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No país das maravilhas

por António Canavarro, em 24.11.17

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Esta imagem merece muitos comentários mas como estou em vias de me deslocalizar para parte incerta não me apetece escrever mais nada!

 

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publicado às 14:28

Até quando irá durar esta primavera angolana?

por António Canavarro, em 21.11.17

 Quando da eleição de João Lourenço, como terceiro presidente da república angolano, pensei que seria mais do mesmo, mas devo reconhecer, pelo menos por agora, que estava enganado. Assim, e porque sou um verdadeiro democrata, só me resta saber até quando irá durar esta primavera angolana?

Pelo menos os seus primeiro actos tem sido uma golfada de ar fresco num país minado por uma oligarquia familiar. Em Angola, os presos políticos, e demais cidadãos já respiram, e a "Belinha" que se lixe!

 

 

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publicado às 10:49

Olha a robot...

por António Canavarro, em 08.11.17

Ser mulher hoje, e tendo conta os estereótipos que desde a queda do paraíso foi alvo, deve ser um alivio: foram e de forma merecida ganhando direitos, não havendo actualmente, no mundo ocidental, pelo menos no papel, diferenças perante a lei. Eles e elas são iguais para o estado de direito. E assim deveria ser.

 Acontece que o mundo ocidental é uma fracção do planeta. Há pois, povos, geografias, religiões, etc., em que elas ainda vivem na mais profunda das trevas, onde a sua diferenciação com os demais animais é estreita. Muito estreita.

 Assim é com grande estranheza, ou talvez não, que o Web Summit, a ter lugar em Lisboa, recebeu ontem Sophia. Uma mulher robot, nascida em Hong Kong, que no ano passado, em Riad, tornou-se numa cidadã saudita.

Então a robot, muito bem programada, disse estar “orgulhosa e honrada desta tão única distinção”. Disse e muitíssimo bem: “tão única distinção”! Só falta mesmo saber o que pensarão as demais femininas criaturas sauditas a tamanha honra!

 

P.S. - Sempre fui um apreciador das música dos Titãs, um marco do rock brasileiro. Não conhecia, ou pelo menos não me recordava deste tema e pelo visto tão actual. Sem o saber, Arnaldo Antunes  e seus pares estavam com os olhos no século XXI.

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publicado às 11:34

A queda

por António Canavarro, em 06.11.17

Puigdemont-bandera-2.jpg

 

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publicado às 23:36

Uma bela capa

por António Canavarro, em 06.11.17

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Que bela capa:

a) O livro não foi escrito por ele, o que não deve ser novidade.

b) O governo não quer que Marcelo se torne num Cavaco. Não sei o que isso quer dizer.

c) A Rainha Isabel II foi apanhada em novo escândalo offshore. Mas será que a Betty não sabe se uma vez é mau duas é muito pior? e

d)  Dossier sobre a Revolução de Outubro... Tem três entrevistas. Sim três. Ora, como os obreiros desta revolução ao que parece já morreram todos, pergunto se entre os jornalistas deste jornal existem médiuns ... já que lendo a capa é o que parece, andaram a entrevistar fantasmas!

 

P.S. - Se o Tomaz estivesse entre nós, esta capa não escapava ao seu olhar crítico e divertido que sempre me habituou. 

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publicado às 21:54

A fénix de Belém

por António Canavarro, em 18.10.17

 

No outro dia, no meu facebook, escrevi e cito: "Porque será que Portugal rima com fénix? Fónix... Para isto".  E não é que rima? 

Ontem, e de forma a meu ver brilhante, Marcelo Rebelo de Sousa, deu razão a esta criatura mítica. Porque, como o pássaro, que na mitologia, grega sempre morria renascia das próprias cinzas, ele também deu provas de estar bem vivo, e que assim se mantenha. É bom para Portugal e os portugueses!

 

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publicado às 10:35

O povo morre mas é sereno

por António Canavarro, em 17.10.17

fogos.png

Eu era miúdo mas ficaram na memória as palavras do Almirante Pinheiro de Azevedo: "O povo é sereno, isto é só fumaça".

