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BPI entre a espada e a parede

por Maria Teixeira Alves, em 28.01.15

Deixar de ter uma participação de controlo no Banco de Fomento Angola (BFA); levar o banco a reduzir a sua carteira de dívida pública angolana ou comprar o Novo Banco para diluir o peso do BFA no balanço são as principais opções que o BPI terá de ter em cima da mesa para responder às exigências do Banco Central Europeu (BCE). Mas paradoxalmente a compra do Novo Banco está cada vez mais distante.

A exclusão de Angola da lista de países considerados equiparados à União Europeia para propósitos de regulamentação e supervisão impactam negativamente no capital do banco liderado por Fernando Ulrich em 90 pontos base, quase 1%. Só para se ter uma ideia, o total de Activos Ponderados pelo Risco (RWA) atribuíveis à exposição indirecta do Banco BPI ao Estado Angolano e ao BNA era de 799 milhões de euros e 437 milhões de euros, respectivamente, antes desta mudança. Com a aplicação, a partir de 1 de Janeiro de 2015, dos novos ponderadores, os RWA atribuíveis ao Estado Angolano aumentam para 3.616 milhões de euros e os RWA atribuíveis ao BNA aumentam para 1.297 milhões de euros, o que corresponde a um aumento total de RWA de 3,7 mil milhões de euros. Foi fatal para o banco mais bem comportado do sistema.

Angola sair da lista de países terceiros com regulamentação e supervisão equivalentes às da União Europeia não é nada de admirar. Basta ver o caso do BESA para estranhar como pode alguma vez ser considerado equivalente à UE. Mas que essa evidência se tornou uma maçada para um dos mais importantes bancos portugueses isso tornou. O BFA é a jóia da coroa do BPI que tem visto o negócio no mercado doméstico contrair-se. O BFA pesa quase 50% nos proveitos bancários e um terço nos depósitos do banco português. A situação não é fácil para o banco. É uma espécie de 'escolha de Sofia' deixar de controlar o BFA e consolidar todos os resultados angolanos ou ter de reforçar o capital.

Fernando Ulrich vai ainda ter de decidir entre reduzir a exposição indirecta em kwanzas do Banco BPI ao Estado Angolano, traduzida em títulos da dívida pública angolana detidos pelo BFA e em crédito concedido ao Estado Angolano pelo BFA e ao Banco Nacional de Angola, traduzida em reservas mínimas de caixa, outros depósitos e reportes também do BFA. Em alternativa pode crescer por aquisições e reduzir o peso relativo de Angola no seu balanço consolidado. Mas para isso também não tem capital. 

Vejamos: 

O BPI pode vender 1% do BFA para deixar de ter o controlo do banco. Mas há ainda o risco de a exposição a dívida soberana Angolana ter de ser drásticamente reduzida – o que tem forte impacto nas receitas do banco. O limite para investir em dívida soberana angolana (que é de 25% dos fundos próprios consolidados)  – o limite dos grandes riscos – foi ultrapassado com estas alterações contabilísticas europeias. 

Por outro lado as probabilidades de compra do Novo Banco são agora mais baixas. Pois o capital do banco é mais baixo e a compra do Novo Banco exige capital. Estando o Santander Totta e outros na corrida a pressão no preço é maior. O preço que o BPI pode oferecer é facilmente coberto pelo Santander que tem uma grande capacidade financeira (acaba de fazer um aumento de capital o banco espanhol). 

Como é que o BPI pode comprar o Novo Banco? Teria de convencer os accionistas todos (incluindo angolanos e alemães) a irem a um aumento de capital. 

Mas há o cenário alternativo de o Caixa Bank comprar o Novo Banco, em substituição do seu participado BPI (o La Caixa tem 44,1% do BPI). Mas como faria depois a integração do BPI com o Novo Banco, não tendo o La Caixa 100%, ou sequer mais de 50%, do banco liderado por Fernando Ulrich?

