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A realidade numa imagem

por António Canavarro, em 11.08.18

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publicado às 14:45

Uma questão de leituras...

por António Canavarro, em 02.08.18

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 Se Robles lê-se Sófocles em vez de Marx não teria dissabores.

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publicado às 12:09

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A propósito das inúmeras insinuações que por aí pululam sobre alegados "interesses escondidos" por detrás da notícia do Jornal Económico sobre Ricardo Robles e que culminou com a sua demissão de vereador da CML, lembrei-me de uma história do Independente. 

Miguel Esteves Cardoso era diretor do jornal quando, a propósito de uma notícia sobre o então presidente de Angola, recebeu uma carta de uma das filhas, não me lembro se seria a Isabel, a acusar o Independente de estar ao serviço de interesses escondidos contra José Eduardo dos Santos, a acusar o jornal de perseguição ao pai dela, and so on...

Miguel Esteves Cardoso brilhantemente respondeu numa nota de redação que acompanhou a publicação da carta: "Fomos apanhados!".

É o que apetece responder agora, porque aos desconfiados não vale a pena contrariar. Vão continuar a desconfiar e ainda usam as justificações que são dadas a seu favor.

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publicado às 01:19

Sem comentários

por António Canavarro, em 31.07.18

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publicado às 17:16

A mulher de César: uma nota sobre o "Caso Robles".

por António Canavarro, em 30.07.18

Tenho estado ausente. Estou de mudanças, pelo que estou longe de estar actualizado com o que se passa por aí. Até ontem, quando comprei, pela primeira vez, a versão em papel do Diário de Notícias, desconhecia por completo "o caso Robles".

Não vou perder tempo com a situação, porém como acabo de saber da sua intenção de renunciar ao cargo de vereador na autarquia da capital, eu acho que faz bem, já que me faz lembrar a velha máxima de Júlio César: "À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta".

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publicado às 14:32

Ricardo Robles do Bloco de Esquerda, vereador da Câmara de Lisboa, é um empresário do imobiliário (notícia revelada pelo jornal onde trabalho). Mas é o mesmo Robles que em discurso exaltado diz que "orgulhamos-nos do 25 de Abril e do que se passou a seguir ao 25 de Abril, naqueles 11 meses, orgulhamos-nos das ocupações, orgulhamos-nos das nacionalizações, orgulhamos-nos das cooperativas de habitação, orgulhamos-nos da reforma agrária".

Ora este seguidor do PREC, devia dar os seus bens para a "cooperativa". Será que o Estado pode ocupar o seu património, a começar pelo prédio que era da Segurança Social e recuperou multiplicando por seis vezes o seu investimento (dele, da irmã, dos pais e do periquito, não interessa)?

É que estes meninos que defendem o PREC deviam ser os primeiros a viver como franciscanos e a ceder o património ao Estado, para "cooperativas de habitação", não?

Eu como defensora da propriedade privada, do lucro e do capitalismo, defendo até o direito ao Robles ter comprado um prédio velho em hasta pública (desde que a hasta tenha sido mesmo pública), tenha investido na recuperação e o venda por 5 ou 6 milhões se conseguir. Eu defendo esse direito dele. Ele pelos vistos não o defende.

A coerência é cada vez mais um luxo, que só as pessoas verdadeiramente de bem se podem orgulhar.

P.S. O pior que aconteceu a Portugal foi o PREC, que derreteu todo o capital acumulado ao longo de gerações. Devemos ao PREC o endividamento privado do país, o facto de as grandes empresas serem hoje quase todas detidas por estrangeiros, devemos a incultura e impreparação das nossas elites e devemos até a queda aparatosa do BES e do GES. Um país que não tem commodities, e que deixou de ter capital acumulado ao longo das gerações (e basta olhar para os nossos palácios e casas apalaçadas para sabermos que o país já foi rico) é um país condenado à pobreza e ao endividamento. Ninguém ganhou com isso. O Estado não se tornou mais rico. A maioria das empresas públicas foram colossos de prejuízos.

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publicado às 15:10

Marcelo foi infantil, superficial, soberbo e absurdo. Foi superficial quando trouxe o tema do vinho da Madeira para a conversa, como que a querer situar o seu interlocutor na importância de Portugal na história dos Estados Unidos. Foi infantil quando trouxe o tema Ronaldo para a conversa, como quem traz na lapela uma medalha de honra. Foi soberbo quando reagiu à piada de Trump (que esteve bem em entrar no tom jocoso, uma vez que Marcelo não levou temas sérios para a conferência de imprensa) querendo insinuar que a política portuguesa é que é a sério ao contrário da norte-americana, e foi absurdo (e isto foi mesmo o pior) quando fez questão de dizer em conferência de imprensa que tinha estado com Putin e que este lhe mandara cumprimentos (como se o presidente russo precisasse de Marcelo para enviar cumprimentos a Trump), claramente a pôr-se em bicos de pés entre dois gigantes mundiais.

Via-se claramente que Marcelo se esforçou para se tornar importante aos olhos Trump, o que é uma reação típica de quem não é. 

Resta a  Marcelo a interpretação favorável que se fez cá no burgo. Marcelo em Portugal foi aplaudido e elevado em ombros pela sua prestação na conferência de imprensa com Trump (o que é um sinal de como Portugal vive numa espécie de Caverna de Platão, que toma as sombras pela realidade). 

