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Tolentino

por Maria Teixeira Alves, em 28.06.15

"Há uma frase de Saint-Martin, que Alberto Vaz da Silva recorda muitas vezes: 'Houve certos seres através dos quais Deus nos amou'. Talvez seja isso. Talvez todo o mistério comece por aí". José Tolentino Mendonça, na revista do Expresso.

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publicado às 19:01

E se o não à austeridade ganha na Grécia?

por Maria Teixeira Alves, em 27.06.15

 

 

O governo da Grécia passou para os gregos a responsabilidade de deitar fora o seu programa eleitoral. O governo de Tsipras leva a referendo as medidas de austeridade que são exigidas pelos credores europeus, provavelmente na esperança que os gregos votem a favor das propostas dos credores no dia 5 de Julho. Talvez seja mais do que uma esperança, talvez o governo de Tsipras saiba que os gregos querem ficar no euro porque sabem que a escolha se faz entre austeridade ou pobreza imprevísivel. 

Mas corre um risco. O de os gregos votarem contra as propostas dos credores. Nesse caso o governo deixa de ter legitimidade para manter a Grécia no euro. 

Por outro lado se ganhar o sim à austeridade, Tsipras terá de convencer o Eurogrupo a retomar as negociações. É que o Governo grego propôs uma extensão do programa por "algumas semanas" para acomodar a realização da consulta popular, mas a o Eurogrupo não concordou com um prolongamento para além de 30 de Junho, o dia em que termina o prazo do reembolso ao Fundo Monetário Internacional.

 

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publicado às 22:36

Para devolver o beijo a quem pertence

por Maria Teixeira Alves, em 27.06.15

Especialmente hoje, há que repor o beijo no seu lugar de origem

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publicado às 01:12

Ao ver a primeira página do Expresso Economia um título chamou-me a atenção: "Regulador dos seguros visita China a convite da Fosun". 

Será que li bem? Será que esta notícia (que ainda não li) é aquilo que eu penso que é? Um regulador que viaja a convite de um regulado (a Fosun é dona da Fidelidade).

Mas será possível que este país não aprenda nada com o passado?

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publicado às 00:56

A clareza do inglês

por Maria Teixeira Alves, em 21.06.15

"After a brief meeting, you gave your heart. Then reality set in and you saw what was going on inside this person"

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publicado às 17:55

Eu não acredito que a Grécia saia do euro

por Maria Teixeira Alves, em 19.06.15

Duvido muito que a Grécia saia do euro. Sei que estou a ir contra a corrente, mas tenho sérias dúvidas que o Eurogrupo não chegue a acordo com o gregos. 

Não está no ADN da Europa esse tipo de decisões. Na Europa o Lehman Brothers nunca teria ido à falência. A Europa é conciliadora e gosta de se mostrar dura, mas acaba sempre a ajudar os fracos e necessitados. A Europa é em si mesma um Estado Social.

 

P.S. Todos sabemos que os gregos são os enganadores, mas a  Grécia é tão lindinha (eu nunca lá fui, mas vejam bem esta fotografia).

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publicado às 20:15

Crónica dos Bons Malandros

por Maria Teixeira Alves, em 19.06.15

Ex-representante da Oi na PT preso no Brasil na operação Lava-Jato.

Mais cedo ou mais tarde as pessoas revelam-se. Um dia o BES, pôs a Portugal Telecom a fundir-se com a Oi. Zeinal Bava foi premiado com a presidência da Oi. Os accionistas da Oi e Ricardo Salgado entendiam-se bem, havia cortesia para todos. 

Mais tarde, perante o default da Rioforte que provocou uma perda de 900 milhões na PT em plena integração na brasileira Oi, Ricardo Salgado passou de "bestial a besta" para os brasileiros. Mas os mails trocados foram parar ao Expresso, a provar o quão cínicos eram os brasileiros. Cinismo com cinismo se paga.

O que diziam os mails? O Expresso teve acesso a e-mails trocados entre Sérgio Andrade, presidente do Conselho de Administração da Andrade Gutierrez (accionista da Oi), e Ricardo Salgado, com o seguinte conteúdo: “Caro Sérgio, estou surpreendido com a situação porque certamente o Sérgio se lembra de que o GES teria uma contrapartida equivalente ao benefício das holdings privadas brasileiras no aumento de capital”, o que sugere que o aumento de capital que deu corpo à integração da PT Portugal na Oi tinha permitido ‘limpar’ dívidas dos accionistas brasileiros.  Ricardo Salgado dizia que existia um acordo entre o GES e os grandes accionistas da Oi - a Andrade Gutierrez e a Jereissati Telecom - no âmbito da qual a fusão permitiria a ajudar a "limpar" a dívida das holdings destes dois accionistas. "Como contrapartida", chegou a dizer o ex-líder do BES, a operadora brasileira renovaria as aplicações na Rioforte. Ricardo Salgado sempre disse que estes mails eram verdadeiros.

