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Zeinal Bava quando questionado porque a PT aplicou cerca de 500 milhões de euros na dívida da ESI, uma empresa sem avaliação de risco, sem rating, respondeu que a ESI era dona da ESFG que tinha rating da Moody´s e da Fitch. «Então porque é que não investiram na dívida da ESFG?», perguntam-lhe. «Porque a mãe era ESI era dona da ESFG, que tinha um rating, a ESI tinha contas também». 

Há provas finais de que, caso a ESI não cumprisse, o BES pagava? «Eu não tenho essas provas. A parceria estratégica dava-nos o conforto de que iriam cumprir». «Tínhamos administradores comuns, BES e PT»

«Lembro-me de haver, há muitos anos atrás, essa preocupação de haver cartas conforto do BES».  

«Com certeza que a equipa tinha uma noção do que era o risco [da ESI]».

– É estranho que fale das contas da ESI, uma vez que o relatório da PwC refere que o prospecto da emissão de dívida da ESI que a PT subscreveu quando ainda era CEO, em 2013, apenas continha as contas da ESI de 2010 e 2011...

«Estranho em que aspecto?», pergunta para responder. Disse depois de muito pensar: «As contas de 2012....». Gaguejou. É interpelado: «a Price diz...». Responde: «Eu não tenho o relatório da Price, tenho apenas o resumo». 

«Havia da parte da PT a convicção que era tudo investimentos no nosso parceiro. Para nós era risco BES, que era o parceiro da PT».  «Havia um histórico, sempre pagaram, e essas  aplicações foram reembolsadas. Foram pagas».

Para Zeinal Bava toda a resposta à aplicação da tesouraria da PT no GES tinha origem no acordo de parceria estratégica com o BES assinado em 2000, quando ele ainda não estava no board.

Zeinal Bava claramente vinha preparado para responder pela aplicação da PT em papel comercial da Rioforte que é aquela que ocorre depois da sua saída da PT (4 de Junho de 2013) para a Oi. O foco da sua preparação era desmentir a sua responsabilidade na compra da dívida da Rioforte. Depois de sair da PT SGPS foi para a Oi dedicar-se à parte operacional e desligou-se da PT SGPS (por causa do conflito de interesse).Não sabia, não estava lá, etc, nem tinha que saber, por causa desse conflito de interesse. Fez questão de explicar que a PT Portugal só passou a gerir os excedentes de tesouraria a partir de 5 de Maio de 2014, antes disso era decidido na PT SGPS (era isto que queria explicar para demonstrar que não tem nada a ver com a aplicação da Rioforte que levou a PT à falência).

Zeinal não pensou que o confrontassem exaustivamente com as aplicações da PT SGPS na ESI e outras empresas do GES até 4 Junho de 2013, quando ainda era CEO da PT.

Até ao dia 4 de Junho não houve reparos aos investimentos da PT na ESI. Disse Zeinal como que em resposta ao relatório e reparos da PwC feitos mais tarde.

Ninguém assinou os documentos que autorizam os investimentos da PT no GES. Nem o director de finanças corporativas, nem o CFO, nem o CEO, conforme regulamentos internos. 

Zeinal disse: «havia uma relação de confiança com o BES e a CGD e é normal que um documento que não chegue de manhã e chegue à tarde»

Zeinal sempre que a pergunta era mais difícil, tentava fugir para a dimensão da PT e do número de clientes que tinha, etc. para a parte operacional, tal e qual como fazia nas conferências de imprensa. 

Dominou o inquérito quando o tema foi puramente financeiro. Disse com desenvoltura quando questionado porque é que a PT emitiu divida de mil milhões para depois investir 500 milhões no GES. Explicou à deputada que esta estava a comparar erradamente os preços de dívida a 7 anos com os preços da dívida a dois ou três meses. O preço de um empréstimo a sete anos (emissão da PT) não pode ser comparado ao preço de um empréstimo a dois meses (ESI), onde a PT aplicou metade desses mil milhões emitidos a uma taxa de quatro e tal por cento.

