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Isto deve ser uma piada... mas não tem nenhuma graça!

por António Canavarro, em 19.07.17

Sanções europeias à Venezuela? Portugal não se opôs porque não houve discussão

Ora bolas. Portugal não se opôs, dizem, porque não houve discussão. Não houve discussão? A história está, como é óbvio, mal contada e não tem mesmo graça nenhuma! Será que em Bruxelas não conhecem a política portuguesa, i.e, que o nosso país não alinhou nas sanções contra o regime venezuelano porque não interessa à esquerda? Não falo propriamente do PS - porque existem socialistas que são democráticos - mas dos seus amiginhos da geringonça. Ou será que há pessoas que se esqueceram que o PCP apoia o MPLA e, em tempos, houve um jovem deputado e actual Presidente da Câmara Municipal de Loures, desse mesmo partido, que tinha duvidas que a a Coreia do Norte não fosse uma democracia?
 
Na política há gente que parece ter graça, e de facto achar que existe democracia em Caracas, Luanda ou no "cu de judas" dá vontade rir. Mas quando lemos que desde Abril já morreram 96 pessoas nos protestos contra o Presidente Nicolás Maduro não tem graça alguma. A nossa esquerda (ou parte dela) deveria de saber que se olharmos de forma diferente somos capazes de melhor entender a realidade, algo que não lhes convém!
 

 

 

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publicado às 12:34

Pastilha de humor

por António Canavarro, em 19.07.17

Costa propõe pacote TV+Net+Siresp+Viagens com a Galp para clientes que optem por operadoras que não pertençam à Altice

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publicado às 10:29

Ventura e Martins...e a liberdade de expressão

por António Canavarro, em 18.07.17

Oscar Wild um dia escreveu: “se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.”

 

Cito o poeta, dramaturgo e escritor irlandês porque os últimos tempos o que não falta por ai são frases mal interpretadas. Hoje, como escreve Roberto Calasso, a sociedade é vista “como um emaranhado de opiniões” e de pareceres que, como dizia um pensador grego, Simónides de Quéos”,”viola a verdade”. E, ao que parece, vivemos na ditadura da verdade, i.e., como necessidade de proteger os mais fracos, as minorias. Se falarmos bem delas estamos na crista da onda, caso contrário somos crucifixados na praça pública. Por outro lado, recorrendo ainda a este ensaio de Calasso, é importante sublinhar que “a história do óbvio é a história mais obscura”, e acrescenta: “não há nada mais óbvio do que a opinião”!

 

Qual é então o problema de André Ventura, candidato do PSD/CDS-PP ter dito numa entrevista ao "i"  que "Os ciganos vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado"? Caiu o Carmo e a Trindade. O estrondo teve a mesma amplitude do que as declarações óbvias – para muitos desnecessárias – de um velho médico, Gentil Martins, quando criticou o comportamento de Cristiano Ronaldo quando afirmou que é "degradante" um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer. O mesmo conhecido cirurgião, e a propósito da homossexualidade " disse que se trata de “uma anomalia, um desvio da personalidade". Atitude que levou a que duas médicas apresentassem queixa do médico junto da respectiva Ordem.

 

Em ambos os casos, duas pessoas conectadas com a direita, e portanto estruturalmente conservadoras, terão dito o óbvio. Um criticando uma etnia minoritária, os ciganos, e outro os comportamentos desviantes do nosso melhor jogador de futebol de sempre: de facto não é muito normal que alguém, na legítima vontade de ser pai – o que ninguém o condena – recorra a um processo criticável para o fazer, subentendendo nas entrelinhas que ele o acusa – não obstante de aparece nas revistas cor-de-rosa rodeado de beldades – de ser homossexual.

 

Seja como for, ambos dizem o que uma maioria silenciosa pensa mas não o diz!

