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Bons sons #2

por António Canavarro, em 01.09.17

Este som fresco, que vem do nosso antípoda, é a prova que Lorde, o nome artístico da neozelandesa Ella Yelich-O'Connor, não é fruto do acaso. É uma menina que irá dar muito prazer em quem gosta de música! 

 

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publicado às 15:41

A culpa é do Harvey, deixem o Centeno em paz!

por António Canavarro, em 01.09.17

 

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publicado às 15:17

Bons sons

por António Canavarro, em 31.08.17

Esta é porventura umas melhores canções dos últimos tempos. É dosThe National, num registo bem diferente do que nos tem habituado.

Sou um fan desta banda norte-americana.

 

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publicado às 15:47

O rosa, o azul e a Mauvaiseville

por António Canavarro, em 30.08.17

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A propósito desta idiotice, que a Maria já referiu, no seu último post, sobre a igualdade de género que levou à decisão de se retirarem do mercado os cadernos de actividades pré-escolares para eles e para elas, com as cores que definem as suas sexualidades, recordo o meu espanto quando, nas minhas férias de verão passadas na região do Orne, um dos departamentos da Normandia, reparei no facto de uma povoação vizinha do local onde estivemos instalados chamar-se “Mauvaiseville”.

A história é a história, do mesmo modo que a sexualidade das pessoas é aquela com que vieram ao mundo, pelo que, por muito estranho que seja o nome das povoações, não se vai mudar a designação porque num mundo supostamente ideal as pessoas não querem viver numa terra com um nome sui generis, quase grotesco.

Por outro lado, sendo uma terriola francesa, do país que supostamente é o baluarte da liberdade, da igualdade e da fraternidade, o nome mantém-se, evocando algo que desde sempre marca a nossa natureza imperfeita, ou seja, as mais diversas formas de segregação. No caso, como apurei, a “Mauvaiseville” foi criada para pôr os cidadãos da comuna de Argentan, em quarentena.

Por aqui, como já aconteceu, como por exemplo com a Amadora (Porcalhota) ou Constância (Punhete), já se tinha mudado o nome!

Este país adora o politicamente correcto, nem que para tanto tenhamos que maquilhar o óbvio!

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publicado às 16:24

Je suis pas Charlie

por António Canavarro, em 30.08.17

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Da mesma forma que em nome da liberdade de expressão disse aqui que "Je suis Charlie", quando o jornal satírico francês foi atacado por jihadistas, desta revolto-me contra o que acabo de ver na recente edição deste tablóide.

É verdade que não gosto de neonazis, é evidente. Mas a situação que se passa no Texas, fruto da tempestade Harvey, com um número considerável de vitimas e danos materiais, levam-me a dizer "Je suis pas Charlie!"

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publicado às 12:34

 

Ontem a Coreia do Norte lançou um míssil que sobrevoou o Japão. Trata-se de uma situação altamente complexa, e uma clara afronta não só ao direito internacional mas à paz mundial.

Somos de um tempo em que, como descrevia Raymond Aron, a Guerra Fria, tornava o confronto e a paz impossíveis, pelo que esse tempo, cada vez mais saudoso, já que sabíamos como que contávamos - Europa Ocidental nunca cresceu tanto, seja a nível económico e cultural - torna a segurança mundial numa miragem.

Durante a Guerra Fria os actores internacionais, e em particular as potências nucleares, que incluíam também a França, a Inglaterra e a China, eram racionais. As armas nucleares tinham, antes de tudo, uma natureza diplomática, i.e., serviam mais para garantir a paz do que para fazer a guerra, recordando o velho provérbio latino: “Si vis pacem, para bellum” que traduzido quer dizer: "se quer paz, prepare-se para a guerra".

Com a nuclearização da Coreia do Norte entramos num beco sem saída, i.e., não consigo – creio que ninguém o conseguirá – fazer uma leitura das reais intenções do regime. Será um mero instrumento político de dissuasão, como aconteceu durante a Guerra Fria ou será que tem como objectivo atingir “alvos reais”? Por outro lado, e pelo que temos lido, não serão estas armas um brinquedo na mão de um psicopata?

Não sei. Na realidade não sei mesmo. Os soviéticos eram comunistas, mas tinham, como referi, bom senso. Tanto eles, como os ocidentais, sabiam que a guerra nuclear impossibilita, pelos seus efeitos, resultados de “soma zero”, levando à destruição total. Espero, acho que todos esperamos, que isto não seja um mero “fait divers”, tão-somente uma questão de musculatura norte-coreana, como que a dizer à Comunidade Internacional, em particular aos EUA e aos seus países vizinhos, que são também actores na cena internacional, e que como tal devem ser respeitados.

Se as eleições norte-americanas tivessem sido ganhas por uma pessoa moderada, e não Donald Trump, mas trata-se de uma mera conjuntura, será que a situação seria diferente? Não irei responder porque a história é o que é, e Trump é quem governa a maior potência no mundo. No entanto, devo reconhecer que a postura da actual administração norte-americana não é de todo a mais eficaz, porque , e não mais do que uma vez, excede os limites do razoável, tal como aconteceu na sua estupidez em relação ao Tratado de Paris sobre as alterações climatéricas!

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publicado às 14:23

Homenagens

por António Canavarro, em 01.08.17

Ontem, tardiamente, fiquei a saber que Sam Shepard morreu. Entre a sua vasta obra, seja como escritor, dramaturgo e actor, conta o argumento deste grande filme, e para mim o melhor de Wim Wenders, o Paris Texas.

