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Num mundo ao contrário

por António Canavarro, em 27.10.11

 

Afinal quantos bonecos terá a Casa Januário vendido desde a polémica lei do consulado socialista?

 

Porque esta é uma pergunta "estatística" para a qual gostaria de ter resposta?

 

A este propósito (ou seja, do amor) cito Edgar Morin:

“As palavras sobre amor são exactamente o contrário das palavras de amor”

 

 

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publicado às 17:32

Memórias pretéritas

por António Canavarro, em 27.10.11

Faz hoje anos que Egas Moniz recebeu o Prémio Nobel da Medecina...e não só. São memória pretéritas, algumas perfeitas, outras nem tanto!

 

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publicado às 12:16

Much Ado About Nothing

por António Canavarro, em 27.10.11
Então pá, foste considerado uma fraude, um actor bêbado e um analfabeto?
Deixa lá, isso passa-lhes, é "muito barulho para nada"!

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publicado às 11:05

Entre a espada e a parede

por Maria Teixeira Alves, em 27.10.11

 

Os bancos portugueses nem querem acreditar no beco sem saída a que está votada a sua mera existência. Por causa da República secaram-lhe a liquidez. Não há fundo, banco, sociedade financeira, fora do país, que invista num única obrigação de um banco português. Ninguém empresta dinheiro aos bancos nacionais. Sem acesso a fontes de financiamento os bancos recorreram à dívida República para usarem como moeda de troca com o Banco Central Europeu, única fonte de financiamento externa, praticamente. Para irem ao BCE (pedir emprestado a curto prazo) os bancos desataram a investir em activos elegíveis (isto é, susceptíveis de serem aceites como colateriais junto do BCE), isto, é dívida pública. Para agravar a coisa, quando o rating da República desceu de A para B, tiveram de arranjar mais obrigações do tesouro para cobrir empréstimos passados. 

Agora a mesma Europa vem penalizar quem tem obrigações do tesouro. Ontem ficou decidida  avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana.  Para cumprir com as metas europeias, o BCP tem de reforçar os rácios de capital em 2,361 milhões e o BPI necessita de 1.717 milhões.

O Estado entra assim à força no capital dos bancos privados, é uma espécie de nacionalização disfarçada.

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publicado às 08:55

Importa-se de repetir?

por António Canavarro, em 26.10.11

 

“Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.”

 

William Shakespeare

 

“Otelo”

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publicado às 09:38

Dos tempos que se vivem

por António Canavarro, em 26.10.11

Diz-se que quando não se tem cão, caça-se com o gato. Pois em tempos de crise, quando se despede a mulher-a-dias emprega-se uma esfregona!

 

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publicado às 09:24

How Can I Tell You (Cat Stevens)

por Maria Teixeira Alves, em 26.10.11

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publicado às 02:57

A Insustentável leveza do ser (Kundera)

