Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Até tu Brutus?

por Maria Teixeira Alves, em 22.09.16

Já estavamos habituados a que Pacheco Pereira aproveitasse cada minuto de tempo de antena para criticar Pedro Passos Coelho. Mas não se me acaba o espanto quando vejo António Lobo Xavier a sistematicamente dar uma no cravo do governo e outra na ferradura no Pedro Passos Coelho (será para agradar a Costa?).

Mas será possível que de repente para o centrista que ajudou o Governo de Passos, e bem, na reforma fiscal do IRC, agora considere que Passos Coelho tem só pontos negativos? 

Até tu Brutus?

Já no outro dia me espantei com o elogio rasgado de António Lobo Xavier (que é uma pessoa que eu admiro intelectualmente e como pessoa) ao Governo no caso da banca (Fundo de Resolução). Será o BPI o motivo desta simpatia repentina pelo Governo de Costa? O BPI o banco que teve a ajuda do emissário de António Costa na tentativa de resolução do conflito accionista; o banco que conseguiu uma lei adaptada à sua necessidade de resolver o embróglio accionista [eu sou a favor de uma lei que ponha fim à blindagem de votos] sem mudar a essencia das blindagens estatutárias; o BPI que cedeu o seu vice-presidente para gerir a CGD [o BPI estará quase quase a passar ao estatuto de banco do regime?] será isso o motivo de força maior que tem feito Lobo Xavier mudar a agulha em relação a Passos Coelho?

Toda a gente se esquece que a austeridade do Governo anterior foi provocada pelo desastre socialista? Será que toda a gente se esqueceu que foi o governo de Passos Coelho que tirou Portugal da recessão?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:58

 

Violas desiste de se opôr à OPA do CaixaBank sobre o BPI

Enquanto o Tiago Violas pagava a advogados e se perdia em estratégias meticulosas de como chatear o BPI o CaixaBank foi por trás e emprestou 400 milhões de euros a Angola. É a diferença entre ser grande e ter ambições.

Agora Tiago Violas (accionista com 2,7%) vem dizer que não percebe a estratégia de Isabel dos Santos e percebendo que há um acordo tácito e que a Santoro vai votar a favor da desblindagem já na quarta-feira, deu uma entrevista a deitar a toalha ao chão. Confesso que simpatizei com a ingenuidade da obstinação de Tiago Violas, mas a este nível há sempre mais coisas entre o ceú e a terra do que a vã filosofia pode explicar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:35

Os juros de Portugal a 200 pontos da dívida espanhola

por Maria Teixeira Alves, em 14.09.16

Resultado de imagem para portugal juros

Taxa de juro da dívida portuguesa a 10 anos: 3,30%; taxa de juro da dívida espanhola a 10 anos: 1,08%; taxa de juro da dívida alemã a 10 anos: 0,0436%. As yields portuguesas estão assim a 325 pontos da alemanha e a 222 pontos de Espanha. 

Antes deste governo chegar os juros de Portugal estavam a 40 pontos a 60 pontos da espanhola (cito de memória)

Isto está bonito está!

Depois o outro é que só fala em desgraças que não existem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:37

O que separa Portugal de Espanha

por Maria Teixeira Alves, em 10.09.16

A diferença entre os portugueses e espanhóis. É que os portugueses começam por votar num governo levando-o à vitória minoritária (mas perto da maioria absoluta). Vem um partido derrotado e faz uma coligação negativa (o que une os partidos que sustentam no Parlamento o governo PS é o ódio à direita) para se manter no governo (sozinho) e passado uns meses os portugueses já viraram as agulhas nas sondagens. O espanhóis ao contrário, quanto mais mal a imprensa trata o candidato vencedor, do PP, que não consegue formar governo por oposição parlamentar liderada pelo PSOE, mais o eleitorado vota nele. Se fosse cá Rajoy nas segundas eleições já tinha perdido. Em Espanha arrisca-se a ganhar pela terceira vez e fala-se em maioria absoluta. Espanha é um país rico é nós somos os remediados da Europa.

