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Não foi para mim novidade o pensamento do Papa Bento XVI sobre o preservativo. Eu sempre deduzi que para a Igreja, como guardiã do valor da vida e do amor, o problema não era condenar o uso do preservativo em casos extremos, em que uma das pessoas de um casal pode morrer por o outro ter SIDA ou qualquer outra doença sexualmente transmissível. Ou o problema não era o uso do preservativo quando há risco de vida, porque a vida é sempre um bem maior.

A Igreja só não falou mais cedo nisto, porque as pessoas, que estão ávidas que se baixem as armas morais para se libertarem do peso da culpa da sua sexualidade sem alma, iriam (como está a acontecer) aproveitar isso para dizer que o Papa defende o preservativo. Evidentemente que nem a Igreja, nem o Papa, como seu chefe, podem ao mesmo tempo defender a vida e uma medida anti-vida, como o é o preservativo. O Papa não defende o uso do preservativo como regra da sexualidade, defende-o quando há risco de vida.... o que é totalmente diferente.

 

Aliás no seu livro, Bento XVI acaba por revelar que "as pessoas não vêem na sexualidade a expressão do seu amor, mas apenas uma espécie de droga”. O que demonstra uma grande lucidez sobre a vida quotidiana nos dias de hoje.

 

Bento XVI defende a "camisinha" para proteger a vida, ao mesmo tempo que assume a luta contra a banalização da sexualidade, que diz, "é parte do grande esforço para que a sexualidade seja valorizada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade".

 

Brilhante Bento XVI!

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publicado às 01:12

O panfleto ideológico

por Maria Teixeira Alves, em 20.11.10

Emana de Inside Job um tal moralismo popularucho, fácil e óbvio, que o filme de Charles Ferguson mais parece um panfleto ideológico de esquerda. E mesmo assim entra num beco sem saída, quando ao tentar ser isento e pôr no banco dos réus os republicanos e os democratas (os republicanos mais que os democratas, note-se) acaba por ir parar a defensor da Europa. Ora a Europa também está como está, pelo que não serve de exaltação a ninguém.

Podemos começar por perguntar onde é que estava Charles Ferguson, quando os produtos financeiros sofisticados eram a estrela cadente do sistema financeiro e davam milhões? É que é muito fácil ser Cassandra depois do 'desaire', ou numa versão mais senso comum, os melhores prognósticos são sempre no fim do jogo. Gostava de dizer a Charles Ferguson, que põe na voz off de Matt Damon as perguntas tendenciosas aos agentes da "crise do subprime", que era uma prática de boa gestão os investimentos em activos terem como "rede" a aposta na queda desses activos. Essa era uma forma de minimizar o risco. Apostava-se num movimento e no seu contrário. O que não é forçosamente o mesmo que dizer que os banqueiros, qual bando de malfeitores, enganavam os clientes quando vendiam um activo e apostavam na sua queda. Há os que enganaram e os que não enganaram. Depois faltou no filme, explicar a filosofia inerente ao subprime: foi uma ideologia barata de esquerda (semelhante à desta fita) que pôs os bancos a emprestar dinheiro a todos os americanos, ainda que pudessem não ter dinheiro. Uma filosofia bem intencionada, de igualdade de oportunidades, defendida por Clinton que consistia em criar condições para que cada americano tivesse uma casa. Pois bem, com a ajuda de Alan Greenspan, e da flexibilização das regras para dar impulso à criatividade financeira, vista então como uma benesse, criou-se o crédito de alto risco "subprime". Alto risco, logo alta rentabilidade. Ninguém se lembrou, no filme, de perguntar se os clientes "enganados", na altura queriam investir em produtos conservadores de baixo rendimento? O mais provável é que não se contentassem com juros de um depósito a prazo, clientes tanto particulares como instituicionais, como os fundos de pensões de que fala o filme.

