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Sabedoria Frida Kahlo

por Maria Teixeira Alves, em 27.01.14

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publicado às 13:28

Aos amores condenados

por Maria Teixeira Alves, em 27.01.14

No África Minha há um diálogo entre a Karen Blixen (Meryl Streep) e o Dennys Hatton (Robert Redford), acho que é a última conversa dos dois, em que ela lhe diz isto: "aprendi a fazer uma coisa recentemente. Quando as coisas correm tão mal que penso que não vou conseguir continuar, tento piorá-las, obrigo-me a pensar no nosso acampamento junto ao rio (...) e na primeira vez que me levaste a voar (...) e quando estou certa que já não aguento mais, continuo a lembrar-me de mais um momento, e então sei que aguento tudo".

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publicado às 02:21

África Minha: quando o amor só não chega

por Maria Teixeira Alves, em 27.01.14

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publicado às 01:24

Um Bonnie & Clyde nos anos 70

por Maria Teixeira Alves, em 24.01.14

American Hustle (Golpada Americana) é acima de tudo sobre o Amor como tábua de salvação num mundo louco, onde tudo é mais ou menos corrupto, desde as relações humanas (sentimentos) até às relações de poder (quer oficial, quer oficioso). O amor como força transcendente que ultrapassa a soma das partes. O filme é sobre o amor, em muitos sentidos.  O realizador David Russell diz: “É sobre o romance entre Irving e Sydney, o breve romance que transcorre entre Richie e Sydney e o romance vacilante do casamento em declínio de Irving e Rosalyn".

Em grande parte, o filme é também sobre as muitas maneiras através das quais nós enganamos o outro ou a nós mesmos. Quando se está preso a um emprego que odiamos ou a uma relação disfuncional, convencemos-nos que está tudo bem, de que vai ficar tudo bem. Todos nós temos que encontrar maneiras de sobreviver, porque é só o que podemos fazer. E é isso que os personagens fazem no filme. Depois é uma comédia brilhante porque todo aquele élan das personagens ao mesmo tempo seguras, auto-confiantes e complexas, nos puxa pelo riso. A acrescentar a isto tudo, a estética anos 70 e a música. A música é óptima. Para mim já ganhou.

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publicado às 19:19

Golpes de génio

por António Canavarro, em 23.01.14

 

Não sei se "Golpada Americana" merece ser considerado o melhor filme do ano, até porque é o primeiro dos cinco candidatos que vejo. Seja como for é um bom filme de época ( terão os anos70, depois do sucesso (imerecido) de Argo pegado de estaca em Hollywood?) como é também uma comédia negra muito bem realizada por David O. Russell. Porém o melhor do filme são as interpretações, e muito em particular as de Christian Bale e de Jennifer Lawrence, que, assim e logo de seguida, pode levar para casa o segundo Óscar da sua "curta" carreira artística.

A ver! 4/5!

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publicado às 18:09

Olha quem está de volta...

por António Canavarro, em 23.01.14


Depois de uma (longa) passagem pelo deserto os norte-americanos Broken Bells estão de volta e eu estou em pulgas para encontar o disco, que seguramente será um dos discos do ano.

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publicado às 17:02

A propósito do que se tem lido...

por António Canavarro, em 23.01.14

"A infância vive a realidade da única forma honesta, que é tomando-a como uma fantasia."

Agustina Bessa-Luís

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publicado às 15:34

Bancos à beira de um ataque de nervos

por Maria Teixeira Alves, em 23.01.14

A tormenta dos bancos continua. Depois de todos os testes de stress; das análises que os reguladores fizeram no ano passado às suas carteiras de crédito e que os obrigaram a reforçar imparidades que consumiram o capital; depois das regras da EBA que os obrigou a contabilizar a carteira de dívida soberana ao valor de mercado e que forçou à presença temporária do Estado no capital; os bancos enfrentam agora mais dois monstros. Um é o Asset Quality Review que o BCE está a fazer aos seus balanços, o outro é a barreira política à conversão dos seus activos por impostos diferidos em créditos fiscais. 

 

Vejamos: os bancos em Espanha e Itália passaram a contabilizar os activos de impostos diferidos (impostos recuperáveis no futuro porque existem diferenças entre a normas contabilísticas usadas e as regras fiscais) como créditos fiscais. Isto fez com que deixassem de pesar nos rácios de solvabilidade. Libertando os rácios, e livrando os bancos de novas necessidades de capital.

Os bancos portugueses nem queriam acreditar. Tradicionalmente curtos em capital, viram nesta autorização contabilística um porto seguro para evitar pedir mais dinheiro aos seus accionistas. Durante semanas os bancos beneficaram da expectativa de virem a transformar os activos por impostos diferidos em créditos fiscais.

 

Deixem-me tentar explicar:

As novas regras de contabilidade de Basileia III obrigam os bancos a deduzir aos fundos próprios os activos por impostos diferidos que foram acumulando, apenas podendo contabilizar como capital aqueles em que haja a garantia quase total da sua utilização ou que tenham um valor económico igual ao seu valor contabilístico. Isto é, os impostos recuperáveis diferidos eram inscritos no balanço como um activo e assim ajudavam a compor o rácio de capital dos bancos, mas as novas regras exigem que estes sejam deduzidos ao capital dos bancos a menos que exista uma certeza quase absoluta da sua concretização, e que estejam bem avaliados.