Espanha está a crescer 3% o PIB e Portugal esgatanha-se para chegar a 1%.

Talvez a falta de segurança e determinismo e capacidade de preferirem sempre a opinião da manada, acima de tudo, expliquem em parte.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:41

Resultado de imagem para governo caldeira cabral

O PS devolve parte da sobretaxa, mas depois agrava a progressividade, logo vai aumentar os impostos à classe média.

Ontem no programa de José Gomes Ferreira, Manuel Caldeira Cabral admitiu que um ajustamento dos escalões do IRS podia levar a um aumento da taxa aplicável nos escalões mais elevados. Entendendo por escalões mais elevados a classe média.

"Mas, consistentemente, vamos ter dois anos de redução da carga fiscal sobre todos os portugueses", disse Manuel Caldeira Cabral, só que isso não é possível

Estamos num pantano. Pedro Passos Coelho vai ter razão, é uma questão de tempo.

P.S. Não é mesmo nada fácil apanhar Manuel Caldeira Cabral numa fotografia com o primeiro-ministro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:38

BPI, vítima das circunstâncias

por Maria Teixeira Alves, em 05.09.16

CaixaBank estuda retirar a OPA ao BPI

O que se está a passar no BPI é o retrato do país. Nada se faz sem o apoio tácito do Governo, que mesmo assim, com medo de violar o políticamento correcto, fez uma lei que fica a meio caminho.

Eu já tinha escrito que uma lei em que só quando a proposta de desblindagem vem do conselho de administração é que caem os limites na votação, estava-se mesmo a ver que ia dar nisto.

Então faz-se uma lei com regras de votação diferente consoante o autor da deliberação que é levada à Assembleia Geral de accionistas? E nem o Presidente da República pensou nisto?

Claro que o accionista minoritário adiantou-se e leva uma proposta antes da administração do BPI, o que leva a que os votos nessa votação continuem blindados e seja preciso uma maioria acima da legal (75%) para que a desblindagem passe.

Cria-se uma lei para desbloquear o impasse accionista e consegue criar-se as condições na nova lei para um novo impasse accionista?

Por outro lado só neste país é que os accionistas minoritários querem chumbar operações que têm como resultado a queda dos títulos. Mas Tiago Violas quer medir forças com o Caixabank para no fim do dia ter as acções a valer menos de 1 euro por acção? Vejam lá as acções após a OPA do Caixabank estar em risco de ser retirada. Acham pouco 1,113 euros por acção? Então o melhor é criar condições para as acções caírem a pique. O BCP estava muito sozinho na sua condição de penny stock, o BPI prepara-se para lhe fazer companhia.

Um accionista com 2,6% consegue impedir uma OPA como? Porque, outra característica portuguesa, os tribunais têm os seus ritmos. Uma falha formal que foi corrigida, não merece uma resposta do juiz em tempo útil, sabendo que está uma empresa essencial para o país em risco?

A quem pedir responsabilidades se mais um banco definhar em Portugal? Como pode a burocracia pôr em causa a definição accionista do BPI, a resolução do problema da elevada exposição do BPI ao risco Angola, e eventualmente a venda do Novo Banco ao BPI, que pode salvar o país de mais uma liquidação de um banco? 

Não me digam que é ao anterior governo que vão atribuir culpas do BPI, porque eu já não aguento esta campanha anti-Passos/Maria Luís como se não tivessem sido eles que tiraram com a ajuda da troika Portugal da bancarrota. 

Ainda vão acabar por dizer que o BCE podia ter evitado a lei que retirou Angola de equiparado em termos de supervisão a bancos europeus, que desencadeou todo este "caso BPI", se o anterior Governo tivesse convencido Mário Draghi.

