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A Hipocrisia de uma Lei política

por Maria Teixeira Alves, em 11.01.10
Na passada semana a esquerda fez aprovar no Parlamento a instituição do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em nome "da tolerância" e do combate à "discriminação". Como o PS teve medo de perder as eleições não se atreveu a estender a promessa, destas ligações serem equiparadas juridicamente a casais, à adopção de crianças. Digo juridicamente, porque biologicamente não há volta a dar. Estas ligações são ilegítimas à luz da "lei da natureza", apesar de existirem.
Mas claro, uma vez no poder, os senhores governantes socialistas vão tentar uma artimanha, muito típica deste tipo de pessoas, que é permitir que homossexuais que tenham adoptado, possam consagrar legalmente essa maternidade na nova qualidade de casais. Se não vejamos esta pérola: "A lei aprovada na passada sexta-feira vai agora ao debate na especialidade e o PS, pela voz do deputado José Lello, mostrou-se já disponível para encontrar uma formulação que não ponha em causa a situação de homossexuais que tenham já adoptado. Levado à letra, o texto da nova lei pode vir a conflituar com a situação dessas adopções já existentes, caso os adoptantes optarem por formalizar agora o casamento". E "poderemos ter de clarificar o texto, o que pode implicar dar um retoque na redacção do ponto dois do artigo referente à adopção para que não fique a ideia de que se vão coarctar direitos adquiridos", disse José Lello ontem ao PÚBLICO, deixando entender que esta é uma das matérias que podem suscitar a questão da constitucionalidade".
A esquerda, por proposta do PS (e de Sócrates que quer ser o novo Afonso Costa), aprovou uma alteração ao milenar casamento, em nome de uma promessa eleitoral. Hipócritas como são, fingiram que estavam a assegurar que não queriam que estes "casais" adoptassem crianças porque se tratava de uma terceira pessoa. Uma criança e não um adulto.
Sócrates defendia o casamento homossexual em nome da "liberdade da vontade entre dois adultos". Mas veja-se a verdade dos factos: "Poderemos ter de clarificar o texto, o que pode implicar dar um retoque na redacção do ponto dois do artigo referente à adopção para que não fique a ideia de que se vão coarctar direitos adquiridos". Ou seja, vão permitir que homossexuais que tenham adoptado (ilegalmente) possam regularizar a situação. Então onde é que está a coerência meus senhores? Estão a convidar a que os homossexuais, primeiro adoptem e só depois é que se casem. Ou não? Os homossexuais (as) que adoptaram foi porque esconderam a condição sexual, pelo que violaram a lei.
Mais, o governo prepara-se para criar condições de procriação artificial, para homossexuais (mulheres). Ora com o tamanho do nosso país, em três gerações temos incesto involuntário de embarda. Irmãos que casam com irmãos, filhos com pais. Mas mais uma vez as pessoas são míopes... não vêem ao longe!
Outro ponto importante. O casamento entre homossexuais tem um cariz simbólico. Para estes que sofrem com a sua condição (a sua libido, por alguma falha, foi desenvolvida em contradição com o seu corpo), esta é uma forma de relativizar a verdade que os esmaga: a lei natural da heterossexualidade. O desejo (libido) foi criado com a função de atrair os sexos diferentes com vista à procriação, e assim assegurar a continuidade da espécie. Essa verdade biológica é a verdadeira razão das angústias que assolam os homossexuais. A sociedade é meramente um bode expiatório do seu sofrimento.
Não restam dúvidas que esta lei que foi aprovada no Parlamento tem a missão de instituir a relativização da heterossexualidade, retirando-lhe um estatuto de regra, para a reduzir a mera opção. Ora, é caso para se dizer, que a lei está em contradição com a biologia. Mas esta é sempre soberana.
O uso de crianças para confirmar esta verdade fabricada é tão mais irresponsável e grave, quanto se pensa que a homossexualidade não é inata em si, e resulta de vulnerabilidades ao meio externo. Ninguém sabe a influência que têm os progenitores, ou as figuras substitutas, na evolução da libido, mas vêm falar de "bem para as crianças". Como dizem os psicólogos sem medo das pressões políticas e culturais: "A Homossexualidade tem na face interna dos seus disfarces a etiqueta da psicose, quer dizer, de algo mais grave que a neurose comum de que somos todos feitos". E ainda "todos os homossexuais, masculinos ou femininos são portadores de um núcleo psicótico que os entristece. Na verdade, escondida por baixo de sua alegria pueril, há uma tristeza de quem acha que o que não tem remédio, remediado está. Só que isso não é verdade. Há tratamento para os homossexuais na psicanálise, desde que o queiram. Isto vale mais, em termos de ajuda, que a institucionalização do desvio evolutivo da libido pela admissão de que existe um terceiro sexo".

