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Sem comentários

por António Canavarro, em 21.11.13

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publicado às 15:23

Duelo entre o BCE e o Bundesbank

por Maria Teixeira Alves, em 21.11.13

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank: "Liquidity tenders for banks shouldn't interfere with the functioning of capital markets".
Mário Draghi, presidente do BCE: "We are not German ... we are acting for the eurozone as a whole"

A história é esta: No começo de Novembro, o BCE reduziu a taxa de juro para 0,25% a fim de tentar estimular a economia e combater a baixa inflação da zona euro (preços baixos). O presidente do banco central europeu quer no fundo mexer no calcanhar de Aquiles dos alemães, a inflação.

Draghi (que é italiano) antevê riscos de deflação na Europa e está a todo o custo a tentar travá-los. A este propósito chegou a admitir que o BCE tinha outras ferramentas para contrariar o abrandamento da inflação, destacando a possibilidade de colocar a taxa de depósitos que os bancos fazem no BCE, em valores negativos (-0,1%).
Esta medida serviria para obrigar os bancos a emprestarem dinheiro às empresas e famílias, em vez de o depositarem no BCE. No entanto, a taxa de depósito negativa também tem o risco de reduzir o lucro dos bancos quando o crédito está a cair e as instituições bancárias podem ser incapazes de passar o custo das taxas negativas para os depositantes.
A Alemanha não gostou.

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, já avisou Draghi que "Impressão de dinheiro não é o caminho para sair da crise", o que levou a Draghi a dizer a Weidmann que o BCE não é alemão.

Jens Weidmann numa conferência em Berlim, citado pela Bloomberg, foi mais longe e disse mesmo que algumas das decisões tomadas pelo Banco Central Europeu para conter a crise de dívida soberana estão no limite da linha que separa a política orçamental da política monetária. E defendeu que a independência do BCE pede uma interpretação estreita do mandato do banco central.
Segundo os seus estatutos, o BCE está impedido de financiar directamente os Estados membros.

Como é que a inflação ajuda os países pobres e endividados como nós? Porque uma das formas de reduzir o rácio de dívida pública sobre o PIB é através do crescimento artificial do PIB, o que é possível através da inflação. Mas a Alemanha passou uma crise económica em 1923, após a Primeira Guerra Mundial, que na prática conduziu à hiperinflação. Conhecida como a política da República de Weimar, altura em que a Alemanha se financiava imprimindo papel moeda sem nenhuma contenção. A inflação é por isso um enorme trauma da Alemanha.

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publicado às 14:14

Obrigado, Mariana

por António Canavarro, em 21.11.13

 

A Mariana Gray de Castro é uma amiga de longa data. É também, e não obstante a sua juventude, uma das maiores especialistas em Fernando Pessoa. Entre as suas "funções" académicas dá a conhecer o maior génio da literatura portuguesa aos ingleses, no King's College, em Londres.

Faço esta referência, porque a própria nos informou que brevemente estará nas nossas livrarias esta antologia sobre o amor em Fernando Pessoa, o que necessariamente é de literatura obrigatória.

Da minha parte só me resta agradecer à Mariana a possibilidade que me dá em melhor conhecer o nosso grande poeta.

 

Da sua lavra, e há que esperar que um dia a mesma seja traduzida em português, destaco a obra "Pessoa, Shakespeare, Hamlet and the Heteronyms: Studies in Neurosise", publicado em 2010 pela Universidade de Londres, e da qual o Jornal I deu um cheirinho...

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publicado às 10:51

Desculpem qualquer coisinha...

por António Canavarro, em 20.11.13

Mas a Pepsi faz-me azia!

 

Encontrado aqui

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publicado às 17:15

A solidão partilhada

por António Canavarro, em 20.11.13

 

O computador é o reflexo de uma nova solidão. Concordo, acrescentando apenas que as redes sociais, o Facebook e congéneres, criaram um fenómeno novo: A solidão partilhada!

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publicado às 15:35

A caminho das Terras de Vera Cruz

por António Canavarro, em 20.11.13

 

Eu bem lembro do que escrevi aqui. Disse e repito: estou nas tintas para o futebol e para play-off que Portugal e a Suécia iriam disputar para que uma das equipes se qualificasse para o mundial que no próximo ano se disputará no Brasil. No entanto, como a maioria dos portugueses, não posso ficar indiferente ao sucesso desportivo do nosso país, que à boleia de um génio, transformado numa espécie reencarnação de Cabral do Século XXI, carimbou o passaporte tão desejado!

Agora só resta esperar e sonhar. Porque, quiçá,  514 depois, os portugueses “redescubram as Terras de Vera Cruz”!

 

P.S. - Alterei o vídeo, colocando os golos de Cristiano Ronaldo com o relato dos mesmo por Nuno Matos, da Antena 1. Simplesmente impressionante!