 

Do meu ponto de vista, porque também tenho o direito às minhas opiniões, há três pontos que gostaria de destacar: a) o candidato foi infeliz no seu comentário porque pôs no mesmo saco toda uma comunidade, mesmo que a meu ver os ciganos gostem de ter um estatuto próprio numa sociedade que deveria ser inclusiva. Isso é impossível quando os ciganos, como os seus preceitos, são tudo menos inclusivos, e em muito casos são marginais? b) A homossexualidade não é a norma. A norma é a natureza, ou seja, a heterossexualidade. Porém não é verdade que a propósito do que norma e do que é “anormal” que foram cometidos os maiores crimes contra a humanidade. Finalmente, c), não deixa de ser caricato que as reacções estas duas opiniões foram vinculadas pelos partidos situados à esquerda, e nomeadamente o Bloco de Esquerda. Não foram os partidos da esquerda, portanto anti-sistémicos que sempre – e bem, diga-se de passagem – defenderam a liberdade e opinião, tendo sofrido na pele o peso da ditadura? Enfim, a democracia e a sua proximidade ao poder tornou-os amnésicos. Deve ser isto!

 

 

PS. - Exma. Senhora Deputada Catarina Martins e afins, se fosse dos vossos eu faria um projecto lei que obrigasse à alteração de certos provérbios portugueses, proibindo por exemplo aquele que diz "um olho no burro, outro no cigano". Fica a ideia. Ofereço-a de borla.

Cumprimentos democráticos!

 

 

 

 

 

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publicado às 13:06

Na morte de Américo Amorim

por António Canavarro, em 14.07.17

Com o desaparecimento de Américo Amorim (1934-2017), o mais rico de todos os portugueses, com uma fortuna avaliada em quatro mil milhões de euros, morre o primeiro milionário português do pós-25 de Abril. A outra grande fortuna portuguesa da pós-revolução pertence a Belmiro de Azevedo, o dono da SONAE.

São pessoas que admiro, tiveram o mérito de, não obstante as suas humildes origens, terem, à custa de muito trabalho, voado bem alto.

O mérito deve ser reconhecido, e por isso elogio aqui esta figura marcante da nossa economia. Era bom que existissem outros portugueses assim, empreendedores. Era bom para todos. São uma mais-valia para a nossa economia, desde logo porque criam emprego.

Porém o seu sucesso, e o sucesso de outros, num país como o nosso em que o todo é mais importante do que a parte, em que a inveja é uma das características da nossa identidade colectiva, e daí que sejamos tendencialmente um país de esquerdistas, é sempre visto com desdém. Uma atitude que naturalmente não partilho, pelo que só me resta pensar no futuro deste grupo, desejando às suas herdeiras o maior dos sucessos. É bom para todos!

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publicado às 11:33

Gosto do puto. Ponto Final

por António Canavarro, em 07.07.17

Li o artigo e sublinho o que li, porque gosto da atitude do Salvador Sobral!

 

"De repente há um livro sobre mim e sobre a aventura em Kiev, não me lembro de estar lá ninguém a escrever um livro. Eu conheci toda a gente que estava lá, os portugueses, mas parece que estas pessoas têm informações privilegiadas. (…) É só para dizer que eu não tenho nada a ver com este livro e que acho muito triste que isto seja legal. Mas aparentemente é, porque somos figuras públicas e então é legal fazer um livro destes sobre mim. Mas já que é legal pelo menos podiam ter falado comigo antes e não o fizeram. (…) Se quiseram comprar… Eu não compraria."

Salvador à Revista Caras

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publicado às 21:36

Idem aspas aspas

por António Canavarro, em 07.07.17

Sempre que há uma cimeira internacional, e no caso a G20, é sempre a mesma coisa. Os líderes estão sempre à volta dos mesmos temas, com a invariável questão do terrorismo à cabeça, e a cidade, Hamburgo, que recebe o encontro está a ferro e fogo.