por Maria Teixeira Alves, em 25.10.11
PRIMEIRA PARTE
O PESO E A LEVEZA
O eterno retorno é uma ideia misteriosa de Nietzsche que, com ela, conseguiu dificultar a vida a não poucos filósofos: pensar que, um dia, tudo o que se viveu se há-de repetir outra vez e que essa repetição se há-de repetir ainda uma e outra vez, até ao infinito! Que significado terá este mito insensato? O mito do eterno retorno diz-nos, pela negativa, que esta vida, que há-de desaparecer de uma vez por todas para nunca mais voltar, é semelhante a uma sombra, é desprovida de peso, que, de hoje em diante e para todo o sempre, se encontra morta e que, por muito atroz, por muito bela, por muito esplêndida que seja, essa beleza, esse horror, esse esplendor não têm qualquer sentido. 
Não vale mais do que uma guerra qualquer do século xIv entre dois reinos africanos, embora nela tenham perecido trezentos mil negros entre suplícios indescritíveis. Mas algo se alterará nessa guerra do século xIv entre dois reinos africanos se, no eterno retorno, se vier a repetir um número incalculável de vezes? Sem dúvida que sim: passará a erguer-se como um bloco perdurável cuja estupidez não terá remissão.
Se a Revolução Francesa se repetisse eternamente, a historiografia francesa orgulhar-se-ia com certeza menos do seu Robespierre. Mas, como se refere a algo que nunca mais voltará, esses anos sangrentos reduzem-se hoje apenas a palavras, teorias, discussões, mais leves do que penas, algo que já não aterroriza ninguém. Há uma enorme diferença entre um Robespierre que apareceu uma única vez na história e um Robespierre que eternamente voltasse para cortar a cabeça aos franceses.
Digamos, portanto, que a ideia do eterno retorno designa uma perspectiva em que as coisas não nos aparecem como é costume, porque nos aparecem sem a circunstância atenuante da sua fugacidade. Essa  circunstância atenuante impede-nos, com efeito, de pronunciar um veredicto. 
Poderá condenar-se o que é efémero? As nuvens alaranjadas do poente iluminam tudo com o encanto da nostalgia; mesmo a guilhotina.
Não há muito, eu próprio me defrontei com o facto: parece incrível mas, ao  folhear um livro sobre Hitler, comovi-me com algumas das suas fotografias;  faziam-me lembrar a minha infância passada durante á guerra; diversas  essoas da  minha família morreram nos campos de concentração dos nazis; mas o que eram essas mortes comparadas com uma fotografia de Hitler que me fazia lembrar um tempo perdido da minha vida, um tempo que nunca mais há-de voltar?  Esta minha reconciliação com Hitler deixa entrever a profunda perversão inerente a ao 
mundo fundado essencialmente sobre a inexistência de  retorno, porque nesse mundo tudo se encontra previamente perdoado e tudo é, portanto, cinicamente permitido.
2
Se cada segundo da nossa vida tiver de se repetir um número infinito de vezes, ficamos pregados à eternidade como Jesus Cristo à cruz. 
Que ideia atroz! No mundo do eterno retorno, todos os gestos têm o peso de uma insustentável responsabilidade. Era o que fazia Nietzsche dizer que a ideia do eterno retorno é o fardo mais pesado.  Se o eterno retorno é o fardo mais pesado, então, sobre tal pano de fundo, as nossas vidas podem recortar-se em toda a sua esplêndida leveza. Mas, na verdade, será o peso atroz e a leveza bela?  O fardo mais pesado esmaga-nos, verga-nos, comprime-nos contra o solo. Mas, na  poesia amorosa de todos os séculos, a mulher sempre desejou receber o fardo do corpo masculino. Portanto, o fardo mais pesado é também, ao mesmo tempo, a imagem do momento mais intenso de  realização de uma vida. 
Quanto mais pesado for o fardo, mais próxima da terra se encontra a nossa vida e mais real e verdadeira é. 
Em contrapartida, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, fá-lo voar, afastar-se da terra, do ser terrestre, torna-o semi-real e os seus movimentos tão livres quanto insignificantes. Que escolher, então? O peso ou a leveza?  Foi a questão com que se debateu Parménides, no século VI antes de Cristo. Para ele, o universo estava dividido em pares de contrários: luz-sombra; espesso-fino; quente-frio; ser-não ser. Considerava que um dos pólos da contradição era positivo (o claro, o quente, o fino, o ser) e o outro, negativo.  
Esta divisão em pólos positivos e negativos pode parecer de uma facilidade pueril. Excepto num caso: o que é positivo: o peso ou a leveza? 
Parménides respondia que o leve é positivo e o pesado, negativo. Tinha razão ou não? O problema é esse. Mas uma coisa é certa: a contradição pesado-leve é a mais misteriosa e ambígua de todas as contradições.

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publicado às 20:44

Crónica dos bons malandros

por Maria Teixeira Alves, em 25.10.11

 

 

 Paulo Campos: "Onde é que está o desvario com as PPP?"

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publicado às 18:16

Também aqui o destino chama-se play-off!

por António Canavarro, em 25.10.11

 

Pedro Passos Coelho disse hoje que "o destino de Portugal não está decidido" e que "o nosso caminho ainda está por escrever". Pois é, também aqui, estamos no Play-off!

 


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publicado às 15:04




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