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Ironia

por Maria Teixeira Alves, em 30.08.15

Resettlement places offered by Saudi Arabia, Bahrain, UAE, Qatar, Kuwait to refugees: zero

Autor da ironia: Ian Bremmer

 

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publicado às 23:56

Fora de serviço

por António Canavarro, em 27.08.15

Tenho estado fora de serviço. Não são férias, que já as gozei em parte. Mas porque sou um artista plástico.

É verdade. Pinto há quase uma década, e tenho parte dos meus trabalhos disseminados, um pouco por ai. O problema é, no entanto, outro: sem expor, sem se dar ao outro - e porque a arte é comunicação, a sublime comunicação do belo - não existimos artisticamente falando.

Assim e na esperança que a Maria perdoe a minha inconstância , dou a conhecer esta espécie de auto-retrato.

WP_20150826_011.jpgAcrílico sobre tela. 26 de Agosto de 2015

 

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publicado às 12:39

O grande problema que aí vem

por Maria Teixeira Alves, em 24.08.15

IMG_2742 (2).JPG

 

O grande problema da Europa, mais do que a falência da Grécia, ou do que a crise da China é a imigração ilegal que vem dos países como a Síria, Turquia, Afeganistão, Iraque, Eritreia e até do Bangladesh, e que entram desenfreadamente nas ilhas gregas, na Macedónia e Itália. É um problema humanitário e é um problema de segurança. Porque entre os refugiados podem estar membros dos terroristas.

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publicado às 22:45

Sibila

por Maria Teixeira Alves, em 20.08.15

IMG_2599.JPG

"Porque ele era afinal um fraco, teria casado com todas as que o fitassem com belos olhos marejados, acobardava-se, prometia, enredava-se nas mais ingénuas ciladas do amor, se uma mulher se lhe apresentasse como uma vítima indefesa e se lhe rendesse."
"Maria não mudara nada; era a mesma menina que sob o orgulho oculta uma lealdade sem limites, e possuía essa feição dos tímidos que erradamente se confunde com velhacaria"

"O seu egoísmo fazia-o infantil, e das dores que ele próprio motivava restava-lhe na consciência um sabor de injustiça por qualquer mínima represália."
"Maria só sacrificava a prudência a uma história de honra"

"O medo provém dum certo cultivo da imaginação, de consideração extrema pela vida, que é coisa distinta do amor por ela; considerando-se aquilo que se teme perder, mas amar é sempre um estado de audácia, de êxtase, situação de jogador que lança os seus dados e arrisca."

"O amor é um estado de lucidez e de vidência. Aquele que ama é implacável"

 

"Mercê dum sentido finíssimo para se embrenhar nos fenómenos da natureza humana ou simplesmente do meio vital, com os elementos, suas causas e efeitos, depressa adquiriu uma sabedoria profunda acerca de todos os ritmos da consciência, do instinto, das forças telúricas que se conjungam no fatalismo da continuidade. Conhecia os homens sem o aprender jamais. Sabia uma por uma qual a reacção que correspondia a determinado tipo, perante determinado facto".

"... como o que pressente na atmosfera a confiançae atraição, assim ela viva, intensamente adaptada com essa capacidade selvagem de defesa, de astúcia, de previsão e pré-conhecimento da vida e das coisas e que o homem civilizado, unido em rebanhos pacíficos, amparado em convenções artificiais, vai perdendo ou nunca desenvolve por completo. Simples era, portanto, para ela atingir uma ascendência espiritual sobre todos aqueles para quem essas qualidades inatas só poderiam significar símbolos de magia. Aos poucos ela foi ganhando títulos de adivinha."

"Um homem bronco até ao inverosímil", as frases da Agustina são um estrondo

 

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publicado às 22:46

Futurologia

por Maria Teixeira Alves, em 18.08.15

Vamos cá fazer previsões, que mais não são do que palpites.

1 - Novo Banco vai ser vendido. Não será por isso adiada a venda. 

Anbang ou Apollo compram

2 - Diário Económico vai ser vendido até Outubro (tenho um palpite mas não digo).

