordem de Mérito Industrial – ter avisado José Maria Ricciardi da situação financeira das empresas que sustentavam todo o Grupo Espírito Santo, ainda longe de saber que por debaixo do tapete havia muito mais dívida por reconhecer e que escondia a verdadeira situação de falência técnica do Grupo Espírito Santo. Por causa da sociedade que tinha com a família Espírito Santo, por herança, na Espírito Santo Control, Pedro Queiroz Pereira tinha conseguido informações que acabam por culminar com a derrocada do império da família Espírito Santo, que afinal estava enterrado numa espiral de dívidas incontroláveis. José Maria Ricciardi ficou apavorado.
Voltemos atrás. Nos dias que antecederam a reunião de patriarcas, os representantes dos vários ramos da mais velha família de banqueiros do país tinham‑se encontrado em surdina para discutir o corrupio de notícias contra o homem em quem tinham depositado a liderança do banco com o nome da família, que tem 145 anos.

 

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publicado às 01:00

Sobre a OPA de Isabel dos Santos

por Maria Teixeira Alves, em 11.11.14

Esta OPA é genial. Isabel dos Santos tenta matar três coelhos numa só cajadada. Ao lançar uma OPA sobre a PT SGPS têm em vista o operador português de telecomunicações, ao mesmo tempo procura resolver o diferendo sobre a Unitel (angolana detida em parte pela PT) e adquire uma posição relevante na Oi, no Brasil. Se fosse fácil fazia o pleno. Mas o que decide uma OPA são as condições da oferta. Por isso vai ter de rever o preço porque é baixo. Isto se quiser convencer os pequenos accionistas a vender. Penso que a empresária, aconselhada pelos bons advogados, deu um preço baixo porque esperava concorrência na OPA e quer ter margem para o subir. O primeiro oferente tem vantagens num "leilão de OPA". 

O problema são as condições que terão de ser alteradas. A limitação dos direitos de voto da PT SGPS na futura Oi ou a possibilidade de a PT SGPS poder comprar acções da CorpCo (empresa resultante da combinação de negócios) no mercado, além da fatia de 11,4% estipulada anteriormente, são alguns dos items que a empresária pondera alterar para levar a operação em frente.

Esta OPA é genial mas difícil.

 

 

 

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publicado às 22:16

The translation

por Maria Teixeira Alves, em 11.11.14

The property has a weight so sacred that it is threatening to take the risk of getting arrested disunity among the living, heavier than justice.
The day they met at Rua São Bernardo à Estrela, the nine representatives of the clan Espírito Santo, the police were rummaging computers at Banco Espirito Santo and an entourage of journalists surrounded the exits of Rua Barata Salgueiro. It was the early afternoon of a early November and a summer of St. Martin peeped through the half-naked autumn trees. The meeting was to be held at 195 Liberty Avenue, but because the prosecutor came thundering at the head office of the bank, the nine members of the Superior Council of the family raced to the old house, headquarter of the group, that faces the Jardim da Estrela.
Out so to escape the clutches of the press that representatives of the five branches of the old banking family chose the  pink house with green shutters, which is the headquarters of the Espírito Santo family. All nine sit at table, but only five vote.
Ruled that calm before the great disasters, marked by an indelible trail that unsaid leaves.

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publicado às 02:54

Revelations

por Maria Teixeira Alves, em 11.11.14

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Did you know?


Fernando Ulrich was the first to warn the Bank of Portugal that the Banco Espírito Santo was being subjected to high risks, and that they were going unnoticed. He did it at 2012, with documentation. The focus of the complaint was the loans of BES Angola, which doubled the deposits. But the Espírito Santo Liquidity Fund, which is treated later in a denounce made by Pedro Queiroz Pereira, was also part of the president of BPI´s worries. The BPI was aware of the risk of ESI because it was his client, and warned the Bank of Portugal that the fund had in portfolio debt of companies that had no rating, nor were evaluated by no one.

Did you know that Ricardo Salgado asked directly to Carlos Calvário, the risk manager, the ESI rating of 2012?
Did you know that Nuno Amado, president of Millennium BCP also warned the Governor to the fact of the Espírito Santo liquidity fund translate a bizarre logical of family holdings funding?

Did you know it was because José Maria Ricciardi was at the board of EDP, in the last eight years, that the company ever invested in commercial paper of the Espírito Santo holdings?


Did you know that the Bank of Portugal has imposed a capital increase in BES, de EUR 1.045 millions to capitalize the bank, because at this time he did not know the large exposure, direct and indirectly, to family holdings?

Did you know that the Bank of Portugal, within ring fencing, tried to put Rioforte directly owned the Bank (finishing the ESFG) to get direct access to dividends from BES to repay the debt? Solution that is suggested by Jose Honorio.

Did you know Vítor Bento started to invite Amilcar Morais Pires to keep in the board of BES as manager of international portfolio because Ricardo Salgado asked and recommended him, but soon was disinvited, after Vítor Bento knew new circumstances related by the Bank of Portugal (which was withdrawing its reputation)?

Did you know tha Ricardo Salgado became angry with Joaquim Goes when he warns for the risks of exposure to the Bank Group's holdings?

Did you know that Vítor Bento was take by surprise when the opinion maker Luís Marques Mendes announced in TV the measure of resolution for BES?

Do you know the first meeting between Vitor Bento, has CEO of BES, and the Minister of Finance, occur only on the Thursday before Resolution?


Do you know that the initiative to abandon the board of Novo Banco was taken, not  by Vítor Bento, but by one of the other two?

Do you know Ricardo Salgado was under threat of loss the eligibility for BESI administrator during months until he is forced, by the presidente of Bank of Portugal, of dimisión?

Do you know it was Pedro Passos Coelho who ask António Horta Osório for help in the Novo Bank, and because of that the Bank of Portugal invited Eduardo da Cunha Stock?

Do you know at the last minute Ricardo Salgado convinced family members to invest in commercial paper of family holdings?

Do you know general Kopelipa, from Angola, invested 700 million euros in ESI?

Do you know that the cash outflow from BESA, by the hands of Álvaro Sobrinho, occurs more or less at the same time of the increase capital of family holdings, where the investores were allies and friends in various geographies?

Do you know that in all geographies where BES was, the Group Espírito Santo had allies and partners who were invited to invest in capital of family holdings (Control and ESI, and others), or to invest in their debt?

Do you know that the GES was preparing to make another issue of Rioforte´s debt at June 20?

Do you know that Eduardo da Cunha invited to stay with him in Novo Banco´s board, the old managers João Freixa and Jorge Martins, but they did not accept?

 

Do you know that Hotel Palácio offered the stay of Ricardo Salgado?

Do you know the family house of Ricardo Salgado, which belonged to his mother, may be on sale?

Do you know that there are people in the family who tried to raise the money before freezing accounts, and become suspect of a process in the prosecution?

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publicado às 01:22




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