O BPI pode fazer um grande aumento de capital protegido pelo La Caixa. Onde este garanta que se os angolanos da Santoro e os alemães da Allianz não quiserem investir, o La Caixa estaria lá para pôr o capital, e assim iria reforçar a sua posição no BPI. Até podia correr o risco de ter de lançar obrigatoriamente uma OPA sobre o BPI. Mas dadas as sinergias que daí retiraria compensa ao Caixa Bank esse investimento?

Talvez o Novo Banco esteja destinado a ser do Santander. Eduardo Stock da Cunha iria parar à casa da partida. Será que gosta da ideia?

E o BPI o que fará sem a maioria do BFA?  Sem Novo Banco não lhe restará alternativa senão vender uma parte do BFA.

Amanhã o BPI apresenta resultados. Serão esperadas perguntas sobre o enublado caminho do banco.  

 

 

 

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publicado às 14:39

Notas Gregas

por António Canavarro, em 27.01.15

Nota 1

Foi criada na União Europeia a ideia que a construção europeia chegou ao cume da montanha, e que, doravante, tudo rolaria sobre rodas. Trata-se de um grave erro, natural em políticos incultos e sem uma mínima ideia da História da Europa e dos Europeus. A História da Europa não é – como nunca foi – um dado adquirido, antes pelo contrário, pelo que seria urgente oferecer aos nossos dirigentes um pequeno e profundo ensaio sobre Nós: “ Europa: Uma Aventura Inacabada” (2004)  de Zygmunt Bauman (1925). Com efeito, e passados 10 anos sobre a edição deste livro, os acontecimentos políticos do passado domingo na Grécia demonstram que a montanha pariu um rato. Nada está naturalmente perdido (embora Bruxelas e as chefias europeias desconfiem) é tão-somente mais um ajuste numa brilhante e longa história!

Nota 2

Dizem que a direita e a esquerda são como o azeite e a água, não se misturam... Enfim, isto é uma certeza popular, com provas cientificas. Falo da água e do azeite... porque os gregos querem provar que , ao fim e ao cabo, a esquerda e a direita podem coabitar.. Enfim, na Grécia tudo é possível!

Nota 3

Ouvir Catarina Martins a falar no rescaldo da vitória do Syriza até parecia que foi ela quem ganhou as eleições, e eu até senti arrepios... Mas não foi. Por outro lado, já se conhece o futuro homem forte das finanças gregas e não me parece, a  ver pela notícia,  que seja tão radical quanto isso. 

 

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publicado às 12:39

Heart of stone

por Maria Teixeira Alves, em 26.01.15

IMG_0425 (3).JPG

 

Because you never breaks that heart of stone. 

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publicado às 20:41

Primeira grande mudança na Grécia...

por Maria Teixeira Alves, em 26.01.15

A morte de Demis Roussos... deve ter sido de desgosto da vitória do Syriza nas eleições.

 

 

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publicado às 14:03

A cereja na tragédia grega

por António Canavarro, em 25.01.15

Syriza vence na Grécia. 

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publicado às 18:44

A invisibilidade

por António Canavarro, em 23.01.15

pcoelho.jpg

Recordo de ter lido, há alguns anos, que na opinião de um filósofo espanhol, vivemos numa Sociedade Invisível. Se, por um lado, como o tempo foi passando, perdi, de certa forma, a capacidade de argumentar, por outro lado, e à boleia desta interessante ideia, graças ao populismo malabarista de alguns, podemos concluir que há gente invisível. Ou sejam, pessoas que actuando invisivelmente, que  de tudo são capazes, passam incólumes.

Uma verdade que esta imagem (encontrada aqui) reflecte na perfeição! 

 

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publicado às 11:42

Hoje é dia de pensar nas crianças

por Maria Teixeira Alves, em 22.01.15

Hoje é dia de pensar no supremo interesse das crianças. As modas podem mudar mas só há filhos porque há pai e mãe. Essa realidade é imutável porque é a única verdadeira. Os filhos adoptados são crianças iguais às outras. Merecem ter direito ao mesmo. É nelas que se tem de pensar. Dar a cada criança um pai e uma mãe. 