3 - Sporting vai empatar com o CSKA (apesar das tentativas do clube rival de perturbar a inner peace do treinador e jogadores do clube de Alvalade, como o é esta recente acção a pedir indemnização ao Jorge Jesus, anunciada agora apesar de os tribunais só abrirem em Setembro).

4 - O PSD/CDS ganham as eleições por uma unha negra

5 - PS vai apoiar Maria de Belém na candidatura à presidência

6 - Caixabank chega a acordo com a Santoro para a desblindagem de votos no BPI. Em troca a Santoro pode reforçar no BFA ou mesmo no BPI, já com as acções a equivalerem a um voto.

7 - Banif vai ser vendido em partes (Malta, Açoreana, Banco de Investimento, Banif Brasil etc). Santander Totta pode comprar rede de balcões porque quer crescer por aquisições.

8 - Ricardo Salgado será acusado pelo Ministério Público, juntamente com os outros arguidos do caso da venda de papel comercial do GES aos balcões do BES e outros bancos do grupo.

9 - Fundo de Resolução do Novo Banco vai responder pelas acções em tribunal contra a Resolução aplicada a 3 de Agosto de 2014.

10 - BESI vai mudar a sede para Londres depois de fechada a venda que ainda aguarda a autorização do regulador brasileiro.

11 - Dilma vai cair do Governo brasileiro. Brasil vai passar por situação de quase falência. Brasileiros vão voltar a emigrar em força.

12 - Moçambique vai ser um país relevante economicamente, depois de se descobrir que tem gás natural.

13 - O futuro grande problema da Europa virá dos refugiados da Síria e países similares, que fogem do terrorismo e guerras entram ilegalmente na Europa.

14 - Portugal será o país de férias dos franceses e a Comporta a sua nova Cote d´Azur. É a vez de a história se inverter e ser Portugal a receber uma vaga de emigrantes que vêm da França. Salvaguardando as devidas diferenças de contexto e circuntâncias face à emigração portuguesa dos anos 60.

Fico por aqui nesta brincadeira de adivinhar o futuro. Espero que se divirtam. É interessante ver se há confirmações no futuro.

 

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publicado às 00:28

O Novo Banco e o deficit

por Maria Teixeira Alves, em 07.08.15

Há para aí muita informação e contra-informação sobre o impacto do deficit do Fundo de Resolução, caso a venda do Novo Banco se faça, como é esperado, abaixo do capital que foi injectado no Fundo que detém o banco bom do BES. Isto é, que seja vendido abaixo dos 4,9 mil milhões de euros. Vamos lá a ver...

O dinheiro do Fundo de Resolução é responsabilidade dos bancos e instituições financeiras do sistema português. O Fundo é relativamente recente e foi criado por regras europeias para que sejam os bancos a acautelar falências ou quase, das instituições financeiras do sistema (é mais ou menos como o Fundo de Garantia de Depósitos ou o Sistema de Indemnização aos Investidores). É por isso uma entidade pública, juridicamente falando, uma vez que é gerida pelo Banco de Portugal. 

Quando o Tribunal de Contas veio dizer que a diferença que venha a existir entre o capital injectado e o capital recebido da venda pode vir a ter de ser contabilizado no deficit público referia-se a isto: O Fundo de Resolução é público e fez uma transferência para um banco que depois da venda será privado. O deficit que daí resultar tem de ser contabilizado no deficit público de 2014 (ano da Resolução do BES). Mas esse acréscimo não conta para as metas de Maastricht ou da troika, é uma operação meramente contabilística. Isto é, não tem de haver mais impostos  e outras receitas para fazer face a esse acréscimo contabilístico do deficit. 

É importante dizer que este impacto não tem nada a ver com o empréstimo que o Estado fez (com a linha financeira da troika) ao Fundo de Resolução e que este deve ao Estado, sendo por isso uma dívida de todos os bancos e instituições financeiras do sistema. Mesmo que o Fundo tivesse capital suficiente (que as contribuições dos bancos acumuladas já fossem suficientes para injectar no Novo Banco), à mesma a diferença entre o valor da venda e o valor injectado pelo Fundo de Resolução no Novo Banco teria de ir ao deficit porque o Fundo de Resolução é uma entidade pública juridicamente e aplicam-se as regras gerais de registo de injecções de capital em empresas públicas.