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publicado às 10:11

O computador é o reflexo de uma nova solidão

por Maria Teixeira Alves, em 19.11.13

Este é o título de um artigo do suplemento do Público P3 sobre o projecto “Lonely Window” de Julien Mauve e que toca num dos pontos mais pertinentes desta época. Vivemos uma solidão camuflada pelo contacto virtual, pelo contacto pelo computador. E às tantas o computador é o amigo, a amiga, a namorada, o namorado. O computador é a janela que nos mantém em contacto ao mesmo tempo que nos protege do tacto, do contacto fisíco tão imperfeito, tão vulnerável. As pessoas têm medo disso, e por isso viciam-se nos contactos virtuais. Sentem-se mais seguras e imaginam a outra do lado de lá do ecrã à sua imagem e semelhança, ou à imagem e semelhança dos seus desejos, e por isso facilmente se acomodam na relação virtual. Sem querer entrámos todos numa realidade Second Life. Assustador. Há que lutar contra isso. Há que defender que o brilho dos nossos olhos seja mais importante que a perfeição imaginária da realidade virtual. Combinem, encontrem-se, lutem contra a preguiça emocional.

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publicado às 00:31

Para desmistificar o programa cautelar

por Maria Teixeira Alves, em 18.11.13

Deixo-vos aqui uma opinião válida sobre a questão do programa cautelar que tanto divide os portugueses:

 

João Cotrim Figueiredo no Diário Económico (um dos opinion makers do jornal que vale a pena ler).

 

Depois, sejamos rigorosos. A Irlanda não recusou um programa cautelar. A Irlanda apenas conclui que, por agora, prefere não optar por essa via. Fá-lo, essencialmente, por dois motivos. Um motivo político que se prende com a aspiração publicamente assumida pelo primeiro-ministro Enda Kerry quando tomou posse de que queria ficar conhecido como o taioseach que devolveu a soberania ao seu país. O outro motivo é financeiro: a Irlanda dispõe actualmente de mais de 25.000 milhões de euros de liquidez, suficiente para as necessidades de refinanciamento dos próximos 15 meses. Este desafogo permite, por enquanto, manter as taxas de juro historicamente baixas de uma forma muito mais eficaz do que qualquer programa cautelar.

Estas disponibilidades financeiras foram acumuladas durante este ano de 2013 através de emissões de dívida aproveitando as condições de mercado favoráveis. Conforme já aqui se escreveu, a capacidade da Irlanda construir consensos entre partidos políticos e parceiros sociais foi decisiva na criação destas condições favoráveis e da perceção de que o país seria capaz de concluir o seu programa dentro do calendário previsto. É fundamental que esta lição seja bem compreendida pelos agentes políticos em Portugal.

Tendo dito isto, a Irlanda não estará propriamente nos mercados sem rede em 2014.De acordo com o plano de emissões do governo irlandês, é provável que a Irlanda seja elegível para o mecanismo das Outright Monetary Transactions do BCE, o tal que, sem nunca ter sido usado desde que foi criado há mais de um ano, salvou efetivamente o euro. Daqui a um ano se verá se as exigentes metas orçamentais irlandesas (redução do défice em 2,8% do PIB) foram cumpridas e se o país não terá, nessa altura, de voltar a considerar um programa cautelar.


P.S. Para quem não sabe o Outright Monetary Transactions ("OMT") é um programa do Banco Central Europeu, ao abrigo do qual este banco faz compras ("transacções definitivas") no mercado secundário, sob certas condições, de títulos soberanos emitidos por estados-membros da Zona Euro.


Aproveito ainda para falar das diferenças entre um programa cautelar e um segundo resgate.

Um resgate é uma solução radical para a resolução de crises, aplicado a países em desequilíbrio orçamental e sem acesso a financiamento no mercado. Em regra prolongam-se por três anos.

Já um programa cautelar pretende evitar a crise ou o seu agravamento. Assenta no princípio de que o país em dificuldade tem acesso ao mercado, ainda que em piores condições, e a dívida pública é sustentável. Tem a duração de um ano, mas pode ser renovado.

Um programa cautelar dá acesso a linhas de crédito, que podem nunca ser utilizadas, se o país conseguir financiar-se sozinho ou podem servir para comprar dívida do país no mercado primário ou para garantir parte do risco dos investidores.

 

Tanto o resgate como o programa cautelar não podem ser impostos, têm de ser pedidos pelos próprios países, mas no caso do segundo a aprovação é mais fácil porque exige o aval de menos instituições europeias, não passa pelos Parlamentos nacionais e até pode excluir o FMI.

 

O programa cautelar não vai além de 10% do PIB. Em Portugal o limite será 17 mil milhões de euros.

O Programa de Assistência Económica e Financeira, foi de 78 mil milhões de euros.


Em qualquer dos casos são aplicadas metas calendarizadas, avaliações periódicas e a apresentação de resultados, mas o programa cautelar é menos "controlador". E, muito importante ainda, é que um segundo resgate iria exigir um compromisso partidário porque ia ultrapassar a actual legislatura. Já um programa cautelar pode abdicar deste entendimento, uma vez que será aplicado pelo actual Governo.

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publicado às 23:47

A ver... um dia destes

por António Canavarro, em 17.11.13

 

Ontem a ouvir no Cinemax João Lopes falar sobre o mais recente filme de Roman Polanski, fiquei com pulgas atrás das orelhas. É um filme a ver logo que possível!

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publicado às 11:21

Afinal há uma explicação para tudo

por António Canavarro, em 16.11.13

 

Vikings chegaram à Madeira e aos Açores antes dos portugueses!

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publicado às 16:09




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