Discutiram a diferença entre excedente de tesouraria e flexibilidade financeira. «Excedente de tesouraria é ter mais dinheiro do que o eu preciso. Flexibilidade financeira é alargar prazos de financiamento, não é o mesmo que excedente de tesouraria».

Zeinal Bava tentou a todo o custo evitar dizer que foi o CFO Luís Pacheco de Melo (de quem é amigo) quem aprovou os investimentos na ESI.

Remeteu para os procedimentos internos. Em 2004 decidiu-se que se os investimentos de tesouraria fossem em empresas com participação qualificada tinha de haver um escrutínio ex-ante da comissão de auditoria. A ordem de 2004 delegava em qualquer um dos três - CFO, CEO, ou director de finanças corporativas - aprovar essas aplicações.

Em 2010 a comissão de governo, para flexibilizar, isentou, para excedentes de tesouraria, essa obrigação (deixou de ser um dos três a ter de aprovar essas aplicações). E foi o que se viu... 

 

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publicado às 01:27

Aposta

por Maria Teixeira Alves, em 25.02.15

Aposto que a OPA do La Caixa ao BPI vai ter sucesso... e eu gosto de apostar com alguma segurança :)

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publicado às 22:31

O pedido de registo deu hoje (25 de Fevereiro) entrada na CMVM. Logo, e se não houver pedido de informações adicionais que paralisam a contagem do prazo, a CMVM tem oito dias para avaliar o prospecto e decidir se dá ou não o registo. Sem demoras o registo é concedido até 5 de Março. Entretanto a administração do BPI tem oito dias para se pronunciar sobre a OPA. 

A OPA, uma vez registada, começa a correr o seu prazo que vai desde duas a 10 semanas.
O que significa poder estar concluída algures entre o fim de Março e o meio de Maio. 
A pressa é para ir a tempo de o BPI avançar com uma proposta vinculativa ao Novo Banco.

 

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publicado às 19:00

Pode o BPI ainda sonhar com o Novo Banco?

por Maria Teixeira Alves, em 25.02.15

Vamos fazer as contas aos prazos da OPA do CaixaBank ao BPI?

O que diz a lei? Diz que a sociedade visada está limitada a actos de gestão corrente. O que à partida exclui aquisições, distribuição extraordinária de dividendos, etc.

A partir do momento em que tome conhecimento da decisão de lançamento de oferta pública de aquisição que incida sobre mais de um terço dos valores mobiliários da respectiva categoria e até ao apuramento do resultado ou até à cessação, em momento anterior, do respectivo processo, o órgão de administração da sociedade visada não pode praticar actos susceptíveis de alterar de modo relevante a situação patrimonial da sociedade visada que não se reconduzam à gestão normal da sociedade e que possam afectar de modo significativo os objectivos anunciados pelo oferente.

O anúncio preliminar foi lançado no dia 17 de Fevereiro último.

A lei diz que o Caixabank (oferente) tem de: Requerer o registo da oferta no prazo de 20 dias, prorrogável pela CMVM até 60 dias nas ofertas públicas de troca. 

Assim o Caixabank tem de pedir o registo da oferta (o que implica a CMVM ter de aprovar antes o prospecto) até ao dia 9 de Março. Se tudo correr normalmente. 

O registo de oferta pública de aquisição implica a aprovação do respectivo prospecto e baseia-se em critérios de legalidade.

A CMVM tem um prazo para dar o registo e o comunicar: A aprovação do prospecto pela CMVM, bem como o registo ou a sua recusa devem ser comunicados ao oferente no prazo de oito dias, em oferta pública de aquisição.

Os prazos referidos no número anterior contam-se a partir da recepção do pedido ou das informações complementares solicitadas ao oferente ou a terceiros.

Assim, a CMVM tem até ao dia 17 de Março para aprovar o registo. Se tudo correr sem contratempos e sem adiamentos dos prazos. 

