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O rosa, o azul e a Mauvaiseville

por António Canavarro, em 30.08.17

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A propósito desta idiotice, que a Maria já referiu, no seu último post, sobre a igualdade de género que levou à decisão de se retirarem do mercado os cadernos de actividades pré-escolares para eles e para elas, com as cores que definem as suas sexualidades, recordo o meu espanto quando, nas minhas férias de verão passadas na região do Orne, um dos departamentos da Normandia, reparei no facto de uma povoação vizinha do local onde estivemos instalados chamar-se “Mauvaiseville”.

A história é a história, do mesmo modo que a sexualidade das pessoas é aquela com que vieram ao mundo, pelo que, por muito estranho que seja o nome das povoações, não se vai mudar a designação porque num mundo supostamente ideal as pessoas não querem viver numa terra com um nome sui generis, quase grotesco.

Por outro lado, sendo uma terriola francesa, do país que supostamente é o baluarte da liberdade, da igualdade e da fraternidade, o nome mantém-se, evocando algo que desde sempre marca a nossa natureza imperfeita, ou seja, as mais diversas formas de segregação. No caso, como apurei, a “Mauvaiseville” foi criada para pôr os cidadãos da comuna de Argentan, em quarentena.

Por aqui, como já aconteceu, como por exemplo com a Amadora (Porcalhota) ou Constância (Punhete), já se tinha mudado o nome!

Este país adora o politicamente correcto, nem que para tanto tenhamos que maquilhar o óbvio!

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publicado às 16:24


2 comentários

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De Anónimo a 30.08.2017 às 19:13

Não percebo o que tem isto a ver com o meus post. Nada
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De António Canavarro a 31.08.2017 às 16:00

Não tem? É claro que tem. Eu não gosto de segregação, e era no entanto o que acontecia nos tempos dos nossos pais, meninos de um lado, meninas do outro. Os tempos mudaram, e hoje está tudo ao molho - enfim ainda existem, para quem quer e pode, pois são colégios para eles e para elas. Trata-se de uma questão de liberdade educacional, se bem que eu ache que o ensino público tem ser misto, não tem qualquer sentido se não fosse assim.
Outra nota: quando falo da segregação social bem patente no nome e na história dessa povoação, e lê o que escrevi, eu faço porque não obstante os tempos serem diversos, na altura porventura não existiam na região hospitais, não alteram o nome à terra, mantendo-se Mauvaiseville.
O que procuro criticar, e dai que faça referência ao texto da Maria (embora o comentário seja assinado de anónimo) é uma clara critica à tal comissão de género, e sobretudo à Porto Editora por ter tido medo, e retirado as obras do mercado. Quem deveria penalizar a Porto Editora é o mercado, que compra ou não compra a obra em questão. Aliás, até dei o mau exemplo português - enfim os nomes eram mesmo horrorosos - de mudarem o nome às terras portuguesas, considerando facilitismo!

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