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E agora que se cante o fado.

por António Canavarro, em 15.05.17

 

Não há nada mais português de que o fado. Destino, saudade são algumas possíveis adjectivações. Mas a realidade – já passaram dois dias deste acontecimento histórico – é esta: realizar uma edição do festival da Eurovisão custa uma pipa de massa! Algo que nunca esteve numa folha de encargos da troika: Portugal a vencer este festival certamente só em sonhos!

Os manos Sobrais deram a volta ao texto, e que texto. Juntaram-lhe som, e que som. E a Europa rendeu-se! Todos: os cultos e a populaça (a do tele-voto) deram-lhes a merecida vitória. Porém, agora a cantiga é outra. É um fado. Mas também destes fados somos especialistas: somos bons a realizar eventos. Foi assim em 1998, foi assim em 2004 e foi assim no centenário de Fátima. Os milhões que se lixem, a geringonça há-de pensar num reforço da taxa da televisão!

 

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publicado às 18:35
editado por Maria Teixeira Alves às 19:48

Quatro notas a propósito do festival da Eurovisão

por António Canavarro, em 09.05.17

 

1| Gosto de música, sempre gostei. Gosto de música, mesmo não sabendo cantar, da mesma forma que gosto de pintar, e, no meu caso em particular, de me expor. A exposição ao outro, seja nas artes plásticas, na música ou na literatura é razão de existência, porque, como escreveu o filósofo personalista Jean Lacroix, “o que torna público é o olhar”, acrescentando: “Um museu é público porque nele os quadros podem ser visto por todos”. Dito de outra forma: as grandes obras da arte mundial, seja uma Mona Lisa, um trabalho de Picasso ou outro só tem essa adjectivação porque são vistos até à exaustão. Em suma: são uma realidade! E o “real”, como defendia Kierkegaard, só existe porque nos interessa. Assim, e como“experimentamos um sentimento”, “(…) qualquer sentimento é sentimento de realidade”.

 

2| A relação entre o privado e o público é complexa, e tem “insondáveis” nuances. E é uma discussão que tem barbas.

Hoje o que me leva a escrever também é um “sentimento”, e, principalmente, a esperança que este “sentimento se torne realidade”. Em suma, que Salvador Sobral, com este fantástico “Amar Pelos Dois”, levante, nem seja por uma só vez, bem alto os “sons de Portugal”!

 

3| Claramente que não tenho nada contra este idealismo realista do filósofo e teólogo oitocentista dinamarquês. Porém como sou português, e tenho os pés bem assentes na terra, estou mais próximo do cepticismo de São Tomé. Gosto de “ver para crer”.

 

 

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publicado às 15:01

Portugal no seu melhor

por António Canavarro, em 29.03.17

 

 

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publicado às 19:08

Uma mercadoria

por António Canavarro, em 24.03.17

 

Não sou um grande entusiasta da sua obra, no entanto reconheço que é um marco na literatura portuguesa. Por isso pensar a Agustina Bessa-Luís como uma espécie de mercadoria, e porque não vende é retirada do mercado é digno de um país medíocre como o nosso, vergonhoso!

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publicado às 09:44

Palavras e reacções.

por António Canavarro, em 23.03.17

 

Veio parar às mãos um velho texto escrito por Fernando Pessoa em carne e osso, e onde discorre sobre "O caso mental português".

Neste texto ele analisa a nossa maneira de ser, dizendo que «se fosse preciso usar de uma só palavra para definir o estado presente da mentalidade portuguesa, a palavra seria "provincianismo"».

Por muito que possa custar é preciso admitir que ele tinha razão. Tinha... não! Tem razão! As reacções às infelizes palavras do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, provam-no.

Se a caricatura que fez de nós – portugueses e demais “sulistas” - é infeliz, no fundo da questão há uma verdade incómoda: nós, países do sul – maioritariamente católicos – temos um estar e uma mentalidade diferente dos países do norte, e da sua “genética Calvinista”, como foi bem observado por José Manuel Fernandes. Todos sabemos que culturalmente há diversas "europas"! No entanto, seria bom que o político  holandês tivesse um dia lido de Óscar Wilde, pois saberia que "se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo"!

 

 

 

 

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publicado às 12:07

Haja paciência

por António Canavarro, em 14.03.17

 

Com as noticias dos últimos dias parece que estamos num manhoso filme de série B. Mas não. É a realidade pura e dura, que até dá para rir - não deixa de ser cómico comparar os holandeses com o nazis - mas só se for dos nervos em que esta gentalha - estamos nas mão de reles criaturas que nos (des)governam - nos remetem! Haja paciência

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publicado às 15:38

Os maoistas, Nogueira Pinto e a realidade

por António Canavarro, em 07.03.17

 

Ando demasiado alheado da realidade. Faço-o como atitude terapêutica. Faço o que apetece. Pinto!

Acontece que há dias assim, em que a realidade, tal como um automóvel desgovernado, nos atropela, e foi o que aconteceu, quando li que uma palestra-debate intitulada "Populismo ou democracia? O Brexit, Trump e Le Pen em debate", marcada para hoje, na Universidade Nova de Lisboa, foi cancelada por alegadas ameaças à integridade física ao palestrante, o historiador e politólogo Jaime Nogueira Pinto.

Tal atitude deve-se ao facto da respectiva associação académica ser ter insurgido contra a sua realização, sobe o argumento que se trata de propaganda ideológica dissimulada de cariz inconstitucional".

O visado, um assumido conservador, argumentou de que se tratava de "um acto de intolerância esquerdista".

Quem me segue ou me conhece sabe que não sou conservador. Podia-o ser, no entanto, dirão alguns por conformismo, sempre optei pelo centrismo e pela equidistância. Um “estar” que naturalmente me obriga a condenar vivamente esta atitude, até porque o argumento subentende que o visado é, também ele, um populista. Não, não é! Porque ser “de direita” ou até “de esquerda” não é sinónimo de populismo! Porque, Populismo é precisamente o contrário. Populismo é estar de barriga cheia, como provam estes estudantes, na sua maioria imberbes, que acham que são os donos do mundo, embriagados nas suas ideologias.

Hoje vivemos na mais profunda “agonia do real”, consequência lógica da “virtualização da sociedade”, pelo que este “evento”não é mais do que uma “erupção de auto-afirmação” [Innerarity; 2009]. Aliás é um fenómeno que não é novo e veio para ficar. Foi o que vimos na “gestação” da geringonça, como foi o ouvimos quando Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting Clube de Portugal,  mandou todos os demais clubes “bardamerda”!

 

 

 

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publicado às 15:21

Trocas

por António Canavarro, em 02.03.17

 

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publicado às 12:29

Um grande filme

por António Canavarro, em 25.02.17

 

Ontem vi o último filme de Denzel Washington, Fences (Vedações, em português). É a adaptação de uma peça de teatro de  August Wilson datada de 1987, tendo vencido então o Pulitzer do Teatro.

 

Gostei muito deste filme. Gostei do argumento e em especial a análise fria, dura sobre as relações humanas onde muitas vezes criamos barreiras (vedações) que nos afasta, e nos torna solitários.

Com um elenco particularmente reduzido destaco em particular o desempenho de Viola Davis. Uma verdadeira diva!

Este "Vedações" está longe de ser uma obra prima, mas que me convenceu, lá isso convenceu!

 

 

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publicado às 16:54

Razzie Award ou o outro lado do cinema!

por António Canavarro, em 25.02.17

Porque o cinema tem dois lados fiquem com este. São os piores filmes do ano. São os Razzie Award!

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publicado às 16:41



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