O anúncio de lançamento da OPA pela CaixaBank deve ser publicado, em simultâneo com a divulgação do prospecto.

A lei diz ainda que:

O órgão de administração da sociedade visada deve, no prazo de oito dias a contar da recepção dos projectos de prospecto e de anúncio de lançamento e no prazo de cinco dias após a divulgação de adenda aos documentos da oferta, enviar ao oferente e à CMVM e divulgar ao público um relatório elaborado nos termos do artigo 7.º sobre a oportunidade e as condições da oferta.

Depois da aprovação do registo a administração de Fernando Ulrich tem aparentemente até ao dia 17 de Março para elaborar o relatório sobre a OPA. Isto é, para avaliar a OPA do seu accionista Caixabank. 

O que disse o BPI?

Nos termos previstos pelo artigo 181º do Código dos Valores Mobiliários, o Conselho de Administração do Banco BPI, S.A. deverá elaborar um relatório sobre a oportunidade e as condições da oferta no prazo de oito dias, contados a partir da data em que receba do oferente os respectivos projectos de prospecto e de anúncio de lançamento. Independentemente dos desenvolvimentos do processo da Oferta, o Banco BPI prosseguirá sem alterações e com inteira normalidade o seu plano de actividades, incluindo a anunciada candidatura à aquisição do Novo Banco, nos termos estabelecidos pelas Autoridades.

O Banco BPI garante que prossegue a candidatura ao Novo Banco.

Ora, há 15 instituições pré-qualificadas no processo de venda que têm até 20 de Março para apresentarem propostas não vinculativas

Ou seja, a proposta, sendo não vinculativa não obriga à aquisição, logo o BPI não está impedido de apresentar uma proposta não vinculativa à compra do Novo Banco apesar da circunstância em que se encontra (sob OPA). Ou seja, esta oferta não vinculativa não viola a "Limitação dos poderes da sociedade visada" (artigo 182º do CVM) aplicável a quem está na pendência de uma oferta pública.

Mas, e para a proposta vinculativa?

Há sempre a possibilidade de a OPA estar resolvida antes do fim do concurso do Novo Banco.  Isto é, se a oferta vinculativa à compra Novo Banco se fizer depois do apuramento do resultado da oferta.

É provável este cenário?

O prazo da oferta pode variar entre 2 e 10 semanas pois a CMVM, por sua própria iniciativa ou a pedido do oferente, pode prorrogar a oferta em caso de revisão, lançamento de oferta concorrente ou quando a protecção dos interesses dos destinatários o justifique.

Se a OPA demorar duas semanas entre fim de Março e princípio de Abril pode haver um desfecho da OPA. Se demorar 10 semanas, só lá para 25 de Maio estaríamos a apurar os resultados da OPA do Caixabank. Nessa altura ainda poderia estar a decorrer o prazo para apresentação das propostas vinculativas à compra do Novo Banco? É o que não se sabe.

Mas há excepções legais. Que nuances legais que podem ajudar à operação de compra do Novo Banco?

A lei prevê que a administração do BPI aprove actos que não sejam de gestão corrente, desde que se convoque uma Assembleia Geral do BPI para tal. Para isso essa reunião tem de ser convocada com 15 dias de antecedência (prazo mais curto que o normal). Depois da entrega da oferta não vinculativa, o BPI pode convocar a AG para este feito.

O BPI terá ainda de convocar uma Assembleia Geral para votar a desblindagem de estatutos, antes do fim do prazo da OPA, pois que é uma das condições de sucesso da oferta. Penso que o prazo entre a convocação e a realização da AG terá aqui de ser um mês.

Aparentemente terão de ser convocadas duas AG. Pois a excepção ao 182º, definido no número 1, alínea b, exige uma AG exclusiva para a excepção às limitações a que está sujeita a sociedade visada - o BPI - na pendência de uma Oferta. Ou sejam, a discussão da oferta vinculativa à compra do Novo Banco, terá de ser feita numa AG diferente daquela que votará a desblindagem dos estatutos do BPI para que a OPA prossiga. 