O que aconteceu a seguir?

Num comunicado de duas páginas publicado a 15 de Agosto de 2014, no jornal Expresso os dois administradores acusam o antigo presidente do Banco Espírito Santo de falsificar os mails e criar informação falsa "ao afirmar que os investimentos realizados pela Portugal Telecom SGPS em títulos da Rioforte eram de conhecimento dos sócios brasileiros da Oi e que, supostamente, faziam parte de um acordo de investimento cruzados".

Ou seja, os brasileiros que desmentiram Ricardo Salgado, que despacharam Zeinal Bava da Oi e que entalaram a Portugal Telecom SGPS com o papel comercial da Rioforte que dizem nunca ter conhecido, estão agora presos no Brasil. Os presidentes das duas construtoras brasileiras Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht, accionistas da Oi, foram presos preventivamente. Otávio Azevedo foi um administrador da PT que desmentiu Ricardo Salgado e participou no afastamento de Zeinal Bava.

Ou seja os brasileiros foram presos antes de mesmo de os crimes do Universo BES terem sido sequer julgados.

A vida é irónica!

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publicado às 16:46

Alguém me explica esta OPA do Caixabank?

por Maria Teixeira Alves, em 19.06.15

Quando o Caixabank lançou uma OPA sobre o BPI, a 17 de Fevereiro, pensei, vem em ajuda do BPI para crescer por aquisições, vem ajudar o BPI a comprar o Novo Banco. Mas logo a segunda maior accionista, Santoro (Isabel dos Santos) se opôs e lança o repto de uma fusão com o BCP. Em que com uma mera operação de troca (ainda estaremos para ver se assim será) fica dona em conluio (aliança, vá) com a Sonangol do maior banco português o tão fadado BCP+BPI. Pensei, lá se vai a compra do Novo Banco, isto vai arrastar-se e não há tempo para comprarem o Novo Banco. 

Isabel dos Santos força a administração do BPI a dizer que o preço da OPA é baixo, 1,329 euros não é suficiente para comprar essa pérola que é o BPI. 

O preço era um bom pretexto para fazer abortar isto. Isabel dos Santos quer o BPI e vai ter o BPI. Até porque precisa de boa reputação bancária e segundo o BCE, Angola não tem boa reputação na banca ao ponto de ser equiparada a risco europeu. 

Isabel dos Santos, ou os que a representavam, desde sempre souberam que àquele preço nunca iriam ser demovidos a facilitar a vida aos espanhóis que estavam no BPI há vinte anos. Mesmo sabendo isso, mantiveram a OPA. 

Isabel dos Santos, ou os seus muchachos, forçaram a votação da desblindagem, para acabar de vez com a expectativa do La Caixa de conseguir ter sucesso numa OPA que precisaria obrigatoriamente da vontade de Isabel dos Santos. Artur Santos Silva ajudou os accionistas históricos do banco que ajudou a fundar. Pediu a suspensão e foi adiado para o dia 17 de Junho a votação da famosa desblindagem, quatro meses depois da OPA. Não valeu de nada. Nada mudou entretanto. Durante estes quatro meses o que esteve o Caixabank a fazer? Não estudou imediatamente alternativas? Porque carga de água é que um chumbo mais do previsível há meses, ainda leva o Caixabank a demorar um dia e meio para decidir retirar a OPA ao BPI?

Mas que absurdo tudo isto. Uma OPA que depende de uma condição impossível para  ter sucesso. Uma teimosia em não contornar o impossível. Mas o mais absurdo é terem deixado arrastar a coisa meses quando afinal se podia ter resolvido em semanas. Assim que Isabel dos Santos disse que não votava a favor da desblindagem, se era para nada se mudar, deixava-se cair a OPA logo.

Depois dá-se a AG que vota a desblindagem. A desblindagem é chumbada tal como era esperado, e a OPA fica a pairar até às cinco e meia da tarde do dia seguinte? Mesmo depois de se saber que não tinha condições de sucesso, mesmo sabendo que não iria ser registada, mesmo sabendo que não havia alternativa, senão a subida de preço e a alteração da condição de eficácia? 

A CMVM recusa o registo da OPA, as acções do BPI caem a pique (6,2%). O Caixabank, que teve meses para preparar um resposta ao chumbo da desblindagem de votos, ainda precisou do dia inteiro (a AG foi de manhã) para pensar no que fazer. No dia seguinte, naturalmente os investidores pensaram que esse compasso de espera só poderia querer dizer que estavam a preparar uma alteração das condições da OPA, pois se era para retirar a OPA diziam-no logo. Já tinham tempo para o ter discuto em todos os conselhos de administração. As acções do BPI abriram a subir, e já ia em 2% quando a CMVM suspende a cotação à espera de facto relevante. O board do banco catalão, reúne-se e discute o desfecho da AG do BPI do dia anterior que teve o resultado mais do que esperado, segundo sei, nem sequer nessa reunião puseram outra hipótese que não a retirada da OPA. Ora se era para isso, volto a perguntar, porque esperaram pelo fim do dia seguinte para o comunicar?