 

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publicado às 13:12
editado por Maria Teixeira Alves às 22:27

No reino da desordem

por António Canavarro, em 06.07.17

 

 

Vivemos em desordem. Aliás "ordem" não é uma característica portuguesa. Se isso fizesse parte do nosso código genético a nossa história teria sido escrita de forma diferente, muito provavelmente não teria existido uma horrenda guerra civil, a Primeira República teria corrido às mil maravilhas e logo não teria havido Estado Novo nem nada do que se seguiu. Éramos um país maravilho.

Porém a história é feita de factos em que a genética faz das suas, pelo que perante os factos não há nada a dizer!

Acrescento ainda uma outra característica dos portugueses: são mandados e gostam e precisam de ser mandados. E, sobretudo, precisam de ser mandados! Veja-se por exemplo a forma como os nossos emigrantes são visto: em todo o lado a ideia generalizada é que o português é um excelente trabalhador. É bem mandado! Por cá a cantiga é outra. Se não são mandados eles ficam à nora. Não sabem como fazer e, tampouco, sabem porque as coisas acontecem.

Há dois bom exemplos que servem na perfeição na retratação do nosso povo, e sobretudo por as consequências são trágicas, servindo inclusive para chacota internacional, falo do assalto a Tancos - e note-se, todavia, que situações parecidas, ligadas ao crime internacional também já ocorreram, disse-me ontem um amigo militar, em França e na Alemanha – e, por outro lado, como acabo de ler no Sapo, a “GNR não recebeu qualquer "decisão operacional" sobre a necessidade de encerramento da Estrada Nacional 236-1 durante o incêndio que deflagrou a 17 de junho em Pedrogão Grande, tendo encerrado esta via após a localização de vítimas mortais.”

Pois é; não receberam ordem! Não receberam ordens porque o “malvado” SIRESP não possibilitou o “envio” dessa ordem, e os militares não fecharam a estrada levando à morte dezenas de portugueses, e por outro lado tal acontece, porque como tem que ser mandados, a Guarda Nacional Republicana não tem autonomia suficiente para actuar conforme situações que lhes pareçam urgentes. Ou seja, tanto eles, e sobretudo os que mandam, deveriam de saber que às vezes é melhor prevenir do que remediar. E assim, tanto em Pedrogão como em Tancos – as câmaras de segurança estão desligadas há dois anos – as coisas acontecem por falta de ordem e muito desleixo. Seja como for a culpa – já que passamos o tempo a sacudir a água do capote -há-de morrer solteira.

 

Termino isto com um registo de humor, de humor que ainda consegue salvar alguma coisa, citando Pedro Silva Pereira: “Se a estrada 236 não existisse aquelas pessoas não tinham morrido”!

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publicado às 17:35

Do peido do Salvador às reações da populaça

por António Canavarro, em 04.07.17

As pessoas com a mesma energia que saudaram Salvador Sobral pelo seu inesperado, mas merecido sucesso na edição deste ano na Eurovisão, levando bem alto a música portuguesa reagiram em cardume, como devoradores tubarões, porque esta ingénua criatura, pouca dada a heroísmos instantâneos, disse, no concerto solidário com as vítimas dos incêndios de Pedrogão Grande, “(...) sinto que posso fazer qualquer coisa que vocês aplaudem. Vou mandar um peido para ver o que é que acontece.”

O Salvador, em Kiev, como Éder, em Paris, ganharam, de um momento para o outro, como que caído do céu, o estatuto de vedetas. Éder está desaparecido. E Salvador diz o que disse, pese embora já tenha pedido desculpas: “Peço desculpa se ofendi alguém, sinceramente. Não era a minha intenção, nunca foi".

 

A propósito deste momento folclórico, escreveu, no  Público, João Miguel Tavares, : “Salvador Sobral, 27 anos, é um homem desconcertante e profundamente incomodado com a absurda fama que se abateu sobre ele, por causa de uma canção simples composta pela sua irmã.” E, sobretudo acrescenta: “Salvador não tem nada que pedir desculpa. Tem apenas de aprender, como Nietzsche há muito nos ensinou, a beber de um só trago as tempestades que é capaz de criar.”