Ambos os temas exigem 75% dos votos emitidos em AG. 

 As deliberações da assembleia geral (...) bem como as relativas à distribuição antecipada de dividendos e de outros rendimentos, apenas podem ser tomadas pela maioria exigida para a alteração dos estatutos. Os estatutos dizem que são precisos 75% dos votos expressos. Mas diz também que todos os votos do BPI são emitidos e depois não são contados os que ultrapassam os 20%. Ou seja os votos do La Caixa são emitidos e são expressos na totalidade, mas apenas são contados em 20%. Votos emitidos ou votos expressos são a mesma coisa. Aliás a lei é explicita: 2 - Os estatutos das sociedades abertas sujeitas a lei pessoal portuguesa (...) não podem fazer depender a alteração ou a eliminação das restrições referentes à transmissão ou ao exercício do direito de voto de quórum deliberativo mais agravado do que o respeitante a 75 % dos votos emitidos. Isto é, 75% dos votos expressos não podem tornar mais difícil a desblindagem do que 75% dos votos emitidos. 

Há ainda outra questão em análise. O facto de o oferente ser espanhol está sujeito à lei espanhola.

O mesmo artigo (182º) do CVM, no número seis, diz que O regime previsto neste artigo [182º] não é aplicável a ofertas públicas de aquisição dirigidas por sociedades oferentes que não estejam sujeitas às mesmas regras ou que sejam dominadas por sociedade que não se sujeite às mesmas regras.

Aqui teremos de ver que regime legal rege o Caixabank, o oferente. 

Penso que o BPI pode avançar para o Novo Banco no que à lei diz respeito. Mas a grande dependência da OPA resulta do factor capacidade financeira. Aquisições exigem capital e o BPI terá de o pedir aos seus accionistas. A oferta vinculativa sobre o Novo Banco terá de ter no horizonte a capacidade financeira efectiva para a compra, caso venha a ser o vencedor do concurso. Isto é, o BPI terá de fazer um aumento de capital a tempo de concluir a aquisição. Se a OPA se atrasar, isso pode comprometer a demonstração da capacidade financeira na oferta vinculativa ao Novo Banco. 

O BPI terá de fazer uma oferta vinculativa ao Novo Banco já com a OPA do Caixabank a caminho do sucesso, ou já resolvida. A AG que votará a desblindagem deverá de ter em agenda uma autorização para um aumento do capital do BPI. 

Se a OPA falhar, o BPI só pode avançar para a compra do Novo Banco com o agreement dos accionistas para um aumento de capital. É preciso que os três maiores accionistas votem a favor desse aumento de capital.

 

 

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publicado às 00:48

Espingardas para o BPI

por Maria Teixeira Alves, em 23.02.15

O grupo Violas, accionista fundador do BPI, mais precisamente os herdeiros da família que sempre teve boas relações com Artur Santos Silva, reforçou a sua posição no banco após o anúncio da OPA do CaixaBank. A “holding” Violas Ferreira Financial investiu 10,7 milhões para passar a controlar mais de 2,5% da instituição liderada por Fernando Ulrich.

Com este investimento, a Violas Ferreira volta a ter uma participação qualificada no BPI.

Ora porque será que reforçaram?

Preparam espingardas para a Assembleia Geral do BPI que votará a desblindagem de estatutos, condição sine qua non para o sucesso da OPA. Os prazos apertam porque há um Novo Banco para comprar e há que despachar a OPA antes que seja impossível comprar o lado bom do velho BES.

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publicado às 21:42

Os piores da red carpet

por Maria Teixeira Alves, em 23.02.15

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1- Kelly Osbourne, campeã do mau gosto. Cabelo roxo?! Vestido rodado para uma mulher tamanho 44?!

2- Ava DuVernay num vestido Prada horrível a puxar ao indiano

3- Blanca Blanco em labaredas!

4- Chloe Grace Moretz no engordativo vestido Miu Miu. Parece uma camilha.. 

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E os homens? 

