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Uma mercadoria

por António Canavarro, em 24.03.17

 

Não sou um grande entusiasta da sua obra, no entanto reconheço que é um marco na literatura portuguesa. Por isso pensar a Agustina Bessa-Luís como uma espécie de mercadoria, e porque não vende é retirada do mercado é digno de um país medíocre como o nosso, vergonhoso!

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publicado às 09:44

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De repente da esquerda à direita só oiço elogios à decisão de não privatizar nada da CGD (acabo de ouvir António Lobo Xavier a criticar a privatização parcial da Caixa). Não se me acaba o espanto!

Mas qual é a vantagem desta emissão de obrigações subordinadas a 10,75% de juros (53,75 milhões por ano só na primeira tranche, que passa para 100 milhões com a conclusão da segunda tranche em 2018)? Digam-me! A Caixa se pudesse não emitia estes títulos. Só para os pagar retira aos resultados quase 54 milhões de euros todos os anos. Como é que a CGD, que tem prejuízos há sucessivos exercícios vai ter lucros no fim de 2018, que é obrigada a ter por compromisso com Bruxelas? Acordem!

Vejam bem que quando a CGD estiver a levantar a cabeça (no fim de 2018) tem de fazer outra emissão destas e eleva o custo para 100 milhões de euros por ano.

Ora se tivesse vendido a um privado parte do capital não era melhor? Tinha feito o mesmo aumento de capital de 2,5 mil milhões de euros sem que tal fosse considerado ajuda de Estado por Bruxelas e era muito mais barato, e ainda por cima havia um privado a pôr dinheiro em futuros aumentos de capital.

Esta solução é um desastre! Escrevam na pedra para não se esquecerem.

Ainda por cima, politicamente não é boa, porque o Estado pagará os 100 milhões sobretudo a estrangeiros. Ao passo que os CoCo´s (tão criticados pelos anti-Passos) custavam 80 milhões de euros por ano aos bancos mas entravam nos cofres do Estado português. 

Esta solução adoptada para que o aumento de capital da Caixa não fosse considerado ajuda de Estado (o que obrigava a remédios violentos) é o pior dos mundos. Porque não resolve o problema de capital no futuro e ainda custa uma pipa de massa.

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publicado às 00:06

Palavras e reacções.

por António Canavarro, em 23.03.17

 

Veio parar às mãos um velho texto escrito por Fernando Pessoa em carne e osso, e onde discorre sobre "O caso mental português".

Neste texto ele analisa a nossa maneira de ser, dizendo que «se fosse preciso usar de uma só palavra para definir o estado presente da mentalidade portuguesa, a palavra seria "provincianismo"».

Por muito que possa custar é preciso admitir que ele tinha razão. Tinha... não! Tem razão! As reacções às infelizes palavras do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, provam-no.

Se a caricatura que fez de nós – portugueses e demais “sulistas” - é infeliz, no fundo da questão há uma verdade incómoda: nós, países do sul – maioritariamente católicos – temos um estar e uma mentalidade diferente dos países do norte, e da sua “genética Calvinista”, como foi bem observado por José Manuel Fernandes. Todos sabemos que culturalmente há diversas "europas"! No entanto, seria bom que o político  holandês tivesse um dia lido de Óscar Wilde, pois saberia que "se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo"!

 

 

 

 

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publicado às 12:07

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O presidente do Eurogrupo, no Verão do ano passado, foi um defensor de que Portugal e Espanha deviam ser multados no âmbito do Procedimento por Défices Excessivos referente ao défice de 2015 (ultrapassado por causa da Resolução ao Banif no fim do ano). A Comissão Europeia na altura optou por suspender a multa aos dois países, mas contra a vontade do ministro holandês. 

"É dececionante que não haja seguimento da conclusão de que Espanha e Portugal não tomaram ações eficazes para consolidar os seus orçamentos", referia na altura, Jeroen Dijsselbloem, que deixou sempre claro que, "apesar de todos os esforços realizados, Espanha e Portugal ainda estão em perigo".

Como se sabe o mandato do presidente do Eurogrupo acaba em janeiro de 2018, e Luís Guindos (espanhol) está a tentar ser o sucessor. 

Isto porque Dijsselbloem (socialista) não vai ser reconduzido como ministro das Finanças no seu país, dada a derrota histórica do seu partido (PvdA) nas eleições da passada quarta-feira.

Ora para Portugal há nova ameaça de sanções desta vez por desequilíbrios macroeconómicos excessivos. 

Serve isto tudo para contextualizar a reação à entrevista do presidente do Eurogrupo que usou uma metáfora (que se pode apelidar de infeliz), mas que foi convertida pela imprensa numa acusação.

