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Tenho medo ou será porque conhecem o Ronaldo?

por António Canavarro, em 31.03.16

Hoje, e pela primeira vez, nós somos directamente ameaçados pelo Estado Islâmico. Será que é para levarmos a sério? São eles "estrangeiros", ou como aconteceu recentemente em Paris e Bruxelas, ou são tão"nacionais" como nós? Provavelmente apostaria no segundo cenário. Por outro lado, terá o Estado Português, a capacidade para nos defender desta ameaça? Será que Helena Fazenda, ao admitir "um reforço das medidas de segurança" é a pessoa certa no devido lugar?

Não a conheço, não conheço o seu currículo, pelo que só resta esperar que sim.

Porque, e não me custa nada admitir, tenho medo. Se aconteceu em Paris, Bruxelas e, em outras escalas, um pouco por todo o lado, porque estaríamos nós imunes? Ou achavam que eles não sabiam da nossa existência, será que só conhecem a nossa existência graças ao Cristiano Ronaldo?

 

 

 

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publicado às 22:02

As minhas contas

por António Canavarro, em 31.03.16

Diz o embaixador angolano que "99% da população angolana não se interessa" pela questão dos presos políticos. Muito bem, fui fazer as contas... Será que 1% da população angolana é composta por presos políticos?

 

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publicado às 16:00

Não sei se chorar ou se rir.

por António Canavarro, em 30.03.16

nino_lloron.jpg

 

Vejam os títulos. Da minha parte ando mesmo perdido: não sei se é para rir ou se é para chorar?

Deve ser para chorar, que até já pareço a mais pirosa pintura de sempre...

 

Mulheres

Europa já tem carruagens apenas para mulheres

Sporting

Bruno de Carvalho proíbe o vermelho

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publicado às 15:21

O Banif só por causa do BES é que não pagou ao Estado?

por Maria Teixeira Alves, em 30.03.16

João Galamba, depois de duas horas de explicações porque é que não foi possível salvar o Banif, e bem, confrontou Jorge Tomé, último presidente do banco: Os resultados foram sempre abaixo do esperado: 2011/12 -650 ME; 2013 -440 ME; 2014 -295ME. Mesmo sem o efeito BES, o Banif não ia conseguia reembolsar CoCos.

O efeito BES explica 80 milhões de euros de perdas. O desvio do imobiliário e caso Banif Brasil explicam o resto. 

"O Brasil era um dossier explosivo" disse Jorge Tomé. A exposição de crédito ao sector da construção e imobiliário, e a exposição excessiva em participações financeiras via unidades de participação em fundos de investimento imobiliário, foram a causa.

Concluindo: o Banif caiu por causa da gestão danosa do passado. Não é uma conclusão que vá agradar à esquerda.

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publicado às 03:30

Fernando, o companheiro de viagem

por António Canavarro, em 29.03.16

Há muito tempo que não fazia um longo fim-de-semana. Há muito tempo que não ia ao Algarve, onde gosto de me deslocar fora de época. E fui de comboio.

Adoro andar de comboio. Sempre gostei. E é o melhor local para se ler um livro. Há quem goste de os ler na cama, nos autocarros ou sabe-se lá onde. Eu opto pelos comboios. E a viagem que é longa passa, entre as páginas lidas, num ápice.

Lendo um livro - porque ia ter com a restante família em gozo de férias de final do segundo período escolar - vamos acompanhados. Poderia ter ido com o Eça, o Torga ou qualquer outro escritor. Podia ter escolhido até um poeta. Não. Optei por um espanhol, de origens bascas. Fernado Savater.

Filósofo e com uma vasta obra publicada na nossa língua, optei por um livro de ensaios."A Arte do Ensaio".

Nesta obra, e à boleia de Montaigne, ele apresenta-nos os seus comentários breves e elucidativos sobre alguns dos ensaios mais importantes do século XX, e de autores tão díspares como sejam: Miguel de Unamuno / Bertrand Russell / Rudolf Otto / Max Weber / György Lukács / Julien Brenda / José Ortega Y Gasset / Sigmund Freud / Theodor W. Adorno e Max Horkheimer / Leo Strauss / Albert Camus / María Zambrano / Claude Lévi-Strauss / Benjamin Lee Whorf / Octavio Paz / Hannah Arendt / Elis Canetti / Thomas Szasz / Marshall McLuhan / Raymond Aron / Isaiah Berlin / Jean-Paul Sartre / Michel Foucault / Yukio Mishima / Jacques Monod.

A obra, editada pela Temas & Debates, em 2009, não é (portanto) recente, mas é actual. Volta para a estante até á altura de a dar aos meus filhos. Deveria de ser lida por todos! Faz-nos pensar, o que nestes tempos é coisa rara!

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publicado às 17:18

O parente de Belém!

por António Canavarro, em 29.03.16

Marcelo Rebelo de Sousa é um comunicador nato. Foi graças a isso, e a muitos anos de comentador televisivo, que ganhou as eleições sem ter feito uma verdadeira campanha eleitoral.