Amar uma criança é querer isso para ela, não é querer tê-la sob a alçada custe o que custar.

Tudo o resto são campanhas mais ou menos políticas e nada mais do que isso. 

O PSD tem de ser responsável. 

Tenho dito e aguardo o espírito Charlie que tantos apregoam para respeitar as opiniões divergentes. Elas são muito mais do que se pode pensar. A opinião da moda só domina nos jornais.

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publicado às 10:23

Birdman, cinema e literatura

por Maria Teixeira Alves, em 22.01.15

“De que falamos quando falamos de amor”, de Robert Carver inspira a comédia negra Birdman do realizador mexicano Alejandro González Iñarritu. O filme chama-se Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância) - uma boa tradução a deste título.

O filme é memorável e o mais provável é ganhar o Óscar de melhor filme. Mesmo contra o Boyhood, que é óptimo.O Óscar de melhor actor também vai para Michael Keaton. 

O suícido do actor é um tema deveras actual em hollywood que viu desaparecer recentemente grandes estrelas.

Birdman é um filme de grandes interpretações e magníficos momentos como aquele em que Mike (Edward Norton) partilha com Sam (Ema Stone) no terraço a jogar verdade ou consequência, em que Mike o actor escolhe sempre a verdade, "porque a verdade é mais interessante".

Já agora a peça de Carver aparece como acessória ao enredo. Mas "de que falamos quando falamos de amor" é um título interessante. Apetece responder.

O livro são pequeninos contos - episódios do quotidiano - que falam de amor, de todas as formas de amor – e muito da falta dele -, amor fraterno, amor amante, amor conjugal, amor perdido, amor reencontrado, amor amizade e de desamor, muito desamor… São pequenos relatos de amor, de desejo, de morte, de egoísmo e de crueldade como só o amor frustado pode ter.

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publicado às 04:48

Que país este!

por Maria Teixeira Alves, em 20.01.15

A PT sob a presidência de Zeinal Bava e pelas mãos de Rui Pedro Soares tentou comprar ou ter uma participação importante na TVI. Depois de uma guerra mediática entre Manuela Moura Guedes e José Sócrates.

O então presidente da comissão executiva da PT chegou a garantir na comissão de inquérito que o interesse na compra de uma participação minoritária na Media Capital era «estritamente empresarial».

Em 2010 Zeinal Bava dizia que Rui Pedro Soares entrou no negócio PT/TVI porque era o administrador «mais à mão» no dia 19 de Junho à entrada para uma reunião com a Prisa.

A Controlinveste foi a senhora que se seguiu. Os bancos (incluindo o BES) converteram créditos em capital. Logo a gestão dos jornais e da empresa sofreram alterações. O que até podia ser normal. O advogado que é o chairman da empresa é por coincidência o advogado de Sócrates, de Ricardo Salgado, entre outras. Agora surge a notícia que o Director do JN foi escolhido por Sócrates e concretizado pelo presidente da Controlinveste diz o Correio da Manhã.

Mas havia mais lugares no grupo Controlinveste em que houve tentativas de sugerir nomes dos quais não vou falar aqui porque ainda não foram notícia.

O BES financiou a compra de jornais, deu empréstimos sem qualquer racionalidade económica. Eu se for pedir 5 milhões para comprar uma casa que vale um milhão a mim ninguém me dá, mas a imprensa é uma área especial. 

Os jornalistas muito independentes e irreverentes começaram a ser mal vistos, quando não mesmo afastados. 

Não se sabe por que milagre, mas talvez este Governo, ou a troika também, tenham alguma coisa a ver com isso, mas de repente esse mundo começou a ruir. Ainda não acabou totalmente a queda, mas está nesse caminho.

Zeinal Bava já não está. Ricardo Salgado já não está. Os aliados de Ricardo Salgado no BES já não estão. Sócrates está preso. E as notícias e as escutas começam a trazer à luz do dia as ligações perigosas que estavam encapotadas. 