1- A abrir a galeria da tragédia, estão estes dois passarinhos: David Burtka e Neil Patrick Harris, um de branco, estilo criado de mesa (Brunello Cucinelli) e o outro de smoking ... cinzento claro. Sem comentários.

2- Jared Leto num smoking, ou lá o que isto é, desenhado pela Givenchy. Pavoroso da cabeça aos pés. Desde a côr a tudo o resto.

3- Mário Lopez isto é um smoking? Parece o "fato de domingo" do galã da Reboleira. 

4- David Oyelowo e um smoking... encarnado?! Quase tão mau como o que o jogador Messi se apresenta nas galas.

 

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1- Jeff Goldblum e Adrien Brody, ambos vestidos por Dolce & Gabbana. O primeiro melhor que o segundo. Brody so kitsch!

2- J.K. Simmons e Michelle Schumacher. J.K. Simmons ganhou o óscar de melhor actor secundário pelo seu trabalho em Whiplash, mas usa o smoking como se fosse para um rodeo.

3- Keira Knightley  embrulhada num vestido Valentino, floral e grotesco. Parece uma matrona.

4- Kelly Preston, vestida por Gustavo Cadile, e John Travolta vestido pelo seu mau gosto. Uma corrente em vez de um laço?!

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1- Kevin Hart num smoking branco e preto da Lanvin e com uns sapatos Dior. Pior era difícil, mas não impossível, como se verá.

2- Lady Gaga cantou a música no coração de forma surpreendente, mostrou ser melhor do que o seu normal boneco sugere. Mas a toilette não foi o seu forte. Escolheu este vestido Azzedine Alaia com umas luvas encarnadas (de borracha?!) que mais parecia que ia fazer limpezas. 

3- Questlove. What a name (o verdadeiro nome é Ahmir Khalib Thompson)! What a tuxedo! My God! Caricata esta fatiota que substituiu o tradicional smoking do protocolo. Pior é mesmo impossível!

4- Will I Am. É assim que se intitula o rapper William James Adam. E veste-se desta forma. Lamentável. 

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E agora a galeria dos horrores:

1 - Colleen Atwood, terrível!

2- Diane Warren pretendendo mostrar ser uma rock star chic, mas a não passar de uma mulher masculina num smoking prateado, parece que vai cantar Sinatra.

 3- Mas o top do horror na passadeira dos óscares foi mesmo esta dupla, de nomes Tegan e Sarah. Não há palavras que descrevam esta facada na estética.

4- Lorelei Linklater num vestido bastante feio da Gabriela Cadena. Bom mas pelo menos é feminino.

Destaque ainda para Patrícia Arquette que tinha um vestido sóbrio, preto e branco, mas cujo feitio não disfarçava aquele corpo roliço. 

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publicado às 21:17

Os melhores da red carpet (Óscares 2015)

por Maria Teixeira Alves, em 23.02.15

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1- O vestido cor de coral da Anna Kendrick (estilista Thakoon)

2- O vestido rosa desmaiado da Gwyneth Paltrow (de Ralph & Russo)

3- O vestido metalizado da Laura Dern, desenhado pela Alberta Ferretti 

4- Ninguém gostou, mas eu acho um dos melhores este vestido brilhante da Nicole Kidman, desenhado pela Louis Vuitton.

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Homens sóbrios e clássicos

1- Alejandro Gonzalez Inarritu e Maria Eladia Hagerman

2- Chris Pine (Fred Leighton)

3- Clint Eastwood e Bradley Cooper (os homens mais bonitos no seu tempo). O smoking é Salvatore Ferragamo

4- Andy Samberg com a sua mulher que apareceu vestida de noiva?!

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1- Felicity Jones neste vestido de Alexander McQueen

2- Jamie Chung neste vestido fantástico cor de chumbo

3- Jennifer Aniston num Versace cor de champagne

4- Jennifer Hudson com um vestido de um amarelo clássico da Romona Keveza

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1- Nancy Carell (vestido de Monique Lhuillier) e Steve Carell (Bruno Cucinelli), porque a tradição ainda é o que era.