O que disse Dijsselbloem?

"Tornamo-nos previsíveis quando nos comportamos de forma consequente e o pacto no seio da zona euro baseia-se em confiança. Na crise do euro, os países do norte da zona euro mostraram-se solidários para com os países em crise. Como social-democrata, considero a solidariedade da maior importância. Porém, quem a exige também tem obrigações. Eu não posso gastar o meu dinheiro todo em aguardente e mulheres e pedir-lhe de seguida a sua ajuda. Este princípio é válido a nível pessoal, local, nacional e até a nível europeu", respondeu Jeroen Dijsselbloem quando o jornalista do "Frankfurter Allgemeine Zeitung" (FAZ) o confrontava com o entendimento do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, relativamente ao rigor com que a Comissão Europeia e a UE em geral devem observar as regras em vigor.

(tradução do Expresso)

O mundo mudou as palavras do holandês e transformou a metáfora numa acusação aos países da Europa do Sul de que gastavam tudo em mulheres e alcool e depois iam pedir ajuda.

Esta interpretação motivou uma reação (exagerada e grotesca) do primeiro-ministro português que rapidamente insultou o ministro holandês (sem qualquer metáfora) dizendo: 

Dijsselbloem "tem uma visão xenófoba, racista e sexista" sobre parte da Europa e "numa Europa a sério, o senhor Dijsselbloem a esta hora já estava demitido".

Claro que a fúria de Costa não colheu (a sua maior frustração é não mandar nas instituições da Europa, mas não manda e como tal não correram com o Dijsselbloem).

Os espanhóis, mais interessados no lugar de Dijsselbloem foram mais "polite" e pedem apenas que se retrate publicamente do que disse.

Reparem em como é tratado o assunto num jornal espanol (El País):

El ministro español Luis de Guindos, que peleó por el puesto de jefe del Eurogrupo hace dos años y sigue con esa idea rondando su cabeza —pese a que en público se descarta—, ha vuelto a tachar de "desafortunadas" esas declaraciones y ha insistido en que Dijsselbloem debería arrepentirse. "Las declaraciones me parecen desafortunadas desde el punto de vista de la forma y del fondo" , ha expresado en los pasillos del Congreso.

Como vêem os insultos e pedidos de demissão agressivos só mesmo de Portugal e de Itália (que também está lá com um problemazito com os bancos).

  

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publicado às 14:36

Haja paciência

por António Canavarro, em 14.03.17

 

Com as noticias dos últimos dias parece que estamos num manhoso filme de série B. Mas não. É a realidade pura e dura, que até dá para rir - não deixa de ser cómico comparar os holandeses com o nazis - mas só se for dos nervos em que esta gentalha - estamos nas mão de reles criaturas que nos (des)governam - nos remetem! Haja paciência

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publicado às 15:38

Portugal é um dos países da Europa com mais preconceitos sociais. É o último reduto ocidental de uma sociedade estratificada (e isto, curiosamente atravessa mesmo todas as "classes" - chamemos-lhe assim - todas são preconceituosas). Os portugueses não admitem e preferem chamar racismo aos preconceitos sociais. Portugal é um país que transveste os preconceitos sociais (de classe) em preconceitos raciais (e outros aos quais os arautos da indignação são mais sensíveis). Pois já se sabe que há as vítimas fixas da indignação, categorizadas como tal e socialmente aceites. 

No outro dia num jantar de amigos a discussão era sobre o correspondente da BBC na Coreia do Sul que era interrompido pelos filhos e depois aparecia uma senhora coreana de gatas a tentar salvar a situação a puxar as crianças para fora da sala.

Nessa discussão, eu, comme d'habitude, em contra-mão com o resto da mesa, dizia que era a mulher do inglês a ir buscar as crianças, perante uma mesa que me desmentia a dizer "vê-se logo que é a empregada". Eu esperneava a dizer, mas vocês não vêem que os filhos do britânico com bom ar são asiáticos?! Isso são preconceitos sociais, típicos dos portugueses, dizia eu. Na Europa já ninguém é assim.

Mas os preconceitos têm muita força e ninguém ficou convencido com os meus argumentos. Ainda terão pensado "lá está ela sempre a dizer o contrário de toda a gente".

Ora vejamos a verdade dos factos. Obviamente que eu tinha razão. Aquela é a mulher e aqueles são os filhos do inglês.

É obvio que foram os preconceitos sociais que levaram as pessoas a dizer que era a empregada e não a raça. Porque se fosse uma coreana de Chanel e saltos altos toda a gente acharia que era a mulher. Aliás, ninguém duvidou que os miúdos (claramente coreanos) fossem filhos do britânico com ar tweed

Mas a imprensa como retratou o tema?