Tavares está coberto de razão. Salvador tem idade para crescer e ter mais cuidado com tempestades. Tempestades que o Povo adora. Pedrogão Grande foi uma tragédia terrível, que ceifou vidas humanas – caso fosse só árvores era tão somente mais um fogo florestal. E o português adora isto. O português deve ser um povo bipolar: Vai da alegria suprema, as vitórias no Euro e na Eurovisão, à tragédia de Pedrogão, num pulo: abraçam-se na alegria como no luto com o mesmo entusiasmo. Gostam de sentir uns pobres coitados. E nesse limite acham que a piada mal-cheirosa de Salvador Sobral não teve graça. É claro que não teve. Ele só lá estava, no Meo Arena, porque é uma estrela instantânea. Só isso!

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publicado às 16:10

Do gene canhoto às cambalhotas

por António Canavarro, em 28.06.17

Nem sempre estou a par das notícias, sejam elas importantes ou folclóricas. E folclore tem um leitura imediata, cultural, i.e., vinda das nossas raízes ou metafórica. E a notícia – lida na página de um amigo no Facebook, é disto que se trata: de folclore, já que na realidade não interessa - serve somente para um “momento jornalístico” e é sobretudo uma cambalhota, aliás mais uma no percurso político de quem afirmava ter um gene canhoto, bem patente quando militou no Bloco de Esquerda. Joana Amaral Dias parece um ginasta olímpica!

Fiquei espantado por ela, após uma aventura pela coligação Agir, nas legislativas de 2015, ser é a candidata do Nós, Cidadãos! à presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

O filósofo francês Pascal dizia que “quem não mudou de ideias é porque provavelmente não teve nenhuma”, e com o qual estou de acordo. Percebo, por exemplo, que Zita Seabra tenha deixado a ortodoxia comunista, porque viu a realidade sob um outro olhar. Mostrou, a meu ver, inteligência e oportunidade. Optou pela social democracia. No entanto, com este ziguezaguear Amaral Dias, além de ser – e para mim é o que isto significa – puro folclore, e mais uns minutos de fama – tal como quando se despiu para uma revista – reflecte uma imagem de oportunismo que só serve para desgastar a imagem da classe política, e desde logo a sua: se fosse eleitor em Lisboa – e inclusive tinha em boa conta o Nós, Cidadãos! - não lhe daria o meu escrutínio: ela não transmite nenhuma coerência e tampouco credibilidade!

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publicado às 12:27

Da opinião e das ideias: um retrato.

por António Canavarro, em 27.06.17

A respeito do que tenho lido um pouco por todo o lado, faço esta reflexão, a que intitulei "Da opinião e das ideias: um retrato."

 

 

Roberto Calasso, ensaísta e ficcionista florentino, em “Os quarenta e nove degraus”, escreve: “A história da opinião é a história mais obscura. Não há nada mais óbvio do que a opinião”, acrescentando, no entanto, que “os vastos pastos da opinião são o orgulho da civilização” e que a “opinião é acima de tudo um poder formal, um virtuosismo que aumenta constantemente, que ataca todos os materiais” (Livros Cotovia, 1996).

Um dos grandes críticos da opinião foi Karl Kraus (1874-1936), para quem “a opinião pode falar de tudo, mas não pode dizer tudo”, acrescentando que – e desde sempre - o órgão oficial da opinião é a imprensa. Hoje, graças aos diversos desenvolvimentos tecnológicos, a opinião está disseminada na globalidade que as rede da comunicação, e em particular nas redes sociais, possibilitam. Opina-se em todo o lado!

 

A referência a este dramaturgo, jornalista, ensaísta, aforista e poeta austríaco, tem, neste contexto, importância, porque serviu-se da “Die Fackel”, revista por si fundada, “para criticar os compromissos, as injustiças e a corrupção, e muito em particular a corrupção da língua”. Para Kraus, “qualquer pequeno erro na escrita é responsável pelas grandes tragédias no mundo. Assim, via na falha de uma vírgula um sintoma de que o estado do mundo permitiria uma guerra mundial”.