Por outras palavras, o Fundo de Resolução é uma entidade pública, e ao pôr dinheiro no Novo Banco, por ser uma saída de dinheiro de entidade pública tem de ser contabilizada no deficit (de um único ano), mas como operação meramente contabilistica, não pesa nos contribuintes porque não altera o deficit que tem de servir de referência para a UE.

“Sem impacto” no défice caso a receita com a venda “for igual ou superior” ao montante injectado, ou, por outro lado, caso a receita for inferior “haverá um impacto negativo” no saldo, “correspondente à diferença entre o valor da injecção e o valor da venda”, já disse o Eurostat. Não tem nada a ver com o empréstimo que o Estado fez ao Fundo de Resolução.

O empréstimo do Estado é outro departamento.

O empréstimo terá de ser pago pelo Fundo de Resolução, isto é, pelos bancos do sistema.

São os bancos quem paga o deficit do Fundo de Resolução e a lei que rege esse pagamento é europeia. Ou seja, o Estado é que decide quanto é que os bancos em cada ano têm de contribuir (contribuições ordinárias e extraordinárias), uma vez que é um imposto. Mas a lei europeia impõe um tecto a esse imposto a cobrar aos bancos. Isto é, não pode de maneira nenhuma pôr em causa a solvabilidade dos bancos. Por isso o Banco de Portugal vai balizar essa contribuição anual que o Estado impõe aos bancos, de maneira a que não tenham de fazer aumentos de capital por causa disso. 

Não há nenhum prazo definido para esse pagamento porque depende destas condicionantes (o valor do gap da venda e a capacidade de os bancos pagarem o imposto que o Estado vai exigir). 

Desta forma, não é pela venda do Novo Banco que os contribuintes vão ser penalizados. Porque não há acréscimo de impostos, taxas, perda de regalias, perda de benefícios por causa disso. 

Só seriam afectados se a CGD fosse obrigada a fazer um aumento de capital por causa das perdas com a venda do Novo Banco (perdas essas mais do que esperadas).

Já não sei se haverá algum impacto por via do BES. Não sei quem vai suportar o buraco de (situação líquida negativa) de 2,4 mil milhões do velho BES.

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publicado às 21:13

Leo Tolstoy

por Maria Teixeira Alves, em 07.08.15

All happy families are alike; each unhappy family is unhappy in its own way. Leo Tolstoy, Anna Karenina

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publicado às 09:33

Ainda que esteja de férias...

por Maria Teixeira Alves, em 04.08.15

Não posso deixar de dizer, que ao contrário do que se escreveu por aí, os resultados do BCP não foram bons. Um banco que na actual conjuntura de baixíssima taxa de juros dos depósitos tem uma queda forte da margem financeira não tem bons resultados. A maioria dos lucros foram à custa da venda de dívida pública portuguesa. Nuno Amado apelou aos resultados recorrentes (sem esses lucros de venda de activos), mas nesses cálculos expurgou as imparidades. Mantendo as imparidades para crédito (que não são extraordinárias atenção, porque foram mesmo necessárias para o aumento de crédito em incumprimento) quanto teriam sido os resultados do BCP sem a venda de OT´s? Isso o BCP não disse, nem calculou.

Hoje o presidente do Santander Totta, de onde vem o Nuno Amado, é que pôs o dedo na ferida quando disse que Santander Totta lucrou no semestre 104 milhões de euros “sem vendas de dívida pública”. 

Claro que o Santander Totta também tem umas circunstâncias muito favoráveis para obter esses lucros, é que uma parte dos custos estão imputados à casa-mãe Santander, mas mesmo assim valeu para acordar os incautos que escreveram que o BCP teve os melhores resultados dos últimos trimestres. Não admira que depois da apresentação dos resultados as acções do BCP tenham caído a pique na bolsa, é que os investidores não vão em títulos de imprensa.

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publicado às 17:02



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