Já faltou mais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:49

O que agrada às mulheres

por Maria Teixeira Alves, em 30.08.16

- "Tu agradas às mulheres. És o que se pode dizer bonito, mas não é isso, a beleza é quase um pormenor. Não, é outra coisa..." - "Diz-me qual". - "É porque tens um olhar intenso. Um olhar apaixonado. E é isso, acima de tudo, que as mulheres procuram. Se conseguem ler uma energia, uma paixão, no olhar de um homem, então acham-no sedutor". Michel Houellebecq, "O Mapa e o Território", edição Alfaguara

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:55

Carta a João Miguel Tavares

por Maria Teixeira Alves, em 27.08.16

IMG_6620.PNG

O artigo do João Miguel Tavares (que é uma pessoa com quem costumo concordar, isto é, de um campo ideológico de que me sinto próxima) começa logo com uma generalidade (que encerra um erro). 

"Caros jornalistas das secções e dos jornais de economia: há muito que estou para vos escrever uma carta aberta, e no dia em que chegou a conta de mais 5160 milhões, agora para a Caixa Geral de Depósitos, achei que não podia continuar a adiá-la".

Ora os 5.160 milhões não são "mais". Porque destes, os 960 milhões de euros em CoCos já tinham sido em 2012, a conversão em capital não reforça os fundos próprios da CGD. Os 500 milhões da ParCaixa também eram um aumento de capital da CGD "encapotado" de antes, já lá estavam 50% e agora vão os outros 50%.

"Mais" mesmo será o aumento de capital de que não se conhece o número, apenas o tecto máximo de 2.700 milhões. As obrigações subordinadas são para colocar em investidores institucionais e não aumentam o capital core, que é o que é preciso aumentar em termos regulatórios, parece-me ser uma contrapartida exigida por Bruxelas para aprovar o aumento de capital na CGD considerando-o uma operação em condições de mercado, o que evita ir ao défice (mas não à dívida).

Portanto o capital (fundo próprios) só vai mesmo aumentar em 3,2 mil milhões no máximo. Digo no máximo, porque o valor exacto do aumento de capital em dinheiro depende da auditoria externa à carteira de crédito e outros activos.

Dito isto, passemos à resposta do João Miguel Tavares à carta que escreve no Público aos jornalistas de economia (mesmo sendo eu dos jornalistas que não beneficiou com a crise porque deu-se o azar de me calhar a Ongoing como accionista em 2008 com tudo o que isso implicou). 

Pergunta o João Miguel Tavares, numa espécie de pergunta de retórica: Por que raio andaram tão distraídos ao longo dos últimos anos? Por que é que, antes do BES, do Banif e da Caixa, garantiam que o sistema financeiro continuava sólido como uma rocha, tirando o azar do BPN e do BPP, mais uns problemazitos no BCP? Há aqui uma história para vocês, jornalistas de economia, contarem, e que eu nunca vi contada. O parêntesis mais dramático do jornalismo económico nacional — aquele que dizia “a crise no GES (não no BES)” — estendeu-se a praticamente todos os bancos. Expliquem-nos, por favor: porque é que não soubemos antes? Por que é que vocês, que percebem disto à brava, não nos avisaram?

Porque João Miguel Tavares aquilo que consome o capital dos bancos hoje não era o que consumia antes de 2008. As regras contabilísticas foram mudando até chegar a Basileia III. Por exemplo, sabe que a razão porque a CGD, o BCP e o BPI precisaram de CoCo´s foi porque um dia a Autoridade Bancária Europeia decidiu que as obrigações soberanas em carteira (aquelas que um par de anos antes o sistema levou os bancos a reforçarem em força porque era o colateral que lhes permitia ter financiamento no BCE - o MMI fechou-se pós falência do Lehman Brothers) tinham de ser contabilizadas ao mark-to-market (valor de mercado)? Numa altura em que o risco das obrigações nacionais era elevado. Isso abriu um buraco no capital dos bancos, de um dia para o outro, sem que os bancos tivessem feito alguma coisa para isso. Sabe que a maioria dos gaps de capital são imposições regulatórias? A União Bancária é óptima porque divorcia o risco dos bancos do risco soberano, mas a um preço muito alto. 