Esta referência parece-me ter importância num contexto tecnológico onde a projecção da palavra é global. Provocando, por um lado, uma clara alteração no “ordenamento do espaço e do tempo” [Edmundo Cordeiro; 2000], espelhando o que Ernst Jünger (1895-1998) definia como “mobilização total”: “A mobilização total (…) é, em tempo de paz como em tempo de guerra, a expressão de uma exigência secreta e constrangedora à qual submete esta era das massas e das máquinas” [Ernst Jünger; 1990]. Um conceito que o pensador, arquitecto e urbanista francês, Paul Virilo, transformou em “velocidade”, ou seja, “uma concepção de um tempo de exposição (cronoscópio) da duração dos acontecimentos à velocidade da Luz” [Paul Virilo; 1995].

Daí que sejamos - à boleia desta submissão das massas e das máquinas, com consequências evidentes na “mobilização do nosso campo de percepção” - confrontados com a “ilusão do mundo” e com as mais diversas virtualidades. Sendo o exercício da crítica e da suspeita, a “tábua” para a nossa salvação. Em suma, há que saber encontrar o real, neste “palheiro” a que a realidade parece ter sido confinada. Por outro lado, a crítica supõe um postulado ético já que nos convida a (procurar) ver melhor: “por vezes basta olhar de outra maneira para ver melhor”[Paul Virilo; 1995]!

 

Num dos números da Die Fackel, Kraus escreveu: “há muitos que partilham das minhas ideias. Eu é que não as partilho com eles. Se alguém perfilha todas as minhas ideias, isso não quer dizer necessariamente que a adição resulte num todo. Mesmo que eu próprio não tivesse nenhuma das minhas ideias, ainda seria mais do que um outro que perfilha todas as minhas ideias.” Ou seja: o ser humano é sempre “mais do que a soma das nossas ideias”. Com efeito, nós, tal como Janus, temos duas faces: ora somos emissores, ora somos receptores de ideias, pelo que, a questão traduz-se realmente na falta de espírito crítico e/ou na capacidade da suspeita; na necessidade de seremos capazes de desconfiar! Por outras palavras: como nem tudo o que luz não é de ouro é preciso estarmos atentos!

 

Não se trata, porém, de um problema novo. O que é novidade é a velocidade com que as ideias se espelham. Não foi por causa da transmissão de más ideias que foram cometidos os maiores crimes contra a humanidade, e que estão na base dos movimentos totalitários nascidos no século passado? Não é por ameaças análogas que os “verdadeiros” europeístas suspiram de alívio quando uma ameaça populista perde nas urnas? Com efeito, temos que ter “bons olhos”, e sobretudo a capacidade de adaptação e de resistência para não ceder à realidade. Não é porque uns, sempre em nome de visões circunscritas da realidade, se acham no direito de inverter o mundo que devemos ceder. É esta a pedagogia. É isto que devemos transmitir aos nossos filhos, como é esta a grande missão da educação. É preciso, e sem medo, transmitir os valores em que o Ocidente se baseia. Caso contrário regredimos no tempo!

 

Ninguém está impedido de partilhar as ideias dos outros. É um direito que nos assiste. O que acontece – e isto é grave – é que vivemos presos às ideias dos outros. As ideias dos outros tem o mesmo efeito perverso do eucalipto: secam tudo o que lhes rodeia, secando a autonomia das nossas ideias. Hoje, como disse recentemente António de Castro Caeiro numa entrevista à TSF, “as pessoas não pensam em voz alta”! Acrescento: nem em voz alta, nem em voz baixa: As pessoas simplesmente não pensam!

 

Acontece, todavia, que o fenómeno não é novo. Ou seja, esta imensa preguiça intelectual não é, de facto, recente. Aliás, como dizia Alexandre Herculano, “o homem é mais propenso a contentar-se com as ideias dos outros, do que a reflectir e a raciocinar”

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publicado às 12:36



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