 

A conversão desses activos por impostos diferidos em crédito fiscal (uma vez que na realidade é disso que se trata, pois que os bancos passam em teoria a poder deduzir estes créditos no pagamento de IRC, o que só aconteceria quando regressassem aos lucros) contornava esta obrigação que tanto angustia os bancos portugueses.

A maioria dos bancos ainda está agora a levantar a cabeça (através de cortes fortes de custos) para reembolsar a ajuda do Estado. E o BES ainda está a inventar formas de libertar capital de maneira a manter-se à tona da água sem que o Estado, essa entidade que no passado os roubou, regresse ao capital do banco da família Espírito Santo.

 

Mas se Espanha e Itália não hesitaram em ajudar os seus bancos, em Portugal o Estado é pobre e as receitas mal chegam para cumprir as metas assumidas com a troika, pelo que não há margem para assumir os créditos fiscais no défice. 

 

Já explico. Não sem antes lembrar que isso mesmo já foi dito numa reunião, em Dezembro, pela Ministra das Finanças Maria Luís de Albuquerque aos presidentes dos principais bancos portugueses. Maria Luís Albuquerque explicou que as contas públicas não suportam a solução proposta pelos bancos, de transformar os activos por impostos diferidos em créditos fiscais, à semelhança do que foi feito em Espanha, pelo que não será autorizado, a menos que entretanto o Eurostat imponha. A posição do Governo tem que ver com as novas regras de contabilidade pública, que entram em vigor a 1 de Setembro e que obrigam o Estado a registar no défice e na dívida todos os créditos fiscais. 

 

Os banqueiros não gostaram. Sem uma solução que evite a 'quebra' dos fundos próprios, há o risco de alguns bancos terem de fazer novos aumentos de capital e poderão mesmo ter de pedir mais dinheiro ao Estado.

 

Para o BES poderá mesmo ser a pedra de toque que o empurrará para os braços do Estado, que é tudo o que a família Espírito Santo não quer. Ricardo Salgado tudo fará para que o seu último mandato à frente do banco que reconstruiu dos escombros da nacionalização, não fique marcado pelo regresso do BES às mãos do Estado, ainda que com as actuais nuances de ser uma "nacionalização meramente temporária". Seria sem dúvida irónico que assim fosse.

 

Tendo em conta os dados do final de Junho, os cinco maiores bancos nacionais tinham registados 4.921 milhões em activos por impostos diferidos, dos quais mais de metade resultaram da constituição de provisões e imparidades para crédito. Ou seja, só os maiores bancos poderão ter de abater aos fundos próprios mais de 2.500 milhões.

 

O BCP tinha 1.854 milhões em activos por impostos diferidos a 30 de Junho resultantes, sobretudo, do registo de imparidades e provisões, das perdas relacionadas com a transferência do fundo de pensões para o Estado e com prejuízos fiscais. Já na CGD, os créditos fiscais de 1.287 milhões resultam, sobretudo, de provisões e imparidades. 


Nos restantes grandes bancos a dimensão dos impostos por activos diferidos é menor: o Banco Espírito Santo acumulava 763 milhões no final de Junho, o BPI 496 milhões e o Santander Totta 520 milhões.
 

Serão estes montantes que os bancos terão de abater aos fundos próprios a partir de Janeiro, caso o Governo não contorne a obrigação imposta pelas exigências europeias de capital.

 

Se a alteração defendida pelos bancos fosse aceite os quase 6,6 mil milhões de euros acumulados em impostos diferidos pelos bancos nacionais teriam de ser retirados dos rácios de capital, o que duplicaria o défice orçamental quando o Governo tem de o reduzir para a meta de 4% acordada com a “troika” este ano.

Essa medida adoptada em Espanha (ainda que aqui o Governo tenha optado por reconhecer apenas 60% dos activos por impostos diferidos no défice), em Portugal implicaria um aumento dos desequilíbrios das contas públicas numa altura já complicada, pois a mudança nas regras de contabilidade a nível europeu vão obrigar Portugal a reconhecer na sua dívida pública mais quase 10% do PIB em contas de empresas fora do perímetro das Administrações Públicas, e levar a dívida pública para cada vez mais perto do limiar dos 140% do PIB (incluindo a almofada de segurança).

 

Mas a banca não se rende. A Associação Portuguesa de Bancos e o Governo continuam a discutir soluções para que os bancos não sintam uma quebra na solidez dos seus rácios de capital com os novos regulamentos contabilísticos europeus. 

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publicado às 00:06

The story of my life...

por Maria Teixeira Alves, em 22.01.14

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publicado às 01:02

Todos os caminhos de sucesso do Governo vão dar a...

por Maria Teixeira Alves, em 21.01.14

 João Moreira Rato

 

Obrigada João! :)

 

Juros da dívida portuguesa a 10 anos abaixo da barreira dos 5 por cento

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publicado às 20:00




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