Que homenageio com este grande tema da sua banda sonora, pelo não menos genial Ry Cooder.

A 7ª arte também ficou mais pobre com o desaparecimento da extraordinária actriz francesa Jeanne Moreau, que curiosamente também filmou com o realizador alemão.

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publicado às 10:59

Isto deve ser uma piada... mas não tem nenhuma graça!

por António Canavarro, em 19.07.17

Sanções europeias à Venezuela? Portugal não se opôs porque não houve discussão

Ora bolas. Portugal não se opôs, dizem, porque não houve discussão. Não houve discussão? A história está, como é óbvio, mal contada e não tem mesmo graça nenhuma! Será que em Bruxelas não conhecem a política portuguesa, i.e, que o nosso país não alinhou nas sanções contra o regime venezuelano porque não interessa à esquerda? Não falo propriamente do PS - porque existem socialistas que são democráticos - mas dos seus amiginhos da geringonça. Ou será que há pessoas que se esqueceram que o PCP apoia o MPLA e, em tempos, houve um jovem deputado e actual Presidente da Câmara Municipal de Loures, desse mesmo partido, que tinha duvidas que a a Coreia do Norte não fosse uma democracia?
 
Na política há gente que parece ter graça, e de facto achar que existe democracia em Caracas, Luanda ou no "cu de judas" dá vontade rir. Mas quando lemos que desde Abril já morreram 96 pessoas nos protestos contra o Presidente Nicolás Maduro não tem graça alguma. A nossa esquerda (ou parte dela) deveria de saber que se olharmos de forma diferente somos capazes de melhor entender a realidade, algo que não lhes convém!
 

 

 

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publicado às 12:34

Pastilha de humor

por António Canavarro, em 19.07.17

Costa propõe pacote TV+Net+Siresp+Viagens com a Galp para clientes que optem por operadoras que não pertençam à Altice

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publicado às 10:29

Ventura e Martins...e a liberdade de expressão

por António Canavarro, em 18.07.17

Oscar Wild um dia escreveu: “se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”

 

Cito o poeta, dramaturgo e escritor irlandês porque os últimos tempos o que não falta por ai são frases mal interpretadas. Hoje, como escreve Roberto Calasso, a sociedade é vista “como um emaranhado de opiniões” e de pareceres que, como dizia um pensador grego, Simónides de Quéos”,”viola a verdade”. E, ao que parece, vivemos na ditadura da verdade, i.e., como necessidade de proteger os mais fracos, as minorias. Se falarmos bem delas estamos na crista da onda, caso contrário somos crucifixados na praça pública. Por outro lado, recorrendo ainda a este ensaio de Calasso, é importante sublinhar que “a história do óbvio é a história mais obscura”, e acrescenta: “não há nada mais óbvio do que a opinião”!

 

Qual é então o problema de André Ventura, candidato do PSD/CDS-PP ter dito numa entrevista ao "i"  que "Os ciganos vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado"? Caiu o Carmo e a Trindade. O estrondo teve a mesma amplitude do que as declarações óbvias – para muitos desnecessárias – de um velho médico, Gentil Martins, quando criticou o comportamento de Cristiano Ronaldo quando afirmou que é "degradante" um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer. O mesmo conhecido cirurgião, e a propósito da homossexualidade " disse que se trata de “uma anomalia, um desvio da personalidade". Atitude que levou a que duas médicas apresentassem queixa do médico junto da respectiva Ordem.

 

Em ambos os casos, duas pessoas conectadas com a direita, e portanto estruturalmente conservadoras, terão dito o óbvio. Um criticando uma etnia minoritária, os ciganos, e outro os comportamentos desviantes do nosso melhor jogador de futebol de sempre: de facto não é muito normal que alguém, na legítima vontade de ser pai – o que ninguém o condena – recorra a um processo criticável para o fazer, subentendendo nas entrelinhas que ele o acusa – não obstante de aparece nas revistas cor-de-rosa rodeado de beldades – de ser homossexual.

 

Seja como for, ambos dizem o que uma maioria silenciosa pensa mas não o diz!

 

Do meu ponto de vista, porque também tenho o direito às minhas opiniões, há três pontos que gostaria de destacar: a) o candidato foi infeliz no seu comentário porque pôs no mesmo saco toda uma comunidade, mesmo que a meu ver os ciganos gostem de ter um estatuto próprio numa sociedade que deveria ser inclusiva. Isso é impossível quando os ciganos, como os seus preceitos, são tudo menos inclusivos, e em muito casos são marginais? b) A homossexualidade não é a norma. A norma é a natureza, ou seja, a heterossexualidade. Porém não é verdade que a propósito do que norma e do que é “anormal” que foram cometidos os maiores crimes contra a humanidade. Finalmente, c), não deixa de ser caricato que as reacções estas duas opiniões foram vinculadas pelos partidos situados à esquerda, e nomeadamente o Bloco de Esquerda. Não foram os partidos da esquerda, portanto anti-sistémicos que sempre – e bem, diga-se de passagem – defenderam a liberdade e opinião, tendo sofrido na pele o peso da ditadura? Enfim, a democracia e a sua proximidade ao poder tornou-os amnésicos. Deve ser isto!

 

 

PS. - Exma. Senhora Deputada Catarina Martins e afins, se fosse dos vossos eu faria um projecto lei que obrigasse à alteração de certos provérbios portugueses, proibindo por exemplo aquele que diz "um olho no burro, outro no cigano". Fica a ideia. Ofereço-a de borla.

Cumprimentos democráticos!

 

 

 

 

 

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publicado às 13:06



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