"Como o divertido vídeo viral da BBC evoluiu para uma discussão séria sobre racismo"

"Marido e mulher ou patrão e empregada? A maioria das pessoas que viu o vídeo viral das crianças que interromperam um comentário em directo para a BBC achou que uma mulher asiática não podia ser a mãe das crianças de um homem branco".

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publicado às 14:09

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Um dia haverá um problema com a Associação Mutualista do Montepio Geral e não se esqueçam de quem é que supervisiona a associação (o Ministério do Trabalho e Segurança Social, liderado por Vieira da Silva).

Falam do Carlos Costa (Governador do Banco de Portugal) por não ter retirado a idoneidade a Ricardo Salgado no BES, mas o Governo mantém o presidente socialista da Associação Mutualista apesar de estar já arguido num processo crime que remonta ao tempo em que era Presidente do banco Montepio.

Os títulos dos jornais são: "Tomás Correia suspeito de ter recebido 1,5 milhões de euros" e "Terrenos: Tomás Correia constituído arguido"

Não se esqueçam também que foi Carlos Costa que o tirou da liderança do Montepio e obrigou à separação de funções entre o presidente da Associação e do banco CEMG que durante anos foi o mesmo.

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publicado às 17:56

Os maoistas, Nogueira Pinto e a realidade

por António Canavarro, em 07.03.17

 

Ando demasiado alheado da realidade. Faço-o como atitude terapêutica. Faço o que apetece. Pinto!

Acontece que há dias assim, em que a realidade, tal como um automóvel desgovernado, nos atropela, e foi o que aconteceu, quando li que uma palestra-debate intitulada "Populismo ou democracia? O Brexit, Trump e Le Pen em debate", marcada para hoje, na Universidade Nova de Lisboa, foi cancelada por alegadas ameaças à integridade física ao palestrante, o historiador e politólogo Jaime Nogueira Pinto.

Tal atitude deve-se ao facto da respectiva associação académica ser ter insurgido contra a sua realização, sobe o argumento que se trata de propaganda ideológica dissimulada de cariz inconstitucional".

O visado, um assumido conservador, argumentou de que se tratava de "um acto de intolerância esquerdista".

Quem me segue ou me conhece sabe que não sou conservador. Podia-o ser, no entanto, dirão alguns por conformismo, sempre optei pelo centrismo e pela equidistância. Um “estar” que naturalmente me obriga a condenar vivamente esta atitude, até porque o argumento subentende que o visado é, também ele, um populista. Não, não é! Porque ser “de direita” ou até “de esquerda” não é sinónimo de populismo! Porque, Populismo é precisamente o contrário. Populismo é estar de barriga cheia, como provam estes estudantes, na sua maioria imberbes, que acham que são os donos do mundo, embriagados nas suas ideologias.

Hoje vivemos na mais profunda “agonia do real”, consequência lógica da “virtualização da sociedade”, pelo que este “evento”não é mais do que uma “erupção de auto-afirmação” [Innerarity; 2009]. Aliás é um fenómeno que não é novo e veio para ficar. Foi o que vimos na “gestação” da geringonça, como foi o ouvimos quando Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting Clube de Portugal,  mandou todos os demais clubes “bardamerda”!

 

 

 

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publicado às 15:21

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A falência do Grupo Espírito Santo, do BES e a Resolução são coisas que já foram explicadas e mais do que explicadas. O que agora me levanta dúvidas é porque vem uma técnica, ou ex-técnica, do Banco de Portugal divulgar documentos sobre o assunto? Isto numa altura em que o cerco político a Carlos Costa aperta (felizmente é um cargo inamovível). Parece evidente que o Governo actual tem pena de não ter no comando do Banco de Portugal uma Elisa Ferreira (lá chegaremos).

Mas uma coisa sabe-se. Houve uma Comissão Parlamentar de Inquérito, com um relatório muito bem elaborado, ao tema. Tudo aquilo que agora se volta a discutir, com carga de grande revelação, foi escrutinado pela CPI em 2015.

Quanto à responsabilidade do Banco de Portugal tem de se separar dois momentos: O momento da descoberta e o momento da solução.

Podia o Banco de Portugal ter descoberto mais cedo? Pouco provável. O problema do Grupo Espírito Santo radicava numa holding que sustentava todo o grupo e essa estava sediada no Luxemburgo. O Banco de Portugal tinha denúncias e suspeitas, mas batia-lhes à porta e respondiam: Isto não é um banco e não é português. Foi preciso com a troika, o Banco de Portugal ter ordens para pedir as contas dos 12 maiores clientes de cada banco, e zás lá estava a ESI (Espírito Santo Internacional). Foi esta análise (ETRICC) que permitiu descobrir que a ESI tinha apagado dívida do balanço. O que significava que a ESI estava falida. 