Este mundo era um lugar estranho. 

O mundo mudou e até às eleições ainda mudará mais. 

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publicado às 16:34

Prefácio

por Maria Teixeira Alves, em 17.01.15

O livro é como um biombo, o autor despe-se por detrás. O que eu gostava que dissessem sobre este livro é que se trata do retrato impiedoso e irónico da sociedade portuguesa contemporânea, num tempo em que os sonhos se tornam mitos, as alianças de poder subterrâneas autênticas caricaturas. Ter o mundo aos pés é apenas uma ilusão bem esgalhada, que perigosamente parece real e é apenas uma questão de tempo até descobrirmos que tudo não passou de uma ilusão. A queda do Grupo Espírito Santo é um paradigma dessa desilusão, desse mito da infalibilidade.
Não somos nada, nunca seremos nada mas temos todos os sonhos do mundo, para invocar Álvaro de Campos. O poder é por definição temporário. Nem pode ser de outra maneira, por isso emana um atractivo tão irresistível. Mas a verdadeira liberdade é não ter vaidade. Mais cedo ou mais tarde essa constatação cai-nos como um raio. É inevitável. Ricardo Salgado acaba por descobrir essa dura verdade, quando tudo se desmorona e literalmente o mundo lhe cai em cima.
Ricardo Salgado é o banqueiro da época da fénix renascida das grandes famílias que foram exiladas pela revolução do 25 de Abril de 1974, e pela vertente de revolução do proletariado em que se converte o PREC de 1975. O Banco Espírito Santo era o último bastião dessa burguesia financeira endinheirada, glamorosa no Estado Novo e que embasbacava o comum dos homens, que lhe prestava voluntariamente vassalagem. A certa altura parecia conjugarem-se todas as forças da sociedade para certificar que o Presidente do BES passasse a ser a face do poder supremo, o rei sol, e o banqueiro entranhou esse poder. O poder sobre os outros é uma tentação fácil de entranhar. Mas de algum modo sabia que esse poder acabaria com o fim dos grupos familiares. Lutou até ao fim para manter essa realidade, até que esse crescimento começava a exigir dinheiro e começando a faltar dinheiro, o banqueiro não teve outra saída senão o crédito. Não é de hoje a maravilhosa aliança entre dívida e poder. Pensara talvez que a importância do Grupo e do Banco Espírito Santo era um seguro contra a impiedosa actuação dos reguladores. O risco sistémico servia de protecção a uma falência e era o garante que o Estado estaria sempre lá para salvar o BES, enganou-se.
Este livro procura ser o retrato irónico de uma sociedade que vive fascinada pelo poder sobre alguém e onde se formam alianças estratégicas, informais, com a finalidade de manter o status quo. Portugal, como há um século tão bem descrito n´Os Maias de Eça, é um país endividado, obcecado com classes sociais e jantarinhos.
Um retrato satírico da sociedade portuguesa, que afinal não está tão distante assim da sociedade retratada por Eça de Queiroz.
Uma parada de costumes de uma sociedade prisioneira das aparências, onde todos estão constantemente em cena como num palco permanente onde importa mais parecer do que ser. O que foi a gestão do Grupo Espírito Santo senão isso?
É quase impossível na natureza humana erradicar o poder, a vaidade aguça essa paixão.
Na sociedade portuguesa ter Ricardo Salgado como aliado era ter a protecção da burguesia financeira, vagamente aparentada da aristocracia, e bem sabemos como em Portugal isso é apreciado. Aliar-se a Ricardo Salgado era um privilégio e em nome desse privilégio tudo valia e tudo se legitimava.