publicado às 05:18


7 comentários

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De Random Person a 03.03.2010 às 16:48

Cara autora:
Acho muitas das suas opiniões redutoras insultuosas, e até ignorantes nalguns aspectos:
Começo por:
-"Para estes que sofrem com a sua condição (a sua libido, por alguma falha, foi desenvolvida em contradição com o seu corpo)"
Gostaria de lhe informar que a Homossexualidade não é uma doença nem uma "falha" como lhe chama. É sim uma condição presente na Natureza (por favor tenha a amabilidade de pesquisar sobre isso)
-"O desejo (libido) foi criado com a função de atrair os sexos diferentes com vista à procriação, e assim assegurar a continuidade da espécie"
Se fala no libido como a função de atrair os sexos diferentes com vista a procriação, então explique-me porque reprimimos esta atracção por outros parceiros depois do casamento? Não é natural reprimir um impulso de procriação...
Vai dizer-me que também concorda que a família também só serve para procriar?
-"(...)instituir a relativização da heterossexualidade, retirando-lhe um estatuto de regra, para a reduzir a mera opção."
Cara autora, lamento informa-la mais uma vez que a sua base cientifica está profundamente errada! Diga-me? (assumindo que é heterossexual pelo seu discurso), escolheu ser Heterossexual? Teve escolha no assunto? Se sim, por favor contacte-me pois poderei ganhar o prémio Nobel da Medicina com essa descoberta!
Com toda a minha Ironia quero mostrar a minha revolta contra estes dogmas e barbaridades. Uma pessoa tem de ter os mesmos direitos que o seu próximo, custe o que custar. A isso chama-se liberdade e igualdade. Sem isso, a democracia é uma palavra vazia !
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De Maria Teixeira Alves a 04.03.2010 às 14:30

Eu não acho que a homossexualidade seja uma escolha.
Diga-me o que é a homossexualidade? Acha que alguém nasce homossexual? Acha que é uma caracteristica? Uma raça? Uma espécie? Acha que o corpo de um homem tem algum órgão criado para receber o órgão de outro homem? Acha que a anatomia prova que a homossexualidade é uma alternativa à heterossexualidade? Não acha que o desejo é como a fome ou a sede?
Vou-lhe fazer outra pergunta. Acha que o vício do cigarro é uma doença, ou uma opção alimentar? Qual é a diferença entre o desejo de fumar e o desejo de comer ou de beber? A diferença é que um bébé quando nasce, nasce com a fome e com a sede.
Não tenham medo da palavra doença, e se tiverem medo, dêem-lhe outro nome que descreva o "distúrbio" da vontade.
Eu já ouvi psiquiatras dizer que o pior que se fez aos homossexuais foi retirar a homossexualidade da categoria de "doença". Não os ajudou nada. Mas enfim.
Eu pensei muito nisto e cheguei à unica conclusão: se a homossexualidade não fosse uma sexualidade exclusivamente mental, então a anatomia reflectiria essa opção sexual. Desculpe, não quis ofender nenhum homossexual. Não sou homossexual, mas conheço muito bem quem o é. E como diria Shakespeare, há mais coisas entre o céu e a terra do que a vossa vã filosofia pode explicar.
Eu sou livre de dizer que a homossexualidade é um sofrimento para toda a gente, mesmo quando se esconde atrás de alegrias técnicas, representadas por arco-íris.
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De Random Person a 04.03.2010 às 18:54

Sim, nasce com a pessoa, e se a cara autora (com os demais 90% dos Portugueses), falasse de coisas das quais realmente percebe, saberia que há estudos que demonstram que a sexualidade é definida dentro do útero materno consoante o nível de testosterona do feto.
Pondo isto, e pegando no seu exemplo (que se o desejo é como a fome e a sede) acha que alguém pode resistir a esse desejo? Era capaz de ser feliz vivendo em castidade pela simples razão da sua sexualidade não ser aceite pela sociedade?
Eu também não sou homossexual (como se isso contribuísse para a validade do argumento -.-'), mas repudia-me o facto de haverem pessoas a serem condenadas e excluídas dos seus direitos por algo que não escolheram.
Mais lhe digo: Se a homossexualidade é um sofrimento para toda a gente é porque existem pessoas como você que fazem a vida destas pessoas um autentico pesadelo
Vou dar-lhe um exemplo...
Conhece o nome Alan Turing? não? E se eu lhe disser que foi o pai de todos os computadores, que criou todos os modelos matemáticos que permitiram a evolução da sociedade? que construiu uma máquina que ajudou os aliados a ganhar a 2a guerra mundial?
Sabe porque e que não conhece essa pessoa? Soube-se que era homossexual, foi castrado quimicamente após a guerra, e suicidou-se devido ao aparecimento de seios.
É isto que acontece quando pessoas como a senhora espalham o vosso veneno contra a liberdade... Tomei a liberdade de procurar e vi que escreve para um blog social democrata... mas de Democracia e liberdade, lamento dizer, não percebe nada...
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De Maria Teixeira Alves a 05.03.2010 às 03:23