2- Sophie Hunter e Benedict Cumberbatch (de smoking branco, mas clássico)

3- Karolina Kurkova (num vestido Marchesa)

4- Kerry Washington num vestido sóbrio da Miu Miu.

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1- Viola Davis num vestido cor de champagne de Zac Posen 

2- Zendaya num vestido clássico, branco, uma vez mais.

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1- Lupita Nyong num vestido de perólas da Calvin Klein. Aqui em detalhe:

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2- Paige Butcher com um vestido roxo bonito e Eddie Murphy a quem podiamos pedir um whisky por engano se ele não fosse uma estrela de cinema universal.

3- Janne Tyldum e Morten Tyldum. O elogio da normalidade. Sóbrios e o vestido dela é top. Ele é meio esgadelhado, mas pelo menos tem um smoking banal.Aqui o banal é bom.

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publicado às 18:11

Os Óscares e a sua gestão difícil das quotas das minorias

por Maria Teixeira Alves, em 23.02.15

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Os americanos são um povo que quer atingir a perfeição através da justiça e submetem tudo a essa lógica protestante. Por isso há em cada americano um justiceiro. Serve isto para dizer que qualquer avaliação de qualidade está balizada pelas quotas da minorias, pela condescendência aos "fracos e oprimidos", e uma certa intolerância e antipatia pelos caucasianos, bonitos, casados e bem sucedidos (são logo considerados perigosos republicanos). 

São conhecidos os protestos dos afro-americanos por não ter havido nomeados da sua "comunidade". Pouco importa se mereciam ou não, mas tinha de haver uma quota. Foi aliás motivo de chacota pelo apresentador (por sua vez, também digníssimo representante de outra minoria, aliás todos os anos parece repetir-se o caso na apresentação da cerimónia. Será por mero acaso? Serão critérios de mérito que precedem à escolha do apresentador? Ou serão critérios "políticos"?) quando, a certa altura  faz uma piada, a de que os Óscares vão premiar “the best and the whitest – sorry – brightest” (os melhores e os mais brancos). Uma referência aos protestos pela falta de nomeados negros.

A riqueza foi também criticada pelo franzino Neil Patrick Harris, quando faz uma piada à fortuna da Oprah Winfrey – comparando a fortuna da apresentadora ao orçamento de “Sniper Americano” (realizado pelo republicano Clint Eastwood). Mas a afro-americana Oprah não pareceu achar piada. Mais uma acha para a fogueira das contestações da comunidade?

Os momentos mais víris da sessão foram a subida ao palco do actor Jack Black para tentar elevar o registo de comédia que estava a ser impresso pelo apresentador (não estava muito alto, convenhamos), e o abraço sexy de John Travolta à actriz Scarlett Johansson, com um vestido verde bom para as curvas :). Aliás vai ser a fotografia que mais marcará a sessão dos Óscares de 2015, parece-me.

Patrícia Arquette, que ganhou o Óscar de melhor actriz secundária com o seu papel em Boyhood, usou o prémio para exaltar mais uma "minoria oprimida", desta vez as mulheres (!!!) – nunca me senti tal. Foi o primeiro discurso político da noite: defesa da igualdade de direitos para as mulheres, por Patrícia Arquette. Uma feminista, portanto.

Começam a parecer os velhos discursos das "Miss", que assim que ganhavam o prémio sentiam necessidade de o dedicar aos pobres do mundo e a dizer que tudo o que queriam era a paz mundial. 