Este não pretende ser o retrato exaustivo do que se passou, é uma fotografia trabalhada. Tive a pretensão de aplicar os aforismos sobre a natureza humana às pessoas que por acaso conheci. Parti dos factos públicos e escrevi a história como eu a interpretei.
Tento ter a delicadeza de não ser grotesca nas minhas interpretações das pessoas e das situações, julgo ter dentro de mim o bom senso e o bom gosto para o ter conseguido.
Se não foram estes exactamente os sentimentos e motivações dos protagonistas, podiam ter sido. Parti para isso do meu conhecimento da história e da leitura dos factos públicos.
Neste retrato figurado prefiro salientar o humano, que é comum a cada um de nós, nas pessoas envolvidas. No fim do dia somos todos iguais.
Não vejam neste livro o realismo factual, mas antes uma ficção realista.
Este livro pretende ter algum sentido de humor, espero ter conseguido isso, mas não se pense que o humor é uma troça, não é de todo. O humor é quase sempre prova de uma desilusão profunda. Algo que, por ser subtil, não tem nome, nem aspecto. É uma sobra de dor, mas não é dor, como escreveu uma vez Agustina Bessa Luís.
Acho que as coisas grandiosas devem ser narradas de uma maneira simples, as coisas mesquinhas de uma maneira subtil.

 

«Ironia, verdadeira liberdade! És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos, da veneração da rotina, do pedantismo das ciências, da admiração das grandes personagens, das mistificações da política, do fanatismo dos reformadores, da superstição d›este grande universo, e da adoração de mim mesmo.»

P.J. PROUDHON

 

Agradeço a todos os que se disponibilizaram a ajudar-me, porque foi a prova que me respeitam profissionalmente, e isso é um reconhecimento importante para mim. Posso dizer que ninguém a quem eu pedi para me receber me recusou. Mesmo os que por força das suas profissões e das suas enormes responsabilidades em bancos e empresas tinham pouco tempo. Se se encontravam fora do país disponibilizaram-se a falar por telefone. Foi muito gratificante escrever este livro pelo interessante que foi ouvir o que as pessoas tinham para me dizer e contar sobre esta história, que é só e mais nada o maior escândalo capitalista do país do século! Claro que com o tempo muitas das «novidades» que este livro revelava foram saindo nos jornais, mas este nunca pretendeu ser um livro de revelações bombásticas.
Podia aqui fazer uma lista de amigos a quem devo ajuda para este livro, mas terei evidentemente de destacar o Francisco Mendia, que foi incansável. Tenho de agradecer ao Manuel Lancastre, que esteve sempre disponível para trocar ideias e dar sugestões; ao António Albuquerque, meu ex-colega do Diário Económico, que sempre me apoiou neste livro, e também ao João Cortez Lobão, que esteve sempre disponível para me ajudar, e conhece, como eu, as dificuldades porque passa um jornalista para ter notícias de negócios e de bancos.
Agradeço especialmente a todos os banqueiros, empresários e advogados (alguns deles amigos do coração), e alguns assessores de imprensa, que não se importaram de me reservar um bocadinho do seu precioso tempo para me receber, ouvir e trocar ideias. É bem verdade que já me conhecem e aturam há tanto tempo que já estão habituados.
Agradeço à minha família, em especial ao meu tio Carlos Queiroz, uma das vítimas da falência do Grupo Espírito Santo, que me ajudou neste livro.
Tenho de agradecer a alguns colegas meus do Diário Económico que também foram boas ajudas e sobra-me um mundo de ajudas de amigas e amigos meus que tenho a certeza preferem ficar anónimos, como por exemplo o João, o João, o Bernardo, o Luís, o Pedro, o Paulo, o Manel, o António, o Gonçalo, o Salvador, o Bruno, o Francisco, o Nuno, o André, o Miguel, o Jorge, o Diogo, o Carlos e o Tomaz. Agradeço ainda todas as ajudas de desconhecidos que a partir de outro país me ajudavam com notícias de outras sucursais e filiais. A todos os que esporadicamente me iam dando dicas, quer pelas redes sociais, quer presencialmente.
Agradeço às minhas grandes amigas – Rita, Isabelinha, Margarida, Catarina (minha prima), Conceição, Teresa, Joana, Sofia e Patrícia – a paciência de me aturarem a falar deste tema.

E ao Francisco por me ter encorajado a escrever.

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publicado às 13:09

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