por Maria Teixeira Alves, em 05.06.13
O desnorte das críticas neste país revela-se no facto de as pessoas acusarem o Ministro da Economia de não fazer nada (os opositores declarados), de o Governo não saber comunicar nada do que se faz (os que nem concordam nem discordam para não se comprometerem), e depois o Ministro faz um statement destes que cito aqui, e há quem se ponha a troçar das suas frases. Geralmente pessoas que sabem tanto de economia como eu de futebol ou rugby.
Álvaro Santos Pereira: "Portugal fez reformas mais ambiciosas na Europa desde era Thatcher".
"Nós implementámos reformas quer ao nível laboral, quer ao nível da Justiça, quer ao nível de licenciamentos, quer aos nível dos cortes das rendas de energia, quer ao nível das rendas das PPPs [Parcerias Público-Privadas]", enumerou o Álvaro Santos Pereira em Leiria no encerramento do Fórum "Como o Planeamento Pode Dinamizar a Economia e Criar Emprego".
"Pela primeira vez, temos o sector público empresarial dos transportes de Lisboa e do Porto a apresentar contas equilibradas e um EBITDA positivo [resultado antes juros, impostos, provisões e amortizações] na primeira vez nos últimos 40 anos de democracia"
"As reformas lançadas pelo Governo são visíveis igualmente no Programa Revitalizar e na introdução do novo código de insolvências, assim como no programa de privatizações e com o fim das 'golden shares', acções de classe especial detidas pelo Estado".
"Neste momento Portugal tem que cortar nos impostos, nas taxas e na burocracia" e sublinhou a importância de "instrumentos fortes para dinamizar o crescimento que passam pelo anunciado 'super crédito fiscal' e pela redução do Imposto sobre o Rendimento Coletivo (IRC)"
O ministro da Economia aproveitou para desafiar o PS a comprometer-se com uma descida do IRC, defendendo ser essencial "a estabilização fiscal" num país que "tem que cortar na papelada" e garantir que "os burocratas percam poder".
"É preciso simplificar para sermos mais amigos do investimento", sustentou.