Esses estudos de que fala onde estão? É que um psiquiatra do Júlio de Matos disse precisamente o contrário, recentemente. Disse que nunca se tinha encontrado nenhum sinal genético para a homossexualidade masculina. Mais, disse que quando os homossexuais queriam, a cura era possível, desde que quisessem. Aliás até há pouco tempo a comunidade médica, de psiquiatras, tinha no seu parecer que a homossexualidade não era doença, a não ser quando a pessoa sofria com isso e a queria reverter. Mas por pressões do lobby gay, mudaram. Mais, eu acho que estamos na pré-história das doenças mentais, não há cura para depressões (as pessoas ainda se suicidam), não há cura para a anorexia, as pessoas morrem com anorexia. Pelo que não acredito muito na teoria que é politicamente correcto defender. Acho que essa teoria deve muito à incapacidade de resposta da psiquiatria aos imensos homossexuais que não o querem ser. Eu conheço psiquiatras em grandes Hospitais que dizem que os maiores doentes deles são homossexuais.
Eu acho que a homossexualidade não nasce com a pessoa (e se nascesse deixava de ser doença, para ser deficiência, ou seja continuava a não ser a lei da natureza). Eu acho que o que pode nascer com a pessoa é uma propensão para desenvolver determindas "coisas". Por exemplo, sabe-se hoje que é a baixa produção de seretonina (um neurotransmissor considerado a hormona da felicidade, e da auto-estima, produzida no cérebro) que é responsável pela propensão a depressões e a vicios - há pessoas que nascem com menos que outros. Mas não quer dizer que seja inevitável que quem tenha mais propensão venha mesmo a ter depressões, depende sempre do meio ambiente e das circunstâncias que envolvem a pessoa.
Acho que o Sérgio está a embuido desta tendência dominante, aquilo que eu chamo da miopia da democracia. Democracia não é uniformizar as opiniões, nem tentar insultar quem pensa de maneira diferente, com argumentos perfeitamente válidos. Tenho imensa pena que não consiga separar o trigo do joio, e achar que, por eu ser Absolutamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo (e como sou socióloga de formação, tenho argumentos sustentados para essa minha tese); e por achar que o melhor para a humanidade era que ninguém fosse homossexual; logo "persigo" homossexuais. É nas ideias feitas, que não podem ser rebatidas, que está a asfixia democrática. A ridicularização de quem pensa de maneira diferente, para calar opiniões dissonantes é um método muito socrático, diria eu, mas deste Sócrates que temos cá por casa, não do outro, da antiga Grécia. Porque esse defendia precisamente que não déssemos por certo nenhum conceito, nem nenhuma certeza, só assim poderíamos chegar ao conhecimento.
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De Maria Teixeira Alves a 05.03.2010 às 03:29

o meu mail é mariateixeiraalves@gmail.com ou o do jornal é maria.alves@economico.pt
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De Maria Teixeira Alves a 05.03.2010 às 03:42

Queria também dizer-lhe que a castidade não é uma imposição, é uma escolha. E que é possível.
E que nenhum homossexual é discriminado em lado nenhum, nem na sociedade, nem nos meios profissionais, nem na política. Por serem homossexuais não vivem em condições precárias, etc. Isso é uma mentira, é uma estratégia de vitimização, usada para se "vingarem da norma da heterossexualidade".
O que eu tenho visto é que os defensores da homossexualidade (que normalmente não o são - é engraçado que querem para os outros o que não querem para eles) quando falam de tolerância e de discriminação, só falam de homossexuais, porque lhes dá jeito defenderem um grupo que sempre lhes pode dar empregos ou acesso a outro tipo de oportunidades. Mas em regra discriminam tudo o resto (a idade, as mulheres, as classes sociais), tudo menos os homossexuais (e claro as doenças mentais).
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De Inês Meneses a 13.02.2011 às 17:37

Coitadinha da Maria. E coitadinho do jornalismo nacional, em tão informadas e brilhantes mãos.

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