Deve ser difícil neste contexto, agradar a gregos e a troianos e ainda ter de escolher os melhores por critérios cinematográficos. Mas ainda assim a escolha não foi totalmente desprovida de sentido. Discordando da escolha do Óscar para melhor argumento adaptado que foi entregue ao filme "Teoria da Imitação", quando devia ter sido entregue à Teoria de Tudo – o filme que deu o Óscar de melhor actor a Eddie Redmayne, merecidamente, diga-se. Pode dizer-se que as escolhas foram merecidas. Foi merecido o Óscar de melhor filme a Birdman - a Inesperada Virtude da Ignorância (bom e revelador título para este filme). Tive pena de Boyhood ter sido o grande derrotado da noite, mas foi vítima de estar na corrida aos lugares cimeiros. O filme que disputa os melhores títulos está sempre naquela posição de: ou ganha tudo ou nada.

O melhor filme a concurso era o Grand Budapest Hotel, de Wes Andersen, e ganhou muitos Óscares mas apenas técnicos e nenhum dos principais. 

 

Eis a lista completa de vencedores dos Óscares 2015:

Melhor Filme
Birdman

Melhor Realizador
Alejandro González Iñárritu (Birdman)

Melhor Actor
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Melhor Actriz
Julianne Moore (O Meu Nome é Alice)

Melhor Actor Secundário
J.K. Simmons (Whiplash)

Melhor Actriz Secundária
Patricia Arquette (Boyhood)

Melhor Argumento Original
Birdman

Melhor Argumento Adaptado
O Jogo da Imitação

Melhor Filme de Animação (Longa-Metragem)
Big Hero 6 – Os Novos Heróis

Melhor Filme Estrangeiro
Ida (Polónia)

Melhor Filme de Animação (Curta-Metragem)
Festim

Melhor Documentário (Longa-Metragem)
Citizenfour

Melhor Documentário (Curta-Metragem)
Crisis  Hotline: Veterans Press 1

Melhor Curta-Metragem
The Phone Call

Melhor Fotografia
“Birdman” (Emmanuel Lubezki)

Melhor Montagem
Whiplash

Melhor Banda Sonora Original
Alexandre Desplat – Grand  Budapest Hotel

Melhor Canção Original
“Glory” – Selma (John Stephens e Lonnie Lynn)

Melhor Edição de Som
Sniper Americano

Melhor Mistura Sonora
Whiplash

Melhor Direcção Artística
Grand  Budapest Hotel

Melhores Efeitos Visuais
Interstellar

Melhor Guarda-Roupa
Grand Budapest Hotel

Melhor Caracterização
Grand  Budapest Hotel

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publicado às 13:41

Boyhood

por Maria Teixeira Alves, em 22.02.15

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Boyhood, o filme que imita a vida. Porque a vida acontece-nos. Podemos tentar mudar as circuntâncias, mas poucas são as vezes que o conseguimos. Nesse aspecto Richard Linklater, o realizador que já tinha feito o filme Antes do Amanhecer, foi de uma grande sabedoria

 

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publicado às 18:21

And the Oscar goes to...

por Maria Teixeira Alves, em 22.02.15

Apostas:

Melhor Filme
Birdman

Melhor Realizador
Richard Linklater, por Boyhood – Momentos de uma Vida

Melhor Actor
Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo

Melhor Actriz
Julianne Moore, em O Meu Nome é Alice

Melhor Actor Secundário
Edward Norton, em Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)

Melhor Actriz Secundária
Patricia Arquette, em Boyhood – Momentos de uma Vida

Melhor Argumento Adaptado
A Teoria de tudo

Melhor Argumento Original
Grand Budapest Hotel

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Ida, Polónia

Melhor Direcção de Fotografia
Ida

Melhor Guarda Roupa
The Grand Budapest Hotel

Melhor Montagem
Grand Budapest Hotel

Melhor Caracterização
Birdman

Melhor Banda Sonora
Grand Budapest Hotel, de Alexandre Desplat

Melhor Canção
Glory, em Selma

Direcção Artística
Grand Budapest Hotel

Montagem de Som
Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)

Mistura de Som
Birdman ou (a Inesperada Virtude da Ignorância)

Efeitos Visuais
Interstellar

Melhor Documentário (longa metragem)
The Salt of The Earth

Longa Metragem de Animação
Os Monstros das Caixas

 

Resultado: 10 certos

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publicado às 12:24

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