O povo português é demasiado sereno e não é só fumaça. Nos fogos de Pedrogão Grande morreram dezenas de portugueses e em condições horrendas. Este ano arderam milhares de hectares da floresta portuguesa, com prejuízos incalculáveis. Neste domingo o fogo, ou melhor os incendiários - onde se viu um incêndio que deflagrou às duas da manhã?- , matando compatriotas nossos, destruindo fábricas e com consequências sociais e humanas únicas!

A ministra queixa-se que não teve férias! Uma atitude que demonstra, como escreve hoje António Esteves, que ela não tem condições para se manter no cargo: demita-se e vá de férias para bem longe!

Mas o povo é sereno, mesmo quando o povo morre. Na Galiza morreram 4 pessoas e milhares foram para a rua, exigindo "uma mudança na política florestal do Governo Regional da Galiza e a demissão da do presidente regional, Alberto Núñez Feijóo, que acusaram de incompetência na defesa das populações." Por aqui não acontece nada: ou melhor: criam-se contas de solidariedade, fazem-se concertos para angariação de fundos, fundos que ao que parece nem se conhece o rasto.

O povo é sereno. Merda para tanta de serenidade!

 

P.S. - Este mapa, encontrado em https://fogos.pt, é esclarecedor do estado a que nosso país chegou!

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publicado às 11:39

O Zé é que tem razão!

por António Canavarro, em 13.10.17

 

O filósofo José Gil escreveu um brilhante livro / ensaio sobre Portugal e os portugueses, a que deu o nome "Portugal, hoje o medo de existir". Recordo-me lindamente que o livro foi particularmente mal recebido por certas forças, inteligências, à esquerda. Lembro-me, também, da reacção do sociólogo Boaventura Sousa Santos a este livro: ele estava furibundo!.

O livro, editado pela primeira vez em 2004, continua actual. Este medo existencialista, i.e, de profundo receio com os "dias de amanhã" é eterno. Se calhar é da massa que somos feitos.

Escrevo isto, e passados já uns dias sobre a vitória de Portugal contra a Suíça e apuramento para o mundial de futebol a ter lugar na Rússia, depois ter ter visto a molde humana, que enchia os Estádio da Luz" a cantar, no fim do jogo, de pulmões bem cheios, a Portuguesa. Até parecia que tinham já ganho o campeonato. Se calhar até sim, mesmo que sejamos eliminados na primeira ronda. Em suma: por aqui o futuro é sempre uma incógnita. Não era este, também, o espírito dos navegadores portugueses, pois ninguém sabia para onde ia, quando "Deram Mundos ao Mundo", como enfatizou Fernando Pessoa, na Mensagem?

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publicado às 15:51

Quantos laranjinhas existem?

por António Canavarro, em 13.10.17

 Fica uma pergunta existencial, porque sempre fui social-democrata: quantos laranjinhas existem em Portugal?

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publicado às 11:20

Tudo (a)normal!

por António Canavarro, em 12.10.17

 

 

Há por ai muita gente que gosta do Donald Trump. Eu não. Não há nada dele que eu goste. Ou melhor até há: a guerra surda – é a nova versão da Guerra Fria – com o regime da Coreia do Norte. Parece ser uma comédia, mas não sem ponta de graça. Ao menos estamos bem longe desse cenário!

O que parece também ter graça, pois soa a piada de mau gosto, como a Administração Trump já nos habituou,tal como demosntra a notícia de hoje, segundo a qual EUA abandonam a UNESCO, a organização mundial para a protecção do Património Cultural entre outras valias.

A decisão, como se lê no comunicado deve-se ao facto, e passo a citar: “"(…) reflecte as preocupações dos Estados Unidos com o aumento das dívidas na UNESCO, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o preconceito contínuo anti-Israel na UNESCO"

Mas há na UNESCO um “preconceito contínuo anti-Israel na UNESCO"? Não fazia ideia. Se calhar é o mesmo preconceito que Trump tem com as alterações climatéricas demonstradas na sua necessidade de rasgar o Acordo de Paris?

Para ele o património seja cultural ou atmosféricos são para ir para o lixo. Aliás não foi isso mesmo o que fizeram os fundamentalistas do ISIS quando destruíram património da humanidade. Pois é! Portanto qual é a diferença dele dos demais loucos que pairam por ai? Zero! É tudo farinha do mesmo saco e eu não tenho saco para tanta anormalidade!

 

 

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publicado às 15:58



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