Fernando Ulrich avisou o Banco de Portugal? Avisou. Mas nunca soube da dívida escondida. 

Uma coisa é alertar para o facto de o banco estar a ser capitalizado com dinheiro dos clientes, outra coisa é essa capitalização estar a ser feita através de uma empresa com contas falsas. 

No pós descoberta podemos criticar algumas coisas de Carlos Costa. Eu critico sobretudo uma: O de não ter anunciado em público a proibição feita a 14 de Fevereiro de 2014 à administração do BES, de venda de papel comercial das empresas do Grupo Espírito Santo aos balcões do BES. Mesmo só se aplicando ao retalho e a Portugal a publicação desta ordem teria informado os institucionais que investiram na dívida do GES depois de 14 de Fevereiro, como é o caso da PT (já viram que esta se calhar não teria falido) e como é o caso dos clientes dos bancos do Grupo (detidos pela ESFG) fora de Portugal. 

A saída mais rápida de Ricardo Salgado e este anúncio tornado público teria evitado a falência do BES? Não se sabe. Porque a dívida colocada nos clientes dos bancos e que vencia a curto prazo somava 6 mil milhões de euros. A possibilidade de uma corrida aos depósitos quando começassem a falhar os primeiros pagamentos do papel comercial das empresas do GES que foram vendidas com chancela Espírito Santo, era quase certa, e os processos em tribunal que seguiriam. A difamação do banco não seria evitada. 

O fecho da torneira de liquidez para continuar a alimentar a dívida do GES iria muito provavelmente fazer estoirar o BES mais cedo. Mas teria pelo menos salvo poupanças de algumas famílias e empresas. Ricardo Salgado ficava mais cedo proscrito, provavelmente.

Era apenas uma questão de tempo. Mas pelo menos tinha sido rápido. A morte do BES seria mais rápida. A fuga aos depósitos teria aberto um problema de liquidez e empurrava para a Resolução, mas tudo mais cedo. Teria sido mais transparente. Isso sim.

De resto as novidades que temos agora são as revelações dos inquéritos no âmbito da Operação Marquês. Isso sim é revelador do que se passou no país nas últimas décadas. O tráfego de influências, os pagamentos, a troca de favores.

Enquanto para sobrevivermos tivermos de recorrer a esses esquemas, este país nunca deixará de ser terceiro mundista.

 

Deixo aqui o comunicado do Banco de Portugal e a reacção à reportagem da SIC, "Assalto ao Castelo":

A propósito das reportagens da SIC sobre o BES, o Banco de Portugal considera relevante esclarecer o seguinte:

  1. Em 1 de Agosto de 2013, o BPI entregou no BdP uma avaliação económica do GES, com especial incidência na Espirito Santo International (ESI).
  2. Esta avaliação do BPI foi oportunamente partilhada com a Assembleia da República no contexto da Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo.
  3. Na data em que o documento foi partilhado com o Banco de Portugal já se encontrava em preparação uma análise particularmente exigente dos principais grupos económicos devedores à banca (ETRICC 2), cuja realização foi aprovada pelo Conselho de Administração do Banco de Portugal no dia 11 de Setembro de 2013.
  4. O ETRICC 2 foi desenvolvido com base numa metodologia particularmente exigente, que questionou em profundidade os planos de negócio dos grupos económicos selecionados, de modo a confirmar que os mesmos assentavam em pressupostos robustos.
  5. Foi em resultado do ETRICC 2 – por única e exclusiva atuação do Banco de Portugal – que foi detetado, no final de novembro de 2013, que as contas publicamente divulgadas pela ESI não refletiam a sua verdadeira realidade financeira.
  6. Esta desconformidade contabilística não tinha sido até aí reportada pelos órgãos de administração do BES, por empresas de auditoria, por qualquer outro regulador ou supervisor, por qualquer instituição credora do GES, ou por qualquer indivíduo.
  7. Assim, a avaliação do GES realizada pelo BPI em nada alterou a análise e o planeamento em curso no Banco de Portugal, nem contribuiu para os resultados que vieram a ser apurados no ETRICC 2.
 

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publicado às 00:38

Offshores, transferências e responsabilidades

por Maria Teixeira Alves, em 03.03.17

António Lobo Xavier conseguiu quase responsabilizar Maria Luís Albuquerque pela falta de publicação das estatísticas das transferências para offshores e ilibar Paulo Núncio (porque assumiu para si as responsabilidades). É obra! Parcialidade?

Falta saber porque não entraram as 20 declarações que somavam 10 mil milhões de euros.

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publicado às 00:06



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