Uma retirada de OPA não exige suspensão das cotações, normalmente, mas isto foi tudo menos normal.

Depois os espanhóis deixam até ao fim do fecho do mercado bolsista em Espanha (que é às seis da tarde deles, cinco de cá) para comunicar o mercado uma informação que não vai mexer com nenhuma cotação do Caixabank, nem tão pouco do BPI; e até porque as acções estavam suspensas. Se era para retirar a OPA porque não comunicaram imediatamente, ou mesmo a seguir à reunião do board?

Como é que se lança uma OPA sem falar com o segundo maior accionista quando se quer pedir uma alteração à blindagem de estatutos? Vai-se para isto sem negociar a sério com a segunda maior accionista, Isabel dos Santos? (Sim eu sei que falaram, mas não foi para chegar a um entendimento com certeza)

Como se mantém a OPA por quatro meses? Como se demora quase dois dias depois da confirmação do mais que esperado chumbo à desblindagem,  para retirar a oferta?

Os tempos mudaram. Longe vão os tempos da lealdade. Longe vão os tempos em que nem uma OPA a sete euros levava o La Caixa a vender as acções do BPI. Mas Gonzalo Górtazar não é Isidro Fainé. Os tempos mudaram. Gonzalo Górtazar só tem um objectivo: rentabilizar o Caixabank, doa a quem doer.

Se tiver de vender tudo fora de Espanha vende. O grupo catalão deu uma oportunidade pagava mil milhões para controlar o BPI mas isso obrigava a que Isabel dos Santos largasse o osso, que é como quem diz libertasse a blindagem dos votos.

O país vai ter saudades da frontalidade destemida de Fernando Ulrich. Todo o sistema bancário terá saudades de Fernando Ulrich. Mas o BPI começa hoje a sua contagem decrescente. Irá ser diluído no BCP, ou vendido a alguém.

Nuno Amado é o próximo grande banqueiro do sistema nacional. Desaparecido o BES, o que restará são dois bancos grandes (sob alçada do BCE) – CGD e BCP – e muitos bancos pequenos que ficarão sob alçada regulatória do Banco de Portugal. 

O mundo muda, as mentalidades é que levam mais tempo. 

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publicado às 00:24

Há muito que acho que o cerne de todos os problemas culturais e sociais do país reside num traço de personalidade dos portugueses. Um traço estrutural. Os portugueses são inseguros e por isso são desconfiados e avessos ao que foge aos canones, avesso ao risco, à mudança, ou melhor, avessos a afirmarem-se contra a corrente dominante. Não são arrojados e são avessos a quem arroja. Os portugueses têm fraca auto-estima e por isso precisam de um pulso forte ao comando e de pertencer ao mainstream. 

O Público fala sobre o tema num artigo de fundo onde traça o retrato da desconfiança portuguesa.

Portugal é um dos países europeus com mais baixos índices de confiança pessoal. É o tema deste artigo do Público (Portugal, um país de tectos baixos). 

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publicado às 01:11

Será a bondade contagiosa?

por Maria Teixeira Alves, em 11.06.15

Há esperança para a Humanidade. A bondade é "contagiosa", diz a ciência. Os cientistas descobriram onde se localiza a bondade no cérebro humano e como funciona. Diz esta notícia do Expresso.

O neurocirurgião João Lobo Antunes concorda, mas responde que: "a bondade é contagiosa, mas o problema é haver tanta gente vacinada contra ela!"

Será a bondade contagiosa, ou seja, será que ao assistirmos a actos de bondade, somos impelidos a fazer o mesmo? Daquilo que observo à minha volta diria que a bondade é contagiosa sim, mas há muitos contextos (cultura, circunstâncias) em que esse contágio não é garantido. Talvez varie de país para país, de cultura para cultura. Portugal não é exactamente o país melhor para confirmar esse contágio da bondade.

Depois parece-me que há pessoas com mais tendência natural para a bondade do que outras. 

Já me parece mais certo que há um efeito garantido de contágio na maldade.Isso, do que me dá a observar, é mais certo que o contágio da bondade. A bondade tem muitos inimigos: a insegurança, a vaidade, o orgulho, o preconceito. A maldade tem poucos inimigos: tem apenas a culpa. Mas essa resolve-se com argumentos de grande validade aparente. :)

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publicado às 12:41

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