Vejam a conferência de imprensa do Primeiro-Ministro holandês Mark Rutte com Trump que se seguiu e comparem a postura e maturidade do chefe de Governo da Holanda com a do nosso chefe de Estado.

P.S. Só o penteado de Trump (o que é que o senhor fez ao cabelo?) no encontro com Mark Rutte retira seriedade ao momento. 

 

 

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publicado às 00:39

Bruno de Carvalho e o paradigma de como a vaidade mata

por Maria Teixeira Alves, em 27.06.18

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A Agustina disse uma vez que o reconhecimento social deve começar com um duelo. Bruno de Carvalho começou a sua presidência do Sporting com um duelo: contratou o treinador estrela do clube rival: Jorge Jesus. Enfrentando ventos e marés (vindo mesmo dos sportinguistas, o que não se compreende).

Começou bem e foi um presidente bom para o clube quando com coragem denunciou o caso dos vouchers do Benfica aos árbitros. Foi uma pedrada no charco num clube de meias tintas que já ia em sétimo lugar.

Com a ajuda de José Maria Ricciardi reestruturou a dívida do clube e conseguiu meios para construir um plantel de primeira água.

Fez muitas outras coisas excelentes que agora não vou enumerar (ao nível das outras modalidades e não só), e apesar de tudo quando saiu deixa o Sporting num honroso 3º lugar que podia ter sido um segundo lugar ou mesmo um primeiro.

Mas, a vaidade assolou-o e a coragem que foi crucial para pôr o Sporting nos lugares cimeiros, acabou por o levar à morte e à ruina do clube. A coragem transformou-se em agressividade, virou um pistoleiro sem lei, sucumbiu à luta de classes, e a luta de classes é sempre a revelação de certo ressabiamento desagaradável (seja em que direção for essa luta de classes). 

Não foi sensato, punha-se em desabafos infantis no Facebook. atacou jogadores (mesmo que tivesse razões de queixa, a roupa suja lava-se em casa), com isto faltou ao respeito ao melhor ativo do clube.

Bruno de Carvalho demonstrou não ser inteligente, nem ter maturidade para lidar com as adversidades. Não se pode ser presidente de um clube sem estar preparado para ataques vindos às vezes da própria família. A mágoa não pode toldar o pensamento. Faltou-lhe a inteligência emocional (na definição de Daniel Goleman). Atacou de forma grosseira os jornalistas, mas depois não vive sem eles.

Depois há palavras que matam e uma vez proferidas são irreversíveis. Bruno de Carvalho não sabe isso. Foi pena. Tenho a certeza que não faltou quem tivesse tentado refrear a testoterona, e travar as considerações ridiculas (com desabafos e referências à sua vida pessoal, mas quem é que queria saber disso?) e ressabiadas. Mas não se pode pedir o que não está na sua natureza dar. 

Muitas vezes apetecia dizer-lhe "Bruno, menos, menos".

Sai derrotado e perde até os créditos para no futuro, quando for mais velho, voltar à carga. 

Espero que o Sporting volte um dia à ribalta, mas desta vez com alguém que consiga liderar com coragem sem sucumbir à vaidade.

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publicado às 01:40

Mortos vivos, mas vitoriosos.

por António Canavarro, em 20.06.18

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Ver Portugal a jogar à bola é um sofrimento atroz. Não é possível ver tantos "zoobies" a tentarem jogar à bola. Faz mesmo lembrar um sucesso televisivo: The Walking Dead.

Não fora, o Cristiano Ronaldo a marcar e o Rui Patrício com uma defesa fenomenal, o caldo estava entornado e, para mim, o resultado é bom mas injusto!

Assim não vamos longe.

 

P.S. - A primeira fase de qualificação no Europeu de França, que acabaríamos por ganhar, também não foi famosa.

Será isto um prenuncio que o país, lá para Julho, entrará em euforia?

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publicado às 16:28

Ricardo Paes Mamede não gosta de Juncker e eu também não

por Maria Teixeira Alves, em 01.06.18

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Ricardo Paes Mamede, falava no programa 360º da RTP 3: "Itália é o único país da União Europeia que teve saldos primários positivos nos últimos 23 anos, desde 1995 (com excepção de 2009 quando houve a grande crise, mas mesmo assim teve saldos primários mais elevados). Os saldos primários (receitas-despesa (sem juros)) de Itália são 5 vezes acima da média da UE. Se há país que fez um esforço hercúleo para reduzir a sua dívida foi a Itália, à custa do crescimento do PIB. Itália tem o PIB praticamente estagnado. É o único país da UE que reduziu o PIB per capita em termos reais, desde a entrada em vigor do euro (Portugal ficou praticamente ela por ela)".

Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, disse hoje um disparate, lembrou o economista: "o problema é de itália, acabem com corrupão".A frase foi: "Mais trabalho, seriedade e menos corrupção". Isto apesar Juncker ter estado envolvido com o escândalo dos acordos fiscais secretos no Luxemburgo,quando era primeiro-ministro, que permitiram a várias multinacionais poupar milhões em impostos.Mas, lembra Paes Mamede, Itália cumpriu o que a UE lhe pediu, e o resultado está à vista: tem um terço da juventude desempregada; tem uma taxa de desemprego de 10% há muitos anos. Isto apesar da industria ter sido toda privatizada em Itália. 

O Itália beneficou de juros mais baixos, mas é um país que não tem onde investir e a procura interna está a comprimir-se.

O problema está na arquitetura do funcionamento da União Europeia, disse Paes Mamede.

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publicado às 22:34



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