Obviamente que se um banco tem accionistas ricos esse problema é mitigado porque alguém põe o dinheiro, mas Portugal, graças ao PREC, deixou de ter capitalistas, logo deixou de ter capitais. Demora gerações a ter capital, ou então o país tem a sorte de ter commodities.

Há dez anos atrás não havia almofadas de capital para risco sistémico, almofadas de capital para carteiras de crédito em risco. Penso que até nem havia o rácio do Banco de Portugal de crédito em risco. O rácio era crédito em incumprimento há mais de 90 dias. Não havia ponderações a 100% da exposição a Angola. Não havia ponderadores de risco reforçado para créditos com colaterais em acções. Também é certo que não havia DTAs (activos por impostos diferidos) para ajudar.

Na altura as provisões eram as obrigatórias para crédito e as outras eram almofadas voluntárias que os bancos constituiam para semestres dificeis.

Sobre os casos específicos de que fala o João Miguel Tavares: sobre o BPN se alguém denunciou foi a imprensa, penso que o caso do artigo sobre o banco do Oliveira e Costa chegou mesmo a tribunal. Sobre o Banif o que se sabia era de denúncias sem documentos (quem se atravessa a escrever informações não demonstráveis?). E mesmo assim muita coisa foi escrita (veja-se o caso de Angola/Banif). O Banif Brasil foi várias vezes notícia.

Quanto ao BES/GES se me conseguir explicar como é que os jornalistas conseguiam descobrir os balanços secretos da ESI, uma SGPS sediada no Luxemburgo, onde o verdadeiro passivo estava num excel alegadamente feito pelo presidente do BES, se nem as autoridades do Luxemburgo descobriram. 

Mas se for lá ver a imprensa da altura havia muita gente a falar do crédito para comprar acções e com acções como garantia. Eu até um livro escrevi sobre o assunto quando o BCP foi tomado de assalto pelo grupo dos aliados para travar OPAs incómodas. O João Miguel tem razão, na altura ninguém ligava nenhuma às notícias de economia por isso é que agora dizem estas coisas que o João diz. Quando diz "ainda sou do tempo em que as pessoas liam os jornais sem ligar patavina às páginas de economia". É caso para se dizer: Nota-se!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:35

Aquele querido mês de Agosto

por Maria Teixeira Alves, em 26.08.16

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:04

Um aumento de capital "mixuruca" e mais uma auditoria

por Maria Teixeira Alves, em 25.08.16

pixiz-25-08-2016-02-44-14.jpg

 

 

Margrethe Vestager e Mário Centeno. São parecidos não são?

 

Está tudo muito contente. Margrethe Vestager está contente. Mário Centeno está contente porque conseguiu aprovar um aumento de capital para a CGD de, vejamos: 2.700 milhões+500 milhões+960 milhões+1.000 milhões = 5.160 milhões de euros. Parece uma exorbitância.

Todos seríamos tentados a pensar, que boa engenharia financeira esta, pois a CGD vai ficar a transbordar de capital e o Estado, dos 5.160 milhões só tem de investir 2.700 milhões de euros. E estes podem ser menos, porque 2.700 milhões é afinal um tecto máximo.

A este grande conjunto de tranches o Ministro esqueceu-se de lhe juntar o alívio no rácio de capital de 600 milhões pelo facto de já não ter de constituir no próximo ano uma almofada de capital em nome de ser uma instituição com risco sistémico. Mas podia ter somado, é tão válida como qualquer outra operação. Pois há dois meses o Banco de Portugal anunciou uma aplicação gradual da reserva de fundos próprios para as instituições de importância sistémica no mercado português. Esta decisão vai aliviar a pressão de capital sobre os principais bancos portugueses. A Caixa Geral de Depósitos, que tinha de reforçar o capital em 1 ponto percentual até ao final do ano — o que equivaleria a cerca de 600 milhões de euros — só precisa, agora, de obter metade desse valor até 2018 e a outra metade até 2019. 