Ferguson surge aqui como a Leni Reifenstahl de um sistema político por inventar, aquele em que os pobres são santos e os ricos malditos malfeitores. Maniqueísta q.b. Inside Job é uma maçadoria, confusa, e quem não está dentro dos meandros da crise, ou familiarizado com a linguagem dos Crédit Default Swaps, derivados OTC, securitização de crédito, etc, fica sem perceber nada sobre a crise de 2008 e que dura até hoje. O realizador mistura tráfico de armas, ostentação, bónus de gestores, com boom imobiliário, créditos NINJA, enfim... uma perfeita confusão. Claro que não quero com isto dizer que a corrupção não justifica muito do que se passou no mundo a partir de 2008. Claro que sim. Sobretudo a corrupção do tráfego de influência que pôs banqueiros e políticos numa aliança de poder em todo o mundo. Claro que a ambição e a vaidade, inerentes à natureza humana, foram achas numa fogueira que o tempo e o sistema foi alimentando. Mas é preciso dizer que o sistema não permitia que os banqueiros ficassem à margem da sofisticação financeira. Vicissitudes de um capitalismo popular e disseminado. O que acontecia a um CEO que ganhasse em lucros metade do banco concorrente, apenas porque se recusava a investir em produtos financeiros alavancados e de alto risco? Era destituído pelos accionistas, que buscam apenas o dividendo anual.

Inside Job é um mau documentário e um mau filme.

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publicado às 03:19

Eles nem para eles têm, quanto mais para nós....

por Maria Teixeira Alves, em 19.11.10

Cavaco Silva agradeceu hoje a Barack Obama a visita do Presidente dos Estados Unidos a Portugal, tendo aproveitado para lamentar o baixo volume de investimento e importações dos EUA em Portugal.

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publicado às 15:23

Exportar má fama

por Maria Teixeira Alves, em 19.11.10

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publicado às 13:38

Piadinha do Inimigo Público

por Maria Teixeira Alves, em 19.11.10

"Ricardo Salgado defende que bancos sejam considerados instituições de Solidariedade Social pois afinal de contas emprestam dinheiro aos portugueses" (...) "Concordo que as instituições de solidariedade sejam isentas de impostos, mas é preciso incluir os bancos! A santa Casa lucra todas as semanas mais com o Euromilhões que o BES lucrou com a venda da Vivo!"

Não está mal visto, não senhor!

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publicado às 13:25

A moda para estúpidos

por Maria Teixeira Alves, em 18.11.10

 

Só me deu vontade de rir a notícia de que a empresa espanhola que vende as pulseiras do equilíbrio, que se tornaram uma praga no Verão passado, foi multada em 15 mil euros pela Junta da Andaluzia por «publicidade enganosa». De acordo com o El Mundo online, uma associação de consumidores espanhola denunciou a empresa à justiça por enganar os compradores com promessas que depois o produto não cumpre. Consideram que as propriedades «quase milagrosas» que se atribuem à pulseira são fraudulentas.

Não me cansei de dizer a amigos que esta pulseira do equilíbrio era uma treta e custava os olhos da cara. Mas ninguém pára a carneirada.

Quem não pensa pela sua cabeça, não pensa. Assim é com as pulseiras fraudulentas, como com as ideias fraudulentas que nos impingem e nós absorvemos sem contestar. Por isso estamos onde estamos.

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publicado às 14:47

Reavaliações

por Maria Teixeira Alves, em 15.11.10
Notícia do Diário Económico: "Governo reavalia modelo de financiamento da Estradas de Portugal". Já agora podia também reavaliar os concursos público, os modelos de adjudicação das obras públicas, os custos dessas obras.... E de repente lembrei-me de dizer outra coisa, que (atenção) não tem nada a ver com a sentença anterior... lembrei-me de dizer que há vida para lá da Mota Engil.

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publicado às 15:38

Eu voto no Laurent

por Maria Teixeira Alves, em 15.11.10
A propósito da campanha pelo voto na Carolina Deslandes, que me chega por todas as vias, e não desfazendo nas qualidades vocais da menina, eu decidi que quero votar no Laurent!!!!

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publicado às 15:26

País à beira do abismo e Sócrates dá um passo em frente

por Maria Teixeira Alves, em 15.11.10

Título do Público de hoje: Obras do TGV começam no início do próximo ano

 

O país estava à beira do abismo, mas Sócrates conseguiu e deu um passo em frente!

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publicado às 15:07

Lágrima fácil

por Maria Teixeira Alves, em 15.11.10

O Senhor do Adeus morreu e logo Ricardo Sá Fernandes chorou em frente às câmaras!

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publicado às 00:20




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