Ontem, e sem fazer cedências às máquinas televisivas, dos discursos à hora nobre dos telejornais, falou (uma vez mais) ao país. Desta feita para explicar aos portugueses porque decidiu - e bem - promulgar o Orçamento de Estado.

Em pouco tempo, e no período de uma semana - falou por ocasião dos atentados terroristas de Bruxelas, ele falou aos portugueses. Ele tem o bichinho da comunicação. Foi jornalista e professor. E, portanto, não me admira nada, que, seja porque razão for, com maior ou menor substância, ele nos apareça em casa, sem pedir autorização, tal como o seu padrinho: conversando em família!

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publicado às 12:55

Na Guerra a verdade é a primeira vítima

por Maria Teixeira Alves, em 29.03.16

 

“Na guerra, a verdade é a primeira vítima.”
― Ésquilo

Frase lida na abertura do filme Eye in the sky.

Muito bom filme sobre a grande ameaça contemporânea: o terrorismo Isis. A segurança é como o oxigénio, não se dá por ela, mas quando falta não conseguimos pensar noutra coisa.

A guerra feita por telecomando. E, como disse Filipe Pathé Duarte, no debate que antecedeu a ante-estreia do filme, as guerras desumanizadas, feita por drones, aumentam o ódio, e por essa via não são catalizadores da paz.

Eye in the sky é um filme competente e convincente, que oferece os melhores elementos de um drama e um thriller. No fim acaba por ceder talvez à tentação da culpa do Ocidente, do sentimentalismo da culpa, mas perdoa-se-lhe isso em nome da interpretação de Helen Mirren.

A guerra é que é o estado natural do Homem, não é a paz.

 

 

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publicado às 01:28

Não me apanham com medo do politicamente incorrecto. Estou-me nas tintas para a ditadura da tolerância. Cada vez estou mais convencida que se deve fechar as fronteiras dentro da Europa. O fim do espaço Schengen impõe-se. E dizem-me vocês, mas os irmãos terroristas viviam em Bruxelas, pois mas mesmo para esses, o facto de circularem livremente dentro da Europa, inclusivé no acto da fuga, torna a Europa muito mais vulnerável aos ataques terroristas.

Todos os cuidados são poucos, daqui p´ra frente todos os cuidados são poucos. 

Serviços de informação são também imperativos categóricos nos dias que correm. Com aparelhagens legais adequadas, de preferência. A nossa lei não permite o acesso desses serviços às comunicações, nem sequer a registos de comunicações e isso vai ter um preço alto. É essencial mudar a lei ao  serviço da policia de investigação. 

 

 

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publicado às 23:42

Marcelo anda numa cruzada

por Maria Teixeira Alves, em 24.03.16

Quando dei de caras com esta notícia: Mario Draghi e Carlos Costa no primeiro Conselho de Estado do Presidente da República, ocorreu-me perguntar mas porque carga de água Marcelo Rebelo de Sousa convida o presidente do BCE e o Governador do Banco de Portugal para o Conselho de Estado que é o órgão que o Presidente da República consulta sempre que entende ser pertinente e é composto por pessoas escolhidas pelo chefe de Estado, pelo Parlamento e por cargos de inerência, isto é, ex-presidentes ou personalidades que representam altas figuras do Estado?

Mas zás logo me ocorreu: É a cruzada contra os espanhóis na banca portuguesa. É o designio nacional do Presidente da República, caramba!

Mas porquê essa cruzada? Depois vai-se a ver e não há nada, só fumo. O Novo Banco ainda não foi vendido, o BCP ainda só tem o Sabadell minoritário, o BPI nem a acordo conseguiu chegar para que Isabel dos Santos saisse do capital do banco vendendo aos espanhóis do Caixabank. Não há nada. O Santander só conseguiu apanhar uma banqueta - o negócio do Banif - e vai para aí uma histeria. 

Marcelo Rebelo de Sousa não desarma, qual Dom Quixote a lutar contra moinhos de vento, lá convocou os seus conselheiros para a primeira reunião do Conselho de Estado no dia 7 de Abril e as estrelas da reunião são Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. 

Dali vai sai qualquer coisa como "Não queremos mais espanhóis na banca portuguesa!"

Se seguirem o conselho do João Salgueiro ainda vão convidar alguém do Irão, ou do Golfo Pérsico, para tomar conta dos bancos. 

Os portugueses toleram a competição dos distantes, mas ficam inquietos com a concorrência dos mais próximos. Que mal nos poderão fazer os nossos vizinhos? 

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publicado às 20:42

É triste, será sina?

por António Canavarro, em 22.03.16

Escrevi um ou dois post sobre os atentados em Bruxelas, que, provavelmente eram espectáveis. Nem uma reacção. De duas uma, ou não lêem o que escrevo, ou tornou-se numa sina!

Se tivessem lá vivido como eu, cheirado as ruas, conhecido as gentes tudo seria diferente. Sim... deve ser uma sina. Que terrível futuro será o nosso. Não o meu. O dos nossos filhos!

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publicado às 23:49

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