Portanto, pelo menos aos 5.160 milhões há a juntar + 600 milhões (de almofada de capital adiada).

Mas quais destas operações é que são um verdadeiro reforço de fundos próprios (que é o que importa para os rácios de capital)? Os 960 milhões de CoCo´s não reforçam os fundos próprios do banco, porque já o reforçaram quando foram concedidos. 

Depois ninguém sabe ao certo de que forma a transferência de uma sociedade da Parpública para a CGA vai aumentar o capital em 500 milhões. É um aumento de capital em espécie?

As obrigações subordinadas, que eu saiba, não são Common Equity Tier 1 (são Tier 2), portanto são daquelas obrigações que servem para bail-in (investidores perdem tudo em resgate), mas não servem para cumprir o rácio dos reguladores  (o BCE tem um rácio especifico para a Caixa em função do risco da carteira de crédito; e os bancos vão deixar de poder contar com os DTA o que impacta no rácio de capital, e há mais exigências regulatórias a pedir capital CET1). 

Não restam dúvidas que a CGD precisa de um aumento de capital. A administração que vai agora sair já tinha alertado para a urgência de um aumento de capital para este ano.

O ministro das Finanças admitiu mesmo que o presidente demissionário da Caixa Geral de Depósitos (CGD) apresentou-lhe no começo do ano um "valor próximo" dos dois mil milhões de euros como o necessário para a recapitalização. Vamos ver se não vai ser esse o número que acabará por ser o aumento de capital.

É que Vestager autorizou um aumento de capital, não de 2,7 mil milhões, mas de no máximo 2,7 mil milhões, condicionado a uma auditoria externa em que Bruxelas vai estar de olho. A auditoria pode acabar por determinar que o aumento de capital que a CGD precisa é de apenas 2.000 milhões e lá se vai a ambição de um capital com almofada de segurança de grande dimensão que o futuro presidente do BPI tanto fazia questão.

Mais uma auditoria para descobrir as imparidades a constituir para a carteira de crédito, depois de testes de stress e de avaliações do BCE para deterninar o rácio de capital da CGD em função dos riscos da carteira de activos. Nunca parecem ser suficientes as auditorias.

O que nos apresentou o Ministro? Uma operação de aumento de capital não definido em montante, mas com a chancela de "em condições de mercado" ( o que quer que isso queira dizer). O que leva o investimento a ser considerado activo financeiro, logo não se reflecte no défice. São boas notícias para o governo que tem de chegar ao fim do ano com um défice de 2,5%.

Mas e quanto aos prejuízos acumulados da CGD, têm de ser reconhecidos no défice? Não há resposta.

Depois de tanta confusão mediática, de um orçamento rectificativo (para rectificar a dívida pública), de tanta guerra política, de tanta polémica, de tantos atrasos na substituição da administração, de tanta má publicidade à CGD, no fim do dia vamos acabar com um aumento de capital no mesmo montante que a administração de José de Matos já tinha calculado: de 2.000 milhões de euros. 

Vão tentar vender as mesmas coisas que os outros (carteiras de crédito, activos estrangeiros fora dos Palop, imobiliário). Até a conversão dos CoCo´s em capital já tinha sido anunciada por José de Matos.

Estou quase tentada a dizer que vamos ficar à espera das verdadeiras novidades para a CGD. Porque até agora o que há é requentado ou indefinido. 

 

Publicado no Corta-Fitas

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:08



Bloggers convidados

António Canavarro

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D




Links

Blogs e Jornais que sigo

  •